quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

1.090...

 Seg - 26.12.2022 - 06 h 13 m

Cálice(s) da sensatez 


Se não houvesse Poesia, eu separaria

 O universo, só pra unir VERSO, para

      Expressar nosso amor: Das treze 

               Às doze: Com você.

   Se música não existisse, eu faria

               Canção de ninar pra

           Os pais e os filhos meus...


Se não houvesse emoção, eu pintaria o     

     Concreto, com todas as cores do    

       Mundo, Construindo o abstrato, 

             Só pra dar sentido à VIDA. 

        Se a sociedade fosse partilha

              E o PAÍS pátria DE todos,

    Eu não seria Patrianada Socienada 


  E se não houver amanhã?. Mesmo

     Assim, hoje eu teria, não 1.000,

         Mas 1.090 motivos, só pra

                  Escrever para ti, 

         Meu silêncio, meu pensar,

                  No meu blog: Luz 

        à mira: Minha eterna poesia. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Hífen pronominal

Sex - 16.08.2019  - 05 h 25 m

Dor me faz sonhar;
Medo me faz vencer;
Morte faz aquecer
A terra fria
Que um dia 
Nunca vai 
Esquecer:

Os sonhos de
Quem não 
dorme;
O vencer do 
Medo,
Silabicamente,
Voltando,

Que
A morte,
Junta,
Com
Hífen
Pronominal,
Me faz sentir:

Você vivendo
Cada idade,
Na passagem 
Do tempo 
Chamada
Eterna
Idade.

sábado, 17 de dezembro de 2022

Corpo de mulher

 Qui - 17.06.2021 - 17 h 15 m

AdemirÁvel versejar


Corpo

De mulher,

Não tem linha

E nem curva, só

Estrada, sem caminho, nas rotas

Das retas marcadas por seu passo,

No ser mulher, se bem assim desejar


Não é ter, nem, muito menos, posse.

É pose, pôster, retrato, foto, fatos,

Em seus ensaios femininos, no

Álbum humano da vida,

Com seu cabelo

Solto ao

Vento,


No

Tempo de

Si, aprisionando as 

Suas presas, nos safáris

Ébrios do seu insano desejo

Com a sua volúpia bem ardente, 

No amém deles de todos os instantes,


Até, também, sem os amem delas, só 

Por senhoras de Eros Vênus serem, 

Tendo Afrodite como aluna zero,

Nas escolhas das carícias,

Quando, amantes e

Amadas elas

São.


Mesmo

Com todo

Este poder de

Sedução, corpo de mulher

Não é carne para exposição

E nem um produto de exportação,

No balcão das ações sexual da vida,


Mas a imagem perfeita: O reflexo do

Espelho da criação humana, que tu

Criador desenhas, com traços do

Teu amor, a expressão

Angelical, no seu

Corpo de

Mulher.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

2023

 Dom - 11.12.2022 05 h 59 m

Cálice(s) da sensatez


Que 2023 nunca seja um marcador de

  Horas, mas o presente de passados

   Inesquecíveis, sem pressa alguma

     De futuro, na travessia nossa 

   De todos os dias, sem divisores de

     Água, nos mares existenciais

       Com muito ser e pouco ter.


Que a guerra não seja mais armistício

   Para paz, nem o perdão desculpa

     Para as mágoas, nem a tristeza

           Razão para os sorrisos, 

      Nem a fome os motivos para as

             Migalhas, que caem de 

      Sua mesa, no templo de Jesus.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Enigmático

Qua - 07.03.2018 - 12 h 02 m

À mui amada Eva,
A Eterna Musa,
O meu Solua,
Sem nunca me ser
Só lua.

À minha Woman,
Que sempre me faz Man,
No me encontrar
De sua Matemática Humana,
O Meu Timim de EuTi.

Ao espelho de mim,
O meu eu de Vocêu,
Nos desejos indeléveis
De Felina, no Abstrato
Enigmático de Fragore.

À vida, que me faz
Filosofar Você,
Ficando A Sós, comigo,
No meu agore é:
A sua Fé Menina,
Que me faz menino.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Nectarizando vidas

Sab - 11.12.2021 - 20 h

Muito além de cada olhar


Dádiva Una 

Divina Ungida, flor 

Em nosso jardim se faz, 

Para beijar-flores de 

Suas 


Rosas sermos, 

No espaço temporal

Humano, sentindo o néctar do 

Seu amor, onde nós

Estivermos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Na tal esperada...

 Seg - 06.12.2021 - 08 h 47 m

Muito além de cada olhar


Na tal

Esperada noite, mais

Uma vez, tu não chegaste!

Na minha casa! Não

Vieste!


Cansado de

Te esperar, vesti

Me de bom velhinho, para

Não perder mais tempo,

Saí,


Em busca

De convidados especiais,

Mas tudo que eu encontrei,

Nos teus caminhos sem

Sinais,


Foram: Bêbados,

Drogados, moradores de

Rua e tantos outros invisíveis 

Vazios seres, vivendo suas

Sinas,


Debaixo dos 

Presépios da vida.

Armado pelo mundo: Presente e

Enfeite do esquecimento de 

Muitos.


Como os

Convidados especiais já

Estavam em seus momentos de

Festa, aínda, cantando Bom

Natal...


...Na tal

Noite, sem ti,

Restou-me, somente, levá-los,

Para não ficar sem

ninguém...


...Foi, então,

Que percebi que

NINGUÉM é rostos, nomes, famílias

Histórias: Nunca mais, fiquei

Sozinho.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Só o amor

Sex - 07.10.2011 - 17 h 30 m

Na paixão do ser              Cega paixão! Só o
Há condor,                        Amor, que não tem 
Na contramão do            Argueiro no olho,
Amor, no ilógico              Colocar-lhe-á o grau
Sem ou com dor.              Que você precisa.

Desumana!                       Só o amor,         
Cruel paixão!                   Sem Jeremias,
Não mão de um,              Com muito Jó,
Sem mão                           Faz da paixão
De todos.                           Prisioneira.

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Revolto mar

 Qua - 06.10.2021 - 21 h 44 m

AdemirÁvel versejar


Ao 

Longo da

Travessia, mar revolto

Encontrará, mas não tema,

Segue adiante, as suas ondas

Não o afogarão, e nem afundarão 

Seu barco, em tempo algum, já que


Traz consigo a fé, a mesma fé que

Montanhas move, sem mais a ser

Os obstáculos, feito agora terra

Plana, plano conquistado dele

O Presente eterno

Do seu 

Deus.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Nas Amanhãs Infinitas

 Sex - 11.11.2022 - 06 h 17 m

Cálice(s) da sensatez 


Noite…Amanhã...Instante: Ângulo No

     Infinito. Fase…Espelho...Lugar

        Ilimitado: Período Especial,

                     No Ornamento 

    Galáctico, Universificando Estrelas,

                      Iluminando… 

               Radiando Amanhãs…

domingo, 13 de novembro de 2022

Begin

Qui - 2011.1018 - 19 h  11m

O  amor que há, em
Mim, não terá meio
E muito menos o fim,

inicio,
Início,
Início ...

