sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Ilha de si mesmo

Qui - 24.08.2017 - 08 h 13 m

Esquecendo a vida,                 Quando
Na ilha de si mesmo,             Seremos
Nós, reles mortais,                     Novos
Corremos às léguas,               Amigos,
Dos desconhecidos,                         Ou
Sem permitirmos            Manteremos
Conhecê-los,                 Os que somos,
Pra tê-los feitos                        Se nem
Colegas,                              Os colegas,
No a mim sem ego,               De agora,                
Do contigo único            Temos tempo
De nós outros.           De conhecê-los?

Cristo,                                  Onde está
Senhor                            A nossa lista?
Da vida,                        Se é que ainda
Chama uns                              Existe?
Desconhecidos,                      Em que
Fazendo um                            Gaveta    
Grupo de 12.                 A deixamos?

Depois que                      É tão curto    
Os conheceu,                      O tempo  
Viu que                         Para sermos
 Eram                      Pontes e istmos,
Mais                    Mais ainda assim,
Do que              Preferimos gastá-lo  
Servos,                          Nas ilhas de
E logo                         Nós mesmos.
Os                       Por isso, obrigado
Chamou                      Pelo contigo
De                                     De mim,
Amigos.                  De ti comigo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Sinfonia Divina

Qui - 23.04.2009 - 07 h 30 m

                         Mãe...

Mundo            Agora              Estático,

Ante                Esperando      Muito,

Em                  Musical           Amoroso.

Mulher          A                       Esperar

  
A                     Eternidade     Materna,

Em                 Melodia           Amável.

Momento      Aqui                 Encontrado,

A                     Encantar         Masculino,

Estatuando   Mimada          Arte.

Mulherr        A                       Espelhar

A                     Essência          Mundana,

Em                  Melódicos       Amores.

Meu                Amor               Eterno,

Amada           Eterna             Minha,

Eterno            Meu                 Amor,

Mulher          Assim              És:

A                     Esplêndida    Menina

Em                  Métricas        Afinadas

Musicalizando  A                Eternidade:          
                                   
                             Em:

MÃE               MAMAM       MAMÃE 

MAMI             MÃEZINHA MÃEINHA

sábado, 15 de dezembro de 2018

Pontos, sem contos

Qua - 03.10.2018 - 06 h 58 m

Tangendo gente,
Com suas secantes
E tangentes,
Sem lhe permitir 
Ser retas circulantes,
Curvas turvas prontas se tornam,
Sem arranjos próprios seus.

Movidos pelos espaços,
De compassos, regras...
Vai se fazendo fera
Enjaulada nas esferas doutras,
Sem atmosfera, estratosfera,
Sem borracha, delineando 
Extratos Tridimensionais.

Assim vai, se forjando
Um mero abjeto,
Por ser interessante,
Sem ser mais intrigante,
Esbouçando com esboço, 
Sem esboçar reaçäo, sendo 
Objeto  de bolsos alheios.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Teus sais

                                                                                                                       
                                          Sex - 15.06.2018 - 10 h 51 m

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

De lá tou

Ter - 11.12.2108 - 07 h 02 m

Jogando as mesmas fichas,
Apostando nos mesmos jogos,
Parceiros, se fazendo, sem iguais,
Nas surdinhas  de suas tramoias,
No comando direto de seus
Delitos, em seus cerimoniais
Lucrativos, imbuídos de vícios,

Sem se preocuparem com os outros,
Deliciam-se nos seus ilícitos,
Fuçando tesouros alheios
Lambuzando-se com seus erros,
Enquanto direitos os executam,
Nos exercícios de seus cargos,
Dilapidando patrimônio público.

Fantasiados de mocinhos, Até que
A lei os alcance, e réus  com fés sós
Em suas tornozeleiras eletrônicas,
Entregam de vez os seus outros...,
Ainda que eles sejam os mais maduros,
Só para não se confinarem em suas
Mansões, de graças.

Aí, vem esses caras de pau,
Senhores das mesmas naus
Arcabouços desses esquemas,
Saboreando do(a)s mesmo(a)s prato(a)s,
Se apressando para narrarem os fatos,
Dos seus planos sórdidos,
Agora malfadados, ora relatados:

Despindo
Suas
inocências,
Dizendo
Que
Nada
Fizeram.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Momentos que só lhe dão...

Dom - 25 .11.2018 - 04 h 57 m

.... Se eu os procurar,
Necessários os são, para
Eu me encontrar, para
Conversar com meu monólogo,
Me aproximando mais de mim,
Para saber como eu estou,
Com esse meu melhor amigo.

Essa viagem solidária,
Jamais será solitária,
Será momentos de mar
Para juntar minhas águas,
Para surfar minhas lágrimas,
Para lavar minha alma,
Deixando meu corpo molhado.

Será encontro de sol,
Sem instante de só,
Esse tempo a sós, para
Ser astro, sem teatro, no
Rastro  do meu caminho, para
Aquecer minha estrada, sem
Seguir em frente sozinho.

Serão dias de lua
A clarear os meus sertões,
Nos oásis de minha caatinga,
Compondo minhas cantigas
Vendo meu cacto florir, nos
Desertos de minha seca, nos
Campos abertos, sem cercas:

Momentos sem solidão, que
Só eu viverei, se aprender
Com o sol, o mar e a lua, sem
Se importar sua ordem, me
Permitindo ser marés, Sol e luar,
Sentindo os sabores dos ventos,
Que sua tempestade provoca.

domingo, 25 de novembro de 2018

Eu

Qua - 14.11.2018 - 06 h 42 m

Gosto das minhas
Racionalidades,
Emocional,
E de minhas
Emoções,
Irracional,
Mais ainda.

Gosto
De ser poema,
De estar
Poeta,
E de viver
Poesia,
Ainda mais.

E neste estado
Poético,
As noites  me são
Dia,
Dia das minhas
Noites,
Noite, sem solidão.

Solidão, companheira,
Que eu sempre deixo
Na mão,
Por ter você, a saudade
E a lembrança,
Minhas confidentes,
Em sua contramão.

Você!
Que não
Me deixa
Sentir
Saudade
Momento
Algum.

A saudade!
Que me
Faz você
Lembrança
Real, mesmos
Quando juntos
Estamos.

E a lembrança!
Que a saudade
De você eu sinto,
Quando um somos,
Estando ou não
Presente
Comigo

Só pra sentir Você!
Saudades minhas,
Em formatos
De Lembranças,
Nos meus dias
E noites sem fim,
Consigo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Naimego

Qui - 21.09.2000

Tu, minha grande pequenina,
Cheia de ti, dona de nós,
A reclamar desse pai que não vem,
Fazes-me feliz, em cada regresso meu,
Como se em ti, apenas eu faltasse.

Numa alegria pra lá de apaixonante,
Envolvendo-me em teus pequeninos abraços,
Ficando a me materializar com tuas mãozinhas:
Tocando-beliscando-puxando meu rosto,
No silêncio fascinante-sorridente-perguntável:
De VOCÊ DE NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No colo do pápi, quase vencida pelo sono,
A esquecer de tempo, em me olhar radiante,
Fazendo-me o mais feliz dos paixonantes.
Assim és tu, minha lourinha,
Nas noites de sextas feiras,
Enquanto acordada estiveres,
Sem me dividir com Afio e Gore,
No te embelezar para minha  chegada.

