terça-feira, 28 de abril de 2020

Voa condor

Dom - 11.11.2018 - 6 h 05 m

A Deus,
Minha razão maior de ser, 
À Gore, o meu ser
Sem mais e nem menos,
Aos meus filhos:
Ademir e Naiâni, com todos
Os seus mais e os seus menos,

A tantos mais que
Tecem a minha 
Existência,
A este 
Pórtico Lírico,
Que  tão bem
Me aconchegou,

Ao Clemílton, 
Detentor
Da cadeira
Doze,
Cujo patrono
É Jáder
Carvalho.

Por me ter 
Presenteado 
Pelo 10.11.2018, 
Quando, neste
Berço
Cultural
Estive.

E vi que é nele:

Aonde e onde o 
Sentimento humano 
Tem o 
Seu 
Pulsar 
Mais 
Forte, 

Onde e aonde o 
Coração executa 
Hinos de louvores 
À vida, 
Sem temer a morte
Inebriando-a, com seus
Amores e sortes

E é com 
Esse mesmo
Olhar de ontem,
Que hoje,
Tijolo 
Me 
Sou

No cenário literário
De suas paredes invisíveis,
Sem portas e sem janelas,
Para que as poesias saiam
Do salão desse templo 
Verde de 
Inspiração,

Varram seu corredor
Linguístico, invadam
O mundo e façam
ALACE visível, sempre,
Nas cabeças humanas,
Sem cabeceira de cama,
Sem criados, mas falantes.

Saudando-os
Com os meus versos,
Coroando de louros 
Os poetas e as poetisas, 
As Escritoras e os escritores 
que compõem a casa
Do seu trovador mais ilustre 

Pois, Contigo, ALACE, 
Farei meu enlace
Poético,
Enaltecendo
Juvenal Galeno,
Com os laços dos 
meus poemas,

Com meus versos,
E minhas rimas
Paradoxais
Para que ALACE
Seja mais universal,
Ainda, nas entrelinhas
Das minhas estrofes.

Bordando a 
Terra da Luz,
Com
Gênero literário
E artes
De cada um 
De vocês.

Pelos oiteiros, pela Padaria
Espiritual e por todos que 
Fazem "O Cantar da Jandaia"
O Brasil cultural:
Do  Alencar  à Raquel,
De Patativa, Belchior, Ednardo,
Fagner a outros mais,

Me transcendo a Castro
Alves,  querendo ALACE condor,
No sem dor e com Dó Si Lá escritas,
De suas penas, que hoje são canetas 
Digitais, lida pelo mundo afora, 
Porque é lá que  a Academia de Letras
 E Artes do Ceará deve estar.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Melhoridade

Qui - 07.11.2013 - 08 h 15 m

Quem
Disse que
Filho
Tem maior
Idade?
Quem disse
Essa barbaridade?

Filhos
Não tem idade,
Pois desde
Sua terna
Idade,
Já nos faz
Posteridade,

Completando-nos
De felicidade
Fazendo-nos
Bobos,
Por
Toda
Eterna idade.

Filhos
Têm Melhor idade,
Em seus constantes
Agora,
Enchendo-nos de ora,
No relógio
De suas histórias.

Têm sim Melhoridade,
Desdo seu nascimento,
Eles nos são príncipe
E princesa,
Preenchendo cada canto,
Dos castelos de nossas vidas,
Com seus doces encantos.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Razões sentimentalizadas

Qui - 20.02.2020 - 06 h 50 m

Se  sua vida
Está assim,
Não foi
Por que
Você foi 
Tão 
Ruim.

Escute 
Mais
O seu coração
E deixe um 
Pouco
A razão 
Sensível.

Você verá 
Que o seco 
Pode ser molhado 
E que a água 
Quente 
Também cura 
Dor.

Se mesmo,
Assim 
O mundo o espetar,
Não deixe  suas
Razões 
Sentimentalizadas 
Morrerem.

