domingo, 28 de dezembro de 2025

Ver só

Dom - 29.07.2020 - 06 h 04 m

No reverso
De seus versos,
O poeta descansa, 
Ouvindo a batida
Do tempo,
Esculpindo
Poesia.

Enquanto
O pó
Não o alcança,
O fôlego
Não o cansa,
Em estrofes
Se faz esperança.

Com ou sem
Rimas,
Que a inspiração
Divina,
Suas palavras 
Abstratas,
Concretizam,

Vai
Transcrevendo
Sentimentos,
Sem ser
Fingidor,
Tingido a dor
De amor.

Sem ser só letras,
Todos os dias,
Soletra,
Só pra
Soprar
A vida,
Que além de si há.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Posso entrar

 Sex -21.05.2021 - 06 h 57 m

AdemirÁvel versejar


Quando,

Solitário deserto 

Teu, solidão, sentires,

Só, em companhia tua

Eu estarei, em monólogo, com

O teu silêncio, onde somente nós 

Dois, em ouvir de te falar, estaremos,


Em diálogo, sem o monólogo a mais,

De um Contato de silêncio mútuo,

Eu permaneço, nos meus oásis,

Dentro de ti, esperando

Teu eu permitir

Meu posso

Entrar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Sonhando

 Sex - 02.05.1989


De repente! Um deserto florido, 

Doçura nos mares 

Um amor colorido 

E o mundo a amar.  


Nada mais árido 

Há de existir, 

A trabalho mais árduos, 

Só vida a sentir. 


Açúcares nos mares, 

Colméias de abelhas 

Nas brisas saírem. 


Colorido de vida, 

Amor multicor, 

No mundo incolor.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Tu, outra vez.

Sab - 15.09.2018 - 11 h 27 m

Mês do meu agosto,
Gosto que me tempera
Fogo que me acende,
Risco que aprendi.

Mãos das minhas luvas,
Gestos que me fascinam,
Fuga que me prende,
Rabiscando teu sorriso.

Mês do meu outubro,
Grude que me libera,
Figa que me dá sorte,
Rosto que me espelho.

Mês do meu novembro,
Gole que me inebria,
Foto que me amplia,
Rastreando teus carinhos.

Meses do meu maio,
Gênese, meio, sem fim,
Filme que me assiste,
Refletindo tua imagem.

Me fazendo fevereiro,
Gramática que me inscrevo,
Folha que me vejo,
Razão, louca razão.

Mesma, de mim mesmo
Grafada, grifada,
Fraseadas de ti,
Rol de minha insanidade:

No Contigo contíguo,
Contínuo de mim,
Em
Ti.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Sem doeu

 Sab - 19.11.2022 - 16 h 37 m 


Liberdade...dade... dade...

insiste o vento,

Rabiscando tempo,

Em silenciar de senhores…


Rompendo grilhões,

Agitando mares,

Banhando montanhas,

Sem senhoril de ninguém.


Quebrando algemas,

Fechando as portas dos males,

Trovejando igualdade,

Sem porões emocionais.  


Liberdade…dade…dade…

Diz o vento, sem idade:

Vem ser livre que nem eu:

Não se vista de doeu…

sábado, 6 de dezembro de 2025

Poesia que eu não fiz

 Sab - 27.06.2015 -:09 h 23 M


Não! 

Não! 

Eu não fiz 

Essa poesia. 


O mundo 

A fez 

Na sua dor 

E agonia, 


Retratando 

O dia a dia

De suas dores 

E alegrias, 


Nas lágrimas 

Contidas e incontidas, 

Dos corações amados 

E desalmados. 


Não! 

Não! 

Eu não fiz 

Essa poesia. 


Mas o mundo 

A fez:  Por mim, 

Por ti, para ti, 

Para mim.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

No compasso do meu tempo

 Seg - 14.06.2021 -17 h 17 m

AdemirÁvel versejar


No

Compasso do

Meu tempo, enquanto 

Meu Deus me conceder,

No meu relógio, sem ponteiros

Comigo, Contigo, com Vocês e os

Outros mais, eu agora vou usar, sem 


Hora a cumprir, sem mais o ponto 

A passar, sendo senhor de mim,

Por quanto Deus me permitir,

Enquanto Deus me desejar

Aqui, neste meu

Mundo, sem

Hora.


Sem 

Hora, que 

No agora serão 

Juntos, com o M, 

Perdendo a sua última perna, 

Sem a ampulheta marcar, a parar,

Só, quando o meu bom Deus quiser.


Neste Cá ali que se parece silêncio,

Nos aquém além dos acolá diários

Diferentes, tendo sóis ardentes e

Prateada lua como confidentes, 

Neste jardim humanizado

Germinado de

Vocês.

sábado, 22 de novembro de 2025

Cachos dourados

 Sab - 15.11.2025 - 08 h 43 m

AdemirÁvel versejar 


Quinze

Te tornamos,

Cachos dourados, no 

SERMOS ONZE DE TI

MESMOS, no somos do teu

95, como se ainda estivéssemos no

TEU UMM: A CRIANÇA SAPECA só NOSSA.