Início
Do começo
Ao fim.
Início,
Sem fim,
Do meio
Ao começo

Início sem
Meio,
Sem
Fim,
Início,
Início,
Início...

Início
De serTer,
Início
De EstarFicar,
Só pra eu me
Iniciar, em ti,
Em ti, em ti...

sábado, 12 de novembro de 2022

Somos todos iguais?!.,...

Seg - 07.09.2014 - 19 h

Somos brancos!
Somos negros!

Somos eurasianos!
Somos africanos!

Somos o novo mundo!
Somos oceania e antártica 

Somos todos iguais? ! . , …

Se fôssemos, apenas,
Primatas, quase humanos:
O que não teríamos?
Não teríamos guerras 
E nem bombas nucleares,
No território de todos,
Sem mapas de ninguém;

Nem 
Trânsito assassino
E nem homens 
Que matam 
Por nada
Na vida, sem 
Contramão;

Nem 
Guetos sociais,
Aprisionados em
Nossas mentes, 
Livres como os ventos
Anunciando o frescor 
De sua bonanza.

Somos mundanos:
Somos unitários,
Com pertence
De quem quisermos,
No vazio de 
Quem 
Queremos: 

Somos patentes 
Não somos 
Gente,
Somos
Fronteiras,
Somos 
Diferentes.

Em: 
SOMOS TODOS IGUAIS 
Que resposta teremos:
Uma interrogação?
No absolutismo do eu, 
No estado patético 
De mim, sem ninguém?

Uma exclamação!
Na admiração narcisista
Do espelho
De mim!
Na sombra obscura
De
Todos!

Um ponto.
Acabou e pronto.
No Sou eu, 
Pessoalmente,
No Só eu, unicamente, 
E nada mais,
Somente.

Uma vírgula,
Cheia de:
Mas, porém, 
Todavia, contudo,
Averso a todos,
Na rodovia de mim,,
Sem via de ninguém.

Nas muitas redicências.
... Era uma vez você,
Nas estórias de mim,
Nas minhas histórias
Sem ti, sem sentir
Você e os
Outros…

LOGO:
SOMOS CRISTÃOS,
SOMOS TODOS IGUAIS:

sem cor,
Sem patente,
Sem continente,
Somos gentes,
Todos contentes:
SOMOS TODOS IGUAIS:
SIMPLESMENTE.

domingo, 6 de novembro de 2022

Acrobatas


Sab - 16.03.2019 - 09 h 09 m

Em
Curtos voos
Dançantes,
Buscando
Grãos,
Enchendo
Papos.

Três
Pombos que
De bestas,
Só tinham
O esse
De
Sabidos,

Em suas
Acrobacias
Pedintes,
Sobrevoavam,
Apenas, quem
Os podia
Alimentar.

Acabado os
Manjares
Dos quatro,
Eles de lá se foram,
Em busca doutros,
Para sua refeição
Complementar.

Agora me diga,
Distinto,
Sem destino,
Quem dos quatro
Por instinto
Agiu?
Mendiga...

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Halloweens

 Sex - 28.10.2022 - 07 h 17 m

Cálice(s) da sensatez 


Na Véspera de Todos os Santos, quem

     Sabe você não encontre a Deusa 

         Amante do seu amanhã! Ou a

             Fada errante do seu hoje,

           No dia das Bruxas! Ou a sua 

              Alma gêmea, nesse culto 

           Aos Mortos vividos de ontem!


Ou no Samhaim festivos de todos os   

   Celtas, você não se encante com 

        O feitiço no olhar dos meus 

            Halloweens! E entre na 

       Minha casa e dome seu medo,

            E vista meus fantasmas 

    Com a realidade de suas vestes…


Apagando a minha lanterna de 

   Abóbora, terminando o meu 

       Vagar com o céu de sua 

           Boca, no toc-toc das

       Portas, entre guloseimas 

           Outras para a gente

saborear ou travessura de criança…

sábado, 22 de outubro de 2022

Não te direi...

 Ter - 18.10.2022 - 06 h 26 m

Cálice(s) da sensatez 


Não te direi que em me acostumei

    Com a tua ausência, pois até

        Nela eu sinto, sempre, a 

            Tua suave presença

         No bora pai, constantes,

            Dos oi, de todos, os 

     Dias, sem distância importar. 


Mesmo tempo me tornando, tu

    Saudade me serás, até nos

         Meus instantes de ti,

            Nas MANHÃS dos 

      Meus hoje, no tic-tac de ontem 

            Também, marcado 

 Pelo tique-taque do teu AMANHÃ.

sábado, 15 de outubro de 2022

30 de setembro

Dom - 30.09.2018 - 06 h 17 m

Seria apenas um dia a mais,
Pra não nos perdermos no tempo
Dos seus onze outros meses,
Passando dos calendários 
Lunar, Solar, Lunar Solar,
Maia, até 21 de dezembro 2012,
Chegando ao  gregoriano.

Mas nele você veio:
Ferrada você nasceu
Cacimbas você viveu,
Se fazendo Válti, Sipedinha,
Raulino, Fri, Raimundinha...
Na cumplicidade de seu alpendre,
A sombrear de Tamarina, ainda,

Que levara a Benício Chagas,
A sonhos de Fortaleza, na
Casa de Maria e Tibúrcio até
Sua casa chegar,
Maírton se tornar,
Nos seus meninos três: 
Renan, Renê, Rafael.

Mas trinta não é sou seu,
É nosso por dois momentos:
Nele, você chorou,
Pela primeira vez
E nele eu e Gore , também
E  tão bem nos fizemos trinta,
Com o  sim civil do nosso amor.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Fogo

Qua - 14.11.2018 - 08 h 02 m

Acender a chama, apagar o fogo,
Me chama que eu vou, me propagar 
Com o seu calor: Chama que me 
Consume, sem me queimar.

Cinza do meu Fênix, brasa que me 
Abrasa, com suas fagulhas a me 
Abraçar, incendiando-me, 
Sem me chamuscar.

No só lua, Luasol, sou,
Na explosão desse seu amor,
No detonar de sua paixão:

Eis-me aqui, Senhora minha
No anoitecer, sem amanhecer,
Nas suas tardes de todos os meus dias.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Pequeninas mãos

 Qua - 12.10.2022 - 06 h 47 m

Cálice(s) da sensatez 


Pequeninas mãos, mãos pequeninas,

     O que seriam das nossas tardes

           Noites sem tuas manhãs, 

              Se só doze de outubro

         Tão somente tu nos fosses?