Porém, quando o cansaço da noite te vence,
Fica o protesto:
MÃE! POR QUE ESTE PAI ESTÁ
DEMORANDO TANTO?
CADÊ ESSE PAI QUE NÃO VEM?

Sábado, para variar, cedo estás a acordar,
Sutilmente em nossa cama vais,
Sutilmente vais separar Gore de mim,
No possessivo constante de meu pai,
No me querer de todo instante,
No te fazer presente no suave toc-toc,
Na porta do nosso quarto,
Acompanhado de um mais lindo gracioso
"POSSO ENTRAR".

E assim, rapidamente
Vais te tornando:
Dona de mimmmmm.
Nesse teu jeito:
SAPECA-PEQUENA DE SER
GENTE GRANDE
REPLETA DE NAIANISMO.

NAIANISMO, esse,
Que te faz marcante,
Por onde quer que estejas tu,
Pois é difícil te ver, ao menos uma vezzz,
Para não ficares presente
Na vida de tanta gente,
NETA QUERIDA DA SAUDOSA
VOVÓ LULU.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Nai

Sab - 10.11.2018 - 15 h 37 m

Na aurora inesquecível
Dos meus cachos
Dourados, achei
Muitos Atalhos
No seus
Amores
Indescritíveis,

Fazendo
Da minha
Longa caminhada,
Encontro
Sem despedidas
Na estrada chamada
Você,

Que presente
Se faz saudade,
Nas avenidas de
Minhas lembranças,
Que quando ausente,
Se faz o agora, na rua
Dos meus encontros

Feliz todos os dias seus
Em nossas Vidas, NAI.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Raílda

Ter - 13.11.2018 - 07 h 24 m

Essa dor
Doída, doida,
Seria mais
Doida, doída,
Se não houvesse
CRISTO, e a saudade
Para lembrar de ti,

Que com tua
Singeleza
Fez-me ver
O quanto
São belos
Os lírios
Do campo,

Que mesma colhendo
Abrolhos e espinhos,
Sem plantá-los,
Ao longo da vida,
Jamais perdeste
O encanto de
Nos encantar,

Sem choro,
Sem lamento,
Que podiam ser teus
Cantos, nunca em ti,
Eu os encontrei,  em
Nenhum canto
De tuas belas canções.

É Por isso, que
Hoje, a tristeza
Dá lugar
À alegria
Em
Outra
Dimensão.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Tecendo a democracia

Dom - 21.04.1985

Tudo é passado,
Retrospectiva sem futuro,
Ante só esperança,
No semideus brasileiro,
Com credo de todas as raças,
Reunindo em todo tempo,
Estado, POVO, Território e Nação,
Durante novecentos dias,
O BRASIL DA NOVA REPÚBLICA,

Dias e noites, fizemo-nos: ESPERANÇA.
e trinta e nove dias te fizeram: Eternidade.

Agora sem teu arquiteto,
Lição de democracia,
Maior de todo estadista,
Está o brasil, SEM TEU FILHO,
Imerso em dor, até a alma,
Diante de tanto pesar,
Antes A PÁTRIA AMADA ÓRFÃ.

No quadragésimo dia  De tua república,
Em esquife, és tu conduzido,
Velado no salão nobre,
ESTADISTA QUE O POVO QUIS:
SENTIR-TE SEU PRESIDENTE.

Queríamos te ter em Brasília,
Mas, Tu: EM TUA FIBRA MINEIRA,
DEIXASTE-TE LEVAR ÀS GERAIS,
BERÇOS DE TANTOS IDEAIS.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Mangue

Dom 21.10.2018 - 12 h 03 m

Quantos segredos guardados
Em ti,
Quantos amores jurados
Em vão,
Envolvidos nas camas
Do teu mangue,
Pagos até hoje em vintém

Nas figuras ilustres
Desfigurados,
Sequiosos de desejos
E devaneios,
Dos seus nobres
Cavalheiro, distintos,
Pagando o mesmo tostão.

Entrando cheio
De seu vazio,
Sentindo só cheiro
De si,
Nos seus orgasmos
Inúmeros, inúteis,
Torrando a carne sem preço,.

Rasgando a nudez de
Sua veste humana,
Cobrindo com seus
Mantos  carnais
O pudor lascivo, desmedido
De suas ignomínias
Sem lhe dar nenhum apreço.

domingo, 28 de outubro de 2018

Destilando palavra

Seg - 25.06.2018 - 12 h 08 m

Vermes rastejantes,
Víboras tagarelantes,
São todos os entes
Que não refreiam seus verbetes.

São papagaios que falam
Nos seus gargalos linguísticos,
Gargalhando seus ascos,
Verbalizando destruição.

Aves falantes escutam o que lhe são
Ensinadas, repetindo, mesmas assim,
Sem saberem o que dizem. Enquanto
Àqueles no vai e vem de suas línguas,

Que em suas bocas não mais cabem,
Dizem, reclamam, difamam, maldizem,
Profanam: Destilando peçonha com 
Suas palavras que não têm antídoto.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Pro fés sou

Seg - 15.10.2018 - 08 h 01 m

Sem sol,
Não há  lua,
Sem lua
Não  haveria
Esta poesia,
Que para ti
Eu te escrevo.

Mas o princípio
Não foi assim;
Tudo nada
Mais me era
Que emaranhados 
De desenho 
Com estranhas simbologias.

Até que tu,
Fizeste me perceber
Que também eram palavras:
B  A formam ba,
T  A eram      ta,
L, H  A um     lha...
Mesmo assim tu me ensinavas
Com amor de mãe e ternura paterna:

Com balas para mascarem
Borrachas para apagarem,
Com velas de parabéns,
Pintando o preto e branco 
De colorido,  onde todos eram um,
E, logo, cedo se aprendia
O ABC da vida, somando:

Com pó de giz,
Onde o único
Quadro negro
Era a lousa,
Apagando a dor,
Com o seus salários
APAGADOS.

Demostrando que:  Família, educa;
Escola ensina;
Educadores formam
E transformam pensamentos,
Lapidando conhecimentos
Críticos, lecionando a todos 
Sem selecionarem ninguém.

...Só, Tu és mais do que poemas,
És constelações poéticas, Da via 
láctea humana, Do tempo, sem
Idade, Com toda tua mocidade,
Iluminando obscuridade
Que o mundo insiste em te enclausurar,
Com suas ilógicas rasuras:

Professorinha, minha, que me fazes poeta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Ademado

Qui - 02.10.2003

Filhoção é gostoso sexta chegar 
E saberes  
Que tu te preocupas, 
Quando o pápi demora  vim,
Em olhares de estrada nova,
Contentando-te, um pouco,
Quando mâmi diz: O ônibus está
Atrasado, devido as estradas ruins,
Sossegando, somente, quando chego 
Em casa, para o Carinhoso OI PAI!
Seguido de amanhã há aula,
Acorda-me às seis horas.

