quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Um sinal

 Dom - 13.12.2020 - 11 h 10 m


No final,

Um sinal,

Afinal.

Que tal:

Será do mal?

Será fatal?

Será igual?


Mas se for:


Apenas natal

Nos fazendo cordial,

Sem cerimonial,

Tornando todo vital,

Sem maioral,

Sendo sentimental,

E mental.


Não este natal

Anual,

Animal,

Dual,

Atual,

Mortal,

Inexistencial.


Mas:


O natal

Com os esquecidos:

Discretos, Secretos,

Nas lapinhas da vida,

Com o presépio de Jesus,

Presente nas árvores

De todos.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Reluz

 Seg - 11.04.2022 - 08 h 52 m

Verso inicial palavra(s) final(is)


A luz que em ti reluz,

Reluz o brilho do teu olhar,

Olhar que em ti há,

Há e sempre haverá nas páginas,

Nas páginas pelo tempo rabiscado,

Rabiscado por teu olhar,

Olhar que nunca hei de esquecer.


Esquecer esse teu olhar,

Olhar que me faz ver,

Ver sem não mais enxergar,

Enxergar a lua cheia,

Cheia de brilho ofuscada,

Ofuscada por densa nuvem intensa,

Intensa, aguardando o teu olhar.


Olhar teu que me faz vislumbrar,

Vislumbrar o que há detrás do céu

Céu do teu universo,

Universo da tua Láctea,

Láctea que me faz constelação,

Constelação desse teu olhar.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Sussurros dos versos

 Seg - 03.01.2022 - 07 h 57 m


Aqui, o silêncio capta 

Os sussurros dos versos,

Assoprados pelas carícias dos ventos, 

Estrofes escritas pelo sol, 

As melodias da sua complexa

Intimidade com a lua, 

Em plena a luz do dia,


Levando consigo as cumplicidades

Interestelares dia dos seus céus:

Tendo o mar como seus deleites 

Espumantes; os rios, seus banhos 

De água de cheiro delirante; 

Seus picos, repousantes de amados, 

Após intensas amantes ondas ofegantes,


Iluminados pelos cortantes raios,

Na musicalidade tocado dos seus trovões,

Enamorados por suas montanhas,

No templo, sem tempo,

Agora só deles dois,

Conversando com versos seus, 

Nas Ilhas dos seus oceanos,


Os amores dos erros seus, 

Que não são teus e nem meus, 

Mas apenas é Romeu, 

Já dizia Julieta,

Lá, no seu arquipélago, sem istmos,

Descritos por seus vulcões,

Em tsunamis de amores,


Por poetas da vida serem,

Olho do mundo verem,

Em poesia transformando 

O agora,

Sem amanhã esperar:

Esperando o melhor 

Acontecer:


Em livros, livre também se fazendo,

Com seus sonhos de eterno menino,

Reescrevendo história,

Inserindo-a, sem destino,

Transformando beco, sem saída,

O novo caminho a descobrir,

Rabiscando e se reinventando sempre.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Eu serei...

 Ter - 30.05.2023 - 11 h 25 m


Eu serei, se você vier comigo,

O verbo amar, também do seu domingo,

Nos dias de brancuras,

Em todas ruas de suas aventuras…


Nas ondas inebriantes

Dos seus mares flutuantes,

Nas espumas de amantes,

Que nem amados errantes…


Nos caminhos sem volta,

Sem revolta:

Só você envolta…


Se você vier comigo,

Seus braços serão meu abrigo,

Meu amor nunca será antigo.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Aguardando papai noel

Ter - 05.12.2023 - 14 h 55 m



A magia do natal

Tem seu lado desigual:

Presente debaixo da cama;

Papelão pra se deitar.



Bom velhinho tirando foto 

Felizes rindo Ho Ho Ho!

Criança sem abraço,

Neste mundo de horror.



Noite feliz, até no natal,

Isso também não é nada mal,

Por que não estender para as ruas?

Que todos os dias de alimento estão nuas…



Um trenó…

Nove renas... Papai Noel.

Em sua memória fixado 

Pelo papelão do nosso papel.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Na tal

 Qua - 24.12.2020 - 10 h 11 m


Na tal da minha 

Vida

Sempre acharei 

Você, mesmo entre escombros,

Na 

Manjedoura da 

fé, esquecida,


que em cada lugar 

estiver,

Junto as pedras 

angulares, que

OS CONSTRUTORES 

DO MUNDO 

REJEITAM:


vestindo sua nudez de

farrapos, 

Se despindo de 

presépio, 

Na lapinha 

Que é só 

Tua,


Adorando-o

Sem ser magos,

Vindo feitos Herodes,

Orando que nem Caifás

Com as mãos lavadas de Pilatos,

Gritando com as outras pedras,

Tal como com você ainda faz:


Rejeitam-nas! Rejeitam-nas.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Se, somente se

 Sex -14.05.2021 - 07 h 33 m

AdemirÁvel versejar 


Se

O café

Não se afastasse,

Os milagres não havia,

Pessoas com fome se iam,

No seu deserto da vida perdida,

Sem o peixe e o pão multiplicados,


Deficiente visual luz dia dia não veria

Água em vinho não se transformaria,

4 amigos paralítico não levariam

Mão mirrada ficaria seca,

Se não separasse

Ca da

Fé.