              Como seria nossa vida

        Sem o colorido dos teus dias?


Como ficariam os nossos DESERTOS,     

   Sem os teus oásis? Nossos braços, 

            Sem os teus abraços? Para 

              QUEM NÓS cantaríamos 

          As canções de ninar, SE, TU,

              Agora, não estivesses lá?        

        Responde-me, pequeninas mãos…

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Quantas?

 Sex - 30.04.2021 - 07 h 25 m

AdemirÁvel versejar


Quantas?

Gatas borralheiras,

Vivendo nas cozinhas 

Da vida, sem maquiagem,

A esperarem dos teus cabelos

Crescerem, e com as tuas tranças

Se jogarem das prisões de torre tua


Sem um pedaço, ao menos de umas 

Da maçã querendo morder em tuas

Noites de belas adormecidas, sem

Neves brancas, quando para

Vida se acordarem,

Sem principados

Precisarem,


Em

Teus castelos

Sem sapatos de

Cristal, quando tuas tranças

Soltarem, nos encontros de ti

Mesmas, sem o badalar da meia

Noite, sem o ratinho e a carruagem,


Onde só os teus sonhos te embalam,

Sem necessitarem de bruxa e fada,

Nas estórias, sem os contos,

Das tuas histórias com

Todos teus pontos,

Escritas por

Ti.


Quantas?

Alices vivendo,

Sem país maravilhoso,

Sem sapos para beijarem,

No território dos teus mapas,

Pintando o sete com as tuas artes,

Sem os sete anões para protegê-las,


Nos teus pântanos sem ter um shrek

Nas florestas cheias de lobos maus,

Sem caçador...dragão à vista,

Sem teu encanto perder,

Por donas serem,

Somente de

Ti.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

MáRio Lago

 Qua - 25.05.2022 - 17 52 m

Muito além de cada olhar


Um homem.

Dois nomes. Três 

Águas: MAR de poeta, Rio

De escritor. LAGO de 

Autor

 

E ator:

Fez o teatro 

Rir. Fez a novela chorar 

Fez o Brasil amá-

Lo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Igualdade

Sab - 27.10.2018 - 06 h 23 m

Noventa, noventa e cinco
São iguais a
Sessenta e um, cinquenta e sete,
Tais quais são
Quinze, vinte e dois,
Em relação a doze, treze,
Nos contando tempo.

Matematicamente, impossível,
Humanamente, possível,
Fora de qualquer parábola,
Nos foros convergentes humanísticos,
Sem axiomas descritos,
Nos teoremas de nossos poemas
De amor imprescritível.

Um conjunto vazio
No produto cartesiano;
Que eu e tu, em conjunto,
O tornamos unitário,
No côncavo, convexo
Da vida,
Sem figuras geométricas.

No compasso musical,
Sem se geometrizar,
Sem transferir dor,
Em meio a reticências,
Sem pontos finais,
Nas retas infinitas
De Naimir.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

síntaxe humana

Sab-09.09.2006

Na sintaxe humana,
Morfologicamente somos:
José, Maria, Tiago, Mateus...
Alguém, ninguém, este, isto...
Beleza, dinheiro, poder...
Deus, mundo, Gérmen, pó, Céu, inferno,
Desprezando os comuns,
Na busca insana do abstrato,
Só para nos fazermos próprios,
No concreto de nós mesmos.    

Na sintaxe humana,
Na glória e fama,
Há Sujeito:
Repleto de predicado verbal,
Com muito predicativo do sujeito,
Cheios de objetos diretos e indiretos,
Cercados de adjuntos e complementos 
Nominais, reverenciando VOCÊ, 
Construtor de sua história,
Em forma de EU.

Na sintaxe humana,
Na inglória e na desonra,
O eu se faz me e/ou mim,
Nas orações sem sujeito,
Das subordinadas da vida,
Tornando-se passivo,
Dos Sujeitos indeterminados,
Sendo partículas expletivas,
Nas histórias dos outros.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Quatro estações

Sab - 30.09.2017 - 13 h 18 m

Que as manhãs,          Te fazendo
De setembro                        Rosa,
Te sejam cheias                Bulgari
de primaveras,                    E flor,

Em todos                     Com Beija
Os teus                               Flores,
Outonos                         Inalando
Existências,                 Teu amor,

No verão                             Com
De                               Bem-te-vi
Tuas                           Te dizendo
Noites,                        Vem-vem,

Nos invernos                       Com
Dos                                       Vivi,
Teus                     Nas Palmeiras
Dias.                    Dos teus oásis.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Antítese

Sab - 06.10.2018 - 16 h 15 m

Fechado em mim,
Abri-me em você,
Perdido a achei
Encontrada em mim,
Na ausência de sua presença
No pare e siga de nós dois,
No entra e sai de nossas portas,

Nas chegadas e idas
Dos silêncios dos nossos barulhos,
No caos de nossas ordens,
Nas dúvidas de nossas certezas,
Das nossas retas e curvas,
Que enche todo vazio
Das ruas que se fazem becos.

Nos fomos e somos 
Dos sem e com, 
Do não e sim, do tudo e nada
Dos sonhos, sem pesadelos,
Das soluções, sem problemas,
Dos navios sem cais
Das nossas partidas inteiras.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Últimos voos

 Sab - 27.08 2022 - 10 h 12 m

Cálice(s) da sensatez


Desprendendo dos seus galhos amigos,

   Nos seus últimos voos, em busca de

          Guaridas, sem a brisa, a sua 

            Árvore fertilizam, tocando 

        Suavemente o solo, dantes por

             Elas um dia sombreadas,

       Silenciosas, se tornando húmus.


Sem queixumes de suas missões

  Cumpridas, sendo seiva da sua

        Árvore amiga, vai também

              Sendo sombras de 

       Outros lugares, se o vento,

              Com suas carícias,

         Assim quiser que sejam.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Oceanamar

 Qua - 24.08.2022 - 11 h 45 m

Cálice(s) da sensatez


Você foi o rio em minha vida, que

    Logo, no imenso lindo mar de 

          Rosa se transformara,   

             Banhando-me, no

       Seu oceanamar, sem eu

             Me esquecer dos

     Afluentes do seu rio, jamais. 


Em mergulhar tranquilo da

        Serenidade dos seus

             Lagos e lagoas,

                Acariciados

        Pelos toques suaves,

                Constantes

           De suas chuvas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Vestindo meus eus

 Qui - 17.08.2022 - 11 h 05 m


Se eu quiser falar com Deus,

Com que roupas vestirei [m(EUS)]?

De Adão? Eva? Com maçãs dos seus,

Sem maçã dos meus …


Que filhos de AdEva eu serei?

Em que arca navegarei?

Em que terra prometida chegarei?

Em que sarça permanecerei?


Em que cajado me sustentarei?