Sábado letivo, esquece a bicicleta,
Companheira da segunda à sexta, 
E a galerinha, despertando-me,
Novamente, com o mais lindo: 
Bora pai.E lá vamos nós, juntos
A nos deixar na escola, de Dream. 
Depois estudarmos para as provas
E conversarmos sobre nós.

Contigo, descubro-me em ti. 
Que às vezes não sei
Quem é espelho e imagem, 
Pois somos tão comuns,
Que não consigo desassociar 
Tuas atitudes
Dos meus atos:

Quando palhaço - 
Sou o riso de tua plateia, ou o
Rosto pintado que nos faz rir;
Quando crítico - 
Sou a razão ingênua sutil 
De tua criticidade, 
Na velocidade inexistente;
Quando simples - 
Sou a humildade de tua mão 
Direita a aclamar 
De autor desconhecido;
Quando compreensivo - 
Sou a ponderação do agora
Pode esperar, pois o hoje 
Ainda é cedo e o amanhã
Não tardará;

Quando filho - 
Sou paimigo 
Do meu ademado:
Jamnf, meu filho amado, 
Meu verdadeiro e grande amigo, 
Meu primogênito querido, que
O Eterno nos presenteou.
Por isso filho, treze anos de ti 
São as alegrias de todos os dias 
De nossas vidas, expressos
Nos vinte e dois de outubros 
De todas as horas de nós três.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ilhas inexistentes

Dom - 17.06.2018 - 13 h 53 m

Arquipélagos istmos, que nos faz misto,
Na extensão, sem fronteiras, de todos.
No Rosto Humano feito imagem nas luzes
Dos nossos espelhos.

Quisera tê-lo em sete chaves,
Nos segredos indecifráveis ,
Nos mistérios existenciais,
Nas senhas impessoais,
Nos dados intransferíveis,
Na minha memória indelével.

Mas:

Amigo  não se guarda,
amigo  se expõe,
É por isso  que te exponho,
só para em ti
Em mim,
eu te guardar.

sábado, 13 de outubro de 2018

Vazio

Sex - 21.09.2018 - 23 h 46 m

De longe, nada de perto que
lembre você, comigo, a não ser
O vazio angustiante  do meu  quarto,
Que a sombra do meu ser
Me faz esquecer a convivência
Inconveniente de você, comigo,
Que não passou, visto nunca existir

O que  será de você?
Sem mim!
Sem mim: Não verei
Mais sua dor
Que me faz sorrir,
Não terei o seu ter
Que tanto meu ser despreza.

Pouco me importa
O que restar de você,
Pois sei que sem mim
Não subsistirá, haja
Vista que não sobrará
Nada de mim,
Em você.

Faz favor: Ver se desiste,
Não insista, eu resisto,
Eu existo, sem você, meu
registro inexistente...É vida
que sigo, compassadamente,
Sem você de lado,
Isso você não duvida.

Agora, quero ver
Se você consegue
Viver, apressadamente,
Sem o meu passado.
Já que sei eu que você,
Até hoje,
Ainda, me persegue.

Não insista,
Segue o seu destino,
Porque sei que essa
É sua sina.
Ver se não enche,
Me deixe em paz,
Menina...

Tudo isso
É vazio
De apaixonados,
Que
TUEU
não viveremos jamais:
MEU AMOR.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Verticalizando

Sex - 05.10.2018 - 08 h 04  m

Não a todos que ama o ódio,
Aterrorizando a dor,
Zerando igualdade  com suas
Indiferenças únicas, com seus
Sorrisos sem lágrimas,
Mutilando corpo e alma, no
Ostracismo, sem saudade.

Também digo não a mim, a você e aos
Outros  que encarnando o poder,
Tiranizam seus quereres inescrupulosos,
Amaciando suas navalhas carnívoras,
Lambendo sangue, com sua nobreza,
Igualando todos ao niilismo,
Trancafiando-os nos seus calabouços,
Aprisionando-os, com seus horrores,
Rastreando-os, dias e noites a
Insensatez de suas cadeias,
Sem chaves, onde o tempo,
MarcaDOR de medo,
Oscila o tic-tac do seu temer.

Feitos pêndulos com lâminas afiadas,
A guilhotinar pescoços, que não são seus,
Conjurando tudo e a todos, Incluindo seu eu,
Impessoalizando todas suas formas verbais que.
Seu ter, em seu cinismo exacerbado,
Mostra, continuamente,
O mundo contaminado do seu nada.

Verticalizando, assim,
Não haverá horizonte...
...E sem horizonte,
Não existirá
Você:
Que  não seja
Eu...

sábado, 6 de outubro de 2018

Ele é ação

Ter - 18.09.208 - 07 h 16 m

Seu título adormecido
Esconde maus políticos
Usurpadores de direitos.

Vote! Vote consciente!
O voto, seu perdido, é
Tesouro achado para
Os seus atos ilícitos.

Seja exigente, Escolha! Escolha
Entre seus representantes
Um que queira o bem de sua gente.

Vote! Vote por todos os dias!
O voto não é  presente, mas
Templo de uma Nação,
Onde o povo não é passado.

Só o sufrágio universal
e nada mais, fará do seu país,
Um território de todos.

Vá às urnas, faça valer
O seu voto aos não de
Todos que o esganam. Vá!
O tempo de esperar é outro.

Seu voto não é por: A, B
E C, mas pelo alfabeto politico que
Una POVO, Nação, estado e você.

Vote com esse intuito
O voto é o leme que nos
Transporta para o futuro, onde,
O único comandante é você.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sem senão

Ter - 25.09.2018 - 08 h 23 m

Porque não é você
Que tem que ser capricho
Do  sim! Sim!
De sua força bruta,
Sem o não! Não!
De sua
Sutileza.

Venha!
Não demore!
Faça se presente,
Com suas manhas
E venha ser manhã
Agora, em todos
Os nossos Amanhã.

Com sim!
Sim
De sua
LEVEZA,
Com não!
Não
de sua fortaleza.

Venha!
Pra que possamos
Andar lado a lado,
Sem SENHOR
De nosso
destino
Ser:

Com seus pés,
Sem nos ser pesadas,
Com suas mãos
Sem nos ser mãozadas,
Com seus abraços, sem
Nos ser braçadas, com seus
Sonhos, sem nos ser pesadelos.

Compartilhando
NOSSA LUTA,
sem nos fazer luto,
Por sermos 
LIVRES
e não brinquedos
do seu machismo.

Venha!
Vê se não demora,
A vida não tem hora
Pra se ir embora.
Deixe o seu senhoril,
E venha amar
Sua senhora.

Pois não permitirei
que suas agressões
Verbais, 
físicas 
se tornem,
aguardando medidas 
protetivas,

que só atrasadas 
chegam,
No agora Inês é 
morta,
RESGATADA 
POR 
MARIA DA PENHA.