Sendo espinho 
Quando as rosas 
Assim  o quiserem,
E sendo rosas 
para enfeitarem
os espinhos 
que vierem:

Quando
A vida
O fizer
Desertor,
Com seus
Desertos áridos,
Sem flores.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Viagem

Sab - 04.08.2019 - 22 h 50 m

Viajando na viagem,
Me encontrando
Ao viajar,
Passageiro do tempo
Me fiz,
Por cada estação
Que passei.

Fiz me saudade,
Quando contigo
Não mais estive,
Nos diasnoites,
Sem mim,
Nos tempos sem ti,
Vivido.

Fiz me tristeza,
Quando teu sorriso
Ficou sério,
Nas noites 
Sem dias,
Sem ti,
Sem mim.

Fiz-me te,
Só pra nunca
Estar só mais,
Pois de tanto
Viver sem ti,
Quis meu eu 
Ficar sem mim.

Até que veio
O tempo, companheiro,
De nós dois, somente,
Enchendo 
O meu eu de  ti, 
Ficando meu 
Eu contigo, contigo...

domingo, 12 de abril de 2020

Trilogia do nada

Dom – 22.07.2001

- Oh! Amigo homem,
Que fazes tu, além do nada?
- Devasto floresta, com desmatamentos 
e queimadas;
- Diluo os rios com dejetos químicos 
e humanos;
- Poluo atmosfera com mais vastos 
típicos gasosos;
- Destruo meus pares, só para ficarmos 
no topo do ego,                                                                     
Com armas químicas, guerrilhas, fome 
e pestes,
Sobre o comando maquiavélico dos tiranos 
insanos do ter.

- Oh! Ínfimo esboço inacabado de 
espectro humano,
Fiz-te superior a toda as criaturas,
Mas nada aprendeste com teus ímpares,
E se não fosse o meu amor por eles,
Varreria tua espécie da face da terra.

- Oh! Terra,
- Onde está meu paraíso?
- Estou aqui SENHOR!
 - Vencendo o homem na desigual luta,
Na sincronização perfeita da ordem 
do tempo natural das Coisas,
Que tu me deste,                            
Desde a minha criação:

- Construindo floresta, sem que ninguém 
me plante;
- Matando a fome do errante homem;
- Fechando a porta de sua proteção;
- Purificando o ar de sua perversão;
- Aquecendo as noites frias de suas 
maldades.

- Oh! Homem Caim!
- Onde está o TEU IRMÃO ABEL?
- Não sei, Senhor!
- Por acaso sou seu guardião?

-  Oh! Abrão,
-  Onde está a terra prometida?
-   Aqui estou SENHOR!
-  Vencendo o destrutível homem,
Na mais perfeita harmonia de minha 
ilógica ótica,
Que tu me deste desde minha concepção.
-  Jorrando água DE TUA FONTE ETERNA,
Sem que ninguém me encha;
-  Abastecendo mares, oceanos, rios.....
Do impuro homem;
-  Saciando sua maldita sede;
Embelezando teu paraíso
De cascatas, florestas, oásis......
Que o estúpido homem insiste
Torná-lo natureza morta.

-  Oh! AMADO FILHO MEU!
- ONDE ESTÁ À NOVA JERUSALÉM!
- AQUI ESTÁ,
- MEU PAI AMADO!
- Cuidando, com leite e mel, 
Do esboço inacabado do nada,                                                                                 
Que o fizeste tua imagem e semelhança,
 Só para cuidar de tudo.

- Oh! Terra!
Que belo companheiro te arranjei,
Mas minha é a vingança,
Por isso todo amigo do ter,
Só ao pó voltará a ser.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Estático olhar

Qui - 03.01.2109 - 18 h 15 m

Uma sala,
Sem lugar,
Um você
Quieto
A esperar,
Seu olhar,
Na entrada.

Em vão,
Aguardando
Tu voltares,
na porta
Esperando,
Estático,
Está.

E tu, feito
Teu nome,
Em endereços
Que não são
Mais teu,
Aprisionado  
o deixaste:

Sem coleira,
Olhando o
Portão
De tua partida,
Sem ao menos
lhe dizer
Adeus.

Que não seja
Tão longa
Tua  ida,
Na lembrança
Presa desse
Inerte
Olhar.