Que patriarca, profeta, juiz, rei viverei?

Em que discípulo, apóstolo estarei?

Em nome de quem falarei?


Quaisquer dessas personagens,

Ou vestido de minha Imagem,

Ele de maneira alguma não me ouvirá…

Se com o próximo eu não Caminhar…

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Amar é elo

 Seg - 13.09.2021 - 6 h 59 m

AdemirÁvel versejar


O

Amar é

Elo que faz 

O nosso setembro verde,

Por semos você, sempre, em

Nos fazer de seu tempo templos

De nós, aqui e por aonde andarmos.


Juntos seremos o um, um seremos o

Você, que amamos ser todo sempre

Com seus sóis iluminando nossas

Manhãs tardes noites, por

PRESENTE VIVO DE

DEUS nos

SER.

sábado, 13 de agosto de 2022

Simplesmente PAI

 Ter - 09.08.2022 - 14 h 17 m

Cálice(s) da sensatez 


Nem o homem de aço me

   Protege tanta quanto os

      Teus fortes abraços;

           Nem na liga da

       Justiça há fortaleza

           Que num único 

       Braço teu sempre têm:


Tão Somente por trazeres

    Tu, sempre dentro de  

      Ti o Super-humano 

              Chamado

      PAI, nas aventuras 

              Dos filhos 

      Todos os teus dias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Árvore

 Ter - 20.09.2921 - 17 h 57 m

AdemirÁvel versejar


Árvore

Que, com

A tua sombra,

Nos faz repousar, da 

Fadiga da labuta do suor

Do nosso cada dia, sem dar 

Para ti tempo, para os teus brotos, 


Em novas copas, um a um, muitos

Ninhos com as aves e pássaros 

Esperando voar, se o bendito

Agro te deixar floresta,

Esquecendo que sem

Ti, nicles

Haverá.


Árvore,

Que amada,

Não seria queimada,

Pela ganância da selva

Do capital. Árvore! Celeiro de

Poucos, fome de muitos, na mata,

Sem mata da serra faminta de lucro,


Da natureza morta, sem mais se ver

Bela flora, dizimando a nossa fauna

Te explorando, ainda, no Paraíso,

Quando, somente, três eram:  

Árvore! Que amada:

Queimada nunca 

Seria.

sábado, 6 de agosto de 2022

Flash da minha infância

 Seg - 14.06.2021 - 08 h 45 m

AdemirÁvel versejar


Côco,

Torém, Maracatu

Maneiro pau, Caninha

Verde: São Cabaçais do

Carirí, nas Danças de São

Gonçalo a esperar Bumba-meu-boi:

Que faceiro a saltar nos vem dançar


Na minha Morada Nova, até hoje no

Meu ser infantil gravado: Na frente 

Vejo Lino, com Bumba-meu-

Boi, enfeitando rua de 

Gente, com tarrafas

Culturais suas

Pescando .


Sem

Este ilustre

Inquilino as festas 

De ruas nossas desérticas

E nuas ficaram esperando outro 

Dom Lino, que não mais apareceu 

Ficando o seu bumba-meu-boi órfão  


Mesmo, assim esse seu boi bumba a

Encantar todas as idades está, ao 

Passar pelas linha do tempo

De ti Morada Novo,

Com o saudoso

Bloco do

Lino .

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Presença

Dom - 16.06.2017 - 07 h 10 m

Não é                               Não é 21!
Saudade!                         Não é 22!
Não é                                    É você
Repetição!                       Em mim,
É você,                              Sempre!
Novamente,                        Em seu
Sem ser                             Primeiro
De novo!                            Aninho,
Em todas                    Nos fazendo
Às vezes.                                   Ser.

terça-feira, 19 de julho de 2022

PoesiMar

 Sab - 16.07.2022 - 23 h


Ri mar,

Com seu rimar

inebriando a poesia,

Com a sua maresia,


Dando-lhe banho de espuma,

E ela toda manhosa,

Ficando mais ainda carinhosa,

Recebia suas rimas, feito pluma,


Que suas ondas infinitas escreviam,

Segredos deles dois, sem sóis,

Que dos sussurros das marés ouviam,

Envoltos em seus lençóis.


Nem os seis mares sabiam,

Nem os oceanos viam

E nem as ressacas percebiam 

O que a poesia e o mar faziam,


Nos versos e estrofes secretos,

Só por PoesiMar vividos,

Foi, também, decerto, por decretos,

Aos poetas proibidos. 

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Passa do presente

Qua - 30.01.2019 - 11 h 17 m

No meio ao tic-tac,
Fui Tempero
Sem lamento,
Sem saudade,
Sem remorso,
Do meu relógio
Sem pulseira.

Seguindo em frente,
Junto com minha gente
Sem esquecer os dias idos
Que nunca ficarão pra trás,
Sem lembranças,
Dos momentos,
Dessa era que ainda sou,

Sem me importar com a sina,
Da época que eu era menino,
Sem me incomodar com o ardor
Nem muito menos com a dor,
Que o tempo, eterna criança,
Me conduz, sem andor,
No meu voo de condor.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Tu

Sab - 15.09.2108 - 11 h 27 m

Mês do meu agosto,
Mãos das minhas luvas,
Meu outubro,
Meu novembro,
Meses do meu maio,
Me fazendo fevereiro:
Mesma de mim mesmo.

Gosto que me tempera
Gestos que me fascinam,
Grude que me libera,
Gole que me inebria
Gênese, meio, sem fim,
Gramática que me inscrevo,
Grafada e grifada de ti.

Fogo que me acende,
Fuga que me prende,
Figa que me dá sorte,
Foto que me amplia.
Filme que me assiste,
Folha que me vejo
Fraseadas de ti.

Risco que aprendi
Rabiscando teu sorriso,
Rosto que me espelho,
Rastreando teus carinhos,
Refletindo tua imagem:
Razão, louca razão,
Rol de minha insanidade:

No encontrar
Do Teu
Janeiro,
No Treze
Do meu
Doze,
Em mim.

terça-feira, 12 de julho de 2022

Caciques, sem cacifes

Sab - 01.12.2018 - 09 h 23

De cabral a cabral
Quantos assaltos
Assististe dos teus
Proeminentes colarinhos.
Brancos, imaculados e
Santos em suas honradezes.
Te deixando agonizante,

Que  Pero Vaz Caminha,
Em duplicidade, já dilapidava
Esse brasil indígena, gigante,
Com sua malfadada estória
De descoberta, para manuel,
O pomposo, trocando
Tesouro por espelho.