Vai, seja prisão de sua violência
E não eu prisioneiro do seu medo,
Rompendo agora o meu silêncio,
Denunciando-o, sem demora,
REFAZENDO MINHA HISTÓRIA,
Nas estórias feminicidas
desses vis machistas.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Para sempre

Sab - 08.09.2018 - 14 h 57 m

De ti ficou,
Nesse momento,
O esqueleto
Da modernidade,
Sem tuas árvores
Que te
Sombreavam,

Sem portão,
Sem nada mais
Que te traga
À mente,
A não serem as
Lembranças das
Minhas saudades,

Que o
Modernismo,
Em vão,
Insiste
em
Te
Ocultar.

Mesmo, quando,
Tudo tiver acabado,
E só jovialidade Tu fores:
Vá ter, comigo, O meu olhar,
Se pedrinha tua houver ou não:
Eu voltarei a ti, Como se  tu,
ainda, lá Estivesses.

sábado, 22 de setembro de 2018

Canções de ninar

Sab - 07.10.2017 - 06 h 17 m

Ainda é tempo                           Sem
De aprendermos                     Medo
Canção de ninar,                          De
Filosofando o ser,                     Cara
Indelével,                                   Feia,
Ensinando-a,                                De
Em todos                          Escuridão
Lugares.                           Nenhuma.

Cantando-a                                Sem
Em um só voz,                        Fazer
Engrandecendo                   Careta,
Os filhos,                                   Sem
Enaltecendo                           Bicho
Os pais:                                 Papão,
Construindo                             Sem
A paz.                                    Babau.

No agora,                                Pois,
Em todos                          Canções
Momentos,                      De ninar
Todas                            É que nem
Às vezes,                               MÃE,
Sem tempo                      Embora
Perdido                             Muitas,
De instante                     Elas são
Algum.                             ÚNICA.

sábado, 15 de setembro de 2018

Estórias

Sex - 13.01.2012 - 7 h 14 m

Eu!                                                      Eu!

Humano,                                 Humano,
DESUMANO!                DESUMANO!
Fiz dos guetos,                      Varri você
Meus becos,                       Do meu ser,
Sem saída,                       Com os gritos
Tirando sua pele,       Do seu Silêncio,
Negando sua alma,             Com ais de
Nos porões                   Todos os jeitos,
De minha                        Nas ditaduras
Estória.                    De minha Estória.

Eu!                                                     Eu!                      
Humano,                             HUMANO,
DESUMANO!                     desumano!
Fiz               Em minha insana tirania,
Dos Campos                     Fiz Estórias,
Concentrações                HISTÓRIAS
Do nada,                          Desumanas,
De sua dor,              Que mancharam
Canções de                      E mancham
Amor,                    Nossa HISTÓRIA
Nas partituras                   HUMANA
De minha                    De cogumelos
Estória.                               atômicos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ter sido

Ter - 28.08.2018 - 06 h 02 m

Nas entrelinhas
Da vida,
Encontrei a ti,
Meu tecido,
A pele que
Meu ter
Veste.

No preto
E branco
Dos teus Coloridos,
A peça,
Sem retalho,
As vestes que meu
Ser despe.

Nas minissaias
Dos nossos roupões,
Sem saia justa,
No atelier de suas grifes
Com suas altas costuras:
O modismo do teu
Closet:

O meu corpo:
Que me dispo
E me visto,
Em tuas camadas
Três,
Por eu, em ti,
Ter sido.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Só tu fazes?

Dom - 26.08.2018 - 04 h 19 m

Na sega que cega,
Dos seus pratos Baratianos,
No amanhecer de direitos,
Sem anoitecer de justiça,
Te fazes instâncias, nas
Primaveras de tuas pragas,
Sem Egito.

Na venda à venda,
Do dura lex sed lex
No latim, sem português,
Com seus pratos a limpo,
Sem lavarem as mãos,
Os Pilatos  vão te curtindo
Como seus baratos mais caros.

Sem se ver incompetente,
Vai conjugando todos os verbos,
Exceto  verbo julgar 
Do Dura lex, sed lex,
Do seu preferido inseto,
Sem levar suas mãos
Aos chinelos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Equilíbrio

Sex - 08.06.2018 - 22 h 57 m

Deitado no descanso
Da sombra do  seu trabalho,
Está o ontem, sem futuro,
Preso no seu presente,

Sob o olhar do hoje,
Que apressado passa, sem agora,
Pra prisioneiro do amanhã ser.

Àquele, pelo menos, descansa,
Esperando pela pressa,
Que até o momento,
Não lhe serviu de nada.

Já, esse, cansado, anda,
Freneticamente, anda,
Em busca do seu futuro,
Que logo lhe fará passado,
No repouso de sua pressa,
Que nada mais lhe servirá.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Telhados de vidro

Qui - 31.08.2017 - 08 h 13 m

Guia o mar                           Colhendo
Acolhendo                                Néctar
Baratas,                              Do seu Sal
Recebendo                   Se dando bem
Flores,                      Com seus meles,
Sem distinções               Nos cortiços     
De bichos                     Com colmeias
E cores,                            Que não são
Na arca sem Noé                        Suas!

Afinal!                         Com uma Mão
Que                                               Suja,
Mal                           Lavando a outra,
Há                                 Se dando bem
Nisso?                      Com seus males,
Se                                 No seu espelho
Agiu                                 Sem imagem
O mar                                       No país
Assim:                         Que tudo pode.

sábado, 25 de agosto de 2018

Flores sem fores

Sex - 17.08.2018 - 05 h 19 m

Quando o amanhã chegar,
Eu quero estar com todos
Os teus ontem,
No presente de nós mesmos,
Nos fazendo hoje,
O presente do tempo,
Que agora somos.

Quando tu fores embora,
Eu quero ser os teus caminhos,
Pra teus passos seguirem,
Por onde queres que fiques,
Aonde queres que passes,
Aonde queres que vás:
Contigo eu fico, eu passo, eu vou.

Quando cansada tiveres,
Sombra te serei, fazendo da tua
Fadiga uma nota musical sem dó,
A REsposta Composta com
FÁ que  DIGA canções de te veres
Comigo, no sol de MIm, LÁ,
Contigo, eu conSIgo.

Mas, se mesma assim, fores,
Não te preocupes comigo,
Pois aonde queres que vás,
E/ou onde queres que fiques,
Contigo me levarás,
Contigo sempre estarei,
Que me negues tu ou não.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

À espera de ti

Qui - 28.06.2018 - 07 h 55m

Quando fores mãe:

Verás  o quanto de flores
São rosas,
No tempo,
Sem intervalos
De horas,
Nos dias e noites,
Sem fins

Quando pai fores:

Conhecerás a saudade
Incontida,
Que o tempo, sem demora 
Te faz agora,
Na espera ansioso de tua volta,
Nos meus momentos
Sem oi Pai.

Coisas:

Que, enquanto
Só Filhos
Fores,
Não verás,
Jamais,
Em tuas
Memórias.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Suavesidas

Sex - 15.06.2018 - 08 h 36 m

A quem cantaremos canções de ninar,
Se o berço humano estupro se fizer?

Com quem compartilharemos nossas
Alegrias e sorrisos de suas chegadas?

Basta desse feito, com defeito,
De feto, que a foto complexa,
Do seu ato, expõe,
Preso em sua estupidez, solto:
Marca...Profana... Produz...

Deixe:

O TEMPLO HUMANO DIVINO
Cantar suas canções de ninar...