Se

Erro meu

Fosse mais um

Ensaio para o perdão,

O mundo teria menos espinhos,

As rosas sem seu protetor ficaria

E Julieta sem o seu Romeu viveria


Entre os tantos e outros amores de

Muitos, vividos entre amados e/ou

Amantes, nas suas roseiras sem

Os seus espinhos existirem,

Se ensaio apenas

Fosse erro

Meu.


Se

O quito

Fosse somente verbo

Muitas seriam as dívidas

Então pagas, com o capital 

De uns Poucos, ainda assim, nas

Retas sem curva, no topo a tocarem,


Com o Equador, sem a sua capital

Ficar, apesar de também ser uma

Linha imaginária, entre o globo,

Sem muita graça ficaria,

Se Quito fosse,

Somente, um

Verbo.


Se

Já nunca

Se juntasse um

Dia, nada seria perfeito,

Em tudo haveria só defeito,

Pelos atos sem pensar a fazer,

No tempo dos donos de todo-tudo.


Todavia se ao já também se uniu

No querer fazer desejo do Pai,

No seja feita sua vontade

Que Jesus, Maria, José

Homens e mulheres 

Tornaram-se

Amém.


Se

Uns termos

Fossem só com

Fala, todas as fotos

Nos seriam ébrias, e em

Todos o cê veja teria álcool,

Com ser veja na garrafa, sem ser.


Mas, como cerveja de beber é junta,

Com choro, sem carinho de bebês,

É melhor manter garrafas cheias

Com seu é brio

Que ser ébrio

De Uma

Delas.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Vim-te ser

 Dom - 14.11.2021 - 07 h 06 m

Muito além de cada olhar


Vim-te

Ser, quando o

Toque toque do teu coração,

Eu ouvi pela primeira 

Vez.


Vim-te

Ser, quando os 

Teus cachos sóis dourados fizeram

Me, emoldurando-me de

Ti


Vim-te

Ser, agora, pela

Saudade que sempre te faz

Presente, me tornando teu

Ente.


Vim-te 

Ser, por ti,

Que o por mim o

Teu te me faz

Ser...

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Ao nível do mar

Qua - 13.05.2020 - 17 h 37 m

Pedra! Pedra! Pedra!
Quem te ver, assim,
Desolada e nua,
Não imagina
Que foste, um monte,
Ou uma montanha
Um dia, tocando a lua.

Que ao longo da
Tua existência,
Quiseram
A chuva,
O vento
E o mar,
Te esculpir.

Mas, mesma assim,
Contínuas quente e fria,
Acariciadas Pelas brisas,
Tocadas pelas chuvas
E pelas inebriantes
Espumas dos teus
Mares,

Te tornando, solo,
Assento da história
Do teu tempo,
Olhando, agora,
Tudo ao nível
Do
Mar.

Na cumplicidade
Do teu
Luar,
Sem
Nunca
Solitária
Estar.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Amantes

Dom - 26.05.2019 - 14 h 18 m

Tua pele
A me aquecer,
Com o calor
Do teu amor,
Em desejos
De
Afrodite,

Sem pudor
De
Eros,
Na nudez
De nossas
Vestes,
Somente,

Nas volúpias ardentes
Dos desejos incontidos,
Nos fazem lembrar
O quanto somos contidos:
De amores de Contigo,
Comigo, assim, nas razões
Insanas dos apaixonantes.

domingo, 12 de novembro de 2023

Sem nada ores

Sab - 02.02.2019 - 18 h 07 m

Que pais é esse que transforma
Oitenta e um em oitenta e dois
Em nome da moralidade
Inexistente, invocando
Voto secreto modernidade,
Rasgando cédulas, sem envelopes,
Triturando as outras mais?

Transformando eleição, num
Jogo de empurrões monocráticos,
Em meio as duas  votações,
Pondo a câmara alta,
Na cama de gato, com
Latidos de cães raivosos
Dos seus ratos,

Cobrando do povo
O que  vocês não são,
Pedindo dele o que
Vocês não têm: A eloquência
Rouca de uma multidão
Sem voz, nos seus discursos
Murmurados ao vento.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Chã amado

Dom -:15.06.2012 - 06 h

Se cá fé 
Não tivermos,
E se em pão 
Não nos transformarmos, 
Que maná seremos? 
Seremos quaisquer maná,
Menos o decido do céu.