Essa vantagem ilícita,
Tornou-se cobiça,
Para políticos, que
Não largam seus chiqueiros,
Se vestindo de chique,
Com seus mares de lama,
Transformando escambo,

Em muamba, ainda sendo
Garotinho, com ou sem
Rosinha na mão, levando
Vantagem em tudo, na
Lavradagem descabida,
Com cartilha para se vender,
Com ou sem pé pequeno.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Escrevendo no espelho

Dom - 06.03.2012 - 8 h

Esquecer-te Consigo
NÃO mais te QUERO,
Deixes-me
NÃO me ACOMPANHA:
Sozinho viver sei
NÃO me TOCA.

Vai!
NÃO  me PRENDE
Livre estás
NÃO te DESEJAM
Coração MEU
E EU:
Perdido AMOR.

Distante quero-te
NÃO adianta FICARES:
Disso certeza TEMOS
Coração MEU
E EU:
Achado NOSSO
No espelho SEM
Nos ENCONTRAMOS.

domingo, 26 de junho de 2022

VenezAmares

 Sex - 24.06.2022 - 20 h


As construções, à beira dos 177 canais, 

Revelam o amor da lagoa da Veneza,

Entrelaçados por suas 400 pontes,

Entre beijos e corações apaixamados,


Testemunhados pelas 51 igrejas 

E 17 praças, por suas arquiteturas

Clicadas, em meio as 118 ilhas,

Com suas 433 gôndolas apaixomantes


Deslizando carinhícia

No nordeste do Mar Adriático,

No seu PEIXE nos tornando hábito.


Nos fazendo senhores

Das ilusões perdidas,

Em borbulhas de  VenezAmares.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Infinito

Sab - 23.06.2018 - 06 h 24 m

Sem passado,
Sem futuro,
Sem saudade,
Sem lembrança,
Tu presente serás,
Estando ausente ou não.

Cem passados
Cem futuros,
Cem saudades,
Cem lembranças,
Cem presentes,
No meu  infinito  tu estarás,
Estando presente ou não.

No passado, no futuro,
Na saudade, na lembrança,
No presente, no infinito,
Estando ausente ou presente,
Contigo sempre estarei,
Nos sem e cem do meu existir.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Arraiá do são João

 Seg - 07.06.2021 - 08 h 

AdemirÁvel versejar


No

Arraiá de

São João, que

Nos digam pedro e

Antônio, em seus junhos de

Quadrilha, sem um só revólver à 

Mão, com sua canção a nos envolver


Com seu colorir de roupa a enfeitar

Com comidas típicas a nos fartar,

Do bom inverno abençoado por

Deus, o sertão festível,

Com suas farturas

Nos alimentar,

Agora:


Com

O seu

Milho verde quer

Assado, cozido, ou quem

Sabe, moído, ralado junto com

Leite, nas mãos prendas de quem 

O conhece, não nos venham até nós 


A canjica pura, com ou sem canela;

Cuscuz, com nata, ou sem nata;

Sua pamonha doce ou sem

Tiquinho algum de açúcar;

Com seu mungunzá

Molhado ou

Não.


Sem

Falar dos

Bolos, que além

De ser de macaxeira,

Batata doce pé de moleque,

Podendo, ainda, ser o de milho,

Peça-me, sente-se, sinta-se bem.


No brilhar do luar, venham cá, em

Brindar de aluá, saborear o que

É a mandioca paçoca-tapioca,

Maria Isabel, vatapá, baião

Carne solar, cocada

Vindo da

Roça.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Me digo nos

Sex - 14.12.2018 - 08 h 22 m

No descanso do seu cansaço,
Dormindo, permanece, despreocupado,
Na cama de uma calçada, sem papelão,
Ao relento esquecido,
Ocupando, ali, seu tempo,
Sem buscar culpado,
De sua barba grisalha, sem alento.

No entra e sai de gente
A se alimentar, se desviando
Pra não o machucar.
Sem se acordar e nem ao
Menos se mexer, por mais
Que os roncos de motos e carros
Passem a riscarem asfalto

Não  sei se seu sonho ou pesadelo,
Alguma coisa o fez, de sua inercia, sair.
Mas mesmo assim, continua a dormir,
Pouco se importando com o tempo
Frio que está lá fora, na frenesi
De carros, motos, transeuntes,
Na contramão de sua vida, agora.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Junhiar de festejo

 Seg - 21.06.2021 - 09 h 04 m

AdemirÁvel versejar


Dos 

Bárbaros para

Barbalha do Ceará,

Festa pagã, depois, religiosa,

Trazida pelo povo de Portugal,

Cearense se fizera, no seu treze

Como Festa do Pau de St° Antônio.


31 de maio, abertura do ritual, vai 

Um Vigário, na serra do Araripe, 

Abençoar a árvore da Aroeira, 

Que tratada como diamante,

Na mata preservada,

Cuidada pelos

Alfaiates,


Agora 

Tronco de

De 22 metros

De altura, a pesar 

Duas toneladas, com todo carinho 

E com grande credo, em procissão, 

Nos ombros dos teus muitos fiéis, és


Levado pra Igreja matriz, sem um triz

Desviar, tocado tirado casca, por um

Comandado pelo capitão do Pau: 

Mastro de Bandeira, elevado:

Hasteada pelas chamas

Juninas, também

Enamoradas.

domingo, 5 de junho de 2022

Tempo de nós quatro

Dom - 05.06.2022 - 15 h 37

Cálice(s) da sensatez


Domingos das saudades das casas dos

   Nossos pais, quando juntos à mesa

     Ficávamos, até chegarem silêncio 

        De todos e o pois é do falante.

           Domingos saudosos de nós 

              Quatro todos os dias, até 

     O tempo de estarmos um de novo.

sábado, 28 de maio de 2022

Eu, SEm, (N)TI

Sab - 15.11.2018 - 09 h 33 m

Já...

... Que não queres andar de lado,
Comigo, vais na frente,
Que a Gente se
Encontra, nas ruas e
Avenidas, das minhas 
VInDAs e idas:
Sempre  contigo.

Já...

...Que não podes
Desfrutar da
Minha presença.
Quando fores,
Avisa-me, que eu
Chegarei, só pra sentir
Tua presença em mim.

Não me importa aonde irás,
Tu, ou onde fique eu.
Meus pensamentos
Estarão contigo,
Acompanhando-te
Aonde tu estiveres,
Sem me deixar sozinho.

sábado, 21 de maio de 2022

Viniciando Moraes

 Sab -21.05.2022 - 11 h 37 m

Cálice(s) da sensatez


O poeta do amor, também sentiu a dor

    Do cogumelo atômico, que A rosa

         De Hiroshima inocente o fez

              Ver, nas fidelidades dos                     

                      Seus sonetos, o

                       Quanto longe

       É O Caminho para a distância.