Deixe:

O Sagrado criança nos ser,
Gerados de fetos , com afetos:

Com seus SIM! SIM,  NÃO!  NÃO,
Do seu corpo, sua pele,
No universo feminino, ser,
Nas suaves idas de sua vida,
Sem veste de nudez machista,
Em suas vindas.

Chegam de desejos brutais Animalescos,
Desses teres que se dizem seres,
Desses teres que nunca serão seres!

Onde estão os muitos masculinos
Que ainda existem?

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Lembro...

Qui - 26.06.2018 - 08 h 26 m

Do balançar
De rede,
Musicalizando
Os armadores
Do seu quarto,
Nas alturas,
Sem limite...

Quando vinha
De Fortaleza, sua casa,
Morada minha fazia,
E minha mãe,
Querendo
Me dividir um
Pouco com ela...

Da irracionalidade
De amado,
Não entendendo
Nada de coração
Materno: Deixei de ser
61, tornando-me 1453,
Pra 6157 sermos...

De
Nós dois,
Em constante
Um,
por mais
Que dois
Quiséssemos ser...

 De outras
Muitas e tantas
Lembranças
De nós um,
Que nós quatro
Até hoje
Vivemos.

domingo, 12 de agosto de 2018

Vocês: Ida de mim

Sab, 04.08.2018 - 6 h 20 m

Antes, eu era:

Abstrato e vazio,
Incógnita
Sem solução,
Elemento inexistente,
Incontido,
Sem de
Ninguém ser.

Até que dois unitários

Resolveram se pertencer,
Contendo-me,
No Intervalo de suas retas, 
A intersecção de sua união,
O ponto X da questão,
Do seu conjunto
Complementar.

Concreto agora sou:

Naturais de vocês,
Infinito por Deus,
Racional pelos outros,
Inteiro por meus três,
Irracional por ti,
No composto e primo
De muitos dígitos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

É brio

Sab - 14.07.2018 - 08 h 21 m

Quero trago
Do verbo trazer,
Onde eu possa
Encontrar você,
Meu
Bebê,
Sem ser gole,

Aguardando
Ente,
Sem fazê-lo vintém,
Com todo gosto,
Sem precisar
Beber todas,
Como se a última fosse.

Seguindo o Teacher's:
À vela de Old Eight,
Olhando
O galope do White horse,
Com John Walker
Montado,
Nas Cores Black White,

Pegando seu Red bull,
Com seus 51
caipirazinhas:
Na chuva que pinga
Na cana de açúcar,
Com água sem ser
Ardente.

Com bebida, sem vogais e D,
Sem isca escassez,
Tomando RUMo,
Em dose certa,
Trazendo você deste lado,
Sem ser destilado,
Deixando de ser gênio.

Sem se agarre a ela, pois:

Cê veja que se tudo isso
Fosse bom, não se  estalava
O dedo, e nem se fazia careta,
Ao lavar o peritônio
Para tirar a ressaca,
Que só o mar curte,
Entornando suas espumas,

E você aqui:

Bebemorando,
Com apreciação,
Os aperitivos
De suas mãos,
Comemorando,
Com seu gelo,
Nada! Nada!.

sábado, 28 de julho de 2018

Parte de mim

Qui - 18.01.2018 - 07 h 27 m

Vem o dia!                                    Na vida,
Animado!                                      Sem ida.
Te buscamos.                          Na partida,
Desanimado,                           Sem vinda.
Ficamos.                                         Que na
Inanimado,                                   Viagem,
Te encontramos:                           Sem ti,
Despedida                                  Sozinhos,
Nos fizemos.                             Voltamos.

O tempo,                                  Ainda bem                                    
Companheiro                                Que há:
Dos nossos dias,                           O Deus
Te faz agora                         Nos trazendo
Inerte e frio,                        Ressurreição;
No monólogo                  E as lembranças
Meu,                                            Humanas
Seu diálogo                         Pra te fazerem
Teu.                                             Saudades.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Páginas atemporais

Sáb - 16.09.2017 - 09 h 58 m

Vai idade,
Nos negando a tua juventude,
Nos tirando a tua mocidade,
Te fazendo eternidade,
Tão cedo!

Nos ensinando que o tempo
É sem hora, em seu senhoril,
No seu amanhã, nos tornando
Ontem.

Assim mesmo, vais!
Sem nunca nos teres deixado,
Sendo parte de nossas histórias,
Fotografadas e rabiscadas,

Por teus sorrisos e gestos afáveis,
Em nossas páginas atemporais,
De tua infindável existência,
Que a saudade te faz presente.

domingo, 22 de julho de 2018

O corpo

Qui - 15.09.2016 - 08 h 06 m

Chega um tempo,                      Fecha
Que o corpo                          A tampa,
Pede descanso,                          Desce
E o descanso                        A campa,
Pede a morte,                       Sozinhos
Para não                               Ficamos,
Cansar                               Na solidão
O  espírito.                          De todos,

Deixando o corpo           Fotografado
Aquecido, que                              Em                  
Logo será                                   Cada
Esquecido, na                  Lembrança,
Frieza de seu                                Nas
Esquife, entre                      Lágrimas
Lágrimas e                         De nossas
Encontro social,                    Retinas,
No espelho de               Desse último
Todos nós.                            Instante.

domingo, 15 de julho de 2018

Sentimento

Dom - 17.06.2018 - 07 h 28 m

Às lágrimas eternas,
As lembranças que conosco ficam,
Da tua saudade a nos acompanhar,
Na solidão, sem nos deixar sozinhos.

Às lembranças que não passarão,
Saudades se fazem vivas,
Molhando nossas retinas,
No encontrar só, de nós dois.

À saudade que hoje te somos,
A conversar dos teus momentos,
Com nossas lágrimas,
Sem ninguém entre nós dois:

Amiga, agora, é
Da solidão, minha confidente,
Dos diálogos silenciosos,
À sós, de nós cinco.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Closed

Qui - 05.07.2018 - 08 h 34 m

Desculpe!
Acabei de sair,
Sem meus
Pensamentos,
Tentando entender
O devaneio humano
Inexistente,

Do eu
Feito condor,
Na rota fugaz,
Sem diálogo,
Só pra escutar
O silêncio falando
De ti.

Desculpe!
Quando
Eu
Voltar,
Eu
Aviso,
Novamente.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O último encontro

Ter - 03.07.2018 - 03 h 30 m

Fica a lembrança 
Do último encontro
Da conversa afável,
Do gesto amável,
Daquele nove de junho,
Do domingo e quarta,
Sem você nos vê.

Sem dois de julho,
Para despedida,
No três de julho,
Sem adeus,
Ficando comigo
Presente,

Somente
A recordação
Do nosso último
Encontro,
Que agora
Eu chamo
SAUDADE.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Convento

Qui - 28.06.2018 - 03 h 15 m

Com seu vento suave,
Você me é brisa,
Que seu furacão,
Com tempestades alheias,
Me faz ver,
O tanto de vendavais
Que não são seus.