MAS O TEMPO TE FAZ TRINTA, COM 

OS INDO e VOLTANDO de sempre, 

Esquecendo a MENINA, que um

Dia nos fez, somente, 

Um, há muito,  

Se tonou

N…

sábado, 15 de novembro de 2025

Tempo de mim

 Seg - 26.05.2025 - 16 h 23 m


Vivendo o agora,

Sem me tornar banco de horas,

Sem querer ser memória,

Vou escrevendo história,


Enquanto meus passos 

Forem do tempo comparsa,

Eu serei a reta do meu compasso,

Sempre com teus abraços.

 

Vivendo cada idade,

Sem fazer do ontem, saudade, 

E muito menos lembrança da mocidade,


Dos dias a mais presenteados,

Pelos dias a menos da bengala,

Deixada, por mim, no canto da tua sala.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Despindo-me de mim

 Qui - 26.06.2025 - 15 h 48 m


Tempo de solidão,

Tempo de desilusão,

Tempo sem emoção,

Tempo de contramão:


Quando batia

Só tum tum tum,

Nas farras das esquinas,

Do mundo, e de cada quina.


Até que um dia

Ele tocou a melodia 

Tu…tu…tu.


Tornando-me

Extensão de ti:

Despindo-me de mim.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Está esperando o quê?

Sab - 25.07.2020 - 11 h  03 m

Quem disse que 
O silêncio
É mudo
E que os
Atos
São
Nulos?

Quem disse que
A alma 
Não sente a dor que
Na pele dormente
E na mente demente
Se tornaram
Cicatrizes?

Quem disse que
O mundo
Imundo,
Enlameado 
Pelo sujo humano
Não pode ser lavado 
De novo?

Mergulhe no oceano
Do Silêncio,
Nade com os 
atos nulos,
Surfe com a 
Alma
Nos mares de todos,

Vista-se de atitude,
Sem revista ser,
Se permitindo
Ponto,
Somente,
Quando reticências
Não mais Couberem.

Só assim então,
Quem sabe, 
Talvez um dia,
Você aprenda, de vez,
A magia de viver
O consigo, sem consigo.
Vai, que você consegue!

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Não é sol fá lá de si

 Sex - 26.03.2021 - 07 h 40 m

AdemirÁvel versejar


Se

O si

Dó dele tivesse,

Quanto de mim tem,

Ele, também, tocaria para ti,

Sem dós de outros mais alguém,

Suas clavas de todos, em si menor.


O ré médio não seria mais AMARGO,

O sol, mesmo NO SOFÁ, ESTARIA,

Sem mais necessidade dele sair,

Nessa cidade sempre ficando,

Permanecendo, ali, fixado,

Aguardando mi

Voltar. 


No

Seu ré

Sem mais volta,

No lá, agora ficando,

O si, estático, olhando mi,

Permaneceu horas sem dó fá lá,

Esperando a escala pra de si tocar.


Não é só falar de si, insistentemente,

Orquestrou sol, com banda do ré,

Em conjunto com o mi,

Solfejando dó, si, lá,

No sol fá,

Com todas

Notas.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

20 h 25 m

 Ter - 31.12.2024 - 11 h 30 m

Cálice(s) da sensatez 


Que 20 h 25 m, não seja tão somente uma 

    Hora a mais, no RELÓGIO de parede,    

        Parado, em algum lugar, até hoje, 

             No passado, esquecido, mas

          Minutos repletos de TODOS, no

             Tempo chamado agora, sem   

  Corda/bateria/pilha para seu tic tac tocar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Aonde e quando...

 Ter - 21.10.2025 - 10 h 14 m

AdemirÁvel versejar 


Nem

A distância 

Te faz longe, 

Pela saudade que por

Ti sentimentos, quando os teus

Dez dias se vão, por LEMBRANÇAS 

Tuas se nos tornando AGORA, mais ainda.


NEM A SOLIDÃO, martírio da saudade por 

Seres presente nosso, sem quando onde,

Nos marcará com sua ausência, 

Por nos fazeres presente, 

Sem quando aonde, 

TU SEMPRE 

Andares.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Egídia que não esquecerei

Em um histórico dia de 1936, 

Maria Emília Rabelo, com 

Turma masculina e Egidia Cavalcante chagas 

Com a equipe feminina uniram 

Suas duas pequenas escolas isoladas de 1935, 

Na Escolas Reunidas de Morada Nova, 

Com 204 alunos inicialmente.


Germinada a semente da 

Educação, tuas primeiras 

Diretoras surgiram: Maria 

Antonieta Siqueira Maia, 1947;

Antonieta Rabelo - 1948 a 1952;

Maria Terceiro Chagas Maia -

1953 a 1957.


Em 1956, deixaste de ser 

Reunida, para te tornares 

Grupo Escolar Egidia 

Cavalcante Chagas, em 

Homenagem a tua primeira 

Grande mestra, para em 1971 

Seres Escola de 1° Grau 

Egídia Cavalcante Chagas.


Egídia! Quem não te lembras 

Do Zé Perequete e da 

Maricotinha, tantas vezes pronunciados,

Carinhosamente nos lábios da sua mais

 Brilhante diretora e educadora, que Morada

 Nova nos presenteou. Egídia! Como a

 esquecerás?


Ah! Se outras Maria de Lourdes Terceiro chagas 

Rabelo houvesse, o mundo seria educação por

Excelência, em toda tua essência.

Falar de ti, Egídia! É autobiografar

Essa mulher de fibra, que de 

1961 a 1979, se dedicou a ti, 

Por inteiro:


Seja

Em tua direção,

Durante 18 anos,

Ou nos ensinando

Matemática,

Em brincar

De números.