Se em imagem não 
Nos fizermos
E em semelhança de 
Deus 
Não nos apresentarmos,
Em que espelho 
Nos veremos?

Nos veremos 
em quaisquer espelhos,
Menos no espelho de 
Deus 
Refletido em 
Cada 
Irmão.

Se o nosso corpo, 
Sendo templo vivo 
Do Espírito Santo, 
Vive usando look
Do tempo! 
Que nudez 
Vestiremos?

Nos Vestiremos de todas 
E de quaisquer outras,
Se fantasiando de adão e eva,
Com pele de Caim, sem Abel,
Só pra culpar a serpente,
Na nudez obscura de nossas 
Mentes:

Sem maná,
Sem imagem,
Com corpos sem R também,
Na penumbra narcisista,
De nossa turva Visão
Mundista inexistencial,
Sem maçã.

sábado, 28 de outubro de 2023

Que mãos são essas?

 Ter - 26.09.2023 - 09 h 44 m


Que mãos são essas? Sempre escondidas

Em pares de luvas,

Hoje sua pele, pela vida esquecida,

Sempre fugindo das chuvas,


Negando carícias aos ventos,

Afagos e sentimentos,

Sem momentos de carinho,

Ao longo do seu caminho.


De ninfa, de fada não são,

Talvez! Sejam de vidente

Presa ao seu destino errante,


Renegando às suas mãos

A chama ardente da paixão,

Acesa no seu coração.

domingo, 22 de outubro de 2023

Nossa Canção de ninar

 Seg - 16.10.223 - 09 h 36 m


Tempo repentino. 

Repentino tempo:

Idade somente te fazendo 

No teu Tic-tac, sem corda,

Tentando tornar adulto,

A nossa Canção de ninar. 


Essa missão, com certeza,


Tu, tempo, não consegues, por

Racional relógio mundano, com  

Êxodo de intervalo temporal emocional 

Seres, te curvando à magia da vida…


Aos amores eternos vividos

No teu adulto passado,

O menino do nosso presente:

Sendo, agora, também, teu hoje.

domingo, 15 de outubro de 2023

Eternizando letras

Sab - 31.03.2018 - 09 h 50 m

Livro!                                                 Livro,
Começo,                           Livre de folhas,
Sem fim,                                   Sem tintas,
De um sábio,                         Manuscritos 
Na intelectualidade      E agora escritos,
De sua simplicidade,                  Ora feito 
No repousar                                 Leituras
De óculos.                                 Indeléveis,

Onde o mundo                    Nos fazendo
O faz                                        Narradores
Poeta,                                             De suas
Escritor,                                        Estórias
Historiador,                                              E
Contador                                     Histórias
De suas verdades,                      Infinitas,

Livre, feito: Livro,                              Que
Transformando                                       O
Sua imaginação,                        Pensador
Em letras,                                                  O
Palavras,                                 Transforma
Frases,                                                     Em
Textos,                                            Escritas,

Rabiscos culturais,                             Nos
Fotografias,                               Contextos
Desenhos,                              De cada um,
No clicar                                       Quando,
Ou folhear                                       Ainda,
De páginas                                        Era só
Intermináveis:                               Verbal!

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Respirando-te

Qui - 03.09.2020 - 06 h 54 m

No dia, 
Que meu suspiro
Deixar de existir,
Quero o teu ser,
Também, aqui,
Não! Para eu me
Despedir de ti,

Mas, para que
Ele possa Suspirar,
No teu suspiro,
A dor da ausência,
Enquanto a leveza
Do nosso amor 
Nos fizer existir:

Sem lembranças,
Sem saudades,
Sem passado,
Sem futuro,
Enquanto presente
Formos de nós dois,
Somente.

E quando não mais
Oxigenares do meu
Suspiro,
Esse dia,
Eu deixei de existir,
Esse dia,
Eu me despedi de ti.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Moedas vazias

 Dom - 13.02.2022 - 16 h 44 m

Muito além de cada olhar


Na magia

Da vida, na

Alegria do dia, no prenúncio

Da tarde, no mistério

Noturno,


Na agonia

Das madrugadas frias,

Esperando aurora chegar: Um corpo

Esquecido, lembrado pelo seu

Olhar,


Sem mais

Luar para o 

Pratear, sem mais ninguém para 

Tilintar as suas moedas

Vazias.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Pense nisso

Sab 26.10.2019 - 09 h 24 m

O presente
É uma serpente,
Que  usa o ser e o pente,
Destilando seu veneno,
Com suas sorrateiras
Presas, sempre sorridentes,
Nas pressas de cada um,

Nas camas de gatos,
Deitados de cães,
Roídas de ratos,
Com ruídos de
Bichos,
Que  nem selvagens,
Em histeria humana.

