domingo, 28 de dezembro de 2025
Ver só
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Posso entrar
Sex -21.05.2021 - 06 h 57 m
AdemirÁvel versejar
Quando,
Solitário deserto
Teu, solidão, sentires,
Só, em companhia tua
Eu estarei, em monólogo, com
O teu silêncio, onde somente nós
Dois, em ouvir de te falar, estaremos,
Em diálogo, sem o monólogo a mais,
De um Contato de silêncio mútuo,
Eu permaneço, nos meus oásis,
Dentro de ti, esperando
Teu eu permitir
Meu posso
Entrar.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Sonhando
Sex - 02.05.1989
De repente! Um deserto florido,
Doçura nos mares
Um amor colorido
E o mundo a amar.
Nada mais árido
Há de existir,
A trabalho mais árduos,
Só vida a sentir.
Açúcares nos mares,
Colméias de abelhas
Nas brisas saírem.
Colorido de vida,
Amor multicor,
No mundo incolor.
sábado, 13 de dezembro de 2025
Tu, outra vez.
Mês do meu agosto,
Gosto que me tempera
Fogo que me acende,
Risco que aprendi.
Mãos das minhas luvas,
Gestos que me fascinam,
Fuga que me prende,
Rabiscando teu sorriso.
Mês do meu outubro,
Grude que me libera,
Figa que me dá sorte,
Rosto que me espelho.
Mês do meu novembro,
Gole que me inebria,
Foto que me amplia,
Rastreando teus carinhos.
Meses do meu maio,
Gênese, meio, sem fim,
Filme que me assiste,
Refletindo tua imagem.
Me fazendo fevereiro,
Gramática que me inscrevo,
Folha que me vejo,
Razão, louca razão.
Mesma, de mim mesmo
Grafada, grifada,
Fraseadas de ti,
Rol de minha insanidade:
No Contigo contíguo,
Contínuo de mim,
Em
Ti.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Sem doeu
Sab - 19.11.2022 - 16 h 37 m
Liberdade...dade... dade...
insiste o vento,
Rabiscando tempo,
Em silenciar de senhores…
Rompendo grilhões,
Agitando mares,
Banhando montanhas,
Sem senhoril de ninguém.
Quebrando algemas,
Fechando as portas dos males,
Trovejando igualdade,
Sem porões emocionais.
Liberdade…dade…dade…
Diz o vento, sem idade:
Vem ser livre que nem eu:
Não se vista de doeu…
sábado, 6 de dezembro de 2025
Poesia que eu não fiz
Sab - 27.06.2015 -:09 h 23 M
Não!
Não!
Eu não fiz
Essa poesia.
O mundo
A fez
Na sua dor
E agonia,
Retratando
O dia a dia
De suas dores
E alegrias,
Nas lágrimas
Contidas e incontidas,
Dos corações amados
E desalmados.
Não!
Não!
Eu não fiz
Essa poesia.
Mas o mundo
A fez: Por mim,
Por ti, para ti,
Para mim.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
No compasso do meu tempo
Seg - 14.06.2021 -17 h 17 m
AdemirÁvel versejar
No
Compasso do
Meu tempo, enquanto
Meu Deus me conceder,
No meu relógio, sem ponteiros
Comigo, Contigo, com Vocês e os
Outros mais, eu agora vou usar, sem
Hora a cumprir, sem mais o ponto
A passar, sendo senhor de mim,
Por quanto Deus me permitir,
Enquanto Deus me desejar
Aqui, neste meu
Mundo, sem
Hora.
Sem
Hora, que
No agora serão
Juntos, com o M,
Perdendo a sua última perna,
Sem a ampulheta marcar, a parar,
Só, quando o meu bom Deus quiser.
Neste Cá ali que se parece silêncio,
Nos aquém além dos acolá diários
Diferentes, tendo sóis ardentes e
Prateada lua como confidentes,
Neste jardim humanizado
Germinado de
Vocês.
sábado, 22 de novembro de 2025
Cachos dourados
Sab - 15.11.2025 - 08 h 43 m
AdemirÁvel versejar
Quinze
Te tornamos,
Cachos dourados, no
SERMOS ONZE DE TI
MESMOS, no somos do teu
95, como se ainda estivéssemos no
TEU UMM: A CRIANÇA SAPECA só NOSSA.
MAS O TEMPO TE FAZ TRINTA, COM
OS INDO e VOLTANDO de sempre,
Esquecendo a MENINA, que um
Dia nos fez, somente,
Um, há muito,
Se tonou
N…
sábado, 15 de novembro de 2025
Tempo de mim
Seg - 26.05.2025 - 16 h 23 m
Vivendo o agora,
Sem me tornar banco de horas,
Sem querer ser memória,
Vou escrevendo história,
Enquanto meus passos
Forem do tempo comparsa,
Eu serei a reta do meu compasso,
Sempre com teus abraços.