Meu coração,
Inquieto,
Quieto,
Se aquietou,
Em
Sua
Serenidade,

Libertando-me
Das minhas
Clausuras,
Para descobrir
O quanto, ainda,
Amo, muito,
Você.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Acumulando tempo

Qua - 27.06.2018 - 06 h 24 m

Fecha-se o ciclo, apertando-se o cerco,
Fazendo do círculo uma reta
Tangente e secante, infinitas,
No acerto, sem conserto,
No concerto concreto da vida,
No momento inesperado,
Nos pontos que não são mais seus.

Onde, todos pagam
Com o salário do pecado,
Restando, tão somente,
O saldo da ressurreição,
Se em vida ele não a encontrou,
Em cada irmão que o procurou:
Em vão viveu;

Vivendo apenas
 o tempo do
Seu corpo.
Em vão viveu.
Pois só
ele
é:

A vereda , a estrada, o atalho,
O retalho, o rastro, o rosto
Do detalhe que lhe falta
Para fazer
Do seu deserto, oásis,
Do seu inferno, céu,
para se chegar:

AO CAMINHO,
E A VERDADE
E A VIDA,
no tempo  chamado
hoje, que amanhã
não mais lhe
pertencerá.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Doutros

Dom - 25.06.2017 - 07 h 48 m

E o mundo
Mais feliz acorda,
Em ti, se fazendo festa,
Representando
Suavidade certa,
Orquestrando ondas, sem tempestades,
Na leveza de tua suavidade.

Na certeza do incerto,
Onde teu tempo, sem hora,
Guarda momentos pra todos,
Unindo, sem distância,
Encurtando caminho,
Inspirando sonhos,
Resposta humanitária,
Respirando doutros:
A vida te faz doutor.

Nos ser doutros,
Esquecendo de si,
Vivendo os outros,
Como se Fosse Eu.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lembranças maternas

Qua - 13.06.2018 - 07 h 18 m

À minha mãe,
Que sempre comigo está,
Com sua Canção de ninar.
Em perguntar de chegada minha.

À minha mãe.
Que entre filme televisível,
Nas minhas noites adiantadas,
Abria a porta do seu quarto,
Para carinhosamente, me dizer:
Vá dormir, meu filho.

À minha mãe,
Que mesma internada,
Sem se preocupar
Com seu bem estar,
Orgulhosamente me apresentava:
É meu filho, trabalha no BEC.

À minha mãe,
Que nos trazia às lembranças
As atitudes dos seus netos:
Vovó descasque as uvinhas,
Vamos pro cheio de amor,
Ou imitando seus avós,
Dentre outras que eu não esquecerei.

À minha mãe,
Que com sua Canção de ninar,
Em  luz à mira está.
Presença certa se fará,
Onde e aonde eu estiver:

Feliz vinte e oito de junho
De mil novecentos e dezessete,
Em todo os dias meus:

Minha mãe

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Leveza

Qui - 18.10.2012 - 12h 03 m

Há amor entre nós dois,
Intenso dentro de nós,
Traduzido na sublime
Obra humana, repleta de Deus.

Esperança divina e humana,
Infinidade de nós, segredo, sagrado,
Respiro, suspiro nosso:
Aspiração humana materna,
Estado paterno completo:
Legado do nosso amor.

Letra do meu amor, inscrito por ti,
Letreiro do teu amor, incontestável de mim,
Na partitura harmônica, em sinfonia perfeita,
Gerada pela batuta autêntica do amor.

Do amor
Incircunscrito dos acordes
E arranjos românticos
Das poesias nascidas
E vividas dos poemas
Escritos por nossa vidas.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Gore

Ter - 06.12.2005

Não desejo
O beijo da amada,
Mas a amada,
Em beijos de amor,
Em festim exclusivo
De FRAGORE...
Em contínuo presente
De VOCEU...
Em loucos DESEJOS
Alucinantes de ti-mim.

Não desejo
Parte da Amada,
Mas a amada,
Por inteira,
Em cada Partícula minha,
No jeito FELINA,
indomável de MUSA,
No safári INDELÉVEL
Do nosso amor,
Em partituras
De LOVE STORY.

Não desejo
A amada em hora alguma,
Mas a amada,
Em cada segundo
De mim,
A DDD DE AMOR,
Em SUSSURROS DE VOCÊ,
Cheios de SAUDADES
De UM TREZE DE JANEIRO,
Que VOCÊ SONHANDO
MGFR me fez ser.

Por tanto, SAIBA,
MEU AMOR,
Vós SEDE
O meu SEM MIM,
Acompanhado de
JAMF E NFN,
Por isso
SÃO PARA VOCÊ:
Meus beijos,
Minha partícula.
Meu segundo...
Em KM DE AMOR.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Planetário País

Sab - 30.09.2017 - 04 h 59 m

No país                            Sendo
Sem                           Pinóquio,
Gepeto,                              Sem
O que                            Gepeto,
Não falta               Na república
É Pinóquio,             De  Plutão,

Deixando                             Do
O povo,
Sem óculos,              Planetário
Com eles
Cheios                            
De binóculos.           Com Meta

Nas histórias,                 Com o:
Sem vilão,
Onde todos                 Povo
São mocinhos,           Bonzinho
Sendo malas,             Diariamente
Ou não,                       Monetarizado,

Com ou                       Pagando
Sem elas,
Com
Apartamentos
Megasena
Acumulados.              Tudo.

Com                                    Com
A venda,                         Muitos
Sempre                       Comendo
À venda,                        O pato,
Dando jeito,              Sem lavar
No seu jeito.                O prato.

Assim vivem                    Feito:
Esses sujeitos,
Na comédia                 Planta
Humana                      Sempre
De suas                        Danosa
Loucuras.                    Brotando.

Tirando                 Disseminando
Óculos
Do povo,
Aumentando        Ervas
Seus
Binóculos.            Maléficas.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Eternamente Jovem

Sex - 23.08;2013 08 h 45 m

Envelhecemos!
Quando:
Deus fica para depois,
Acompanhado de Jesus Cristo,
Junto com o Espírito Santo,
Unidos aos nossos pais,
Em meio aos outros,
Sem nós.

Envelhecemos!
Quando:
Deixamos o mundo nos consumir,
O nosso TER esquecer você,
Vestindo-nos de contínuos
E estúpidos EUS,
Fazendo do nosso lar,
Uma obra prima de engenharia.

Envelhecemos!
Quando:
Passamos a morar só,
Por nosso ter nos permitir isso,
Esquecendo os nossos pais,
Que sempre nos fez ser,
Por sermos o irmão mais velho
Do filho pródigo.

Envelhecemos!
Quando:
Estamos sempre ocupados,
Com nós mesmos,
Sem tempo nem para os nossos,
Fazendo-nos remorsos,
Quando não mais os tivermos,
Como se fossemos o senhor do tempo.

Envelhecemos!
Quando:
Matamos a criança
Que há dentro de nós,
Deixamos de rir de nossas bobagens,
Levamos a sério a vida demais,
Tornando-nos cromos,
Sem tempo perdido de todos.

Envelhecemos!
Quando:
O sol se põe,
E deixamos de ser
Estrela,
Em suas noites,
Sem
Luar.