Mas, mesmo assim, vão,
Vestidos de gente,
Feito serpente,
Buscando outros
Adãos 
E Evas,

Cerrando-lhes
O paraíso,
Despindo sua nudez,
Cuspindo sua Maçã
Jogando neles
A sua primeira
E última pedras.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Dez tinos

 Seg - 14.09.2020 - 12 h 08 m


Açoitado

Pelo vento

Acuado

Pelo tempo,

Acoitado

Pelo 

Destino,


Peregrino, Vai:

Jogado,

Sem rumo

Sem prumo,

Igual à estação,

Na mão do seu

Senhoril,


Que nem Menino:

Sem birra,

Feito ser,

Sem tino,

Em jogo

De azar,

Buscando a sorte.


Desdenhando

A vida,

Ocupando

Espaço,

No território demarcado

Na multidão perdida

De mais um,


Que nem a

Hiena Hardy,

Amiga do rei

Da selva Lippy,

Com suas lamúrias

Constantes

Infinitas de :


Oh vida! Oh céus!

Isso não vai dar certo!

Criando problemas,

Sem solução,

Que nem Smith

Perdido no espaço,

De suas emoções.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Filhos

Qui - 12.10.2017 -  08 h 27 m

Filhos!                       No álbum
Um bom                                De 
Lugar                                Deus,

Pra                       Fotografado
Nos                                    Pelo
Encontramos:                  Pai,

Na                            Revelado
Criança                            Pela
Que somos,                    Mãe,

Nos                                     No
Adultos,                       Poster
Sempre                              De 
Meninos,                     Todos.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Mais que um copo

Ter - 24.12.2019 - 11 h 32 m

O copo
Eu 
Bebo;
Com R
Ao meio,
Eu 
Toco.

Com U
No fim,
Sílaba
Voltando,
Tudo 
Fica
Diminuto.

Colocando
A vírgula
No C,
Juntos
Aquecemos
Nossos
Seres.

Porém
Um
Copo
É pouco
Se o corpo
Tive no poço,
Sozinho.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Agore

Sab - 16.03.2019 - 04 h 43 m

Pra que
O amanhã?
Se
Contigo
Eu
Tenho
Passado

Pra que
O ontem?
Se o
Meu
Futuro
É presente
De ti.

Pra que
O hoje?
Se o
Meu
Tempo
É o agora
Contigo.

Pra que
Os pra quês?
Se o agora
Só me é,
De agore,
Em
Mim.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Furta-cor

Seg - 21.01.2019 - 22 h 36 m

Um motor horista
No bolso nada.
Mexem eles
E a bolsa nada
Nada! Nada que
Lembre você
Na lista,

De suas alianças
Tríplices,
Bravejando
Honestidade,
Em suas redes,
Nos pesadelos
Do seus travesseiros.

No azul
Masculinizado,
No roso
Feminizado,
Do amarelo
Esverdeado,
Com suas cores, apenas,

Ao som dos seus Vaivém,
Dos seus voltares
Sem ter ido, acima
De tudo e de todos
Voltando ao mesmo lugar,
Andando, em círculo,
Sem contraditórios alheios.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Despedida

Sex - 27.07.2018 - 13 h 09 m

Que ida foi aquela?
Que não voltaste mais.
Que ida, meu amor,
Deixando tudo pra trás,
Que  ida inteira partida
Dilacerando minh'alma, corpo
E espírito meus.

Que ida foi aquela?
Que não esqueci jamais.
Que ida, vida minha,
Negando meu ser,
Que ida partida inteira,
Sentida por mim,
Sem ti, senti

Que ida foi aquela?
Que não nos vimos mais,
Que ida querida,
Abrindo a cicatriz
Das minhas saudades
Rasgando meu âmago,
Com essa dor doida doída

Deus! Deus meu!
O que fazer desse
Meu tempo, sem ti!
Senão te querer mais!
E nos fazermos
Um, nesse encontro,
Sem despedida,

Anoitecendo
Meu amanhecer,
Esquecendo,
minhas ensolaradas tardes,
Nos pesadelos,
Sem mais sonhos,
Que me faz, agora, te seguir.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Melodia em quatro notas

Seg - 03.12.2018 - 07 h 07 m

Meninos e menina
Da minha infância,
Enfeitando a
Minha juventude,
Guardados com
Muito carinho,
Fazendo parte,

Até hoje,
Da adolescência
Vivida, na 61,
De sua murada
Frontal, de 1 m e 20 cm
Talvez, sem prender
Nossas travessuras.

A menina do quarteto em lá,
Era o carinho de todos,
Em sua fofura medidas
De gentileza e amor,
Graciosidade que o
Tempo não a tirou: A
Mesma menina  de ontem.

Já os três, que diga
Eu e os outros: Enredos
De vizinhos se fizeram,
Na contígua casa ao lado
E/ou no casarão dos meus
Pais, havendo muitos Carinhos,
Sem lhes faltarem seus carões,

Na construção dos seus
Enredos, reclamantes,
Vivenciados por mim
O seu irmão, mais velho,
Nos momentos do
Meu tempo, sem idade,
Desse grupo em si, em mi(m).

