sábado, 28 de dezembro de 2024

Lapinha, sem Natal

 Ter - 12.12.2023 - 15 h 43 m

Cálice(s) da sensatez 


Até quando, nas ruas de nossas avenidas, 

     As crianças terão que esperar PAPAI          

           NOEL? Até quando, nossas

                      Árvores Natalinas 

            Estarão sem seus presentes?

                      E sua manjedoura 

       Sem manjares, enfeitadas de dores?


Que esta seja a última lapinha sem Jesus,

     Nesse tempo e templo que deveria 

          Ser igual, senão, pelo menos,

                  Especial, hoje, na VIDA 

            Perdida dos desiguais, que querem,

                  Somente, a sua infância

       Devolvida, por outros natais roubadas.

domingo, 22 de dezembro de 2024

Lágrima

Sab -  12.12.2015 - 11 h 20 m

Lágrima!

Nem no último dia
De minha melodia,
Para não modificar
O arranjo de tua Sinfonia,
Nas Partituras
Do teu dia a dia.

Só sorriso teu,
Na parte que me cabe,
No concerto desse ato,
Na peça dessa opera,
Na pressa dessa prece.
Nada mais te peço.

domingo, 15 de dezembro de 2024

...S(EU) SER...

 Sab - 30.11.2024 - 20 h 29 m

AdemirÁvel verdejar


Morte,

Apesar de 

Presente, é verbo 

Que se CONJUGA, só 

No passado, na fotografia inerte

DA SAUDADE, sem mais S(EU) SER

Perto, na caminhada de mim, SEM VOCÊ,


ONDE tudo agora é AONDE; se estivesse 

Aqui era diferente: Que nem criança 

Em meio à multidão perdida,

Esperando você me achar, 

SEM SUAS MÃOS 

NUNCA ME

Deixarem.


Aguardando 

Qualquer hora 

O SEU ENCONTRO 

Para a conversa continuar; 

Os seus abraços: M(eus) serem;

Os S(eus) passos: Os meus caminhos

NESTE meu eu AGORA SÓ DE VOC(EU):


POR MAIS QUE O TEMPO OS INSISTA

Em fazer ponto final, vocês serão 

As reticências da minha vida, 

COM SUAS MÃOS: MEU 

SEGURO, sem na

Multidão NOS

Perdermos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Um

 Qua - 20.06.1979


Tudo em ti me faz 

Ser eu,

Neste buscar insaciável 

De ti,

Que nos faz transparecer 

A um,

Neste viver uno de nós dois,


Neste te ver voltando 

Para mim,

Que me faz ser tu,

Unindo-nos no simples um,

Em voltar de 

Nós 

Dois,


No  compasso

Vivido no semi-dois,

Voltado no simples um,

Em descobrir 

De 

Amores

Nossos,


Neste dois em um, 

Em construir de vida,

Elevando o tu ao meu eu,

No 

Euteu

De

Tumim.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Dupla perfeita

 Qua - 24.01.1979


Vida, 

Disparate humano,

Repletas de almas 

Sofridas,

Vividas de ilusões, 

Que faz dos seus 

Super-homens 


Vai-se 

Nas veias humanas, 

Há séculos e séculos, 

AMÉM: 

Sofrimento ao longo prazo,

Pobreza à prestação, 

No tic-tac capitalista 


Diz-se 

LIBERDADE: à roupinha de algodão, 

Mãos calejadas, tristezas constantes 

Em seus sorrisos, 

Aumento de peso uma vez por ano, 

Vivido, sofrido e contado 

Entre puder e querer.


Sociabilidade 

Em isolar comunitário, 

Seres humanos, meros indivíduos. 

Homens? Seis milhões de dólares. 

Indivíduos? todos, de

Vitém a

Pataca.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

És pelo solitário

Ter - 17.01.2017 - 13 h 09 m

Não vendo                            Tornaste
O tempo                        Companheiro
Passar, no                      De ti mesmo,
Consumir                           Na solidão
De tua                                  Dos teus
Beleza,                                       Dias.