Vivendo cada idade,
Sem fazer do ontem, saudade,
E muito menos lembrança da mocidade,
Dos dias a mais presenteados,
Pelos dias a menos da bengala,
Deixada, por mim, no canto da tua sala.
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
Despindo-me de mim
Qui - 26.06.2025 - 15 h 48 m
Tempo de solidão,
Tempo de desilusão,
Tempo sem emoção,
Tempo de contramão:
Quando batia
Só tum tum tum,
Nas farras das esquinas,
Do mundo, e de cada quina.
Até que um dia
Ele tocou a melodia
Tu…tu…tu.
Tornando-me
Extensão de ti:
Despindo-me de mim.
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
Está esperando o quê?
Só assim então,
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Não é sol fá lá de si
Sex - 26.03.2021 - 07 h 40 m
AdemirÁvel versejar
Se
O si
Dó dele tivesse,
Quanto de mim tem,
Ele, também, tocaria para ti,
Sem dós de outros mais alguém,
Suas clavas de todos, em si menor.
O ré médio não seria mais AMARGO,
O sol, mesmo NO SOFÁ, ESTARIA,
Sem mais necessidade dele sair,
Nessa cidade sempre ficando,
Permanecendo, ali, fixado,
Aguardando mi
Voltar.
No
Seu ré
Sem mais volta,
No lá, agora ficando,
O si, estático, olhando mi,
Permaneceu horas sem dó fá lá,
Esperando a escala pra de si tocar.
Não é só falar de si, insistentemente,
Orquestrou sol, com banda do ré,
Em conjunto com o mi,
Solfejando dó, si, lá,
No sol fá,
Com todas
Notas.
terça-feira, 28 de outubro de 2025
20 h 25 m
Ter - 31.12.2024 - 11 h 30 m
Cálice(s) da sensatez
Que 20 h 25 m, não seja tão somente uma
Hora a mais, no RELÓGIO de parede,
Parado, em algum lugar, até hoje,
No passado, esquecido, mas
Minutos repletos de TODOS, no
Tempo chamado agora, sem
Corda/bateria/pilha para seu tic tac tocar.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Aonde e quando...
Ter - 21.10.2025 - 10 h 14 m
AdemirÁvel versejar
Nem
A distância
Te faz longe,
Pela saudade que por
Ti sentimentos, quando os teus
Dez dias se vão, por LEMBRANÇAS
Tuas se nos tornando AGORA, mais ainda.
NEM A SOLIDÃO, martírio da saudade por
Seres presente nosso, sem quando onde,
Nos marcará com sua ausência,
Por nos fazeres presente,
Sem quando aonde,
TU SEMPRE
Andares.
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
Egídia que não esquecerei
Em um histórico dia de 1936,
Maria Emília Rabelo, com
Turma masculina e Egidia Cavalcante chagas
Com a equipe feminina uniram
Suas duas pequenas escolas isoladas de 1935,
Na Escolas Reunidas de Morada Nova,
Com 204 alunos inicialmente.
Germinada a semente da
Educação, tuas primeiras
Diretoras surgiram: Maria
Antonieta Siqueira Maia, 1947;
Antonieta Rabelo - 1948 a 1952;
Maria Terceiro Chagas Maia -
1953 a 1957.
Em 1956, deixaste de ser
Reunida, para te tornares
Grupo Escolar Egidia
Cavalcante Chagas, em
Homenagem a tua primeira
Grande mestra, para em 1971
Seres Escola de 1° Grau
Egídia Cavalcante Chagas.
Egídia! Quem não te lembras
Do Zé Perequete e da
Maricotinha, tantas vezes pronunciados,
Carinhosamente nos lábios da sua mais
Brilhante diretora e educadora, que Morada
Nova nos presenteou. Egídia! Como a
esquecerás?
Ah! Se outras Maria de Lourdes Terceiro chagas
Rabelo houvesse, o mundo seria educação por
Excelência, em toda tua essência.
Falar de ti, Egídia! É autobiografar
Essa mulher de fibra, que de
1961 a 1979, se dedicou a ti,
Por inteiro:
Seja
Em tua direção,
Durante 18 anos,
Ou nos ensinando
Matemática,
Em brincar
De números.