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Tudo de novo

Dom - 01.09.2019 - 18 h 26 m

Todas às vezes
Que a casa eu retorno,
Tenho a certeza de
Nos encontramos,
Mas no teu quarto
Eu só vejo
Saudades tuas, 
Em minhas lembranças.

Ao invés
De um quarto vazio,
São agora três,
Transportando-me a
1999, o primeiro momento
Que eu fiquei SEM MIM,
Nesta Fortaleza inexistente.

Depois, veio o 09 DE 
AGOSTO DE 2014
Quando nós três
Ficamos sem ti,
Na espera ansiosa
De junho
De 2016.

Com pouco tempo
De nós três,
Com finais de semanas
De nós quatro,
Chega o instante dos SONHOS
De Naimego: 03.09.2016,
Transformando-nos em saudades,
Ficando seu quarto, sem ela.

Agora vem Primeiro de
Setembro de 2019,
Dando asas aos teus ideais 
E nós, Ademado, 
saudosos de ti,
Esperando tua chegada,
Voamos junto contigo.

Novamente, o tempo 
Nos faz um,
Em quatro
Separados,
Nos tornando
Momentos casuais,
Desta saudade voraz,

Permanecendo
A casa que
Eu amo tanto,
Sem encantos
Até os próximos
Encontros
De nós quatro.

Saudade!
Saudade!
Saudade!
Saudade!
É o que seremos,
Até sermos
Um de novo.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Vem, tu!

 Dom - 05.12.2021 - 06 h 50 m

Muito além de cada olhar


Vem tu,

Vento, sacudindo o

Tem pó do tempo, varrendo 

Universo, que uni… ver..

Só…


...Poesias das

Tuas poeiras que

Eu escrevo, nas páginas atemporais

Tuas, rabiscos dos teus

Sussurros,


Que o

Tem pó meu,

Agora, marcadores poéticos, nas

Partituras tuas, versos me

São.

domingo, 13 de agosto de 2023

Sem amos

Qui - 28.03.2019 - 08 h 40 m

Rua
Lua
Tua
Minha:
Suaeu
Sua
Você,

Nos
Sóis
Do
Nosso
Amor:
Sem lençóis,
Somosnos.

sábado, 12 de agosto de 2023

Seu lugar

Sex -  30.11.2018 - 07 h 37 m

Sim, senhor!
Não, senhor!
Que  mal há nisso?
Depende da ordem
Dita, contextualizada,
Se bendita, sim senhor,
Se maldita, não senhor.

Para não se tornar tapete,
Nem muito menos capachos,
Das ordens bem ditas e/ou
Mal ditas, sem sair do lugar,
Ingerindo-as, sem as questionar,
Para manter, às vezes, uma
Aparente desordem,

No caos do progresso,
Sem regresso,
Por ganharem ingressos,
Sem importarem com
As peças dos vitupérios
Da vida, no seu palco, sem
theatro, com aplausos seus.

Assim é, foi e será, quando se
Imponhe nova ordem no mundo,
Gerando Sacrifício humano,
Carnificina desumana, que a
História até hoje testemunha
Na escalada descalabro do poder,
Sem pudor, desses vorazes tirânicos.

domingo, 6 de agosto de 2023

PreSente

Qui - 07.09.2017 - 09 h 15 m

O presente é dádiva,
Em que o ente se sente,
No pré e no depois, sempre.
Até que o passado,
Passa assado,
Sendo tu Ado ou não,
Transformando tu e os outros,
No futuro do pó,
Se disso não passares.

Mesmo assim!
Continuas na exaltação,
Sem te preocupares
Com tua última exalação,
Quando os vermes
Te fizerem companhia.

Só por que
Embaralhaste
O teu presente,
Te fazendo amante
Do teu ENTE  nacisista,
Te tornando PreAuSente,
Sendo poeira,
simplesmente.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Quanto tempo

Ter - 03.05.2022 -16 h 00 m

Cálice(s) da sensatez 


QUANTO TEMPO ESQUECIDO nas 

     Janelas da vida…QUANTO 

           TEMPO VIVIDO nas 

                     PORTAS 

              Fechadas do seu ser

                     Quantos 

     Sóis cobertos por suas Nuvens.


  QUANTAS ESTRELAS SEM BRILHOS,     

       No seu olhar …QUANTO TEMPO 

                Perdido no SEU CÉU,

                      Querendo ME

                  ENCONTRAR. Para

                      QUÊ? SE EU

             Agora já não existo mais.

sábado, 22 de julho de 2023

Manhã

Ter - 06.10.2018 - 12 h 16 m

Oitenta e nove!
Tu és o noventa
Do nosso dois mil
E dezoito, que apesar de
Muito tempo, tu és o
Mesmo Noventa do
Nosso setenta e nove.