O que seria de nós! Se os outros:
Não se fizessem uma só carne,
Tornando-se templo vivo do Espírito Santo,
No encontrar do CAMINHO,
A VERDADE  E A VIDA,
NA MORADA DO PAI CELESTE?
O QUE SERIA DE NÓS? Seriamos
ENVELHECIDOS, SEMPRE, ENVELHECIDOS.

 Mas, você!
Por ser: Saudade,
Ainda que presente.
Por ser: Presença,
Mesmo estando ausente,
Será Eternamente Jovem,
Nas mentes que não tem idade.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O abraço amigo

Sex - 01.10.2010 - 08 h 50 m

Hoje, quase às 16 horas,
Percebi que tinha ficado órfão
Do Abraço Amigo, de minha
Querida Hosana que se
Tornara convidada Especial
De Cristo, às 11 horas,
Do domingo, 26, setembro
2010, E eu não podia
mais abraçá-la, fisicamente.

Por isso:

Há O Sorriso Anoitecendo
Nossa Alma,
Ontem, Sorridente,
Animando nossa Aura,
Hoje  se Abate Nessa agonia,
 Habitando Outros atos
Nada Alegre, no Adeus
Do  teu Abraço, abraçando-te,
Sem adeus.

Hoje, Entendo o clamor dos teus,
Pois eles não perderam,
Tão somente: Uma mãe, avó,
Tia, irmã, sogra...

Mas também perderam:

Um Porto Seguro para
Os momentos de turbulências;
Uma Mão Afável, sempre estendida,
Para todos os instantes de ordem
E desordem de suas vidas;
Um Braço Firme para
Os abraços fortes,
Nas horas frágeis
De suas caminhadas;
Um ombro amigo  para alegrar
O choro na despedida;
Um Coração Grande,
Que Deus Fez questão de morar,
Pois estava sempre transbordado,
Transbordado de muito amor.

Nós te perdemos!
Nós te perdemos!
Não! Não te perdemos!
Doce Amiga!
Pois não se perde
Um achado de Deus.

Por isso, mais uma vez e sempre,
Estamos aqui, para te dar
E receber: O ABRAÇO AMIGO,
QUE TUAS LEMBRANÇAS
NOS FARÃO SENTIR.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Só Pra Mim!

 Qui - 24.052018 -08 h 38 m

Raio da manhã,
Sombra do meio dia,
Brisa suave das tardes,
Noites de luz.

Lembram dessa foto?
Eu não a esquecerei jamais:
Ela é minha negativa que
Não revelarei a ninguém.

Mesmo:

Quando as manhãs
Se fizerem trevas,
A sombra não mais existir,
Açoitados pelos impetuosos ventos,
Escurecendo minhas noites:
Eu a aguardarei comigo,
Revelando-a só pra mim.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Quem disse?

Dom - 13.05.2018 - 07 h 39 m

Quem disse
Que as mães
Nascem?

Por acaso

Nascimento
De quem é
Eterna?

Quem disse
Que as mães
Esquecem?

Não
É
Lembrança,
Seu
Nome?

Quem disse
Que as mães
Se calam?

Não é
Seu
Silêncio
Uma canção
De ninar?

Quem disse
Que as mães
Choram?

Não são
Suas
Lágrimas
Sorrisos das
Suas dores?

Quem disse
Que  as mães
Vivem?

Não são
Seus
filhos
Suas
Vidas?

Quem disse
Que as mães
Morrem?

Pode-se
Matar
Quem
Se
Eterniza?

Mães:
Nascem
Com
Seus
Filhos;

Não os
Esquecem,
Quando
Não são
Lembradas;             

Calam,
Só pra
Nos ouvir
Em
Sussurros;

Choram,
Quando
Temos        
Que
Partir;

Vivem,
Cada
Vez
Que
Retornamos;

Morrem,
Quando
Não
Mais
Voltamos:


Porque mãe:

É FILHO.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Confissão materna

Qui - 19.06.2013 - 20 h

Ao sonho de mim,
Livre me fiz,
Infinitamente, me fiz,
Resposta de minh'alma,
Infinitamente, me fiz:
O BEBÊ DE MINHA
VIDA.

Você se faz presente,
Encantando-me de amor,
No mais puro materno amor,
Inundando-me de paz,
Serena, eterna paz.

Nos dias todos de mim,
O encontro com você
Se me fez, gerando o que
Melhor de mim acontece:
Um amor filial, sem igual,
Encontrado no meu menino:
Imagem materna,
Retrato do Meu eu,
Álbum de nossa vida.

Segundos meus,
Você se faz rapaz,
Rapaz de todos nós,
Amor de Rapaz-menino,
Incontestável amor,
Vivido por todos nós,
Amor, eterno amor,
Amor que me faz capaz,
Amor que me faz ser eu.

domingo, 13 de maio de 2018

Comigo!

Qua - 25.04.2018 - 08 h 10 m

Inspiração!                         Contigo!
Respiração!                      O meu eu
Sussurros                                 Está.
Teus que                            Comigo!
Me fazem                            Contigo
Ser eu.                                    Estou,

Inspiração                                   No
Que me                            Encontrar
Faz ser-te.                       Constante
Respiração                                   De
Que me                                     Mim:
Faz sentir:                          Contigo.

Sussurros                                    Em
Teus                                   Contínuo
Que                                             Um,
Também                                    Sem
São                               Precisarmos
Meus:                                 Ser dois,

Respiro                     Contrariando
Do meu                                   A Lei
Sussurro,                        Da Física,
Sussurros                     Por sermos
Do meu                           Nós Dois:
Respirar,                                  Um.

sábado, 12 de maio de 2018

01 desmaio

Sab - 01.05.2004

O poderoso trabalha a dor
Do pequeno trabalhador,
Danificando sua vida,
Em troca da dignidade
Do vil metal lógico.

Os grandes trabalham as dores,
Desfazedores de lei,
Acham o mínimo, máximo,
Porém, os seus máximos
São sempre mínimos.

Os primeiros desmaios que se ficou
na história é o de Chicago, 1886,
De tantas operárias mortas,
Incendiadas de ideais,
Queimadas pelo capitalismo selvagem.

Os desmaios anteriores
Tinham a tutela do Estado e bênçãos
Religiosas desalmadoras  de negros
E classes inferiores,
Cheios de Zumbi, Conselheiro e Gandhi.

Hoje, resta-nos apenas o grande,
Aconselhando-nos a permanecermos
Calados, sem Zumbi,
No capitalismo desumano,
Debaixo da mesma proteção e desgraça.

domingo, 6 de maio de 2018

Esquecimento congelante

Sab - 03.03.2018 - 11 h 41 m

Rua!                                Aguardando
Nua!                                          O dia,
Noite!                               Que talvez,
Sem                                          Talvez
Lua!                              Não chegará.

Na                                       E quando
Metamorfose                 Chega o dia
De                                     Tudo volta
Todos,                      Ao seu normal,

Vivendo                                         Na
Cada                                   Anomalia
Um                               De mais uma
Seu                                             Noite
Medo.                                         Fria.