Setenta! Setenta de Adenilde,
Do quinto ano primário,
Em nos preparar de admissão,
Para primeira série ginasial,
Em imorredouras saudades,
Por termos terminado contigo
O nosso último ciclo educacional.
Egídia!
De dona Alzira,
Dos seus tijolinhos,
Doces cocadas,
Gostosos
Pés de moleque,
Tapiocas.
Egídia de: Euridéia, Marli, Luzaíra, Mazé
Coutinho, Áurea Nântua, Campelo, Francisca
Girão, Miriam Rabelo, Creusa Raulino, Isa,
Alzirinha Costa, e outras mais, dirigidas por
Jucileide, Tereza Rabelo e Maria do Carmo
Girão.
Egídia!
Saudade, afinco, dedicação,
Pés de algarobas,
De atas,
De seu antigo prédio saudoso.
Quantos doutores
Tu formaste!
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Entre beijos e brigas
Seg - 30.08.1989
Entre beijos e brigas,
Assim vão nossas vidas,
Assim é nosso amor,
Assim somos nós dois
CSU que nos viu nascer,
Em amores inexistentes,
Um dia ficou contente,
Por ter-nos feitos viver
CSU! CSU! quantas vezes enxugou nossas
Lágrimas que de minha amada vertia
E do meu coração, em agonia,
Que tu, saudades reprimes.
Tarde, fora do tempo,
Que no passado calara,
Começava naquele instante,
O ontem que muitos já nos falara.
Quando éramos só amigo,
As brigas já havia,
Os beijos, telepatia,
Do nosso amor bem antigo.
Ciúmes já existiam,
Dizia-me criança tola,
Quando, em risos, eu te falava
As coisas sérias da vida.
Brigados, nós começamos,
Nos seis, mês maio, ano 79,
O romance que, até hoje,
Faz de minha vida só tu.
Entre beijos e brigas,
Há saldos de muito amor,
O mundo deste teu ser,
Um todo do meu viver.
domingo, 12 de outubro de 2025
Além do silêncio
Ter - 08.06.2021 - 14 h 23 m
AdemirÁvel versejar
Quem
Pensa não
Fala os quês
Da fala, que fala
A fala Não fala...Quem
Pensa traduz silêncio da voz do
Sem vez, se cem Vezes preciso for.
Pois o pensar, não joga verbo fora,
Junta verba que aflora a defesa
Dos inocentes, com atitudes e
Gestos, sem dizer palavras
Algumas, nas orações
Sem sujeitos
Ocultos,
No
Composto simples
Determinado por todos,
Pelas seis pessoas ditas,
Por seus atos também escritos
Por suas bocas benditas, sem suas
Ações malditas, mal ditas e mal ditas
Que o mundo de mãos postas, ainda
Orar não aprendeu, por ação lhe
Faltar, nas orações de cada
Dia, nos pães meus
Da fome doutros,
Sem céus
Teus.
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Indefinidos
Para outros
Pagando o pato,
domingo, 28 de setembro de 2025
Hoje...
Ontem! Pois sou presente,
Eu Tinha: No pão divino,
A sua idade, No hoje,
Proclamando Do meu cada dia,
Mocidade. Vivendo o agora
Hoje! Sem amanhã
Eu tenho: E sem demora,
A minha idade, Nas manhãs
A minha Vaidade, De
Sem reclamar Minhas
A mocidade. Horas.
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
Dois Dois
Sex - 22.10.2021 - 20 h 01 m
Muito além de cada olhar
Dois Dois
É um, quando
Nós três estamos com você,
Sem instante de nós
Quatro.
Dois Dois
Não é somente
22, mas todos os momentos
Seus que nos fazem
Existir.
Dois Dois
Quatro se transformam,
Quando o nosso um, saudade,
Sem você, se torna,
Novamente.
Ainda bem,
Que você sempre
Vem nos fazendo um, nesse
Dois Dois, sem quatro
Sermos.
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
Nas curvas do tempo
Sex - 31.03.2023 - 13 h 57 m
Cálice(s) da sensatez
Nas curvas do tempo em
Que Lugar estaremos
Molhando a Chuva
Por onde
ANDARMOS
OU EMM
Canto NENHUM
sábado, 13 de setembro de 2025
Como...
Ter - 26.11.2024 - 15 h 56 m
Como aprender
A ser só:
Se o meu me
Transpira teu te.
Se o meu comigo
Tudo que quer ele
É estar contigo
Sem o ser dele.
Como ser nós dois
Se o meu mim
Não vive sem ti.
Se o meu eu
Suspira teu tu
Já que preciso apenas de ti.
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
Por que tanta demora
Seg - 05.04.2021 - 13 h 02 m
AdemirÁvel versejar
Quem
Te convidou
Para tu ficares?