Setenta! Setenta de Adenilde, 

Do quinto ano primário,

Em nos preparar de admissão,

Para primeira série ginasial,

Em imorredouras saudades,

Por termos terminado contigo

O nosso último ciclo educacional.


Egídia!

De dona Alzira,

Dos seus tijolinhos, 

Doces cocadas,

Gostosos

Pés de moleque,

Tapiocas.


Egídia de: Euridéia, Marli, Luzaíra, Mazé

 Coutinho, Áurea Nântua, Campelo, Francisca

 Girão, Miriam Rabelo, Creusa Raulino, Isa,

 Alzirinha Costa, e outras mais, dirigidas por

 Jucileide, Tereza Rabelo e Maria do Carmo

 Girão.


Egídia!

Saudade, afinco, dedicação,

Pés de algarobas,

De atas,

De seu antigo prédio saudoso.

Quantos doutores

Tu formaste!

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Entre beijos e brigas

 Seg - 30.08.1989


Entre beijos e brigas, 

Assim vão nossas vidas, 

Assim é nosso amor, 

Assim somos nós dois 


CSU que nos viu nascer, 

Em amores inexistentes, 

Um dia ficou contente, 

Por ter-nos feitos viver 


CSU! CSU! quantas vezes enxugou nossas

Lágrimas que de minha amada vertia 

E do meu coração, em agonia, 

Que tu, saudades reprimes.


Tarde, fora do tempo, 

Que no passado calara, 

Começava naquele instante, 

O ontem que muitos já nos falara.


Quando éramos só amigo, 

As brigas já havia, 

Os beijos, telepatia, 

Do nosso amor bem antigo. 


Ciúmes já existiam, 

Dizia-me criança tola, 

Quando, em risos, eu te falava 

As coisas sérias da vida. 


Brigados, nós começamos, 

Nos seis, mês maio, ano 79, 

O romance que, até hoje, 

Faz de minha vida só tu. 


Entre beijos e brigas, 

Há saldos de muito amor, 

O mundo deste teu ser, 

Um todo do meu viver.

domingo, 12 de outubro de 2025

Além do silêncio

 Ter - 08.06.2021 - 14 h 23 m

AdemirÁvel versejar


Quem

Pensa não

Fala os quês 

Da fala, que fala 

A fala Não fala...Quem 

Pensa traduz silêncio da voz do

Sem vez, se cem Vezes preciso for.


Pois o pensar, não joga verbo fora,

Junta verba que aflora a defesa

Dos inocentes, com atitudes e

Gestos, sem dizer palavras

Algumas, nas orações

Sem sujeitos

Ocultos,


No

Composto simples

Determinado por todos,

Pelas seis pessoas ditas,

Por seus atos também escritos

Por suas bocas benditas, sem suas

Ações malditas, mal ditas e mal ditas


Que o mundo de mãos postas, ainda

 Orar não aprendeu, por ação lhe

Faltar, nas orações de cada

Dia, nos pães meus

Da fome doutros,

Sem céus

Teus.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Indefinidos

Sab - 12.10.2019 - 05 h 40 m

No
Nada,
Mesmo
Parado,
Se 
Anda
E nada,

Ouvindo
O surdo
Do tudo,
Falando
Que
O mundo
É mudo,

Cantando canções
De ninguém,
Contando
Para outros
Algo de alguém,
Em algum
Lugar do Passado.

Assim se propagam
Os fatos,
Nas ondas
Dos ventos
Sonoros,
Nas estórias,
Sem histórias,

Das demências
Humanas de todos,
Com os indefinidos,
Por alguma coisa,
Pagando o pato,
Pelos quero mais,
Dos quem disse, me disse.

domingo, 28 de setembro de 2025

Hoje...

Seg - 12.11.2012 - 18 h 21 m

Ontem!                        Pois sou presente,
Eu Tinha:                          No pão divino,
A sua idade,                                 No hoje,
Proclamando              Do meu cada dia,
Mocidade.                     Vivendo o agora

Hoje!                                  Sem amanhã
Eu tenho:                       E sem demora,
A minha idade,                  Nas manhãs
A minha Vaidade,                              De
Sem reclamar                             Minhas
A mocidade.                                 Horas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Dois Dois

 Sex - 22.10.2021 - 20 h 01 m

Muito além de cada olhar


Dois Dois 

É um, quando 

Nós três estamos com você,

Sem instante de nós

Quatro.


Dois Dois

Não é somente

22, mas todos os momentos

Seus que nos fazem

Existir.


Dois Dois

Quatro se transformam,

Quando o nosso um, saudade, 

Sem você, se torna,

Novamente.


Ainda bem,

Que você sempre

Vem nos fazendo um, nesse

Dois Dois, sem quatro

Sermos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Nas curvas do tempo

Sex - 31.03.2023 - 13 h 57 m

Cálice(s) da sensatez


Nas curvas do tempo em

   Que Lugar estaremos

      Molhando a Chuva

             Por onde 

          ANDARMOS

             OU EMM 

       Canto NENHUM 

sábado, 13 de setembro de 2025

Como...

 Ter - 26.11.2024 - 15 h 56 m


Como aprender

A ser só: 

Se o meu me

Transpira teu te.