Preso no                             Sem mar!
Espelho                                Sem rio!
Teu,                                     Sem céu!
Sem                             Te fizeste réu,
Imagem                            Prisioneiro
De                                     Do teu eu,
Ninguém,                         No és pelo
De Ninguém!                Solitário teu.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Ano velho

 Qui - 30.12.2021 - 12 h 44 m

Muito além de cada olhar


Ano novo

Velho se fará,

Se sepulcro caiado continuar ser,

Se Nicodemos não se

Fizer,


Na vida

Escrita a lápis,

Com borracha, no caderno do

Tempo, com histórias de 

Todos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Voo seu

 Sab - 09.11.2024 - 06 h 15 m

Cálic(e)s da sensatez 


VOU SER, VOCÊ, VOO SEU, 

       EM CADA VOO MEU, 

           Onde Eu Estiver, 

                COMO SE: 

     ÚNICO VOO FÔSSEMOS, 

                na asa una 

    INFINITA DE NÓS QUATRO.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Livre para planar

 Seg - 09.08.2021 - 16 h 25 m

AdemirÁvel versejar


Você, 

Dono de 

Si, sempre será,

Enquanto, livre, os seus

Pensamentos tocarem o chão e

Os infinitos, com todo seu pingo 

De água, nos mares do seu oceano,


Tendo o vento para o orientar, como 

O Capitão, que nunca teme o 

Mar, e o timoneiro tempo 

A confidencial os versos

Dele, sem segredo,

Para você

Revelar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Meu cê

 Seg - 19.10.2020 - 15 h 15 m


Não quero

Muito,

E nem  peço

Nada,

A não ser o tudo

E o pouco mais

Para:


Ser seu 

Banco,

Só pra 

Ouvir

Você

Jogar 

Conversa

Fora.


Ser seus

Segredos,

Só pra

Vivermos

Minhas

Confissões,

Sem censuras. 


Ser seu 

Cais,

Só pra

Eu me aportar,

Seguro, em você,

Sem minhas

Solidões.


Ser seu

Caos,

Só pra

Viver

Sua desordem

Me pondo

Em ordem.

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Sem grilhões nem um

 Sáb - 26.10.2024 - 18 h 05 M


Livre sempre serei,

Mesmo estático 

Meu corpo estando,

Enquanto meu pensar voar…


Voar, voar

Mais alto do que condor,

Voar, voar

Sem medo e sem dor,


Neste universo,

Onde cada verso 

Me faz liberdade, 


Sem idade,

Sem grilhões nem um

De desigualdade…

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Onde eu possa ser...

 Ter - 09.10.2024 - 16 h 10 m


O ventre…

Onde eu possa ser amado

Antes de nascer,

Protegido pelo amor de você.


O berço…

Onde não me faltem

Suas canções de ninar

Me fazendo sonhar.


A casa…

Nossa Terra do Nunca…

Com suas portas sempre abertas,

Repletas de brincadeiras de nós quatro.


O ventre… O berço… A Casa…

O doce Lar sem idade,

Com criancices de todos:

Sem infância roubada,

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

O teu agora

 Sab - 05.10.2024 - 16 h 20 m


Quando o presente 

Negar teu hoje,

Para, e mergulha

Um pouco em ti:


Lá, sempre acharás 

Tuas avenidas iluminadas,

Juntas com outras histórias,

Por tuas marcas deixadas,


Por mais que o mundo 

Não te queira amanhã,

Muitos contigo se farão,

Nas esquinas do teu tempo:


Que nem clarão de raios,

Única luz dos teus temporais,

Enfeitando os céus dos teu agora:

Te tornando Sol.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Vim-te doisermos

 Ter - 22.10.2024 - 08 h

Cálice(s) da sensatez 


No vento suave da vida, vim-te doisermos, 

   O primeiro dez deste instante de um… 

         22 se fez N, dez se fez muito,

             Sem nunca se tornar zero,

        NAS CORTINAS DO TEMPO…

             Que SEMPRE parado fica,

    QUANDO, contigo NÃO ESTAMOS…

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Rosas mulheres

 Sab - 21.10.2023 - 17 h 57 m

Cálices da sensatez 


OUTUBRO de todos os dias, de TODOS os 

   DIAS do nosso existir, JARDINS ROSAS 

     MULHERES na explosão primaveril 

           COLORIDA, no ante espelho 

         DE TUA IMAGEM, te permitindo 

           Seres rosa o tempo todo, no

     TEMPLO INFINITO de NOSSA VIDA.

domingo, 13 de outubro de 2024

Teu bule

Sab - 28.09.2024 - 16 h 35 m

Cálice(s) da sensatez 


Quedo estou, enquanto você não me vem

        Agitar com seu CAFERAMOR, se 

           Fazendo aroma com os beijos 

                De SUA paixão, tornando 

       Eterno o sabor do nosso paixamor que 

                Teu bule faz minha xícara 

      Aquecer, com adição mélico de amores.

sábado, 12 de outubro de 2024

Nos deste

Ter - 21.05.2019 - 08 h 59 m

Apesar de nó,
Deste lado,
Nós, cabras da peste,
Invocados, destemidos
Insistimos
Em ser
Nordestinado.

