sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sem senão

Ter - 25.09.2018 - 08 h 23 m

Porque não é você
Que tem que ser capricho
Do  sim! Sim!
De sua força bruta,
Sem o não! Não!
De sua
Sutileza.

Venha!
Não demore!
Faça se presente,
Com suas manhas
E venha ser manhã
Agora, em todos
Os nossos Amanhã.

Com sim!
Sim
De sua
LEVEZA,
Com não!
Não
de sua fortaleza.

Venha!
Pra que possamos
Andar lado a lado,
Sem SENHOR
De nosso
destino
Ser:

Com seus pés,
Sem nos ser pesadas,
Com suas mãos
Sem nos ser mãozadas,
Com seus abraços, sem
Nos ser braçadas, com seus
Sonhos, sem nos ser pesadelos.

Compartilhando
NOSSA LUTA,
sem nos fazer luto,
Por sermos 
LIVRES
e não brinquedos
do seu machismo.

Venha!
Vê se não demora,
A vida não tem hora
Pra se ir embora.
Deixe o seu senhoril,
E venha amar
Sua senhora.

Pois não permitirei
que suas agressões
Verbais, 
físicas 
se tornem,
aguardando medidas 
protetivas,

que só atrasadas 
chegam,
No agora Inês é 
morta,
RESGATADA 
POR 
MARIA DA PENHA.

Vai, seja prisão de sua violência
E não eu prisioneiro do seu medo,
Rompendo agora o meu silêncio,
Denunciando-o, sem demora,
REFAZENDO MINHA HISTÓRIA,
Nas estórias feminicidas
desses vis machistas.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Para sempre

Sab - 08.09.2018 - 14 h 57 m

De ti ficou,
Nesse momento,
O esqueleto
Da modernidade,
Sem tuas árvores
Que te
Sombreavam,

Sem portão,
Sem nada mais
Que te traga
À mente,
A não serem as
Lembranças das
Minhas saudades,

Que o
Modernismo,
Em vão,
Insiste
em
Te
Ocultar.

Mesmo, quando,
Tudo tiver acabado,
E só jovialidade Tu fores:
Vá ter, comigo, O meu olhar,
Se pedrinha tua houver ou não:
Eu voltarei a ti, Como se  tu,
ainda, lá Estivesses.

sábado, 22 de setembro de 2018

Canções de ninar

Sab - 07.10.2017 - 06 h 17 m

Ainda é tempo                           Sem
De aprendermos                     Medo
Canção de ninar,                          De
Filosofando o ser,                     Cara
Indelével,                                   Feia,
Ensinando-a,                                De
Em todos                          Escuridão
Lugares.                           Nenhuma.

Cantando-a                                Sem
Em um só voz,                        Fazer
Engrandecendo                   Careta,
Os filhos,                                   Sem
Enaltecendo                           Bicho
Os pais:                                 Papão,
Construindo                             Sem
A paz.                                    Babau.

No agora,                                Pois,
Em todos                          Canções
Momentos,                      De ninar
Todas                            É que nem
Às vezes,                               MÃE,
Sem tempo                      Embora
Perdido                             Muitas,
De instante                     Elas são
Algum.                             ÚNICA.

sábado, 15 de setembro de 2018

Estórias

Sex - 13.01.2012 - 7 h 14 m

Eu!                                                      Eu!

Humano,                                 Humano,
DESUMANO!                DESUMANO!
Fiz dos guetos,                      Varri você
Meus becos,                       Do meu ser,
Sem saída,                       Com os gritos
Tirando sua pele,       Do seu Silêncio,
Negando sua alma,             Com ais de
Nos porões                   Todos os jeitos,
De minha                        Nas ditaduras
Estória.                    De minha Estória.

Eu!                                                     Eu!                      
Humano,                             HUMANO,
DESUMANO!                     desumano!
Fiz               Em minha insana tirania,
Dos Campos                     Fiz Estórias,
Concentrações                HISTÓRIAS
Do nada,                          Desumanas,
De sua dor,              Que mancharam
Canções de                      E mancham
Amor,                    Nossa HISTÓRIA
Nas partituras                   HUMANA
De minha                    De cogumelos
Estória.                               atômicos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ter sido

Ter - 28.08.2018 - 06 h 02 m

Nas entrelinhas
Da vida,
Encontrei a ti,
Meu tecido,
A pele que
Meu ter
Veste.

No preto
E branco
Dos teus Coloridos,
A peça,
Sem retalho,
As vestes que meu
Ser despe.

Nas minissaias
Dos nossos roupões,
Sem saia justa,
No atelier de suas grifes
Com suas altas costuras:
O modismo do teu
Closet:

O meu corpo:
Que me dispo
E me visto,
Em tuas camadas
Três,
Por eu, em ti,
Ter sido.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Só tu fazes?

Dom - 26.08.2018 - 04 h 19 m

Na sega que cega,
Dos seus pratos Baratianos,
No amanhecer de direitos,
Sem anoitecer de justiça,
Te fazes instâncias, nas
Primaveras de tuas pragas,
Sem Egito.

Na venda à venda,
Do dura lex sed lex
No latim, sem português,
Com seus pratos a limpo,
Sem lavarem as mãos,
Os Pilatos  vão te curtindo
Como seus baratos mais caros.

Sem se ver incompetente,
Vai conjugando todos os verbos,
Exceto  verbo julgar 
Do Dura lex, sed lex,
Do seu preferido inseto,
Sem levar suas mãos
Aos chinelos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Equilíbrio

Sex - 08.06.2018 - 22 h 57 m

Deitado no descanso
Da sombra do  seu trabalho,
Está o ontem, sem futuro,
Preso no seu presente,

Sob o olhar do hoje,
Que apressado passa, sem agora,
Pra prisioneiro do amanhã ser.

Àquele, pelo menos, descansa,
Esperando pela pressa,
Que até o momento,
Não lhe serviu de nada.

Já, esse, cansado, anda,
Freneticamente, anda,
Em busca do seu futuro,
Que logo lhe fará passado,
No repouso de sua pressa,
Que nada mais lhe servirá.