Se o meu comigo 

Tudo que quer ele 

É estar contigo

Sem o ser dele.


Como ser nós dois

Se o meu mim 

Não vive sem ti.


Se o meu eu

Suspira teu tu

Já que preciso apenas de ti.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Por que tanta demora

 Seg - 05.04.2021 - 13 h 02 m

AdemirÁvel versejar 


Quem

Te convidou

Para tu ficares?

Pra que tanta demora?

Por que não vais embora?

Deixando-nos em ais de dores.

No ser mais um de muitos agora.


Deixa-nos em paz e segues, segues.

Chega de tanto nos fazer partidas,

Nesse luto desmedido sem fim,

Dessa dor doída doida,

Por cada ente

Agora ido…

Ido.


Vais

Flechas mortais,

Não demores mais.

Vem Cristo, nos convida,

Com teu escudo nos protegendo,

Antes que a morte rapidamente seja

Um contínuo cruel lamento sem o fim


Fim, que só tu, Deus poderás cessar,

Esses mais que terra feito cova

Já cansou de sepultura ser,

Enquanto vacinas não vêm

Ainda para todos,

Rogamos-te,

Deus.

sábado, 6 de setembro de 2025

Serpente sem maçã

 Sab - 27.03.2021 - 13 h 36 m

AdemirÁvel versejar


Víboras,

Sem maçã,

Mares de açúcar,

Rios com todos sais,

Céu sem sóis e luares,

Canções sem as letras e notas,

Melodias com todos os dós, sem si,


Cenários de eu, sem: Nós, tu, você,

Teatro do si, sem mais ninguém,

Plateia do seu próprio aplauso,

Peças de suas encenações

Personagem de papéis,

Autores sendo

Ator.


Fazendo

Do picadeiro

Seu palco atemporal,

Para suas cenas reais,

Com todos os seus dramas,

Com as tramas dos seus roteiros,

Com as: luz, câmara, ação: Só suas.


Sem os enredos de mais um alguém,

Se achando o pico do Himalaia,

Se proclamando top dos tops,

Rindo com suas lágrimas

O choro doloroso

Da tragédia

Humana.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Morre...

Qui - 13.06.2019 - 18 h 44 m

Morre:

Quem não
Sabe ser
Poesia,
Quem não
Viveu
Poeta
Um dia.

Morre:

Quem não
Sorriu
Da dor;
Quem não
Chorou
Um grande
Amor.

Apesar
De um dia
A mais,
Ser um dia
A menos
Em nossas
Vidas:

Morremos:

Quando deixamos de
Viver, Intensamente,
Os seus e os meus,
Nesse tempo, que o  mundo
Chama de terna idade,
E Deus o chama
De eternidade.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Partidas

Dom - 31.08.2008 - 18 h 24 m

Parte, que se vem,
Parte, que se vai,
Viajante constante,
De viagens infinitas.

Partidas:
Doídas, moídas,
Partidas inteiras,
Dividida de nós quatro.

No silêncio de si,
Fechada em sua saudade,
No ato de sua dor, está Naimego,
Em se nos fazer de lágrimas,
De mais uma semana sem nós dois.

Semana, sem nós um,
Desde 1999;
Semanas sem nós dois,
Desde 2005:
De um tempo sem fim:
Semanas sem mim.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Esplendor, sem vaidade

 Sab - 07.02.2009

 

Por bondade, muito obrigado,

Expressão maior d'alma,

Despertando-nos os lírios do campo,

Resposta humanizada,

Ordenando simplicidade.

 

Dias de pompas, sem orgulho.

Esplendor, sem vaidade.

 

Soube fazer do caos

Ordem e progresso vital,

Unindo paciência e silêncio,

Sua bandeira de paz,         

Aos tempestuosos mares da vida.

 

Guaraná, quero guaraná,

O homem menino está a pedir.

Mesmo no leito da morte, a brincar,

Está o menino homem, de viver,

Sem o preocupar mais o amanhã.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

FRIA!

Dom - 24.06.2018 - 08 h 45 m


Frêmitos Refrescantes 

Inspirando Amor

Fogueiras Reacionárias 

Intencionando Ardor!

Fagulhas Resplandecentes 

Intensas 

Afagáveis!


Faíscas Reagentes 

Incendiando Amados!

Fogos Relampejantes 

Incinerando Amantes!

Feitos Respostas 

Incondicionais 

Amáveis!


É


Magma 

Que me eleva,

Lavras 

Que me lavam 

E levam,

Brasa

Que me abraça,


Chama 

Que eu chamo

Para me aquecer,

Só pra de mim,

Eu 

Não me 

Esquecer.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

TEMPERATURA HUMANA

 Dom - 07.11.2020 - 07 h 34 m


Acorde!

Não recorde

A ordem imposta

Pelos grilhões

Da Morte,

Que o morde,

Se jogando à sorte. 


Dome o medo,

Que dorme,

E o acorde,

Sem medir

A dor no me

Tornando-se

Dono DELE.


Não deixe,

Que o medo,

TEMPERATURA HUMANA,

Imponha direitos restritivos,

Com punhos fechados,

Nocauteando a livre idade,

Com seus deveres excessivos.