Pra que tanta demora?
Por que não vais embora?
Deixando-nos em ais de dores.
No ser mais um de muitos agora.
Deixa-nos em paz e segues, segues.
Chega de tanto nos fazer partidas,
Nesse luto desmedido sem fim,
Dessa dor doída doida,
Por cada ente
Agora ido…
Ido.
Vais
Flechas mortais,
Não demores mais.
Vem Cristo, nos convida,
Com teu escudo nos protegendo,
Antes que a morte rapidamente seja
Um contínuo cruel lamento sem o fim
Fim, que só tu, Deus poderás cessar,
Esses mais que terra feito cova
Já cansou de sepultura ser,
Enquanto vacinas não vêm
Ainda para todos,
Rogamos-te,
Deus.
sábado, 6 de setembro de 2025
Serpente sem maçã
Sab - 27.03.2021 - 13 h 36 m
AdemirÁvel versejar
Víboras,
Sem maçã,
Mares de açúcar,
Rios com todos sais,
Céu sem sóis e luares,
Canções sem as letras e notas,
Melodias com todos os dós, sem si,
Cenários de eu, sem: Nós, tu, você,
Teatro do si, sem mais ninguém,
Plateia do seu próprio aplauso,
Peças de suas encenações
Personagem de papéis,
Autores sendo
Ator.
Fazendo
Do picadeiro
Seu palco atemporal,
Para suas cenas reais,
Com todos os seus dramas,
Com as tramas dos seus roteiros,
Com as: luz, câmara, ação: Só suas.
Sem os enredos de mais um alguém,
Se achando o pico do Himalaia,
Se proclamando top dos tops,
Rindo com suas lágrimas
O choro doloroso
Da tragédia
Humana.
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Morre...
Morre:
Quem não
Sabe ser
Poesia,
Quem não
Viveu
Poeta
Um dia.
Morre:
Da dor;
Quem não
Chorou
Um grande
Amor.
Apesar
De um dia
A mais,
Ser um dia
A menos
Em nossas
Vidas:
Morremos:
Os seus e os meus,
Nesse tempo, que o mundo
Chama de terna idade,
E Deus o chama
De eternidade.
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
Partidas
Parte, que se vem,
Parte, que se vai,
Viajante constante,
De viagens infinitas.
Partidas:
Doídas, moídas,
Partidas inteiras,
Dividida de nós quatro.
No silêncio de si,
Fechada em sua saudade,
No ato de sua dor, está Naimego,
Em se nos fazer de lágrimas,
De mais uma semana sem nós dois.
Semana, sem nós um,
Desde 1999;
Semanas sem nós dois,
Desde 2005:
De um tempo sem fim:
Semanas sem mim.
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Esplendor, sem vaidade
Sab - 07.02.2009
Por bondade, muito obrigado,
Expressão maior d'alma,
Despertando-nos os lírios do campo,
Resposta humanizada,
Ordenando simplicidade.
Dias de pompas, sem orgulho.
Esplendor, sem vaidade.
Soube fazer do caos
Ordem e progresso vital,
Unindo paciência e silêncio,
Sua bandeira de paz,
Aos tempestuosos mares da vida.
Guaraná, quero guaraná,
O homem menino está a pedir.
Mesmo no leito da morte, a brincar,
Está o menino homem, de viver,
Sem o preocupar mais o amanhã.
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
FRIA!
Frêmitos Refrescantes
Fogueiras Reacionárias
Fagulhas Resplandecentes
Faíscas Reagentes
Fogos Relampejantes
Feitos Respostas
É
Magma
Brasa
Chama
Para me aquecer,
Só pra de mim,
terça-feira, 12 de agosto de 2025
TEMPERATURA HUMANA
Dom - 07.11.2020 - 07 h 34 m
Acorde!
Não recorde
A ordem imposta
Pelos grilhões
Da Morte,
Que o morde,
Se jogando à sorte.
Dome o medo,
Que dorme,
E o acorde,
Sem medir
A dor no me
Tornando-se
Dono DELE.
Não deixe,
Que o medo,
TEMPERATURA HUMANA,
Imponha direitos restritivos,
Com punhos fechados,
Nocauteando a livre idade,
Com seus deveres excessivos.