Parece maluquice,
Ou até criancice,
Ou quem sabe meninice,
Ou talvez uma tolice,
Ou uma esquisitice,
Mas eu não vi meu
Filho Crescendo.

Eu chego à velhice
Sem te ver Crescer.
Não que eu tenha
Sido pai ausente.
E se ainda o fosse,
Não te veria
Crescido.

Por mais que  a tarde
E a noite te quiserem
Fazer Amanhã, com os
Teus ontem e hoje,
Tu me serás Sempre manhã:
Por mais que os outros
Assim não te vejam:

Filho amado querido meu.

sábado, 15 de julho de 2023

A natureza falará por mim

Qui - 29.11.2018  - 06 h 53 m 

Quando eu partir,
Derramarei todas as
Lágrimas que ainda
Estavam contidas, em
Mim, lágrimas que
Eu guardei para
Ti, ao partir.

Quando eu me
For, tocarei cada
Rosto, com todo
Gosto do primeiro
Encontro, como se
Último, esse não
Fosse, sem medir
Nenhum esforço meu.

Nessa caminhada única, entre
Luz, silêncio, sem lenço,
com sonoridade, para não
Deixar saudade de mim,
Não que eu  tenha
Sido bom ou ruim,
Mas que  seja assim:

Um dia de muita chuva,
Com raios iluminando a terra,
Aos sons orquestrados dos trovões,
Com suaves ventos ao longo
De minha ida, esfriando mais,
Ainda, minha câmara ardente,
Só para aquecer meu corpo sorridente.

Como não posso falar de mim,
Aos meus outros na minha despedida,
Falo agora, estando, ainda, com todos
Para  que sorriem,  por estes breves
Encontros dos até logo, feitos desses
Momentos mágicos chamados VIDA.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Argamassa

Ter - 25.09.2018 - 06 h 51 m

Com a manga
Que me insultam
Eu me alimento,
Visto tuas roupas
E clareio
Tua
Vida.

Com a ata
Dos teus nós
Eu me desato,
Me amarrando em nós,
Anotando tudo
Pra não esquecer
De nada.

Com a pena
Sem dó de ti,
Tornamos asas
E juntos voamos,
Escrevendo histórias
Sem duras penas,
Que valerão apenas.

Com a massa
Me construo
E também me alimento,
Mas quando eu ponho
A mão na massa,
Eu me ligo a ti, minha maçã,
E vejo quanto a vida é massa.

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Mito...

Sex - 27.04.2018 - 08 h 09 m

Herói
Preso!
É
mito!
Morto!
É
Mártir!

Solto!
Pode
se
Acorrentar
Com
seus
Mintos.

Só o Tempo
Nos mostrará
Se suas
Páginas
foram
Estórias  e/
Ou Historia.

Pois entre
O minto e/
Ou mito,
Haverá
Um vilão e/
Ou herói,
A se revelarem,

Quando
A historia
Mostrar
Seu
Veredito.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Entranhas

Qua - 07.11.2018 - 08 h 38 m

Ser estranho,
Estranho ser,
Convivem
No mesmo
Ninho
E não conhece
Você.

Mesma, assim, vai
Impessoalizando
Sua personalidade,
No seu Tempo,
sendo
Idade
Sua

Estranha
Intrusa,
Entranha,
Seu,
Sua
Entranha,
São,

Em ninhos aquecidos,
Esquecidos estão:
Só sussurros seus são,
Na estranheza
Deste
Seu
amor.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Presente inesquecível

 Qua - 21.06.2023 - 10 h 12 m

AdemirÁvel versejar


Há 

Momentos, que 

SAUDADE é TUDO 

Que temos, depois do 

Inesquecível presente de ti, na

Retina do teu último olhar, guardado,

COM CARINHO, POR CADA UM DOS TEUS,


Na emoção das tuas lágrimas ora incontidas

No TEMPO agora PASSADO, sem o

HOJE físico de TI, continuamente 

Tocada por nossas lembranças

Indeléveis por estares

TU, SEMPRE, 

Conosco.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

O tempo e o vento

 Qua - 30.12.2020 - 20 h 45 m


Enquanto o tempo

Olhava o vento,

Sozinho,

Movendo o balanço,

Sem ninguém sentado

Nele,

Silencioso e frio.


Começou a 

Instigá-lo:

Como sentiriam, agora,

Os morros dos 

Teus ventos uivantes,

Se te vissem, parado e triste?