Não importa:

Se vermelhAzul,

Se direitEsqueda,

Se o seu direito

Não for tão acessível,

Como são os candidatos,

Quando do POVO NECESSITAM.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Prece ao niilismo

 Dom - 04.08.2024 - 09 h 41 M


Há pessoas que tem 

Por excelência o ter,

Fazendo dele o bem 

Maior do seu querer,


O culto Excelsior 

Ao capitalismo, 

A oração existencial 

Do seu niilismo,


A pressa fundamental 

Do seu deusismo

O tributo a tudo

Que Midas tocar,


Esquecendo a essência 

Do seu CRIADOR:

Que é o ti, sempre, 

Antes do MIM.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Sem lenço

 Dom - 14.03.2021 - 11 h 08 m


Aprendi

Chorar,

Sem lágrimas,

Banhando somente 

Minha alma,

Pra não ensopar

O teu lenço.


Não que me fosse

Fácil,

Isso fazer!

Mas, como enxugar

Meu pranto,

Sem molhar

Teu lenço!


Meu lenço

Que eu te

Dei,

Para molharmos,

Unicamente,

Com as lágrimas

Dos teus sorrisos.


Sorrisos, também,

Que aprendi

Rir, até sem riso,

Para não ver

As lágrimas do teu choro

Molharem teu

Lenço.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Pai Amigo Irmão

Qui - 07.04.2022 - 09 h 05 m

Cálic(e)s da sensatez 


Parece Amor Infinito, Perto Além Igual,

     Pulando Alturas Intransponíveis,

       Passando Alvos Intangíveis.

           Parece Amor Imortal,

   Pensamento Aberto Instantâneo   

           Porta Aberta Infinita,

         Pelas Atitudes Infantis.


          Puro Amor Irracional,

                Presente Assim 

                  Inesquecível,

                      Passado

                    Atualmente 

                       Inscrito:

        Paimado Paimigo Paimego…

terça-feira, 15 de julho de 2025

Girassóis a Petalar

 Ter - 08.03.2022 - 15 h 47 m

Muito além de cada olhar


Criança, semente

Que ventre sagrado

Brotou, embalando-a com as 

Suas eternas canções de 

Ninar.


Menina, hora

Presenteada pelo tempo,

Tempo sem nenhuma demora, no

Nosso relógio sem tic

Tac.


Moça, rosto

Angelical, perfumada de

Inocência, nos girassóis a Petalar

No sonhar de ser

Amada.


Mulher, buquê

De rosas, floridos

De beija-flores, no romântico

Templo Infinito do nosso 

Amor.


Mãe, buquê

De rosa, girassóis

A Petalar, exalando da Menina 

O aroma inesquecível da 

Criança.

domingo, 13 de julho de 2025

Meus eus

 Ter 25.07.2023 - 11 h 17 m


Quiçá: Eu ser o fogo roubado de Prometeu,

Com a chama acesa de olhar teu,

Iluminando todos os meus eus,

Com as estrelas do teu céu.


Quisera: Eu ser o começo sem fim

De tua caminhada, nos teus passos,

Sempre seguido por mim:

Meu infinito espaço.


Oxalá: Eu ser o navio, em mar aberto,

Em teus oceanos atracar,

E em tuas ondas, eu sempre andar:


Só para um SUPER-HOMEM eu ser,

Na mão de ti, maravilhosa mulher:

Em cada amanhecer do meu envelhecer.

sábado, 12 de julho de 2025

Ode brecha

Sab - 11.05.2019 - 00 h 27 m

No país
Das
Maravilhas:
Mexem eles,
Mexem elas,
Quer Oz,
Ou não.

Nas neves,
Sem frios
Nas serras e rochas,
Sem louros,
Quem não
É laranja,
É lima.

No Índio,
Com tacape de jucá,
No Angorá,
Com  bota fogos,
Primo, juntos
com o  atleta...
Onde estão todos agora?

No País
Das maravilhas,
Sem Alice,
Que Oz fez
Sumir
Maria
E
Ele,

Nem Oz,
E nem os amigos
Dos amigos
Dos  pais
Deles
Sabem
Dos seus paradeiros.

domingo, 6 de julho de 2025

Se eu fosse cristão!

Sab - 24.12.2011 - 16 h

Se eu fosse cristão!

Tornar-me-ia a manjedoura
Das crianças de rua,
Tornando-me anjo da guarda,
No seu dia  a dia.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!

Se eu fosse cristão!

Far-me-ia lençol
Dos seus tetos,
Com meus braços e abraços,
Em suas noites frias.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!

Se eu fosse cristão!

Seria a sinfonia angelical,
Do sem voz e sem vez,
Que Deus em mim compôs,
Só para ninar os abandonados.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!

Mas como sou apenas:

Católico, Evangélico,
Espírita e outras mais,
Vou depressa ao templo
Para não perder a hora.
Isso eu faço, sem demora,
Quando tenho tempo!

sábado, 28 de junho de 2025

Ser

Qua - 23.03.1988

Não serei o trem da poesia
E nem o poeta do trem,
Mas serei o trem da alegria
Que ao poeta convém.

Não farei rimas quebradas,
E nem quebrarei as rimas,
Mas farei versos rimados,
Para viver com meu bem.

Não serei ilha
E nem menos ainda arquipélago,
Mas serei ponte ou istmo,
Que liga coisa nenhuma ao tudo.

Não serei parede,
Nem muito menos o teto,
Mas a porta que se abre
No entra e sai do bem da humanidade.