  Principalmente quando se deixa de

       Olhar Pela luz dos olhos teus

        Tornando-se O mergulhador

            De ninguém, sem Pátria

             Minha e sem A arca de 

                  Noé, esquecendo

          De vez O soneto do amigo.

sábado, 14 de maio de 2022

Maria

 Sab - 14.05.2022 - 06 h 54 m

Muito além de cada olhar


Tantas senhoras,

Somente uma Maria,

Mês de maio comemora a

Igreja Católica, nos treze

Festivos,


A Maria, 

Agraciada, que, no

Seu templo santo, nos trouxe 

0 Salvador, com seu 

Sim,


Ao dizer:

Eis aqui a

Serva do senhor, faça-se

Em mim, segundo sua

Vontade.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Querida

Sab - 28.06.018 - 05 h 18 m

Pior
Quer ida,
Sou
Eu
Sem
Tua
Vinda,

Nos
Vês-te
Da
Nudez
De
Tuas
Vestes.

Nas
Noites
Frias,
Sem
Teus
Dias
Quentes.

Que ida tua
Seja curta,
Pras Noites
Quentes Verão
Os dia todos
Estações sermos,
Somente.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Que não seja assim

Seg - 05.11.2018 - 08 h 03 m

Quando a vontade
De comer
É maior do que
A fome,
A sede
tornar-se-á
Insaciável.

Não haverá
Nem pão,
E nem peixe
Que os satisfaçam,
A não ser
Um cavalo
Pelo
Reino.

Que esses dias
Não nos cheguem,
Jamais.
Não temos
Tempo
Para
Isso.

Não

Mais
Pra
Separar
O
Mar.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Reles mortais!

Sex - 06.04.2018 - 10 h 12 m

Pobre mortal!
Insignificante,
Em tuas
Bestialogias
Inócuas,
Pregando
Teu nada

tempestade.

Achando
O máximo
Toda sua
Máxima,
Na construção
Do teu inexistir,
Como se fosse
A razão de
Tudo.

Reles mortais,
Sete palmos
Te aguardam
Te guardam
Te resguardam,
Sem palmas ,
Renegando
Tua Alma.

Sem lagrima:
Não agradando
Nem aos vermes,
Nem a terra fria,
Petrificado,
Sendo
Esquecido
Por tua
Ignomínia.

O quê o faz
Ser assim nos
Interessa,
Pois ele também
É ente que
Está sujeito
Aos intempéries
De sua mente.

Converse com ele!
Ore por ele!
Para que Imortal,
Em Cristo,
um dia se torne,
Pois ninguém é
Assim, por ser assim.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Nas florestas de cada um

 Dom - 31.10 2021 - 07 h 17

Muito além de cada olhar


Se cá

E bem ali,

Pulando pela vida, correndo no

Mesmo pé, sem nunca

Tropeçar,


Pelo vento

Galopando pelas matas

Afora, sem nunca se cansar,

Com o gorro vermelho

Está,


Com seu

Cachimbo a pitar

Pintando todos números, só para

Povo, cavalo, outros mais

Assustar 


Do sul

Do Brasil para

O mundo, ELE, sempre, povoará

As florestas de cada

Um:


Que Monteiro

Lobato, no seu 

Sítio do Pica-pau Amarelo, 

Fez-nos adultos crianças

Sermos.

domingo, 17 de abril de 2022

Só não somos ainda...

Sáb - 16.04.2022 - 15 h 07 m

Cálice(s) da sensatez 


Somos As Coroas de espinho, Os 

      Cravos nos Pés, Os Cravos 

           Também nas Mãos, A

                Traição de Judas

             A Negação de Pedro, 

                O Distanciamento 

              DOS APÓSTOLOS…


Somos Sumo pontífice Caifás,

      A Zombaria de Herodes,

         As Mãos Lavadas de 

             Pilatos, Os Gritos 

       De crucifica de Muitos, O

             Vinagre da Sede,

          O Perfurar da Lança.


Somos O Sacerdote descendo A

  Montanha, seguido depois pelo

     Levita, desviando do Próximo. 

          Só não Somos, ainda, 

     O BOM SAMARITANO, QUE 

           Desce do seu Cavalo,

     Para ajudar o desconhecido.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Reflexo

Sex - 15.02.2019 - 08 h 05 m

Quando nossos filhos
Saírem com seus
Cachorros,
Terão a paciência
Que obtivemos
Por quanto tivemos
Com os deles?

Quando os nossos meninos
Pais se fizerem, os tirarão
Do berço, para amamentarem,
Ou com eles ficarem brincando
Ou ninando, ou contando
Histórias e estórias de sonhos
Com tempos seus para eles?

Se no espelho da vida,
Formos imagens refletidas,
Sem escuridão,
Com certeza, sim,
Sem precisarem
Ser avós para estarem
Pais uma vez.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Acorde!

Qua - 24.12.2009

Você!
Inspiração dos meus
Melhores 
Acordes.

Você!
Meu acorde
E meu 
Dormir.

Você!
Acorde vinte e quatro horas
A musicalizar os teus nossos dias.

Acorde! E juntos faremos mais ainda:
As nossas mais belas canções, na
Mais perfeita sincronização: De EUTI.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Filosofando para as torres

Sex - 01.09.2017 - 08 h 04 m

Onde                     No tabuleiro
Estavam                      Dos reis,
Os                                     Sendo
Joelhos                Conselheiros,
Dobrados,               Adestrando
Com                         Seus peões,
Suas                 À sorte infâmia
Orações              Da insensatez
Fervorosas,                Humana,

Quando                Nas orações,
A África                  Sem ora de
Lhes                                Ações,
Davam                  Filosofando
Bons           Para as TORRES,
Lucros?                   Até agora.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

SóMente, Somente

Sex - 30.06.2017 - 09 h 00 m

Quem vive                Nos DiAmAmtes
De amante,                              Da vida,
Pensando                                        Sem
Em diamantes,                            Volta,

Viverá paixão              No amanhecer
A preço de Capitu                    De casa
Sem idade de amados,           Que não
Na cegueira diuturna                     São
Que seu mundo faz ver.              Suas,

E quando os                      No Anoitecer
Presentes                                    Da casa
Se tornarem                                 Que já
Ausentes.                                     Foi sua,

Ficará                              No entardecer
Na solitária,                              Dos que:
Descontente,                            AmAntes
Sem solitário.                     Sem depois,

Enquanto houver       Sem diamantes,
Diamantes,        Sem dias de Amantes.
Existiram         Sem entes que sentem,
Dias                                           SóMente! 
De amantes:                            Somente!

domingo, 27 de março de 2022

Ou tu nos...

 Dom - 11.04.2021 - 12 h 04 m

AdemirÁvel versejar


Ou

Tu nos...

Despes do verão

Refrescando-nos com as

Tuas suaves brisas indo vindo,

Levando as tuas lindas folhas além,

A enfeitar os galhos de folhas novas 


E também de flores frutos que vêm,

Sementes ciclos em tocar de vento

Em multiplicar de muitos ninhos,

De tuas mudas floreSendo,

Fertilizados por teus

Coloridos húmus,

Agora.