No asfalto                                     No
Cru,                           Esquecimento,
Sem                               Congelante,
Se                                      De menos
Entre                                             Um
Olhar.                                           Dia.

sábado, 28 de abril de 2018

Diferiguais

Sex - 04.112016 - 08 h 58 m

Mesmos                                Frias ou             
Diferentes,                           Quentes,
Somos iguais                     Tristes ou
Na essência:                  Sorridentes.

Alma corpo                       Ainda que
Gente mente,                  Diferentes,

Corpo Alma              Iguais sempre
Mente gente.              Nos faremos,

Não                             No momento
Importando:                         Único,

Dinheiro                                 Onde
Roupas                                   Nada

Lugares                                 Disso
Comidas                                 Mais

Pessoas:                      Importará.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eterna

Sex - 07.03.2008 - 07 h 50 m

Criança de outubro
A nos alegrares
Todos os dias de nossas vidas.

Menina, moça de junho
A nos envolveres
Nos laços de tuas paixões.

Moça, mulher de maio
A nos fazeres, de mão direita,
Cúmplice de tuas carícias.

Mulher, senhora de março
Em nos transformares de setembro,
No côncavo-convexo de agosto.

Criança-menina-moça-mulher:

De novembro inesquecíveis,
No abril ressuscitado,
Nos fevereiros constatntes,
Dos dezembros de ti mesma,
No julho de nossas férias,
Em comemorarmos de janeiro.

Eterna! Terna!
Simplesmente
mulher!

domingo, 22 de abril de 2018

Sua imagem

Seg - 19.03.2018 - 10 h 47 m

Na resta do sol,                                     Por
Vi a sua imagem,                             Todos
Na bolha do meu                                   Os
Pensamento.                             Instantes,

Não que você                                       Nas
Estivesse no meu                      Molduras
Esquecimento.                          Dos meus
Não! Não era isso.              Sentimentos,

Quis apenas                                  No hoje
Guardar você                                         Do
Só pra mim,                                        Meu
Sem nenhum                            Momento,
Lamento:                                    Somente.

domingo, 15 de abril de 2018

Dezessete

Sab - 14.04.2018 - 04 h 03 m

Dizer sete                         No seis que
Vezes                                Se faz dose,
Dezessete,                         No seio de
Depois de                       Minha vida,
Cinquenta                       Em te fazer
E sete:                                  De doze.

É dizer certo                         Sendo,
A mim                                      Hoje,
Mesmo:                            Saudade,
Foi ali                                         Em
Que eu                                  Minha
Nasci,                                Geração,

No abrir              Nas lembranças
Meu coração,                 Presente,
No abril do                              Pai!
Meu agosto,                      Que tu,    
Com gosto                        Adelino
De nós                           Nogueira,
Dois.                                    Me és.

FELIZ DEZESSETE DE ABRIL DE
MIL NOVECENTOS E SEIS, PAI!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

SolFá

Sab - 03.03.2018 - 05 h 34 m

Entre o seu e o céu,
Em meio ao meu e o mel,
Nada eu, para não perder
Seu nada.

Entre o Dó e o ente,
Mesmo estado doente,
Toco a DóMi, Lá,
Só para ficar no Sol Fá,
Contigo,

Ouvindo tua cantiga,
Que é o meu canto.
Que nunca me deixa
No canto.

O canto que eu escolhi,
Somente para me acolher,
Em enColher de amor
Contigo,
No EuTi de MeTu,
No TuMim de TiEu.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O que diria Danton?

Qui - 05.04.2018 - 09 h 20 m

Onze                              Se a convicção,
Nações,                              De cada um,
Duas                           Foi convincente,
Noções.                 Não! Com Vicente;
Tudo é questão                  Impessoal,
De fundo,                       Não! Pessoal,
No emaranhado                 Pra que se
Jurídico,                                 Tenham
A embasarem                        Orgulho
Seus pensamentos.                   De ti.

Certos                                        Se era
Ou                                         Isso que,
Errados,                              Também,
Só a história                          Faltava:
Nos dirá, pois                    Aplausos.
Tudo é questão                          Mas:
De ordem, no              Está faltando
Questionamento          Robespierre
Genérico,                             Para que
Que um dia, só,                 Possamos
O tempo nos                       Aplaudir,
Mostrará,                            Tão bem.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Próximo!

Qui - 29.03.2018 - 08 h 24 m

Uns                                           Enquanto,
Vivem                                                Esse,
De                                                Pedindo
Oração.                                    Desculpa,

Outros                                             Roga
De                                            Passagem
Ora                                  Eterna por sua
Ação.                               Máxima culpa.

Aqueles                                   Perdendo
Pra não                                                 O
Serem                                          Tempo
Pagãos.                                 Do templo,

Mesmos,                             Para cuidar
Assim                                                 Do
O                                                       Seu
Sendo,                                    Próximo,

De                                         Ainda que
Joelhos                                       Sejam
Dobrados                                Por eles
Dizendo não.                        Odiados,

Contudo,                                      Lhes
Continuam                           Negando  
Pagando o que                       As suas
Já foi resgatado,             Adorações,

Feito                                  Por serem,
Mau ladrão,                          Apenas,
Furando a mão                     O perto
Do irmão,                           Distante,

Olhando                                      Das
O cristo                                      Filas
Da cruz,                                       Dos
Sem culpa.                      Seguintes.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Desenho de Deus

Sab - 13.06.2017 - 16 h 34 m

Foto colorida,
Retrato preto-branco,
A colorir  de vida,
No cenário humano,
Com click
Infinito, finito,
Sem fim,
Concreto-abstrato,
Abstrato-concreto, sem igual.

Fotografando bondade,
Retratado sem idade,
Assim, sem vaidade,
No pôster da igualdade,
Com toda simplicidade,
Infinita infinidade,
Vestida de pluralidade,
Amor de eternidade,
Levedo de liberdade,
Desenho da trindade,
A se chamar amizade.

Retrato teu!
Álbum meu!
Uma pouse de todos.
Luzes de nós!
Inteiro completo,
Na foto de ti:
O Flash de Deus.

domingo, 25 de março de 2018

Mancha Humana

Qui - 22.03.2012 - 7 h 40 m

Aonde estavas,                     Com os PÉS
Religião!                                         Sobre a
Quando negaste                          senzala,
A alma                                  Abusando de
Dos Africanos?               Suas mucamas.

Aonde estavas,                          Educando
O                                                Seus filhos,
Eterno                                            Dos seis
Estado                                  Aos dez anos,
Quando                                  Aos castigos
Colocaste                                  Dos ferros,
Os teus                   Para torná-los dóceis
grilhões?                      Escravos adultos.

Aonde estavas,                            Quantas
 Tu? Nobre                            Atrocidades
europa!                       Acometidas contra
Quando,                         A mãe ÁFRICA!
LIVREMENTE,                             zumbi,
Os negociavas                     castro Alves,
Para o                                      eu e outros
nada?                                  que digamos.

Estávamos               Quantas atrocidades!
NA                           Quantas atrocidades!
CASA                                 Nos labirintos
GRANDE,                  Dos porões escuros
Olhando                          De tuas senzalas
OS NOSSOS                       OBSCURAS:
Puros sangue,                     Redenção que
Com Sangue,                             Nos diga.