quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Inquilinos da saudade

Qui - 24.12.2020 - 15 h 26 m

Na rua da minha
Saudade,
Esquecido na casa da
Lembrança,
Encontrei seu número,
Na esquina da minha
Entrada.

Peça agora,
Pregada pelo
Tempo,
Sem pressa,
À espera dos meus
Apressados
Passos

Você me pedindo
Mais tempo,
E eu com menos
Tempo ficando,
Fiquei ouvindo
Você, falando de mim,
Sem parar,

Sem instante algum
De você,
Sua conversa, incessante,
Me fez espelho,
E pela primeira 
Vez
Eu pude me ver, 

Sem vaidade me
Pentear, 
A sua imagem
Refletida em mim,
Sem retrovisor ser,
O quanto eu pareço 
Você.

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Minha praia

Sabe - 08.08.2020 - 06 h 53 m

No mar,
Ar,
Na praia,
Pai, meu ar que ia
Se fazendo
Caminhos,
Nas minhas estradas.

Caminhos seguros,
Que se fez
Ninhos,
Com seus mimos,
Desde menino,
Com suas mãos amigas
Me guiando.

Sopra vento,
Quebra sol,
Entre trovões
E relâmpagos,
Em meio tempestades
E desertos,
Comigo sempre está,

Só pra fazer da minha
Vida rumos certos,
Tomando conta da 
Minha rota,
Sem jamais deixar
Os meus passos serem
Destino.

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

360°

Sab - 30.11.2013 - 19 h 50 m


Perfume,

Música,

Eterno amor,

Razão do amante,

Insano,

Incontestável,

Incondicional amor,

Desejo de menina,

Em segredo

De amada.


Jeito feminino,

Gesto de mulher,

Inspiração divina,

Identidade humana,

Segredo,

Segredo

De menino,

Fazendo do amado,

Endereço

Seu.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Amoruptivo

 Sex - 25.11.2022 - 13 h


Cálice(s) da sensatez 

Sex - 25.11.2022 - 13 h


Eu, no lençol da sua pele, flamejante     

  Sou, atiçado pelos poros eruptivos

         Do seu amor, com as lavas         

             INcanDESCENTES das 

          Suas paixões errantes, com 

            As MAGMAS ERÓTICAS 

            SÍSMICAS dos AMANTES.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Nordeste-nos

 Dom - 28.02.2021 - 16 h 59 m


Viva o nosso oxente, vixe

E oxe também, 

Que já nos faz oriente, 

Nos tornando arretado, 

Feito cabra da peste,

Sem precisar seguir 

Ninguém.


Sacudindo a poeira

Do vento,

Tirando onda

Da onda,

Parando ponteiros

Do tempo,

Do mundo sendo portão,


Apeando vaca, 

Para ordenha,

Com laço de cascavel,

Bebendo leite mugido,

Na xícara  do seu xodó,

Na porteira do curral,

Sem arrudia.


Fazendo da seca

Canção,

Poesias dos

Nossos invernos,

Sempre seguindo em frente,

Sem nunca o retrovisor olhar. 

Visse!

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Eu nós

Sex- 01.10.2021 - 15 h 14 m

AdemirÁvel versejar


Diz

Me, por 

Que andas, tão

Farta de nada, com

Os teus ossos a contar

Na tua pele, quase sem couro,

Explorando sua dor com brilho do teu


OURO? Do teu sorriso sem seu riso, 

No exibir de minhas crianças, nos

Trânsitos de tuas estradas, as

Alimentando, mais ainda do 

Mim, ensinando migalhas 

Divisionárias aos 

Teus,


Como

Se não

Fosse o ato

De tua comédia, na

Cena esquelética do teu palco,

O memorial eterno à bondade tua,

O ritual sacrossanto contínuo de tua nobreza


A aplausos dos teus pares com sons

E cores dos teus pães desmiolados

Totalmente; dos teus circos, sem

Mais rosto pintando; dos

Teus picadeiros fartos:

Distribuindo teu

Tudo.