quarta-feira, 22 de abril de 2026

Amar do seu amor

 Seg - 10.05.2021 - 07 h 20 m

AdemirÁvel versejar 


Me

Vejo, em

Você, poetizando vida,  

Falando de mim contigo,

Em seu livro chamado filhos,

Que com seus seres nossas vidas

Escrevem, com o amar do seu amor,


A cada um das meninas e meninos

Seus, que Deus presenteou a ela

Com carinho, nos seus nove

Meses de berço materno,

Tão somente dela,

Chamado: Filha,

Filho.


Filhas

E filhos

Que nunca crescem,

No berço agora braços,

De seus braços sempre abertos,

Cantando em cada canção de ninar

Em seu abraço, sem o tempo contar,


Para seu bebê hoje mulher e homem

Homens e mulheres que de seus 

Bebês nunca hão de passar,

Por ser seu destino,

Esta sina distinta,

Descrita pelo

Criador,


Que

Ao seu

Filho uma mãe,

Com M lhe presenteou,

Para que tão bem sentisse

De perto, todos cuidados de uma

Santíssima mãe, que seu Pai a todas 


Maria-Luzamira-Gore-Eva-Lia e/ou

 Outros nomes mais, que são fotos

Que compõem a galeria humana,

Exposta pela escultora sublime, 

Que Deus, carinhosamente,

Chama de

Mulher.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Amigo pra se guardar

 Dom - 10.05.2009 - 9 h 5 m


Raio humanizado 

Agora de toda hora,

Instante de nós, sem relógio,

Momento eterno preciso,

Uno sempre deciso,

No todo tempo vivido,

Didi que se conhece:

O amigo pra se contar.


Na rua e em qualquer lugar,

Onde e aonde estiver 

Nos faz certa sua presença,

A nossa lembrança agradece,

Trazendo você conosco,

Onde e aonde estivermos.


Mãepaizado,

Amigo irmanado,

Certeza do incerto,

Hoje da manhã dos Amanhãs,

Achado encontrado dos perdidos,

Dádiva de cada bondade,

Ontem sem passado.


No agora sendo diário, 

Onde e aonde, sem distância,

Guerreiro imbatível da paz,

Uno de todos nós,

Em se nos fazer de um,

Intimidade humana,

Razão emotiva de nossas vidas:

AMIGO PRA SE GUARDAR… 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Mel de tua boca

Ter - 03.10.2017 - 08 h 30 m

Eu quero ser:

As ruas                                                
De tuas                                                      
Memórias,                                  

As avenidas      
De tuas.                          
Lembranças,       

As estradas.          
De tua                 
Histórias,          

No entra
E
Sai

Do céu
Do
Mel

Do eu
De tua
Boca.

domingo, 12 de abril de 2026

Depois do trote

 Sab - 20.02.2026 - 16 h 25 m

AdemirÁvel versejar 


Depois 

Do TROTE,

Vem o GALOPE,

Sem se importar onde

As suas patas pisaram, agora 

PASSO se faz, pelo cavalgar esquecido,

Visto pela LUA, em suas FASES quaisquer, 


AINDA: que a NOITE esconda SUA POEIRA, 

As ferraduras calcem seus puros-sangues, 

Luvas mãos dos seus nobres:

Lua revelará à história: 

O retorno silencioso 

Desta fidalga 

Cavalgada. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Paixamantes

 Dom - 12.12.2021 - 05 h 27 m

Muito além de cada olhar


Nos enganos

E desenganos dos 

Corações, quantos de versos se

Comporão as estrofes das

Paixões?


Nos caminhos

Retos… Sinuosos das

Paixões, quantos diamantes se farão

 Necessários para enfeitar suas

Amantes?


Nas loucuras

Insanas por essas 

Amantes, quantos deles sucumbiram, sem

Conhecer a estrada do

Amor?


Deixando-se

Levarem Pelos atalhos

Concretos abstratos dos Becos de 

Suas falácias sem saídas.

Quantos?

sábado, 28 de março de 2026

Vê-lo rio


Ter - 12.02.2019 - 07 h 52 m

Estranho
Vê-lo
Sem me ver
Falar-lhe
Sem não
Mais me
Ouvir:

nesse
meu
mundo
nulo,
agora
adormecido 
SEU.