Ou

Tu nos

Veste de inverno,

Com o agasalho humano

Em vês-te menos friorento,

Com dias mais curtos pra amantes

E tua noite mais longa para amados.


A 22 e 23 setembro hemisfério norte

Com fins entre 21, 22 dezembro;

20, 21 março hemisfério sul,

Terminando 20, 21 julho,

Com clorofila reduzida,

Luz solar

Menos.


Mas,

Tudo Isso 

Seria o cenário 

De todas as minhas 

Estações, agora, se você, aqui,

Comigo, cá, estivesse, no meu ser 

Te ter, no ter-te ser: Completamente,


Se não fosse mais UM OUTONO, SEM

VOCÊ, nos dias esquecidos de mim,

Nas primaveras sem tuas flores, 

Nos invernos, sem teus 

Agasalhos, no verão,

Sem(n) ti.

terça-feira, 22 de março de 2022

Dádivas humanas

Qui - 29.06.2017 - 07 h 43 m

Aos meus três                A todos vocês,
Que sempre                     Que direto ou
Nos fazem                      Indiretamente,
Quatro,                                      Sempre
Sem nunca                               Estevem
Deixarmos                               Comigo,
De ser um,                                  Todo o
Todo meu                                       Meu
Paimego.                                 Paimigo.

Aos meus pais,                              E ao
Que nunca  me                               PAI
Deixaram só,                       ETERNO,
Ensinando em                              Todo
Sua cumplicidade                         Meu
O quanto vale                                Ser,                            
Meu existir,                                   Sem
Todo meu                                     Meu
Paimado.                                       Ter.

terça-feira, 15 de março de 2022

Ego

Sex -16.11.1979

Um dia, dois olhares se fitaram,
No futuro de um eu,
No compromisso de um nós,
Que do meu mundo inexistente,
Fez-me, a cada momento,
Pensar no amanhã,
Sonhado e palpado, no invisível.

Um dia, tornei-me sentenciado
A morrer, como todos, que da
Fecundação, começam a nascer,
Como outros milhões e milhões
De gametas, menos um, fertilizam,
Enquanto 9,9 padecem.

Foram nove meses de escuros
Mais claros de vida,
Que me levaram às décadas de:
Vermelho-branco, verde-preto,
Azul-violeta, em me sentir
Cada outrem.

domingo, 13 de março de 2022

Querer de amar

Qui - 08.07.2012 - 07 h 41 m

Eu te quero 
Com todos os queres
Que os quereres 
Possam te querer.

Eu te beijo 
Com todos os beijos
Que minha boca 
Possa te beijar.

Eu te amo 
Com todos os amares
Que os amores 
Possam te amar.

Eu te quero! Eu te Beijo! Eu te amo!
Como se fosse a primeira vez,
Sentindo o terno sabor, da última 
Vez, como se a primeira fosse.

sábado, 12 de março de 2022

Cala bolso

Sab - 03.03.2018 - 11 h 08 m

No país sério,                       Só no país
Nem faca no                            Que cala
Pescoço                                         Bolso,
Era pra                                       É que a
Existir,                                           Faca,
Como                             Simplesmente,
Diz                                Sai do pescoço,
Seu                               Com o tiro pela
Auxiliar,                      Culatra, sem ao
Depois de                        Menos ferir o
Tantas                               Pé do moço,              
Manobras.                           Com mala
Com esforço                       Andarilha,      
E reforço,                      Apartamento          
Para                                            Cofre,
Livrá-lo               Decretos de porto,
Do                                   Aguardando
Calabouço.                 3ª   denuncia.  

sábado, 5 de março de 2022

Na casa do meu amor

 Ter - 01.03.2022 - 09 h 19

Poema Dalangola


Nas noites das tavernas,

Nem todo mundo é ébrio,

Ninguém está de porre toda hora,

Nos momentos sóbrios da vida,

Numa tarde sem sarjeta


Numa tarde, sem igual, eu,

No meu universo, quedo, no

Ninho me aconchegando:

Nem frio, nem muito calor,

Na casa do meu amor.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Guardados Na Essência

 Qui - 10.02.2022 - 12 h 05 


Guardo, no

Relógio do tempo,

Um espelho, onde a Essência

Poética é

Onírica,


Na Seara da vida,

Ornamentada de palavras,

Sendo ponte,

Sendo asa,

Amor para vida inteira,


Escrevendo inspiração,

Soletrando emoção,

Sem letras mais sermos, dando

Ênfase a cada verso, 

No sermos poeta todo dia,

Cultivando poesia,

Insight

A todo instante.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Cartório do tempo

 Dom - 20.02.2022 - 08 h 50

Muito além de cada olhar


Em algum

Lugar do passado,

O Presente quis registrar o 

Seu futuro: Cedo logo

Acordou.


Na segunda

Terça, na Quinta

Da Sexta avenida, na quarta

Sala, seu Domingo o 

Esperava,


Para sábado 

Bebemorar. Como o

Padrinho é Édson Paulo, mas

Não é de São

Paulo,


Irritado ele

Saiu, sem registrar

O menino, pela contínua pergunta

Do Tabelião: Senhor Édson 

Paulo?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Pétalas de Primavera

Sab - 06.11.2010 - 11 h

Na primavera da vida,
No éden de nós dois,
Em canção de ninar,
Em festejos de amantes,
Brindando o amor:

Surge a mais bela flor:
Flor de mim, de ti, de nós!
Flor de amor! Sem fim.
Flor feita por Deus:
Para ti! Para mim! Para nós!
Flor com essência da primavera
Do nosso jardim.

Jardim que se faz pétalas,
Pétalas de tua rosa,
Rosa do nosso amor,
Amor por ti! Por ti!
Nosso bem querer!

Querer de Brincar,
Brincar de Mimar,
Mimar de Amor,
Amor de Ninar,
Ninar de Querer,
De te querer muita mais.

Muito mais! Cada dia!
Cada dia! Muito mais!
De ti! Vida nossa!
Vida nossa! De ti!
De ti! Nossa Vida:

Imagem contínua de Nai,
Instante constante de Naimego,
Identidade apaixonante de mim,
Inteiro completo de ti,
Inspiração de Deus,
Em nos fazer de muito Naiâni,
No templo sagrado humano,
O tempo presente nosso.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Você...

Qua - 17.10.1979

Você!

Pedaço do meu mundo,
Pouquinho do meu tudo,
Viver no vegetar,
Futuro de altar.

Você!

Tristezas de alegrias;
Risos de agonias;
Guerra de minha paz;
Tudo do meu capaz.

Você!

De você e de mim,
Meio e começo do meu fim,
Futuro de um passado,
Presente sempre sonhado.

Você!

