domingo, 28 de maio de 2023

Insensíveis

Qua - 17.10.2001

Você! Que enxerga os outros
No espelho da vida;
Enquanto outrem,
Somente, na vida, se espelham.

Você! Que fala ao mundo
A linguagem universal do amor;
Enquanto muitos só conversam
O monólogo do seu nada.

Você! Que sempre escuta
O silêncio do seu irmão;
Enquanto tantos somente ouvem
Os gritos dos seus eus.

Você! Que mesmo aprisionado,
Faz-se vento onde quer;
Enquanto outros, livres,
Tornam-se escravos de si mesmos.

Você! Sensato, humano,
Feliz no Éden de todos,
Cuida, tão bem, de cada rosa,
Como do espinho cuida.

Enquanto OUTROS, MUITOS, TANTOS...
INSENSÍVEIs, DESALMADOs, DESUMANOs...
Mal das rosas cuidam,
Tirando-as dos espinhos que as protegem.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Retrato Materno

Dom - 14.05.1995

Mãe, tu és a mais
Sublime obra de Deus,
A maior dádiva divina,
Que nós filhos podemos ter.
Desde o primeiro instante
De nossa existência,
Em tua vida, ao inexistir
Da mesma, porque nós,
Tua cria, te somos eternos.
Pois tu, mãe és esta
Constante doação de vida,
Em multiplicar de seres,
Amando a todos como
Se um único.

Para ti, não existem
José, Maria, João,
Mas sim meus doces
E ternos meninos:
Quer de bebê de colo
E/ou adulto no colo.
Sempre nos afagando
Com tua suave ternura,
Repleta de toda meiguice
Materna, a carinhosamente
Nos chamar de meus
Defendendo-os contra
Tudo e contra todos,
Nem que para isso te
Custe a tua própria vida.

Desde nossa meninice,
Sempre a nos envolver
Em milhões de abraços,
Protegendo-nos com teus
Santos braços, seguindo
Todos os passos, para que
Nada de mal nos aconteça,
Educando-nos para não
Sermos do mundo,
Assim se foi nossa primeira
Infância.

Vem-nos a  adolescência,
E aí, tu estás, mãe, a nos
ensinar para que o mundo
Não nos envolva nos seus
Embaraços, para que nenhum
Dos teus  se percam
Nos pesadelos dos seus engodos,
E quando isso acontece,
A mãe maravilha nos resgata
Com seu amor incondicional

Foram-se os brinquedos,
Depois os sonhos dos
Jovens, e hoje vivemos
No mundo real dos adultos,
E tu, mãe, és a mesma,
Sem mudar nada:
Meiga, amável, esplêndida,
Maravilhosa, amiga,
Encantadora para com os
Teus meninos, quer
Estando no mesmo lar,
A olhar de horas, quando
Nossos quartos vazio de
Nós estão, aflitas, ficas,
Até que cheguem, ou
Em lares diferentes,
Aguardando seus
Preenchimentos.

Porque é de mãe
Ser assim:
Sermos Sempiterno
Criança, desta meiga
Amada-eterna mulher
Que nunca ver seus
Filhos crescerem.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Plenitude

Sex - 16.11.2018 - 08 h 17 m

Chamo-me Ademir Machado:

Entre outros nomes mais,
Conversando com meu três,
Construindo o abstrato
Nos momentos, diversos,
Em concretos, avessos,
Materializados por meus
Anversos versos imaginários.

Por isso:

Venho a este púlpito,
Expressar
A este seleto Público,
Meu reconhecimento
Em formato
De
Ode.

Se é poesia,
Não sei, eu,
Pois sua roupagem,
Dessa maneira,
Não a identifica,
Já que não sou
Vate.

Exponho, apenas,
Devaneio,
Transcrevendo, lá,
Meus sentimentos,
Em marcadores seis,
No blog
luz à mira.

Sendo livros
E/ou livres,
Nas redes da vida,
Mostrando que somos
Autores e/ou autoras,
Sem estarmos
Atrizes e/ou atores,

Vestindo, assim,
De realismos
Os Personagens
Fictícios,
Sem representá-los,
Pois sermos aedos,
E dos amores, amantes.

Por vivermos o ser
E não o ter,
Sendo tudo,
Sem nada termos,
Atingindo a essência
Humana, na extensão
Plena de sua alma.

sábado, 13 de maio de 2023

Favo meu

Sex - 08.02.2019 - 08 h 16

Um colibri,
Falando de amor
Me nectou
Sem favor,
Levitando-me
Ao favo da colmeia
Da minha abelha rainha,

Lambuzando-me,
Com seu mel,
Sem zangão,
No cortiço de sua
Geleia real,
No zumbi,
Sem colônia,

Aprisionando-me
Com seus florais
De cores diversas,
Nos ferrões anestesiantes,
Sem dor, sem operárias,
No pólen mélicos,  a sós,
Beijando a flor.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Depois das letras

 Sex - 15.10.2021 - 05 h 51 m

AdemirÁvel versejar


Quando,

LETRAS eram

Apenas um desenho,

TU me vieste, tornando

As sons, mostrando-me que

Elas não são apenas ruídos, mas

Palavras que, já já, eu as escreverei


Quando, a folha em branco me era

Só um aviãozinho, por eu, ao

Vento, atirado, tu me fizeste

Também, nela, com TUA

LEVEZA, eu escrever

Minhas primeiras

Frases.


Quando,

Os LIVROS 

Me eram, ainda,

Umas palavras, sem leitura,

Tuas letras frases me permitiram

Os ler... entender... existir e pensar

Por NUNCA de mim teu TU desistires.


Agora, TE vendo na história do tempo

Trago comigo o LÁPIS da saudade, 

A BORRACHA do recomeço, a

CANETA do sonhar querer 

QUE TEU ACREDITAR

ME FEZ

SER .

sábado, 6 de maio de 2023

Peças

Sab - 10.08.2019 - 06 h 00

Na medida certa, sejas
Para nunca seres demais,
Pois exagero a qualquer
Um cansa.
Ademais o que ganharás
Tu com isso, senão
Ouvidos sem bocas,

Nos arranjos solitários
Dos teus dias,
Enquanto solitários
Dedos alheios enfeitares,
Cercados estarás
De estranhos conhecidos
A te aplaudirem,

Frequentando teus palácios,
Só pra ficar bem no teu espaço,
Permanecendo contigo,
Mesmos cheios de ti,
Te tornando bobo da corte,
Nos risos sem graças deles,
E tu rindo à toa.

Ser muito estraga,
Vista-te, quando precisares,
Não tenhas medo de usar
As vestes que o tempo te emprestar,
Sem jamais perderes de vista,
As agulhas, as linhas, as tesouras, os
Fios e as madeiras que te tornam flash.