Mas, mesmo, assim,
Enquanto,
Vê-lo, rio,
Até das coisas, sem graças,
Que você  as fizeram
Engraçadas:
Na imagem do meu espelho.

domingo, 22 de março de 2026

Maravilhas do mundo

 Qua - 27.08.1975


Ó Divina obra de Deus 

Por que choras?

Não vês que as lágrimas 

Desses olhos teus 

Trazem ao mundo tristeza toda hora.


Ó Segunda maravilha do mundo 

Como tu és maviosa e singela, 

E como brilha o mundo 

Ao ver teus lábios sorrindo.

Ó criança como tu és bela.


Ó Pequeno ser que nos torna iguais a ti.

Ó maravilhosa criaturinha que nos dá

Tanta alegria, por nos ser berço todos 

Os dias, tornando-nos, Deus, 

Mãe, criança, todas às vezes.

domingo, 15 de março de 2026

Silêncio

Qua - 20.08.2014 - 08 h 20 m

Vou lhe presentear esta folha
Em branco, simbolizando a palavra
Silêncio, para que nela, você construa
A sua história com os melhores
Adjetivos, substantivos e verbos,
Que todos os advérbios possam
Lhe proporcionar.

Sem jamais esquecer o pronome
Mais importante em sua vida
Que é você. Pois é nele, que o
Substantivo abstrato, mais
Concreto, realiza a grande obra
Divina, que é você,
Em forma de nós.

Por isso,
O silêncio expressa mais
Do que todas as línguas
Do mundo faladas, juntas,
E mais do que todas as
Atitudes que juntos
Possamos fazer.

Se assim não fosse,
Cristo não nos diria,
Em seu Sermão da Montanha:
Faça com  a direita
O que a tua esquerda
Não
Saiba.

Para que isso aconteça
Medite sempre o silêncio,
Que há
Entre você
E os outros,
Conhecendo a  verdade
Libertando-se de si.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Meiguice


Sex - 16.07.2017 - 11 h 44 m

Minha serenidade!
Meu zen,
Meu bem,
Assim sou eu,
Em
Ti,
Perdido em mim.

Sendo Leveza inesquecível
Quando passas por
Mim,
Com tua suave presença,
Sempre presente,
Em
Mim.

Esteja eu,
Onde estiver!
Contigo Sempre
Estarei.
Comigo
Sempre
Estarás:

Minha meiga
Serena paz,
No flutuar sutil
De
Tua
Doce
Meiguice.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Sem nexo

Sab - 08.10.2016 - 11 h 44 m

No carro,               
Escarro!   
Deixando o chato
E o seu lamento,
Com os risos dos
Seus
Aumentos.

No Pacto,   
Um rapto:                     
Um pato
Que levou o rato,
Rindo à toa,
Dentro do
Prato.                 

No apartamento, 
Documento,
Do dono do ex-carro 
Com seus
Elementos.               
Nas curvas
Dos seus tormentos.

No carro,
No pacto,
No apartamento,
Haverá escarro
Rapto, documento,
Que haja lenço
Ou não.                                                           

sexta-feira, 6 de março de 2026

Intimidade

 

Seg - 14.08.1980


Tu que te fazes juízes,

No mundo louco desvairado, 

Supondo o certo e o errado  

No fardo de outras cruzes.  


Tu que não vais além do mundo exterior  

Mas faz-te dono da verdade, 

Condenando quem e os quê  

Sem reconhecer os seus porquês. 


Tu que falas sem queres ouvir, 

Que tudo vês, sem nada enxergar 

Faz do teu próximo um caminho 

E vá com ele a peregrinar. 


Se quiseres os outros conhecer, 

Sai da tua esfera 

E venha ao mundo dos outros mergulhar 

E ouve-os antes de condená-los.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Atestado de Órbita

 Sab - 10.05.2014 - 06 h


Bons tempos,  

Quando éramos 

Hóspedes de todos. 


Hoje,  

Viramos hospedeiros 

De ninguém. 


Que saudades 

Das redes 

Nas Varandas 


Agora, 

Só redes, 

Redes sociais 


Sem Zé 

Sem João 

Sem Maria 


No login de alguém 

No site do nada, 

Sem nome, sem nome!

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Amor menino

 Qui - 06.03.2008 - 08 h 15 m


Amor menino, outrora respondido, 

Mimos orquestrados regido agora 

Ontem, resposta; amanhã, manhã:

Buscando: Bebê, Filho, Filhoção.