Não importa:
Se vermelhAzul,
Se direitEsqueda,
Se o seu direito
Não for tão acessível,
Como são os candidatos,
Quando do POVO NECESSITAM.
quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Prece ao niilismo
Dom - 04.08.2024 - 09 h 41 M
Há pessoas que tem
Por excelência o ter,
Fazendo dele o bem
Maior do seu querer,
O culto Excelsior
Ao capitalismo,
A oração existencial
Do seu niilismo,
A pressa fundamental
Do seu deusismo
O tributo a tudo
Que Midas tocar,
Esquecendo a essência
Do seu CRIADOR:
Que é o ti, sempre,
Antes do MIM.
segunda-feira, 28 de julho de 2025
Sem lenço
Dom - 14.03.2021 - 11 h 08 m
Aprendi
Chorar,
Sem lágrimas,
Banhando somente
Minha alma,
Pra não ensopar
O teu lenço.
Não que me fosse
Fácil,
Isso fazer!
Mas, como enxugar
Meu pranto,
Sem molhar
Teu lenço!
Meu lenço
Que eu te
Dei,
Para molharmos,
Unicamente,
Com as lágrimas
Dos teus sorrisos.
Sorrisos, também,
Que aprendi
Rir, até sem riso,
Para não ver
As lágrimas do teu choro
Molharem teu
Lenço.
terça-feira, 22 de julho de 2025
Pai Amigo Irmão
Qui - 07.04.2022 - 09 h 05 m
Cálic(e)s da sensatez
Parece Amor Infinito, Perto Além Igual,
Pulando Alturas Intransponíveis,
Passando Alvos Intangíveis.
Parece Amor Imortal,
Pensamento Aberto Instantâneo
Porta Aberta Infinita,
Pelas Atitudes Infantis.
Puro Amor Irracional,
Presente Assim
Inesquecível,
Passado
Atualmente
Inscrito:
Paimado Paimigo Paimego…
terça-feira, 15 de julho de 2025
Girassóis a Petalar
Ter - 08.03.2022 - 15 h 47 m
Muito além de cada olhar
Criança, semente
Que ventre sagrado
Brotou, embalando-a com as
Suas eternas canções de
Ninar.
Menina, hora
Presenteada pelo tempo,
Tempo sem nenhuma demora, no
Nosso relógio sem tic
Tac.
Moça, rosto
Angelical, perfumada de
Inocência, nos girassóis a Petalar
No sonhar de ser
Amada.
Mulher, buquê
De rosas, floridos
De beija-flores, no romântico
Templo Infinito do nosso
Amor.
Mãe, buquê
De rosa, girassóis
A Petalar, exalando da Menina
O aroma inesquecível da
Criança.
domingo, 13 de julho de 2025
Meus eus
Ter 25.07.2023 - 11 h 17 m
Quiçá: Eu ser o fogo roubado de Prometeu,
Com a chama acesa de olhar teu,
Iluminando todos os meus eus,
Com as estrelas do teu céu.
Quisera: Eu ser o começo sem fim
De tua caminhada, nos teus passos,
Sempre seguido por mim:
Meu infinito espaço.
Oxalá: Eu ser o navio, em mar aberto,
Em teus oceanos atracar,
E em tuas ondas, eu sempre andar:
Só para um SUPER-HOMEM eu ser,
Na mão de ti, maravilhosa mulher:
Em cada amanhecer do meu envelhecer.
sábado, 12 de julho de 2025
Ode brecha
No país
Das
Maravilhas:
Mexem eles,
Mexem elas,
Quer Oz,
Ou não.
Nas neves,
Sem frios
Nas serras e rochas,
Sem louros,
Quem não
É laranja,
É lima.
No Índio,
Com tacape de jucá,
No Angorá,
Com bota fogos,
Primo, juntos
com o atleta...
Onde estão todos agora?
No País
Das maravilhas,
Sem Alice,
Que Oz fez
Sumir
Maria
E
Ele,
Nem Oz,
E nem os amigos
Dos amigos
Dos pais
Deles
Sabem
Dos seus paradeiros.
domingo, 6 de julho de 2025
Se eu fosse cristão!
Se eu fosse cristão!
Tornar-me-ia a manjedoura
Das crianças de rua,
Tornando-me anjo da guarda,
No seu dia a dia.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!
Se eu fosse cristão!
Far-me-ia lençol
Dos seus tetos,
Com meus braços e abraços,
Em suas noites frias.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!
Se eu fosse cristão!
Seria a sinfonia angelical,
Do sem voz e sem vez,
Que Deus em mim compôs,
Só para ninar os abandonados.
Isso eu faria, se eu fosse cristão!
Mas como sou apenas:
Católico, Evangélico,
Espírita e outras mais,
Vou depressa ao templo
Para não perder a hora.