Eles ficariam 

Silenciosos e tristonhos,

Mais ainda,

Se olhassem

Pelos teus portais o que

Juntos tantas vezes

Testemunhamos,


Neste parque

Chamado saudade,

Quando eu era, apenas,

Brisa, a tocar de rostos

Paternos e dos demais

A balançar de seus

Filhos, netos e doutros mais,


Nesse florindo jardim

Da vida, felizes,

Sem você se contar,

Comigo permanecendo estáticos,

Olhando os seus sorrisos,

Mesmo sabendo

Que um dia passariam.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

04 de junho

 Sab - 10.06.2023 - 19 h 38 m

AdemirÁvel versejar


Azul

Estava o

Céu, entre o

Suave sol e verdes

Das árvores, inertes, em ventos 

Parados, cheio de saudade tua, como

Se lá, também, estivessem ficados sem ti.


Envoltos naquele manto, não te deixamos a

Sós, quando voltamos, pois a natureza

Em prece, humanizada, te elevava, 

Neste quatro de junho,

Para ser eternizada,

Agora, por 

Deus, 

terça-feira, 13 de junho de 2023

Desertos de mim

Qui - 28.04.2022 - 21 h 29 m

Cálice(s) da sensatez 


Vem tu, vento! SOPRA, só pra mim, as    

       TEMPESTADES das carícias

          Vulcânicas, e as BRISAS 

              Dos carinhos suaves

             DO MEU AMOR. VEM,

               Não te demores. Traz 

   Nos teus redemoinhos e vendavais


Pelo menos o cheiro da minha amada, 

    Mas não me deixes aqui sem ela

        Sem seu ar a me tocar, não 

                     Há ar em mim.

            Sou-me tão somente áridos 

                      Desertos, sem 

            O seu oásis a me encontrar.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Noites...

 Seg - 04.04.2022 - 15 h 25 

Verso inicial palavra(s) final(is)


Noites, infindáveis noites!

Noites! sem mais manhãs!

Manhãs! Que não virão no amanhã.

Amanhã, que o ontem fez passado.


Passado que o hoje ainda esperava,

Esperava feito brincar de criança,

Criança que o futuro não quis …

Não quis vê-la adulto.


Adulto que a presenteou com vela,

Vela da infância perdida,

Perdida na vala comum encontrada,,

Encontrada com cheiro de tempo.

terça-feira, 6 de junho de 2023

Desculpe-me

 Sex - 06.08.2021 - 13 h 48 m

AdemirÁvel versejar


Entristece

Me, permanecer

Ausente, quando a

Sua presença me dói

Ao sentir sua dor solitária,

Sem saber o que fazer para

Seu sorriso voltar: Isso mui me dói.


Ser ombro, ser lenço, sem o você.

Eu poderia, também ser só você

Mas dói me demais padecer

Vê-la, para apenas

Ser ombro lenço

Sem seu

VOCÊ.


Eu 

Sei que

Me queria aí,

Mas dói me muito

Tê-la inerte neste agora,

Com suas lágrimas a caírem, sem

Parar, no adeus, sem mais até logo.


Desculpe-me por eu não estar com

Você agora, nesta valsa triste sem

Melodia, no compasso do seu 

Último abraço, no palco

Da vida do

Seu ente

Amado.

domingo, 28 de maio de 2023

Insensíveis

Qua - 17.10.2001

Você! Que enxerga os outros
No espelho da vida;
Enquanto outrem,
Somente, na vida, se espelham.

Você! Que fala ao mundo
A linguagem universal do amor;
Enquanto muitos só conversam
O monólogo do seu nada.

Você! Que sempre escuta
O silêncio do seu irmão;
Enquanto tantos somente ouvem
Os gritos dos seus eus.

Você! Que mesmo aprisionado,
Faz-se vento onde quer;
Enquanto outros, livres,
Tornam-se escravos de si mesmos.

Você! Sensato, humano,
Feliz no Éden de todos,
Cuida, tão bem, de cada rosa,
Como do espinho cuida.

Enquanto OUTROS, MUITOS, TANTOS...
INSENSÍVEIs, DESALMADOs, DESUMANOs...
Mal das rosas cuidam,
Tirando-as dos espinhos que as protegem.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Retrato Materno

Dom - 14.05.1995

Mãe, tu és a mais
Sublime obra de Deus,
A maior dádiva divina,
Que nós filhos podemos ter.
Desde o primeiro instante
De nossa existência,
Em tua vida, ao inexistir
Da mesma, porque nós,
Tua cria, te somos eternos.
Pois tu, mãe és esta
Constante doação de vida,
Em multiplicar de seres,
Amando a todos como
Se um único.

Para ti, não existem
José, Maria, João,
Mas sim meus doces
E ternos meninos:
Quer de bebê de colo
E/ou adulto no colo.
Sempre nos afagando
Com tua suave ternura,
Repleta de toda meiguice
Materna, a carinhosamente
Nos chamar de meus
Defendendo-os contra
Tudo e contra todos,
Nem que para isso te
Custe a tua própria vida.

Desde nossa meninice,
Sempre a nos envolver
Em milhões de abraços,
Protegendo-nos com teus
Santos braços, seguindo
Todos os passos, para que
Nada de mal nos aconteça,
Educando-nos para não
Sermos do mundo,
Assim se foi nossa primeira
Infância.

