Qua - 27.06.1979
Um dia eu e os meus
Antepassados te fizemos
Surgir do nada, dando-te
Pouquinho de vida, foi quando
Nos sentimos gente.
Demos-te vidas exigidas pelos
"Seus", que sempre te buscou
Fazer objeto, em transformar
Dos teus, meros instrumentos
Sociais que tornou hereditário
E até ar de tua vida.
No tempo, tu sempre nos
Pediste mais,
só que a maioria dos 5%,
Além de exigir tudo, tiravam-nos
Até o nada, fechando-nos,
Mais ainda, no seu sócio anti
Comunitário, vendo em cada vintém,
Fúteis seres racionais, coisa advinda de
Ínfimos salafrários e caóticos indivíduos
Que prefere o sócio-capital.
Tu continuas a mesma.
Nem o tempo consegue
Apagar coisa tão Baixa,
Que faz teus 70% mulambos,
Ao longo da alternância dos
Poderes de algumas clãs ou
Apoiada por esses
E/ou afugentado os teus filhos,
Que constituem os 25%,
Que te deixam, em busca de futuro
Pra depois te fazerem presentes.
Não te culpo,
Pois não podes
Te opor contra àqueles
Que sempre te impõem.
Pena que és sem recursos,
Assim dizem os que te exploram,
Falam que não te cuida,
E que se fazem de um tudo
Para permanecerem nadando
No teu nada, com seu velho
E eterno discurso.