sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Halloweens

 Sex - 28.10.2022 - 07 h 17 m

Cálice(s) da sensatez 


Na Véspera de Todos os Santos, quem

     Sabe você não encontre a Deusa 

         Amante do seu amanhã! Ou a

             Fada errante do seu hoje,

           No dia das Bruxas! Ou a sua 

              Alma gêmea, nesse culto 

           Aos Mortos vividos de ontem!


Ou no Samhaim festivos de todos os   

   Celtas, você não se encante com 

        O feitiço no olhar dos meus 

            Halloweens! E entre na 

       Minha casa e dome seu medo,

            E vista meus fantasmas 

    Com a realidade de suas vestes…


Apagando a minha lanterna de 

   Abóbora, terminando o meu 

       Vagar com o céu de sua 

           Boca, no toc-toc das

       Portas, entre guloseimas 

           Outras para a gente

saborear ou travessura de criança…

sábado, 22 de outubro de 2022

Não te direi...

 Ter - 18.10.2022 - 06 h 26 m

Cálice(s) da sensatez 


Não te direi que em me acostumei

    Com a tua ausência, pois até

        Nela eu sinto, sempre, a 

            Tua suave presença

         No bora pai, constantes,

            Dos oi, de todos, os 

     Dias, sem distância importar. 


Mesmo tempo me tornando, tu

    Saudade me serás, até nos

         Meus instantes de ti,

            Nas MANHÃS dos 

      Meus hoje, no tic-tac de ontem 

            Também, marcado 

 Pelo tique-taque do teu AMANHÃ.

sábado, 15 de outubro de 2022

30 de setembro

Dom - 30.09.2018 - 06 h 17 m

Seria apenas um dia a mais,
Pra não nos perdermos no tempo
Dos seus onze outros meses,
Passando dos calendários 
Lunar, Solar, Lunar Solar,
Maia, até 21 de dezembro 2012,
Chegando ao  gregoriano.

Mas nele você veio:
Ferrada você nasceu
Cacimbas você viveu,
Se fazendo Válti, Sipedinha,
Raulino, Fri, Raimundinha...
Na cumplicidade de seu alpendre,
A sombrear de Tamarina, ainda,

Que levara a Benício Chagas,
A sonhos de Fortaleza, na
Casa de Maria e Tibúrcio até
Sua casa chegar,
Maírton se tornar,
Nos seus meninos três: 
Renan, Renê, Rafael.

Mas trinta não é sou seu,
É nosso por dois momentos:
Nele, você chorou,
Pela primeira vez
E nele eu e Gore , também
E  tão bem nos fizemos trinta,
Com o  sim civil do nosso amor.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Fogo

Qua - 14.11.2018 - 08 h 02 m

Acender a chama, apagar o fogo,
Me chama que eu vou, me propagar 
Com o seu calor: Chama que me 
Consume, sem me queimar.

Cinza do meu Fênix, brasa que me 
Abrasa, com suas fagulhas a me 
Abraçar, incendiando-me, 
Sem me chamuscar.

No só lua, Luasol, sou,
Na explosão desse seu amor,
No detonar de sua paixão:

Eis-me aqui, Senhora minha
No anoitecer, sem amanhecer,
Nas suas tardes de todos os meus dias.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Pequeninas mãos

 Qua - 12.10.2022 - 06 h 47 m

Cálice(s) da sensatez 


Pequeninas mãos, mãos pequeninas,

     O que seriam das nossas tardes

           Noites sem tuas manhãs, 

              Se só doze de outubro

         Tão somente tu nos fosses?

              Como seria nossa vida

        Sem o colorido dos teus dias?


Como ficariam os nossos DESERTOS,     

   Sem os teus oásis? Nossos braços, 

            Sem os teus abraços? Para 

              QUEM NÓS cantaríamos 

          As canções de ninar, SE, TU,

              Agora, não estivesses lá?        

        Responde-me, pequeninas mãos…

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Quantas?

 Sex - 30.04.2021 - 07 h 25 m

AdemirÁvel versejar


Quantas?

Gatas borralheiras,

Vivendo nas cozinhas 

Da vida, sem maquiagem,

A esperarem dos teus cabelos

Crescerem, e com as tuas tranças

Se jogarem das prisões de torre tua


Sem um pedaço, ao menos de umas 

Da maçã querendo morder em tuas

Noites de belas adormecidas, sem

Neves brancas, quando para

Vida se acordarem,

Sem principados

Precisarem,


Em

Teus castelos

Sem sapatos de

Cristal, quando tuas tranças

Soltarem, nos encontros de ti

Mesmas, sem o badalar da meia

Noite, sem o ratinho e a carruagem,


Onde só os teus sonhos te embalam,

Sem necessitarem de bruxa e fada,

Nas estórias, sem os contos,

Das tuas histórias com

Todos teus pontos,

Escritas por

Ti.


Quantas?

Alices vivendo,

Sem país maravilhoso,

Sem sapos para beijarem,

No território dos teus mapas,

Pintando o sete com as tuas artes,

Sem os sete anões para protegê-las,


Nos teus pântanos sem ter um shrek

Nas florestas cheias de lobos maus,

Sem caçador...dragão à vista,

Sem teu encanto perder,

Por donas serem,

Somente de

Ti.