Vem-nos a  adolescência,
E aí, tu estás, mãe, a nos
ensinar para que o mundo
Não nos envolva nos seus
Embaraços, para que nenhum
Dos teus  se percam
Nos pesadelos dos seus engodos,
E quando isso acontece,
A mãe maravilha nos resgata
Com seu amor incondicional

Foram-se os brinquedos,
Depois os sonhos dos
Jovens, e hoje vivemos
No mundo real dos adultos,
E tu, mãe, és a mesma,
Sem mudar nada:
Meiga, amável, esplêndida,
Maravilhosa, amiga,
Encantadora para com os
Teus meninos, quer
Estando no mesmo lar,
A olhar de horas, quando
Nossos quartos vazio de
Nós estão, aflitas, ficas,
Até que cheguem, ou
Em lares diferentes,
Aguardando seus
Preenchimentos.

Porque é de mãe
Ser assim:
Sermos Sempiterno
Criança, desta meiga
Amada-eterna mulher
Que nunca ver seus
Filhos crescerem.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Plenitude

Sex - 16.11.2018 - 08 h 17 m

Chamo-me Ademir Machado:

Entre outros nomes mais,
Conversando com meu três,
Construindo o abstrato
Nos momentos, diversos,
Em concretos, avessos,
Materializados por meus
Anversos versos imaginários.

Por isso:

Venho a este púlpito,
Expressar
A este seleto Público,
Meu reconhecimento
Em formato
De
Ode.

Se é poesia,
Não sei, eu,
Pois sua roupagem,
Dessa maneira,
Não a identifica,
Já que não sou
Vate.

Exponho, apenas,
Devaneio,
Transcrevendo, lá,
Meus sentimentos,
Em marcadores seis,
No blog
luz à mira.

Sendo livros
E/ou livres,
Nas redes da vida,
Mostrando que somos
Autores e/ou autoras,
Sem estarmos
Atrizes e/ou atores,

Vestindo, assim,
De realismos
Os Personagens
Fictícios,
Sem representá-los,
Pois sermos aedos,
E dos amores, amantes.

Por vivermos o ser
E não o ter,
Sendo tudo,
Sem nada termos,
Atingindo a essência
Humana, na extensão
Plena de sua alma.

sábado, 13 de maio de 2023

Favo meu

Sex - 08.02.2019 - 08 h 16

Um colibri,
Falando de amor
Me nectou
Sem favor,
Levitando-me
Ao favo da colmeia
Da minha abelha rainha,

Lambuzando-me,
Com seu mel,
Sem zangão,
No cortiço de sua
Geleia real,
No zumbi,
Sem colônia,

Aprisionando-me
Com seus florais
De cores diversas,
Nos ferrões anestesiantes,
Sem dor, sem operárias,
No pólen mélicos,  a sós,
Beijando a flor.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Depois das letras

 Sex - 15.10.2021 - 05 h 51 m

AdemirÁvel versejar


Quando,

LETRAS eram

Apenas um desenho,

TU me vieste, tornando

As sons, mostrando-me que

Elas não são apenas ruídos, mas

Palavras que, já já, eu as escreverei


Quando, a folha em branco me era

Só um aviãozinho, por eu, ao

Vento, atirado, tu me fizeste

Também, nela, com TUA

LEVEZA, eu escrever

Minhas primeiras

Frases.


Quando,

Os LIVROS 

Me eram, ainda,

Umas palavras, sem leitura,

Tuas letras frases me permitiram

Os ler... entender... existir e pensar

Por NUNCA de mim teu TU desistires.


Agora, TE vendo na história do tempo

Trago comigo o LÁPIS da saudade, 

A BORRACHA do recomeço, a

CANETA do sonhar querer 

QUE TEU ACREDITAR

ME FEZ

SER .

sábado, 6 de maio de 2023

Peças

Sab - 10.08.2019 - 06 h 00

Na medida certa, sejas
Para nunca seres demais,
Pois exagero a qualquer
Um cansa.
Ademais o que ganharás
Tu com isso, senão
Ouvidos sem bocas,

Nos arranjos solitários
Dos teus dias,
Enquanto solitários
Dedos alheios enfeitares,
Cercados estarás
De estranhos conhecidos
A te aplaudirem,

Frequentando teus palácios,
Só pra ficar bem no teu espaço,
Permanecendo contigo,
Mesmos cheios de ti,
Te tornando bobo da corte,
Nos risos sem graças deles,
E tu rindo à toa.

Ser muito estraga,
Vista-te, quando precisares,
Não tenhas medo de usar
As vestes que o tempo te emprestar,
Sem jamais perderes de vista,
As agulhas, as linhas, as tesouras, os
Fios e as madeiras que te tornam flash.