domingo, 28 de junho de 2020

Vinte oito de junho

Sab - 27.06.2020 - 06 h 53

Esta
Presença
Presente,
Presa dentro
Da gente,
Deste meu
Querido ente,

Que nunca se
Fez ausente,
Tendo, hoje,
Exatamente,
A idade do
Meu
Nascimento,

Semeando-me,
Com carinho,
No teu predileto
Jardim, juntos
Com as demais 
rosas, em beija
Flores  de amores. 

Amores dos teus
Amares, sem limites, 
Feitos Céus infinitos,
Na amplidão dos
Mares encontrados,
Que nem o vento
Contando tempo:

Conjugando
O verbo amar,
Em tuas pessoas seis,
Sem passado,
Sem futuro,
No tempo chamado
Filho:

O MEU ETERNO AMOR

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Intensidade

Dom - 14.06.2020 - 08 h 15 m

Apesar 
Da Matemática
Trazer dentro de si
O presente do subjuntivo
E o imperativo que o Covid
Mais gosta de 
Executar.

Ela também é
Ame, sem acento,
Fazendo milagre
Acontecer, com
Alguns Pães e peixes,
Matando a fome
De muitos.

Sem ser apenas
Números,
Na estatística
Desumana,
Perdidas nas
Multidões
Esquecidas.

É história de vida,
Rompida abruptamente,
Sem nos permitir
Acompanhamentos
E uma digna despedida,
Dos nossos amores 
Vividos intensamente.

E não
Esse
Pensamento
Frívolo
De um
A mais
Que se foi.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

DivinoHUMANO

Seg - 22.12.2014

Se 
humano 
É feito a imagem 
E semelhança 
De 
DEUS.

Se é convidado 
Por JESUS CRISTO 
Pra ser perfeito,
Como é perfeito
O VOSSO 
PAI 
CELESTIAL.

Se é o TEMPLO 
VIVO 
DO ESPÍRITO 
SANTO,
Como afirma 
O apóstolo 
Paulo.

E se O VERBO DIVINO
Se fez carne 
E habitou entre nós!!
Por que somos
Tão diferentes
DA 
DIVINDADE?

Com muito mais
Diferença entre  os 
Humanos!
Se JESUS CRISTO 
Faz dos seus apóstolos  
Amigos,
E não servos?

Silêncie! 
Pense! 
Respire!
E viaje dentro de você, 
E responda quando
Um dia
Souber.

Em vez de ficar só olhando
No seu espelho distorcido,
No templo fechado de suas
Hipocrisias,
Travadas com as portas do eu,
Sem janelas alheias 
Pra cuidar.

Tire a trave do seu olho,
E aprenda a fazer dos outros
Verbos,
E não migalhas
Do pão,
Da sobra de suas verbas:
Se quiser ser seu amigo:

AGORA!

sábado, 13 de junho de 2020

Estações de mim

Qua - 19.02.2020 - 06 h 38 m

Como:
Brisa suave
De verão,
Você me
Vem
Acariciando
Meu ser,

Que nem
Agasalho,
Nos mais
Rigorosos frios,
Com sua pele,
Vindo meus
Invernos aquecer

Assim
Sou
Eu
Com
Você,
Nos meus
Dias de nós,

Nas 
Primaveras
E outonos
De nossas
Estações
Sem
Fim,

Entre
Sóis
E
Luares
Do seu
Amor,
Em mim.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

BASTA de até quando.

Sex - 05.06.2020 - 09 h 08 m

Racismo
Sem algemas,
Até parece
Que não
Somos
Almas
Gêmeas.

Gêmeas,
Que só
Uma parte
Geme,
Enquanto
A outra,
Apática, ri.

Rir,
Por causa
Da pele que
Não é sua,
Sem precisar
Suar, pra sua
Pele brilhar

O brilho,
Sem brilho
De sua intolerância,
Sufocando o brio
Da pele suada,
Cansada,
Reprimida.

Oferecendo-a
Cotas,
Migalhas da
Outra parte,
Sem os 
Permitirem
Que sejam Artes.

Arte imitando
A vida,
Limitando
Sua pele,
Colorindo
Sua dor,
Sem cor:

O que há
De diferente
Debaixo
De sua
Pele?
Por acaso
Outro tipo de gente?

Racismo!
Racismo,
Sem algemas,
Sem almas gêmeas
É o que há, nesse ser
De melanina distinta,
Destinta com sua indiferença,

Feito joelho
Dobrado, sem rezar...
Unhas feitas,
Sem cinco anos,
Jogado do seu
Nono 
Andar…:

Entre:
Fatos mais
Recentes,
Histórias
Indecentes,
Lugares
Diferentes,

Vidas que
Em vão
Se vão…
E irão... 
Enquanto
cores
FORMOS.

sábado, 6 de junho de 2020

Inesquecível

Sex - 29.05.2020 - 19 h 57 m

Um dia,
Uma gentil senhora
Me disse,
Este é um amigo
De verdade,
Nele, não existe
Falsidade.

Essa frase, dita
Por ela, com 
Coração de criança,
Fez com que
O meu tempo
Fosse feito
De fácil idade,

Nas histórias construídas
De nós,
Nas Ferradas de vocês,
Cheias de marcas indeléveis, 
Dessa amável senhora.
Sem esquecer seu
Espelho.

Sem fé errada,
Cacimbas se
Fizera,
E dessa história
Eu e os meus,
Com você, Válti e
os seus a escrevemos,

Que nos digam: 

O balançar de rede  
De Mundinha,
Seu alpendre, seu
Tamarindo, Maradona,
Seu lampião de gás 
Suas noites de luar,
Suas missas;

Seus sábados, na cidade,
Suas mãos acolhedoras,
Seu fogão de lenha
Sua sala de jantar,
Com suas quartinhas
E potes elevados, com
Cascavel a espreitar, às vezes;

Agora, 
Cacimbas se faz sede, 
Na Benício chagas,
Com vocês mais perto
Da gente, 
Mostrando o quanto somos
Verdadeiramente amigos.

O bem no início que
Fizera, quis Vazantes 
Também sentir, e
Para lá fora, pela Fri 
Ser Mais e mais amada
E por nós ser sempre
Querida e lembrada,

Já que Fortaleza,
Momentos de tantas
Felicidades, um dia, também,
Se tornara pequena,
Diante de sua grandeza,
Advinda de Deus, se 
Fazendo presente nosso:

Em Se Pedinha transmutando,
Na nossa construção,
Sem nunca pedras
Entre quaisquer 
caminhos Ser:
DIGNÍSSIMA 
senhora.