Amor mágico, obstáculo rompendo

Mundo onírico Respirando Amor,

Onde retém-se apaixonada mil:

Fêmea Moça Mulher. 


Amor materno, onda repleta:

Menina orgulhosa, de repente agora mamãe 

O retrato autenticado meu

Mainha - Mami - Mamãe 


Mãe, mulher,

Fêmea, moça 

Menina, amor:

Amor menino, mágico amor!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

162

 Sex - 09.05.1989


Ontem, fui ao hospital 

Visitar um velho amigo meu, 

Que jazer estava numa cama, sereno, como 

Se não estivesse no seu último momento.


Entre quatro paredes verdes, 

Uma vida artificial, cercado de tantas vidas,

 Enquanto ainda se nos detinha: Era o que

 Restaram daquele meu grande amigo. 


Por dois dias não soube notícias, 

O silêncio dava-me esperança, 

Fazendo-me Ir, outro dia, 

Correndo para o hospital.


Subo na escadaria em busca dos 162.

Sua porta estando fechada olho pelas

 Venezianas, mas no vazio o encontro 

Dentro de minhas reminiscências

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Só você...

 Qui - 04.05.2000


Melhor do que o sexo,

É sermos.

… do que falar, 

É fazê-lo melhor ainda, sem cotidiano.


Só você 

É o ser-fê-lo, em perfeição,

No seu natural ensaio 

De um só corpo,


No fazer 

Do abstrato imaginável 

Concreto do nosso 

Côncavo-convexo.


Onde os amadamantes 

Não fazem nada

Por debaixo do pano 

E nada dizem do que fazer,


Apenas ousam

Nas mais loucas aventuras amorosas

De um dois em um,

Em seu descobrirem no outrem,


Na intimidade 

Dos seus ardentes abraços

Sem medo de ser uno,

Em seu cada momento.


Por isso, sê-la 

É ótimo,

Tê-la

Melhor ainda,


Sermos 

É um ser-tê-la

Perfeito do [m(eu)],

Chamado você.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Cidade morta

 Qua - 27.06.1979


Um dia eu e os meus 

Antepassados te fizemos  

Surgir do nada, dando-te 

Pouquinho de vida, foi quando 

Nos sentimos gente. 

Demos-te vidas exigidas pelos 

"Seus", que sempre te buscou 

Fazer objeto, em transformar 

Dos teus, meros instrumentos 

Sociais que tornou hereditário 

E até ar de tua vida.


No tempo, tu sempre nos 

Pediste mais, 

só que a maioria dos 5%, 

Além de exigir tudo, tiravam-nos 

Até o nada, fechando-nos, 

Mais ainda, no seu sócio anti

Comunitário, vendo em cada vintém, 

Fúteis seres racionais, coisa advinda de

 Ínfimos salafrários e caóticos indivíduos

 Que prefere o sócio-capital.


Tu continuas a mesma. 

Nem o tempo consegue 

Apagar coisa tão Baixa, 

Que faz teus 70% mulambos,

Ao longo da alternância dos 

Poderes de algumas clãs ou 

Apoiada por esses 

E/ou afugentado os teus filhos, 

Que constituem os 25%, 

Que te deixam, em busca de futuro

Pra depois te fazerem presentes.


Não te culpo, 

Pois não podes 

Te opor contra àqueles 

Que sempre te impõem. 

Pena que és sem recursos, 

Assim dizem os que te exploram, 

Falam que não te cuida, 

E que se fazem de um tudo 

Para permanecerem nadando

No teu nada, com seu velho

E eterno discurso.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vir tu de lado

 Sab- 20.03.2021 - 09 h 22 m


Quando o tempo vier e

Vir tu de lado,

Vestida de vaidade,

Proclamando mentira

Com suas roupas 

Fantasiosas

De verdade,


Ele ouvirá a verdade,

Que ver idade dele,

Dizendo:

Me tira, me tira

De lado a mentira,

Antes que ela contamine

As atitudes humanizadas,


Tornando-as um fardo, 

Sem farda,

No ornamento da vergonha,

Despindo- se da ética, e da moral,

Levando vantagem em tudo,

Lavando-se dos pés à cabeça

Nos jogos do ver ganha:


Antes que a luz do dia,

Se torne escuridão,

Nas mentes obscura;

E a imagem e semelhança

De Deus seja, tão somente,

Um barro de Adão, sem virtude,

Até no pensamento.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

AA letras Q falam

Qua - 28.08.2019 08 h 37 m

Q R S,
Q R L,
Q PQ L,
S Q T V,
Por V
o Q Q
V

e voC
OBCK do
OB
DC
A PL,
PD e
CD:

No R
DL
100
TV
A 2,
Nos 3
Q 100 T,

nS DGL
DZnfreado
InsisTnT,
GlanT
PsisTnT:
DC e se MnD Kra
pois Dus T V.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Talvez! Ainda

 Seg - 02.05.2022 - 13 h 32m

Verso inicial palavra(s) final(is)


Talvez! Eu sonhe os seus sonhos,

Sonhos também do meu sonho,

Sonho de nós quatro,

Quatro de nós um,

Um de nós quatro somente.


Somente sonho que sempre sonhei

Sonhei e nunca deixei de sonhar,

Sonhar de nós quatro real,

Real acordado vivido,

Vivido por nós quatro, eternamente.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Só com texto alisando

 Sex - 25.12.2020 - 23 h 52 m


Como

Vou ser,

Se você:

És, cré, vê, ria,

Se a pena ouvi,

Ou vi apenas

Isso que houve:


Sabe-se,

Lá, de que

Lar, saía.

Os lás, sem saia

Que no 

Porão,

Porão,


Na hora que

Como milho, como

Sabiá são, que sabia

O que eles são.

Por isso ora, enquanto

Ora vendo o campo

Que agora vendo,


Com venda na vista

Sem a venda à vista

Com a vista na casa 

E pé de maria, casa

Com os óculos, ver-me-lho

Vês-te indo de azul,

Com amar elo de vocês.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Meu cais

 Ter - 13.01.2026 - 08 h 13 m


Mais insaciável,

Agora atemporal,

Razão emocional,

Início infinito,

Abstrato concretizado.


Grude que me adesiva,

Orla do meu espaço,

Roma eterna voltando:

Em ensaios de amores:

Tu em mim permanecendo,

Eu em ti sempre estando.


Fases do meu luar,

Exterior do meu ser,

Laços que me amarras,

Interior da minha aparência 

Pessoa do meu impessoal,

Eu de todos os meus eus.


Repetição sem outra vez,

Atos das minhas peças,

Utopia das fantasias,

Letras que me escreves:

Inspiração, respiração,

Nos caos das ordens das

Ondas dos nossos cais. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Apenas um silêncio

 Seg - 13.11.2023 - 10 h 10 m

Cálice(s) da sensatez 


Um grito aflito, perdido, no infinito, é um   

        Murmuro ao vento, esquecido,     

            No tempo, nem eco se 

              Torna, nesse mundo 

         Surdo, se fazendo mudo, com 

              A sua resposta. É O 

      Silêncio apenas de sua indagação, 


Sem voz sem vez, de uma face, oculta,   

  Invisível na rua, sem mais sussurro, 

    Presa dentro dos muros dos seus 

        Medos, nos quintais alheios, 

   Nas noites vazias, das madrugadas         

         INSANAS de um INEXISTIR 

    Humano, sem RASTRO, sem ROSTO.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Passaporte

Seg - 22.12.2014

Um peso,
Duas medidas,
Por que
Tem que ser assim?
Até com os Humanos
Que se dizem
Cristãos.

Se:

No trânsito,
Quando motorista,
Faz do pedestre,
Atleta de pista,
Com aceleração,
Buzinas e xingamentos
Do ronco do seu ranço,

Sem falar do agito
Das poças d'água,
Banhando
Por quem
Ali passa,
Com a sujeira
De sua lama.

Quando patrão,
Explora o último
Ceitil do seu servo,
Sem instante
Nenhum de amigo,
E nem reclamação
Alguma do seu senhoril.

Quando juiz,
Busca direito
E não
Justiça,
Esquecendo
O Dura Lex
Sed Lex.

Quando religioso
Está sempre
Fazendo comércio
Tirando tudo do pouco
Dos que nada têm
Em nome
Do desamor:

Muitos 
Deles
Livres, leves, soltos,
Andando por todos os
Cantos, 
Agora 
Passando
O troca.