Não serei José e Maria
E nem tão pouco Maria e José,
Mas simplesmente serei
Os outros que todos somos.

Não serei católico, apostólico,
Romano... nem seitas de protestos
Luterano, mas a voz de Jesus Cristo
Pregando amor, sem distinção de
Povo, credor e cor.

Não serei o ódio dos homens,
Nem a paixão de dois jovens,
Mas o amor vivificado
No homem bem aventurado.

Não serei eu,
Nem ti ou você,
Mas Cristo nos faça uno,
Como nos é a Trindade.

domingo, 22 de junho de 2025

Nosso menino

Seg - 19.06.2017 - 07h 05 m

Vai-se o tempo,
Insistindo em ti 
Fazer no passado,
Nas suas lembranças,
Te tornando idade,
E nós te querendo 
Criança.

E assim somos:

Somente espelho 
Teu,
Em imagens refletidas 
Nossas,
Todo tempo, sem idade,
Em te fazer 
Nosso 
Menino.

Ao longo 
De 
Nossas 
Vidas,
Nos 
Calendários 
Paternos,

Onde os 
Dias 
São 
Maternos,
Sempre marcados 
De 
Ti.

domingo, 15 de junho de 2025

A voz do poeta

 Dom - 20.05.1979


Você! 

Que tanto desejo um dia 

Ter mundo poético 

Em suas mãos 

Motivo de infinito encucar 

Por nunca saber 

Como o teria.


Você! 

Que detesta poesia, 

Chamando os poetas 

De mentirosos, 

Mas cadê coragem para viver, 

Expressando-se em

Linhas e canetas. 


Você! 

Que tanto nos desejou 

Ver no mundo real 

Dos homens, 

Como se vivêssemos 

No 

Irreal.


Você! 

Que nos realizou 

Como mero imaginário, 

Tirando do poeta 

Tudo do seu real,

Não vê que isso é vida  

Escrito de homens super reais?

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Amor de lembrança

Ter - 22.01.1980


Foi difícil te esquecer, 

Não foi fácil que eu sofri, 

Por você minha alegria, 

Por você tristeza minha.


Jeremias se perdeu; 

Romeu andou foi longe; 

Ninguém te amou tanto: 

Vida, ternura e meu pranto.


Love Story não te faz,

Love Story fomos nós

Que com Nosso Juramento, 

Love Story só seremos. 


Shakespeare há de trocar

Julieta por você 

E tu sempre hás de estar 

No semblante do meu ser.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Outros caminhos

 Dom - 14.01.2024 13 h 14 M

Versejando o primeiro nome


Estradas Sem Tuas Ruas: Avenidas

 Desconhecidas Agora: Somos…

Becos Encontrando Caminhos obscuros:

 Sendo…

Retas Esperando Teus Andares: São…

Outros Universos Transitando Rastros onde:

 Seremos…

Estradas Sem Ti: Rotas, Abismo, Deserto:

 Andanças Sinuosas…

Sem Espaços Meus,

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Onde estamos...

 Ter - 03.06.2025 - 17 h 31 m


Rua sem moradores…

Fome farta de comida…

Vida sem melancolia…

Gente sem abandono…


Saudades sem remorso…

Tempo sem relógio…

Mãos saudando a paz…

Criança vivendo infância…


Moradores…comida

Melancolia…abandono…

Remorso…relógio…

Paz…infância…


O mundo que precisamos 

Está a zero passo do paraíso,

Passa pelo ser, sem exaltar 

Tanto o TER.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Isto é amor

 Sab - 01.03.2025 - 08 h 58 m

AdemirÁvel versejar 


DESCE 

Do CAVALO, 

Publicano, cede a 

Sela ao samaritano, aliviando 

O seu cansaço, não importando 

A TUA PRÓPRIA FADIGA E NEM 

TAMPOUCO SE ELE É BOM OU RUIM.


SAI, TOTALMENTE, DO TEU EU, DEIXE O 

DOEU completamente de lado. Abraça os

Braços cruzados, ainda que inertes 

E frios, envolvendo-os

COM O CALOR 

DAS TUAS 

Emoções.


TOCA

Os SEUS 

PUNHOS cerrados, com 

AS DIGITAIS INDELÉVEIS DE 

TUAS MÃOS AMÁVEIS, SEM SE 

Incomodar com as negações dos seus

CARINHOS, sem se importar com seu vazio.


Desce, sai, toca: Descubra o próximo que 

HÁ EM TI: SEM PRECISAR CAIR

DO SEU CAVALO, INDO AO 

Encontro dele, sem pedir 

Nada em troca:

Desce: Sai:

Toca.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Quantas saudades

 Dom - 01.05.2022 - 19 h 51 m

Cálice(s) da sensatez 


QUANTAS HISTÓRIAS contadas por 

      DETRÁS DE CADA OLHAR…

            QUANTOS MISTÉRIOS   

                  Envolvidos no ar, 

               QUE ATÉ HOJE EM

                  Minhas Memórias

          Guardo…QUANTOS MEDOS 


        PERDIDOS NOS TEUS BRAÇOS…

          Quantas dúvidas em certezas 

               Por ti transformadas, que 

                       Até hoje me fazem 

                  Crer que sempre posso…   

                       QUANTAS estradas   

                TEUS PÉS ME ENSINARAM. .


