sábado, 28 de setembro de 2024

Afagos mortais

 Ter - 30.03.2021 - 07 h 31 m

AdemirÁvel versejar


Em

Que faces

Beijas tu, hoje,

O ósculo mortal que

Em Cristo há séculos deste,

Em cortar de cabelos de Sansão,

Que nos diga Caim agora, sem Abel,


Entre punhais outros de até tu Brutus

Com cavalo troiano dado a grego,

Na maçã serpentina do paraíso,

Na mordida ingênua de

Branca de Neve,

Sem trinta

Moedas.


Apreço,

Sem preço

Por Betsabá que

Davi de Urias cobrou;

A falsa história de Desdêmona,

Narrada por Lago ao moura Otelo,

Matando a sua amada com seu ódio,


Tudo isso já teria um outro desfecho,

Se em lugar de acumulares pedras,

Que ainda guardas, para jogares

Com teus ventos maliciosos,

Buscasses as verdades

Sem enganos

Teus.

domingo, 22 de setembro de 2024

Dias, sem tarde

 Qui - 25.03.2021 - 10 h 45 m

AdemirÁvel versejar


Quando

Raios solares

Se tornarem luas,

Sem as tuas tardes,

O tempo inquirir por mim,

Deixa que com ele me resolvo,

Direi que em tuas tardes me envolvo,


Vendo teu dia e noite sem passar,

Esperando te ver, nas minhas tardes.

Não te preocupes com isso,

O tempo, meu amigo,

Me dará abrigo,

Para ficar

Contigo.


Vás,

Em frente,

Segue teu caminho:

Estrada dos meus pés.

Nas tardes dos meus dias,

Estarei em tuas noite dias, contigo,

Enquanto o tempo a mim te permitir.


Dias, sem tarde, noites e dias serei,

Enquanto o tempo amigo me for,

Teu agora podes comigo contar,

Nas tardes que quiseres,

Sem necessitares de

Horas marcar…

Vens.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Mar celeste

 Sab - 14.09.2024 - 15 h 28 m

Cálice(s) da sensatez 


Há sempre um mar celeste para se SURFAR

       Nas ESQUINAS da VIDA: É crer em 

          Suas ondas, se jogar, com sua 

              Prancha, sem temer suas 

    Marés, por ser espelho deste infinito 

             Ceu, onde o seu SILÊNCIO 

       Acalenta os GRITOS do MUNDO,


   Conversando com o vento, nas AVENIDAS 

        Do TEMPO, vivendo SUAS façanhas, 

            Sem disfarce de Homem-Aranha, 

                 Vestido de si mesmo, nos 

         Desertos de ninguém, deixando SUA   

                  Pegadas, nas dunas, pelo 

          Vento açoitado, com seu jeito menino.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Amo

 Qui - 05.05.2022 - 17 h 25 m

Cálice(s) da sensatez 


Amo as noites frias aquecidas pelo teu calor,

    Nas madrugadas quente do nosso amor.

      Amo: Os sonhos acordados dormidos 

            De nós dois, no aconchego de

       Tua pele. Por isso amo e vou sempre 

             Te amar, esse verão inverno 

          Da primavera outono de nós dois...

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Apenas um click

 Dom - 03.01.2021 - 11 h 29 m


O perfeito negativo

Do poder, 

Nos flashes digitais 

Do querer,

Revelando vocês,

Em poses coloridas

Deles,


Não importando

 Ângulo que estejam,

Em seu circo,

Sem pão,

Fantasiados de

Bobos 

Da corte,


Insistindo,

Que nem

João teimoso,

Sendo plateia

Dos 

Seus

Pinoquismos.


Felizes

Por serem números,

Na multidão perdida

Dos seus votos,

Por serem gado

Por mais

Quatro anos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Corredor humano

Seg - 11.04.2022 - 14 h 40 m
Cálice(s) da sensatez 

Trânsito maluco esse, do corredor   
     Humano, no cinema da vida,
            Nos corpos movidos 
             A espírito, ANTES 
       Do último grito, quando o
             Suspiro os silencia
          TUDO fica monótono,

No tempo perdido do nada, que 
     De um dia restou, no hoje 
              Das lembranças, 
                    Enquanto 
           Os seus viverem, na
                    Esperança 
                  DE Um CÉU.

Céu que pode nem ser seu, nem meu,    
      Nem teu, nem do ateu. Mas céu 
             De todos os esquecidos, 
               Sempre Lembrado 
          Por Deus, sem ao menos 
                No CANTINHO de
        Nossa memória estarem.