Sendo dono do
Nosso destino,
Desde de menino,
Que nos diga
A história,
Mesmo sem
Mimo da Coroa.

Com reis,
Ou sem réis,
Só não ficamos
A ver navio,
Porque estamos
Sempre a velejar
Dragão do mar.

Nos Castro Alves
De todos,
Na Paraíba masculina
Dos nove,
Vencendo
Os contratempos,
Dos zero da União.

domingo, 6 de outubro de 2024

Ah!

 Qui - 17.03.2022 - 14 h 40 m

Muito além de cada olhar


Ah! Meu

Velho e bom

Amigo, se tu estivesses, aqui

Eu não estaria, neste

Momento,


Tomando banho 

Quente, nos banquetes 

Da fome, nas prisões dos 

Meus medos, vendo horas

Passarem.

sábado, 28 de setembro de 2024

Afagos mortais

 Ter - 30.03.2021 - 07 h 31 m

AdemirÁvel versejar


Em

Que faces

Beijas tu, hoje,

O ósculo mortal que

Em Cristo há séculos deste,

Em cortar de cabelos de Sansão,

Que nos diga Caim agora, sem Abel,


Entre punhais outros de até tu Brutus

Com cavalo troiano dado a grego,

Na maçã serpentina do paraíso,

Na mordida ingênua de

Branca de Neve,

Sem trinta

Moedas.


Apreço,

Sem preço

Por Betsabá que

Davi de Urias cobrou;

A falsa história de Desdêmona,

Narrada por Lago ao moura Otelo,

Matando a sua amada com seu ódio,


Tudo isso já teria um outro desfecho,

Se em lugar de acumulares pedras,

Que ainda guardas, para jogares

Com teus ventos maliciosos,

Buscasses as verdades

Sem enganos

Teus.

domingo, 22 de setembro de 2024

Dias, sem tarde

 Qui - 25.03.2021 - 10 h 45 m

AdemirÁvel versejar


Quando

Raios solares

Se tornarem luas,

Sem as tuas tardes,

O tempo inquirir por mim,

Deixa que com ele me resolvo,

Direi que em tuas tardes me envolvo,


Vendo teu dia e noite sem passar,

Esperando te ver, nas minhas tardes.

Não te preocupes com isso,

O tempo, meu amigo,

Me dará abrigo,

Para ficar

Contigo.


Vás,

Em frente,

Segue teu caminho:

Estrada dos meus pés.

Nas tardes dos meus dias,

Estarei em tuas noite dias, contigo,

Enquanto o tempo a mim te permitir.


Dias, sem tarde, noites e dias serei,

Enquanto o tempo amigo me for,

Teu agora podes comigo contar,

Nas tardes que quiseres,

Sem necessitares de

Horas marcar…

Vens.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Mar celeste

 Sab - 14.09.2024 - 15 h 28 m

Cálice(s) da sensatez 


Há sempre um mar celeste para se SURFAR

       Nas ESQUINAS da VIDA: É crer em 

          Suas ondas, se jogar, com sua 

              Prancha, sem temer suas 

    Marés, por ser espelho deste infinito 

             Ceu, onde o seu SILÊNCIO 

       Acalenta os GRITOS do MUNDO,


   Conversando com o vento, nas AVENIDAS 

        Do TEMPO, vivendo SUAS façanhas, 

            Sem disfarce de Homem-Aranha, 

                 Vestido de si mesmo, nos 

         Desertos de ninguém, deixando SUA   

                  Pegadas, nas dunas, pelo 

          Vento açoitado, com seu jeito menino.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Amo

 Qui - 05.05.2022 - 17 h 25 m

Cálice(s) da sensatez 


Amo as noites frias aquecidas pelo teu calor,

    Nas madrugadas quente do nosso amor.