Isso eu faço, sem demora,
Quando tenho tempo!
sábado, 28 de junho de 2025
Ser
Não serei o trem da poesia
E nem o poeta do trem,
Mas serei o trem da alegria
Que ao poeta convém.
Não farei rimas quebradas,
E nem quebrarei as rimas,
Mas farei versos rimados,
Para viver com meu bem.
Não serei ilha
E nem menos ainda arquipélago,
Mas serei ponte ou istmo,
Que liga coisa nenhuma ao tudo.
Não serei parede,
Nem muito menos o teto,
Mas a porta que se abre
No entra e sai do bem da humanidade.
Não serei José e Maria
E nem tão pouco Maria e José,
Mas simplesmente serei
Os outros que todos somos.
Não serei católico, apostólico,
Romano... nem seitas de protestos
Luterano, mas a voz de Jesus Cristo
Pregando amor, sem distinção de
Povo, credor e cor.
Não serei o ódio dos homens,
Nem a paixão de dois jovens,
Mas o amor vivificado
No homem bem aventurado.
Não serei eu,
Nem ti ou você,
Mas Cristo nos faça uno,
Como nos é a Trindade.
domingo, 22 de junho de 2025
Nosso menino
Vai-se o tempo,
Insistindo em ti
Nas suas lembranças,
Te tornando idade,
E nós te querendo
E assim somos:
Somente espelho
Em imagens refletidas
Todo tempo, sem idade,
Em te fazer
Ao longo
Onde os
Sempre marcados
domingo, 15 de junho de 2025
A voz do poeta
Dom - 20.05.1979
Você!
Que tanto desejo um dia
Ter mundo poético
Em suas mãos
Motivo de infinito encucar
Por nunca saber
Como o teria.
Você!
Que detesta poesia,
Chamando os poetas
De mentirosos,
Mas cadê coragem para viver,
Expressando-se em
Linhas e canetas.
Você!
Que tanto nos desejou
Ver no mundo real
Dos homens,
Como se vivêssemos
No
Irreal.
Você!
Que nos realizou
Como mero imaginário,
Tirando do poeta
Tudo do seu real,
Não vê que isso é vida
Escrito de homens super reais?
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Amor de lembrança
Ter - 22.01.1980
Foi difícil te esquecer,
Não foi fácil que eu sofri,
Por você minha alegria,
Por você tristeza minha.
Jeremias se perdeu;
Romeu andou foi longe;
Ninguém te amou tanto:
Vida, ternura e meu pranto.
Love Story não te faz,
Love Story fomos nós
Que com Nosso Juramento,
Love Story só seremos.
Shakespeare há de trocar
Julieta por você
E tu sempre hás de estar
No semblante do meu ser.
quinta-feira, 12 de junho de 2025
Outros caminhos
Dom - 14.01.2024 13 h 14 M
Versejando o primeiro nome
Estradas Sem Tuas Ruas: Avenidas
Desconhecidas Agora: Somos…
Becos Encontrando Caminhos obscuros:
Sendo…
Retas Esperando Teus Andares: São…
Outros Universos Transitando Rastros onde:
Seremos…
Estradas Sem Ti: Rotas, Abismo, Deserto:
Andanças Sinuosas…
Sem Espaços Meus,
sexta-feira, 6 de junho de 2025
Onde estamos...
Ter - 03.06.2025 - 17 h 31 m
Rua sem moradores…
Fome farta de comida…
Vida sem melancolia…
Gente sem abandono…
Saudades sem remorso…
Tempo sem relógio…
Mãos saudando a paz…
Criança vivendo infância…
Moradores…comida
Melancolia…abandono…
Remorso…relógio…
Paz…infância…
O mundo que precisamos
Está a zero passo do paraíso,
Passa pelo ser, sem exaltar
Tanto o TER.
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Isto é amor
Sab - 01.03.2025 - 08 h 58 m
AdemirÁvel versejar
DESCE
Do CAVALO,
Publicano, cede a
Sela ao samaritano, aliviando
O seu cansaço, não importando
A TUA PRÓPRIA FADIGA E NEM
TAMPOUCO SE ELE É BOM OU RUIM.
SAI, TOTALMENTE, DO TEU EU, DEIXE O
DOEU completamente de lado. Abraça os
Braços cruzados, ainda que inertes
E frios, envolvendo-os
COM O CALOR
DAS TUAS
Emoções.
TOCA
Os SEUS
PUNHOS cerrados, com
AS DIGITAIS INDELÉVEIS DE
TUAS MÃOS AMÁVEIS, SEM SE
Incomodar com as negações dos seus
CARINHOS, sem se importar com seu vazio.
