Sex - 12.10.2018 - 22 h 59 m
Tudo estava em
perfeita ordem
Até que o pó se
tornou falante.
Não um falante
qualquer,
Mas o falante feito
imagem e
Semelhança
de seu criador,
E pra ímpar não
ficar,
O pó se fez par.
E pra não ficarem de
Cabelos assanhados,
Um ser pente
apareceu
Lhe fazendo a
cabeça,
Lhe oferecendo maçã,
Entre uma conversa
E outra.
Não
uma maçã qualquer,
E nem muito menos a
maçã
De Branca.
Mas a maçã do desejo
Insaciável do
poder
E do querer ser
Deus,
E não o de querer o
seu
Deus.
Triunvirato feito,
de segunda,
Maçã, de primeira,
comida,
Paraíso perdido,
terceirizado,
Desculpas à parte,
de quatro, de quarta,
Culpados,
inexistentes, de quinta,
Nudez vestida,
investida,
Amores desfeitos, na
hora.
Sem ninguém pra se
culpar,
Não pode o perdão
haver.
E sem maçã ficaram
os dois:
Com
o pão
que o serPente assou,
Cuspindo no prato
que comeu,
Transferindo aos
outros:
O amor de Julieta.