      QUANTOS SORRISOS TEUS meus olhos 

         Enxugaram, que até hoje, ainda me

           Fazem rir…QUANTAS SAUDADES

                           EU TENHO DE TI: 

                 Inesquecíveis amados meus,   

                           Presente terno de 

                 Deus, neste caminho Contigo.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Personalizando a poesia

 Sex - 24.12.2021- 10 h 52 m

Muito além de cada olhar


O poeta 

Não inventa e 

Nem muito menos cria poesia,

Ele apenas se personifica 

Entre:


Versos e 

Estrofes abstratos concretos

Vividos por seus ensaios humanos,

Sem atriz e ator

Ser,


No palco

Da vida de

Todos, sem teatro, sem cena,

O real que bem

Quiser.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Sussurros de ti

 Sab - 18.09.2021 - 09 h 48 m

AdemirÁvel versejar


Vem,

Tu, suave

Companhia, faz-me

Noites quentes e frias,

Emoldurando os meus belos dias

Com o frêmito dos sussurros teus,

Nas partículas inteiras de nós, a sós. 


Vem tu, em te fazer de mim,

No mim eu de fazer de

Ti, no eu mim do

Tu de nós um,

Do um mais

Um, sem

Dois.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Na palma da vida

 Dom - 19.12.2021 - 11 h 56 m

Muito além de cada olhar


Quando o

Silêncio emudece, o

Rosto umedece, a alma padece,

Você obedece, seu algoz 

agradece.


Vem! Nunca 

Permita que seu

Silêncio emudeça, ele é voz

Da liberdade falada com

Gestos,


Pela palma

Estendida de sua

Mão, que agora também é

Nossa, sem só mais

Permanecer.

terça-feira, 6 de maio de 2025

Indeléveis amores

 Ter - 29.03.2022 - 17 h 29 m

Cálice(s) da sensatez 


Tempo longo, sem pressa alguma,

   No seu logo logo, vai vida curta 

     Fazendo, sem descanso sem 

           Cansaço no seu caso 

     Sem ocaso, sem as estrelas 

            Para contar, entre os

    Seus monólogos Existenciais: 


Tirando espuma do mar, percebendo as    

   Dunas dançarem, vendo vulcões 

         Se acalmarem, sem nunca   

             Passado ser, olhando 

          Tudo passar, que nem os 

            Amares dos indeléveis 

  Amores, estacionado no seu hoje.


  Sem calendário ser, vai idade se

       Tornando, na vida de cada 

           Um, sem ENVELHECER, 

               JAMAIS, COM O SEU 

           TIC-TAC nos DEIXANDO,

              Em qualquer LUGAR:

   Nova contagem nos transformando.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Com quem estavam

Seg 27.01.2020 -08 h 17 m

Onde estão
Os que assistiram
Minha morte,
Quando
Os precisei
Em
Vida?

Em que lugares
Estavam,
Quando sozinho
Me deixaram,
Quando nem
Comigo, eu 
Estava?

Precisei tanto
De vocês
Para me
Encontrar,
Mas, sozinho,
Comigo me
Deixaram.

E agora,
Na minha ausência,
Fazem-se presença,
No meu último adeus,
Apressadamente,
Chegando atrasados,
No meu funeral.

Derramando
Lágrimas,
Quando:
Só dos seus
Sorrisos
Eu
Precisava.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Retrato

 Qui - 17.04.1980


Era abril, 

Dia 17 do ano de 1906, 

Mas hora não sei bem,  

Uma criança nascia. 


Sua mãe, preste a descansar,

Com seu esposo e a criança,

Foram a sua irmã visitar,

Que encantado, pediu para com ele ficar.


Passado o tempo do resguardo,

Foram buscar o menino.

Sua irmã, mais uma vez,

Pediu para que ele ficasse.. 


O menino para começo 

Foi bom filho e companheiro de sua 

Querida tia Joaninha que vivendo 

De costura, sustentava o molequinho. 


Mas o tempo se passara, nos oito aos 10 

Anos, se bem não me falha a memória, 

O menino fez-se adulto, tornando-se 

Pai e filho de sua amiga Joaninha.


Trabalhando com ardor, 

E o tempo o fez perder sua mãezinha, 

Perda grande e valiosa 

Foi o amor de Joaninha. 


Como as coisas que se perdem, 

Surgem em formas diferentes, 

Sua mãe renascia, de forma bem mais

 Ardente, numa jovem Luzamira.


Agora, homem casado, 

Advindo de seminário,  

E alguns filhos a criar 

As coisas se apertavam. 


No refluxo da maré, as coisas iam e vinham 

E somente com alegria, 

Pude, em 1957,

Fazer parte deste lar. 


Hoje com seus 74 anos, 

Continua como sempre: 

Esposo, pai, amigo e irmão,  

Como pouco neste mundo.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Tintas sentimentalizadas

Sab - 30.04.2022 - 21 h 40 m

Cálice(s) da sensatez 


Nas PÁGINAS em BRANCO de cada

     FOLHA, há ESCRITOS de VIDA, 

         PELO AMOR e SAUDADE 

             DESCRITOSS, NASS 

          ESQUINNAS DO TEMPO 

             Perdidos, amassadas 

       Pelo MUNDO ESQUECIDAS,


GUARDADAS TÃO SOMENTE, 

    NA MEMÓRIA DO POETA, 

          ESCRITAS PELAS 

              SUAS TINTAS 

           Sentimentalizadas,

               Sem nenhuma 

         Letra precisar escrever.

domingo, 13 de abril de 2025

Louco

 Sex - 08.02.1980


Chamas-me louco

Por amar alguém,

Em desespero de paixão,

Por viver ternura 

Toda 

Minha 

Vida.