Desce, sai, toca: Descubra o próximo que
HÁ EM TI: SEM PRECISAR CAIR
DO SEU CAVALO, INDO AO
Encontro dele, sem pedir
Nada em troca:
Desce: Sai:
Toca.
quinta-feira, 22 de maio de 2025
Quantas saudades
Dom - 01.05.2022 - 19 h 51 m
Cálice(s) da sensatez
QUANTAS HISTÓRIAS contadas por
DETRÁS DE CADA OLHAR…
QUANTOS MISTÉRIOS
Envolvidos no ar,
QUE ATÉ HOJE EM
Minhas Memórias
Guardo…QUANTOS MEDOS
PERDIDOS NOS TEUS BRAÇOS…
Quantas dúvidas em certezas
Por ti transformadas, que
Até hoje me fazem
Crer que sempre posso…
QUANTAS estradas
TEUS PÉS ME ENSINARAM. .
QUANTOS SORRISOS TEUS meus olhos
Enxugaram, que até hoje, ainda me
Fazem rir…QUANTAS SAUDADES
EU TENHO DE TI:
Inesquecíveis amados meus,
Presente terno de
Deus, neste caminho Contigo.
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Personalizando a poesia
Sex - 24.12.2021- 10 h 52 m
Muito além de cada olhar
O poeta
Não inventa e
Nem muito menos cria poesia,
Ele apenas se personifica
Entre:
Versos e
Estrofes abstratos concretos
Vividos por seus ensaios humanos,
Sem atriz e ator
Ser,
No palco
Da vida de
Todos, sem teatro, sem cena,
O real que bem
Quiser.
terça-feira, 13 de maio de 2025
Sussurros de ti
Sab - 18.09.2021 - 09 h 48 m
AdemirÁvel versejar
Vem,
Tu, suave
Companhia, faz-me
Noites quentes e frias,
Emoldurando os meus belos dias
Com o frêmito dos sussurros teus,
Nas partículas inteiras de nós, a sós.
Vem tu, em te fazer de mim,
No mim eu de fazer de
Ti, no eu mim do
Tu de nós um,
Do um mais
Um, sem
Dois.
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Na palma da vida
Dom - 19.12.2021 - 11 h 56 m
Muito além de cada olhar
Quando o
Silêncio emudece, o
Rosto umedece, a alma padece,
Você obedece, seu algoz
agradece.
Vem! Nunca
Permita que seu
Silêncio emudeça, ele é voz
Da liberdade falada com
Gestos,
Pela palma
Estendida de sua
Mão, que agora também é
Nossa, sem só mais
Permanecer.
terça-feira, 6 de maio de 2025
Indeléveis amores
Ter - 29.03.2022 - 17 h 29 m
Cálice(s) da sensatez
Tempo longo, sem pressa alguma,
No seu logo logo, vai vida curta
Fazendo, sem descanso sem
Cansaço no seu caso
Sem ocaso, sem as estrelas
Para contar, entre os
Seus monólogos Existenciais:
Tirando espuma do mar, percebendo as
Dunas dançarem, vendo vulcões
Se acalmarem, sem nunca
Passado ser, olhando
Tudo passar, que nem os
Amares dos indeléveis
Amores, estacionado no seu hoje.
Sem calendário ser, vai idade se
Tornando, na vida de cada
Um, sem ENVELHECER,
JAMAIS, COM O SEU
TIC-TAC nos DEIXANDO,
Em qualquer LUGAR:
Nova contagem nos transformando.
segunda-feira, 28 de abril de 2025
Com quem estavam
terça-feira, 22 de abril de 2025
Retrato
Qui - 17.04.1980
Era abril,
Dia 17 do ano de 1906,
Mas hora não sei bem,
Uma criança nascia.
Sua mãe, preste a descansar,
Com seu esposo e a criança,
Foram a sua irmã visitar,
Que encantado, pediu para com ele ficar.
Passado o tempo do resguardo,
Foram buscar o menino.
Sua irmã, mais uma vez,
Pediu para que ele ficasse..
O menino para começo
Foi bom filho e companheiro de sua
Querida tia Joaninha que vivendo
De costura, sustentava o molequinho.
Mas o tempo se passara, nos oito aos 10
Anos, se bem não me falha a memória,
O menino fez-se adulto, tornando-se
Pai e filho de sua amiga Joaninha.
Trabalhando com ardor,
E o tempo o fez perder sua mãezinha,
Perda grande e valiosa
Foi o amor de Joaninha.
Como as coisas que se perdem,
Surgem em formas diferentes,
Sua mãe renascia, de forma bem mais
Ardente, numa jovem Luzamira.
