quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Filho pródigo
O outro filho fazia do seu lar
CASA de estranho.
O Filho pródigo disse:
Pai! Dai-me o que é meu.
E nós que filhos somos?
O bonzinho, que promete,
Mas não cumpre;
Ou que diz não,
Mas se arrepende com seu SIM.
O filho pródigo partiu,
Fazendo de estranhos amigos,
Dissipando seus bens com todos,
Sorrindo pra vida à toa,
Gastando e passando troco,
Até ficar sem um toco,
Permanecendo sem todos e sem poucos
Por não ter investido nada,
Achando que o seu muito era tudo.
Graças ao filho pródigo,
Que se arriscou e partiu,
O outro com sua parte,
Ficou nas asas do pai,
Sem dissipar seus bens,
Comendo do bom e do melhor
Sem se preocupar com ninguém,
Porém, resmungando ficou,
Como se a estranho estivesse.
Distante, sem nada
E se achando sem ninguém
O filho pródigo ganha vida,
Trabalhando numa pocilga.
Desejando matar sua fome
Com as bolotas que os porcos comiam,
Lembrou-se que seu Pai, certamente
Lhe seria, como era com os seus,
O melhor de seus patrões.
E nós o que hoje Faríamos?
Com certeza ligaríamos,
Como se nada acontecesse:
Coroa mande dinheiro,
Pois o meu acabou faz tempo,
Estou liso, leso e louco,
Assim não posso ficar,
Ou mande alguém me buscar.
Pois é melhor pra nós três.
E assim fez:
Voltou como empregado
E pecador arrependido.
Mas foi recebido como filho querido,
Sem ofensa e sem penitência
Pelo seu Pai amoroso,
Sob o queixume do irmão mais velho.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
Fugaz
Seg - 28.09.2020 - 16 h 54 m
Perdidos
Nos encontros,
Às Escondidas,
Metamorfoseados
De paixamor,
Aquecidos
De amores,
Doce
Como mar,
Sem sal,
Na escuridão
Dos caos,
Que nem amor
Proibido,
Feitos
Ondas ao vento,
Inebriadas de
Calor ardente,
Da fogueira
Crepitante dos
Amantes,
Levados e errantes,
No levitar suave
Das correntezas
Dos rios dos teus
Afluentes fugazes
Dos nossos
Musamares,
Velejados
Nos oceanós,
Tocados
Pelas cachoeiras,
Livres,
De mergulhamares
De nós dois, somente,
Assim são nossos momentos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Peregrino
Ter - 28.08.2007 - 15 h 11 m
No doce olhar de mirar
Vi você.
Desejei mais do que nunca.
Quando o achei,
Vi que nunca é um sonho.
E logo me despi do desejo.
Pois lá, e na vida,
Nada é por acaso.
Aprendi, na vida,
Que não sou mais um
No universo.
Mas o universo,
Em mais um,
Que lá me ensinou,
No tempo chamando
Presente, nas esquinas
De todos.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Eucê
Seg - 21.12.2020 - 18 h 52 m
Eu e você
Conjurados estamos,
Sem juramento fazer,
Vivendo o verbo amar,
Em todos seus momentos:
Sem
Lamentos.
Sem imperativo,
Também,
Pois amor não
Impera:
Tempera;
Não tem hora marcada:
É tempo, sem espera.
É voceu,
Vestidos
De cêeu,
Despidos
De nós,
Feitos carícias
Ao vento,
Sem mim,
Sem ti.
Em sentir
Eucê
No voceu,
Sem
Nós.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Primatas
Ter - 10.11.2020 - 16 h 44 m
Mesmo morando em bangalô, suas
Inóspitas cavernas continuam ser seu nicho,
Sem evolução humana,
Ainda sendo bicho.
Mesmo sendo digital, seus punhos fechados
São prece ao vento,
Nos cercando com seus medos.
Mesmo com tudo automatizado,
Vivendo a era JETSON: Desde criança
Robótica até o homem robotizado, suas
Ilhas digitalizadas: Com face, sem rosto,
Com touch screen, sem carícias,
Com três D criando tudo: Permanecem
Escaneados por seus dedos primitivos.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Não sei
Sex - 01.01.2021 - 10 h 15 m
Não sei
O quê de novo,
Este novo nos trará,
Depois que juntarmos
Os fragmentos das muitas
Lágrimas e poucos sorrisos
Do seu 2020.
Não sei
Por onde começar,
Depois que ele virou
O mundo de cabeça pra baixo.
Se viro a minha cabeça, também,
Ou esqueço tudo e parto
Para o abraço.
Não sei
De qual laboratório,
A vacina tomarei,
Desde que não faça mal.
Pois já cansei
De ser apenas
Virtual.
Não sei
Se sei
O quê acho que
Ainda sei,
Que eu achava
Que sabia,
Sem saber.
Mas de uma coisa
Eu sei:
Que já é tempo
Demais,
Para diminutos
Beijos, abraços e
Aperto de mão:
Cuida de nós, SENHOR.