Loucura de paixão

É amor ardente,

Ditaduras de corações,

Na vida 

De 

Dois 

Entes.


Se é loucura amar-te,

Sê pelo menos meu asilo,

Fazes de teus braços minhas 

Camisas de força,

E de tua vida toda 

Minha 

Loucura.


Quando assim me fizeres,

Podes me chamar de louco,

Mas não esqueças que 

És meu uivar de lobos

Nas minhas noites

De 

Luas cheias. 

sábado, 12 de abril de 2025

Amares dos teus mares

 Seg - 19.04.2021 - 04 h 41 m

AdemirÁvel versejar 


Enquanto

Vento fores

Amares dos mares,

Em carícias de ondas,

Em tocar de tuas Pedras,

Mares tu hás de sempre ser,

Por seres o amar dos teus amores.


Quando a máxima da água real for,

Peneiras tuas costas um dia fará,

Pacífico em outros mares serão,

Desfiladeiros também se irão,

Quando os vendavais

Vierem te

Amar.

domingo, 6 de abril de 2025

Mor feio

Dom - 13.12.2015 - 09 h 17 m

Quando
Não se escolhe 
Aliança pr'amar,
Mas anel solitário 
Pra 
Se 
Enfeitar,

Nos rubis 
De suas esmeraldas,
Com Jeremias, 
Sem Julieta,
Em Morfeu, de ouro meu,
No erro seu, sem Romeu,
Sem importar quem você é.

Transforma-se 
Castelo, em palácio,
Sem príncipe 
Ou  princesa 
Encantado(a),
Com varinha de cordão, 
Sem condão,

Na cama de 
Ébano,
Com flores de mal-me-quer,
No labirintos de suas 
Cavernas obscuras,
No é do seu 
Nada mais.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Saudade da saudade

Sab - 29.02.2020 - 11 h 02 m

Entre dores 
E lágrimas,
Nascem 
Os sorrisos, 
Em meio
A inquietude
Dos tempos.

E logo, 
Tudo passa a 
Ser esquecido,
Nas roupagens 
Que ora vestimos, 
No seres chamados 
VOCÊS:

No mundo cheio de muitos, 
No muito pouco de tudo, 
No tudo do quase 
Nada.
Nada que 
Nada,
Nada.

Nada que agora 
É tudo.
Tudo que somos 
Agora, 
Antes que se vão embora, 
Ficando conosco 
A saudade.

Saudade 
Que nos 
Devora, 
Saudade que 
Demora,
Quando conosco 
Não estão.

Fazendo-nos
Morada 
Da solidão. 
Solidão que 
Me 
Apavora 
Solidão que 
Nos devora,

Quando na sala 
De suas 
Lembranças, 
Não há momento 
De nós, 
Nos resquícios 
De suas
Saudades.

Saudade que em
Mim devora 
Saudade que me 
Apavora.
Saudade da saudade 
Que vocês não têm
Mais de mim, agora.

sábado, 22 de março de 2025

Minha saudade

Qua - 19.10.2016 - 09 h 01 m

Minha saudade                            Não me
Tem a sua idade,                       Matando,
Na suavidade                                Porque
Do tempo                                       Minha
No passado                                 Saudade
E presente                                  É eterna,
Dos meus dias,                       A me fazer
Nos meios dias                 Futuro de você
De suas noites.                Dentro de mim.

sábado, 15 de março de 2025

O que vês?

Dom - 24.01.2021 - 10 h 51 m


Em 

Maria,

Vejo o

Mar que Ia,

Cantando Ária,

Enquanto ela ria,

Seguida por mim, sem ai 


Em

Mario,

Velejo no Mar,

Soprado pelo Ar,

Nado no Rio,

Iluminada por Io,

E Rio.


Na

Serpente,

Vejo, de Repente,

O Ser que Sente

E um Ente que usa

Pente, em seu cabelo Rente,

No Presente, sem ser Res.


Na

Cascavel,

Toco, sem Asca,

A Casca com a Vel

Que Leva minha mão,

Para Vê-la, à luz de Vela,

Sem feri-la:


Fazendo-me ver

Em Atormente,

Ator que traz, em sua Mente,

Representatividade de um mundo

Melhor e diferente, onde os autores

Da vida possa viver, dignamente,

Seus papéis humanos.

quinta-feira, 13 de março de 2025

O amor do verbo amar

 Qua - 21.10.2020 - 11 h 48 m


Sem você, o amar

Ficaria sem amor,

Seria apenas

Uma paixão,

Sem razão,

No imperativo negativo,

Sem o eu.


Com você,

O amor percorre

Todos os tempos

Verbais do seu amar,

Sem imperador,

Por não existir eu

Nos seus imperativos.


Sem você,

A chuva seria

Apenas mares,

Nos oceanos

Perdidos

De

Mim.


Com você,

A chuva

Toca minha

Alma e meu ser,

Nas gotículas tuas

De nós dois, no amor,

Sem paixão, do verbo amar.