quarta-feira, 28 de setembro de 2022

MáRio Lago

 Qua - 25.05.2022 - 17 52 m

Muito além de cada olhar


Um homem.

Dois nomes. Três 

Águas: MAR de poeta, Rio

De escritor. LAGO de 

Autor

 

E ator:

Fez o teatro 

Rir. Fez a novela chorar 

Fez o Brasil amá-

Lo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Igualdade

Sab - 27.10.2018 - 06 h 23 m

Noventa, noventa e cinco
São iguais a
Sessenta e um, cinquenta e sete,
Tais quais são
Quinze, vinte e dois,
Em relação a doze, treze,
Nos contando tempo.

Matematicamente, impossível,
Humanamente, possível,
Fora de qualquer parábola,
Nos foros convergentes humanísticos,
Sem axiomas descritos,
Nos teoremas de nossos poemas
De amor imprescritível.

Um conjunto vazio
No produto cartesiano;
Que eu e tu, em conjunto,
O tornamos unitário,
No côncavo, convexo
Da vida,
Sem figuras geométricas.

No compasso musical,
Sem se geometrizar,
Sem transferir dor,
Em meio a reticências,
Sem pontos finais,
Nas retas infinitas
De Naimir.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

síntaxe humana

Sab-09.09.2006

Na sintaxe humana,
Morfologicamente somos:
José, Maria, Tiago, Mateus...
Alguém, ninguém, este, isto...
Beleza, dinheiro, poder...
Deus, mundo, Gérmen, pó, Céu, inferno,
Desprezando os comuns,
Na busca insana do abstrato,
Só para nos fazermos próprios,
No concreto de nós mesmos.    

Na sintaxe humana,
Na glória e fama,
Há Sujeito:
Repleto de predicado verbal,
Com muito predicativo do sujeito,
Cheios de objetos diretos e indiretos,
Cercados de adjuntos e complementos 
Nominais, reverenciando VOCÊ, 
Construtor de sua história,
Em forma de EU.

Na sintaxe humana,
Na inglória e na desonra,
O eu se faz me e/ou mim,
Nas orações sem sujeito,
Das subordinadas da vida,
Tornando-se passivo,
Dos Sujeitos indeterminados,
Sendo partículas expletivas,
Nas histórias dos outros.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Quatro estações

Sab - 30.09.2017 - 13 h 18 m

Que as manhãs,          Te fazendo
De setembro                        Rosa,
Te sejam cheias                Bulgari
de primaveras,                    E flor,

Em todos                     Com Beija
Os teus                               Flores,
Outonos                         Inalando
Existências,                 Teu amor,

No verão                             Com
De                               Bem-te-vi
Tuas                           Te dizendo
Noites,                        Vem-vem,

Nos invernos                       Com
Dos                                       Vivi,
Teus                     Nas Palmeiras
Dias.                    Dos teus oásis.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Antítese

Sab - 06.10.2018 - 16 h 15 m

Fechado em mim,
Abri-me em você,
Perdido a achei
Encontrada em mim,
Na ausência de sua presença
No pare e siga de nós dois,
No entra e sai de nossas portas,

Nas chegadas e idas
Dos silêncios dos nossos barulhos,
No caos de nossas ordens,
Nas dúvidas de nossas certezas,
Das nossas retas e curvas,
Que enche todo vazio
Das ruas que se fazem becos.

Nos fomos e somos 
Dos sem e com, 
Do não e sim, do tudo e nada
Dos sonhos, sem pesadelos,
Das soluções, sem problemas,
Dos navios sem cais
Das nossas partidas inteiras.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Últimos voos

 Sab - 27.08 2022 - 10 h 12 m

Cálice(s) da sensatez


Desprendendo dos seus galhos amigos,

   Nos seus últimos voos, em busca de

          Guaridas, sem a brisa, a sua 

            Árvore fertilizam, tocando 

        Suavemente o solo, dantes por

             Elas um dia sombreadas,

       Silenciosas, se tornando húmus.


Sem queixumes de suas missões

  Cumpridas, sendo seiva da sua

        Árvore amiga, vai também

              Sendo sombras de 

       Outros lugares, se o vento,

              Com suas carícias,

         Assim quiser que sejam.