Sonhos em pesadelos,
Amores que eu fi-lo e fê-los,
Tudo deste nada,
Ente para ser amada.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Povo

Dom - 23.09.2018 - 05 h 21 m

Eu quero Palmares que façam
Ouvir os zumbidos do seu povo,
Com conselheiros, sem carnudos
De papel, que digam aos outros,
Que ipiranga não tem margem,
Apesar de ser imagem do número
Perfeito, ele é todos dias

Eu quero Confederação do Equador
Que faça do POVO nação de voto
E não devotos  sem noções, onde
Eu possa ir e vir, com minhas
Sabinadas e balaiadas, nos farrapos
Da vida, dizendo aos donos do nada
Que já não somos seus ter.

Eu quero Conjurações mineira, baiana,
E outros estados mais, com seus
Emboabas, mascates, alfaiates,
Beckman, Felipe, com classe, sem
Classes sociais, sendo povonação,
Com território  de todos, Sem grilhões
E sem tornozelos eletrônicos.

Eu quero o povo, sem pólvora
Sem pavor e sem temer,
Votando sem favor,
Voltando e indo pra onde quiser,
Deixando de ser vida de gado,
Orgulhando-se da triste partida,
Sem precisar mais de ir.

Sem derrama, sem quinto,
Sem comissão, sem propina
Com obras sem obras que
Fazem sangrar o povo,
Onde roubar não é mais verbo,
Mais verba certa de suas impunidades,
De suas imunidades, sem decoro.

O quê fazer se:
Os votos de  alguns eleitores
Com ou sem leitores
Elegem, livremente, sem cerimonial,
Ainda, os que roubam e fazem,
Reconduzindo,  até hoje, também,
Os que roubam e não fazem?

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Convite

Dom – 03.12.1978

Aos que detestam a paz
E as condenam nos homens de boa vontade;
Aos míseros que se dizem atos,
Sem nunca terem sido potência;
Aos que para subirem,
Tiveram que se tornar sufocantes humanos sociais;
Aos cupins que se dizem castores;
Aos que se dizem justos
Cometedores de injustiças;

Aos que:

Gritando por Cristo, sufocam seus próximos;
Vendo-os nus, tentam arrancar-lhes a pele;
Vendo-os presos, ensejam acorrentá-los;
Vendo-os doentes, sorriem por seu morrer;
Vendo-os sadios, escravizam-nos no trabalho,
Por um sonhado mundo capitalista;

A vocês, ínfimos seres,
Retirem a pele de cordeiro
Que lhes serve de camuflagem,
E deixem cair a carcaça de lobo
Que tão bem lhes veste,
Para que os outros transformem
Esse seu mundo de miséria e opressão,
No universo anti-desumano,
Mesmo na sombra de sua pequenez.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Amor...

Sab - 22.07.2017 - 05 h 12 m

Amor!
               
É Roma                                     É oração            
Voltando,                                  E tempo,              
Sem                                       No templo,
Ir                                           Com e sem
Embora.                                     Acento,

É fruto que                             Nos mares
se come,                                     Depois,  
Acrescentando                     Dos nossos
o A.                                                   As,

É lugar que                      Estando à sós,
Se mora,                                Sem nunca
Sem viver                                Estarmos
Sozinho.                                            Sós,

É amo, sem                                      Nas
Ser dono,                                     Marés
Em                                                      De
Esconder                                     Nossas
de R.                                             ondas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Li, de mar em mar

 Sex - 21.01.2022 - 09 h 12 m

Muito além de cada olhar


Li, de

Mar em mar,

As histórias narradas por tuas 

Ondas,  contadas de sal

Meu,


O quanto

Dos teus mares

Há nos oceanos de nós,

No espelho de cada

Céu.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Simples

Dom - 30.12.2012 7 h 30 m

A Fanta com Asia
Trazem o Mar,
Dentro do Caco,
A Casca
Dentro do Véu,
Com banana
E sem veneno,
No estado que quer
Ser Jeep,
Que Ama Zonas,
Com suas Alagoas.

No Mar, Sei, Oh!
Que o país que Cana Dá,
Tem ata que você: Come,
Escreve, concorda e amarra,
Tem manga que você: Chupa,
Veste, acende e insulta,
No sofá, que é seu canto,
No SolFá,
Que tem seu canto,
Só no Seara há.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Sussuros de você

Sex - 09.03.2001

Passeando em brancas nuvens,
Encontrei-me em você,
Desde então, não mais me achei,
Senão em você.

Daí então:
Suspirei você! Sussurrei você!
Senti você! Vivi você!
Pois em todo meu ser nada mais havia,
Senão você!

Assim nos fomos ao longo
De tanto tempo,
Assim seremos ao longo
De outros tantos,
Se for parte integrante deste eu,
Insano, louco, desvairado de você.

Sem medo de me chamar de amo,
Ou que sabe  "Namorado",
Deixando de ser você,
E vindo também ser eu.

Quando assim fizer, verá que tempo
Perdido de constantes e eternos eus,
Será passado futuro do tempo
Presente nosso.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

A corda

Sex - 19.10.2018 - 08 h 20 m

Que ser pensante
É este,
Que nunca ser viu antes:
É cicuta, sem Sócrates,
Na república, sem Platão,
No ser pente, sem maçã,
Fez ver-me Maquiavel.

Falou-me o sábio
Guru à beira
Do precipício,
Como não ir,
Se  voltar
Não posso,
Mais?

Olhou!
Pensou!
Refletiu!
Torcendo seu espesso
Bigode, até  que
Aristóteles
lhe apareceu,

E juntos se
Encontraram
Com Kant,
No canto,
Ouvindo Erasmo,
Falando de Castro Alves,
Aconselhando Voltaire.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Rastejo, dor, suor:

Sex - 12.10.2018 - 22 h 59 m

Tudo estava em perfeita ordem
Até que o pó se tornou falante.
Não um falante qualquer,
Mas o falante feito imagem e
Semelhança  de seu criador,
E pra ímpar não ficar,
O pó se fez par.

E pra não ficarem de
Cabelos assanhados,
Um ser pente apareceu
Lhe fazendo a cabeça, 
Lhe oferecendo maçã,
Entre uma conversa
E outra.

Não  uma maçã qualquer,
E nem muito menos a maçã
De Branca.
Mas a maçã do desejo
Insaciável do  poder
E do querer ser Deus,
E não o de querer o seu  Deus.

Triunvirato feito, de segunda,
Maçã, de primeira, comida,
Paraíso perdido, terceirizado,
Desculpas à parte, de quatro, de quarta,
Culpados, inexistentes, de quinta,
Nudez vestida, investida,
Amores desfeitos, na hora.

Sem ninguém pra se culpar,
Não pode o perdão haver.
E sem maçã ficaram os dois:
Com  o pão  que o serPente assou,
Cuspindo no prato que comeu,
Transferindo aos outros:
O amor de Julieta.