Agora, homem casado,
Advindo de seminário,
E alguns filhos a criar
As coisas se apertavam.
No refluxo da maré, as coisas iam e vinham
E somente com alegria,
Pude, em 1957,
Fazer parte deste lar.
Hoje com seus 74 anos,
Continua como sempre:
Esposo, pai, amigo e irmão,
Como pouco neste mundo.
terça-feira, 15 de abril de 2025
Tintas sentimentalizadas
Sab - 30.04.2022 - 21 h 40 m
Cálice(s) da sensatez
Nas PÁGINAS em BRANCO de cada
FOLHA, há ESCRITOS de VIDA,
PELO AMOR e SAUDADE
DESCRITOSS, NASS
ESQUINNAS DO TEMPO
Perdidos, amassadas
Pelo MUNDO ESQUECIDAS,
GUARDADAS TÃO SOMENTE,
NA MEMÓRIA DO POETA,
ESCRITAS PELAS
SUAS TINTAS
Sentimentalizadas,
Sem nenhuma
Letra precisar escrever.
domingo, 13 de abril de 2025
Louco
Sex - 08.02.1980
Chamas-me louco
Por amar alguém,
Em desespero de paixão,
Por viver ternura
Toda
Minha
Vida.
Loucura de paixão
É amor ardente,
Ditaduras de corações,
Na vida
De
Dois
Entes.
Se é loucura amar-te,
Sê pelo menos meu asilo,
Fazes de teus braços minhas
Camisas de força,
E de tua vida toda
Minha
Loucura.
Quando assim me fizeres,
Podes me chamar de louco,
Mas não esqueças que
És meu uivar de lobos
Nas minhas noites
De
Luas cheias.
sábado, 12 de abril de 2025
Amares dos teus mares
Seg - 19.04.2021 - 04 h 41 m
AdemirÁvel versejar
Enquanto
Vento fores
Amares dos mares,
Em carícias de ondas,
Em tocar de tuas Pedras,
Mares tu hás de sempre ser,
Por seres o amar dos teus amores.
Quando a máxima da água real for,
Peneiras tuas costas um dia fará,
Pacífico em outros mares serão,
Desfiladeiros também se irão,
Quando os vendavais
Vierem te
Amar.
domingo, 6 de abril de 2025
Mor feio
Quando
Mas anel solitário
Nos rubis
Com Jeremias,
Em Morfeu, de ouro meu,
No erro seu, sem Romeu,
Sem importar quem você é.
Transforma-se
Sem príncipe
Com varinha de cordão,
Na cama de
Com flores de mal-me-quer,
No labirintos de suas
No é do seu
sexta-feira, 28 de março de 2025
Saudade da saudade
sábado, 22 de março de 2025
Minha saudade
Minha saudade Não me
Tem a sua idade, Matando,
Na suavidade Porque
Do tempo Minha
No passado Saudade
E presente É eterna,
Dos meus dias, A me fazer
Nos meios dias Futuro de você
De suas noites. Dentro de mim.
sábado, 15 de março de 2025
O que vês?
Dom - 24.01.2021 - 10 h 51 m
Em
Maria,
Vejo o
Mar que Ia,
Cantando Ária,
Enquanto ela ria,
Seguida por mim, sem ai
Em
Mario,
Velejo no Mar,
Soprado pelo Ar,
Nado no Rio,
Iluminada por Io,
E Rio.
Na
Serpente,
Vejo, de Repente,
O Ser que Sente
E um Ente que usa
Pente, em seu cabelo Rente,
No Presente, sem ser Res.
Na
Cascavel,
Toco, sem Asca,
A Casca com a Vel
Que Leva minha mão,
Para Vê-la, à luz de Vela,
Sem feri-la:
Fazendo-me ver
Em Atormente,
Ator que traz, em sua Mente,
Representatividade de um mundo
Melhor e diferente, onde os autores
Da vida possa viver, dignamente,
Seus papéis humanos.
quinta-feira, 13 de março de 2025
O amor do verbo amar
Qua - 21.10.2020 - 11 h 48 m
Sem você, o amar
Ficaria sem amor,
Seria apenas
Uma paixão,
Sem razão,
No imperativo negativo,
Sem o eu.
Com você,
O amor percorre
Todos os tempos
Verbais do seu amar,
Sem imperador,
Por não existir eu
Nos seus imperativos.
Sem você,
A chuva seria
Apenas mares,
Nos oceanos
Perdidos
De
Mim.
Com você,
A chuva
Toca minha
Alma e meu ser,
Nas gotículas tuas
De nós dois, no amor,
Sem paixão, do verbo amar.