quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cem anos

Qui - 30.06.2016 - 09 h 22 m

Eu não sei                              Em sua leveza,
O que é                                       Sustentável,
"Cem anos                                   Me fazendo
De solidão"!                                             Ser.

Eu sei                                            Eu não sei
O que é                                              O que é
Estar com                                        "O nome
Minha mãe,                                    Da rosa"!
Sem nunca
Ter ficado                                      Eu sei que
Sozinho.                                  Em cada rosa:

Eu não sei                                           Vejo a
O que é                                       Luz à mira,
"A insustentável                     Minhas ternas
Leveza do ser"!                     Rosas eternas!

Eu sei                                Sussurrando meu
O que é                                 Nome sempre!
Minha                               Sem solidão, nos
Mãe                                   Cem anos meus!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mal que veio

Qua - 15.12.2016 - 08 h 30 m

O príncipe mexeu               Nos brasis de
com o mal que veio,           pedrocolombo,
Trazendo inferno               Descobrindo
Dante visto,                          Índios,
                                                        
Elogiando as                      No encontro de
Loucuras                          CristovãoCabral,
Do seu                                    No garotinho
Pinoquismo,                            De cada um,
Nos moinhos                 Feitos índios cajus,
De La Mancha,          Quebrando castanhas
Dos Tontos                           Com jucás, no
Sem zorros,              Cálice da politicopata.

Nos  batem                           Nos banquetes
E roubem                                        De suas
Dos                                         Excelências,
Quarenta                            Na onda brecha
Que ali                                        Do poder,
Babam,                    Comendo caranguejo,           
Deixando                               Com decoro,
Platão               Com BOTAFOGO e CIA,
Sem                    Na JUSTIÇA do angorá,
sofismo,                      Dos contos de réis,
Na república                Sem conto de reis,
Dos reis                   Nos contos dos réus,
Nãos.               Dos seus reais intocáveis.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Alcateia humana

Qua - 14.06.2017 - 08 h 53 m

Gemem mares!                     Fazendo
Bramam ondas!                  Do tempo
Com suas espumas              O tem pó
De lobos raivosos,           Dos outros,
Em sua alcateia                           Nos
Desumana,                               Asilos
Na caça a dor,                        De suas
Sem limites.                        Loucuras,

Tornando                    Nos assombros
Escalpo,                                  Do seu
Seus troféus,                            Poder,
Nos orgulhosos                  Enquanto,
Meus, somente meu,                Ossos,
Sem sementes,                       Um dia,
Nas suas mentes,                     Não se
Que nunca mentem.              Fizerem.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tu? Sem ética!

Sex - 09.06.2017 - 07 h 39 m

Ser águia,                                    Dos
Somente,                             Tratados
Quando se quer,             Sem éticas,

É ser                                           Nos
Avestruz                       Tratamentos
24 horas,                      Existenciais,

É se                              Nos 4 a três
Vestir                     Sem estranheza,
De fantasias,           Do agora pode,

É se                                       Foi-se
Enfeitar                              O 6 a 3,
De hipocrisia,             Veio o 4 a 3.

É teoria           E o príncipe mexeu,
Sem                       No seu PR JBS,    
Elegância,             Nem se moveu.    

É teoria             Falácias! Falácias!
Sempre               Até quando serás:
Eloquente,              Tu! sem ética?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Poesias perdidas

Qua - 31.05.2017 - 08 h 08 m

O verso que se foi,
A rima que não existiu,
O soneto que se perdeu,
No poema que não achei,

São poesias perdidas,
Encontradas dentro de mim,
Escritas só de ti,
Nas páginas indeléveis do tempo,

Nas retas curvilíneas
De todas as linhas e pontos,
Nos infinitos teus,
Circunscritos em mim,

Fazendo-nos
Tangente:
Nos tocando,
Sem nos cortar,

Sendo secante,
Sem nos dividir,
Por sermos, também,
O ponto fora das curvas:

No espaço,
Do compasso,
Dos braços e abraços,
Dos nossos passos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Ré pública

Sab - 03.06.2017 - 06 h 33 m

Até quando, república!
Serás ré pública,
Com teus FIDALGOS  às soltas?

Até quando tuas prisões
Servirão somente, para
Os clássicos três pes?

Até quando tua ARISTOCRACIA,
Vestidas de reais e belezas doutros,
Continuará sendo NOBREZA?

Até quando teus NOTÁVEIS,
Serão cala bolsos,
Sem calabouços?

Até quando teus ILIBADOS
Oferecerão libações,
Que não são suas?

Até quando os teus PODERES
Condenarão a nação,
Sem CONDENAÇÃO?

Até quando BRASIL,
Tua república
Serás RÉ PÚBLICA?

Até quando?
brasil!
ATÉ QUANDO?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Jaburu e o Bello Solitário

Sab - 20.05.2017 - 07 h 46 m

Jaz Brasil Sucumbido,
Já Bastante Surrupiado,
No Julgamento Barato Surreal,
Na Jogatina Bilionária Sorrateira,
Do Jeitinho Burlador Sofisticado,
Nos Justos Bocados Seus,
Dos Jactanciosos Banquetes Secretos,

Nos Jardins Babilônicos Suspensos,
Das Brasílias, Sem Juscelino,
Numa Jogada Bizarra Selecionada,
Do Jaburu e seu Bondoso Sanguessuga,
Envolvendo convexo-côncavo e
Esplanadas diuturnos de carnes fracas,
Depois do seu encontro noturno.

Com suas malas rastreadas,
Gravados, filmadas,
Sempre negados.,
Nos brasis dos
Três jeitos,
Com seu povo objeto,
Renegado.

Onde está POVO!
O teu brado
Retumbante!
Que o ipiranga
Não ouviu?
Onde está POVO?

Nos papelões
Dos banquetes
Discretos da república,
Com pratão,
Sem Platão,
Sempre pagando
O pato.