      Amo: Os sonhos acordados dormidos 

            De nós dois, no aconchego de

       Tua pele. Por isso amo e vou sempre 

             Te amar, esse verão inverno 

          Da primavera outono de nós dois...

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Apenas um click

 Dom - 03.01.2021 - 11 h 29 m


O perfeito negativo

Do poder, 

Nos flashes digitais 

Do querer,

Revelando vocês,

Em poses coloridas

Deles,


Não importando

 Ângulo que estejam,

Em seu circo,

Sem pão,

Fantasiados de

Bobos 

Da corte,


Insistindo,

Que nem

João teimoso,

Sendo plateia

Dos 

Seus

Pinoquismos.


Felizes

Por serem números,

Na multidão perdida

Dos seus votos,

Por serem gado

Por mais

Quatro anos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Corredor humano

Seg - 11.04.2022 - 14 h 40 m
Cálice(s) da sensatez 

Trânsito maluco esse, do corredor   
     Humano, no cinema da vida,
            Nos corpos movidos 
             A espírito, ANTES 
       Do último grito, quando o
             Suspiro os silencia
          TUDO fica monótono,

No tempo perdido do nada, que 
     De um dia restou, no hoje 
              Das lembranças, 
                    Enquanto 
           Os seus viverem, na
                    Esperança 
                  DE Um CÉU.

Céu que pode nem ser seu, nem meu,    
      Nem teu, nem do ateu. Mas céu 
             De todos os esquecidos, 
               Sempre Lembrado 
          Por Deus, sem ao menos 
                No CANTINHO de
        Nossa memória estarem.

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Inquilinos da saudade

Qui - 24.12.2020 - 15 h 26 m

Na rua da minha
Saudade,
Esquecido na casa da
Lembrança,
Encontrei seu número,
Na esquina da minha
Entrada.

Peça agora,
Pregada pelo
Tempo,
Sem pressa,
À espera dos meus
Apressados
Passos

Você me pedindo
Mais tempo,
E eu com menos
Tempo ficando,
Fiquei ouvindo
Você, falando de mim,
Sem parar,

Sem instante algum
De você,
Sua conversa, incessante,
Me fez espelho,
E pela primeira 
Vez
Eu pude me ver, 

Sem vaidade me
Pentear, 
A sua imagem
Refletida em mim,
Sem retrovisor ser,
O quanto eu pareço 
Você.

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Minha praia

Sabe - 08.08.2020 - 06 h 53 m

No mar,
Ar,
Na praia,
Pai, meu ar que ia
Se fazendo
Caminhos,
Nas minhas estradas.

Caminhos seguros,
Que se fez
Ninhos,
Com seus mimos,
Desde menino,
Com suas mãos amigas
Me guiando.

Sopra vento,
Quebra sol,
Entre trovões
E relâmpagos,
Em meio tempestades
E desertos,
Comigo sempre está,

Só pra fazer da minha
Vida rumos certos,
Tomando conta da 
Minha rota,
Sem jamais deixar
Os meus passos serem
Destino.

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

360°

Sab - 30.11.2013 - 19 h 50 m


Perfume,

Música,

Eterno amor,

Razão do amante,

Insano,

Incontestável,

Incondicional amor,

Desejo de menina,

Em segredo

De amada.


Jeito feminino,

Gesto de mulher,

Inspiração divina,

Identidade humana,

Segredo,

Segredo

De menino,

Fazendo do amado,

Endereço

Seu.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Amoruptivo

 Sex - 25.11.2022 - 13 h


Cálice(s) da sensatez 

Sex - 25.11.2022 - 13 h


Eu, no lençol da sua pele, flamejante     

  Sou, atiçado pelos poros eruptivos

         Do seu amor, com as lavas         

             INcanDESCENTES das 

          Suas paixões errantes, com 

            As MAGMAS ERÓTICAS 

            SÍSMICAS dos AMANTES.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Nordeste-nos

 Dom - 28.02.2021 - 16 h 59 m


Viva o nosso oxente, vixe

E oxe também, 

Que já nos faz oriente, 

Nos tornando arretado, 

Feito cabra da peste,

Sem precisar seguir 

Ninguém.


Sacudindo a poeira

Do vento,

Tirando onda

Da onda,

Parando ponteiros

Do tempo,

Do mundo sendo portão,


Apeando vaca, 

Para ordenha,

Com laço de cascavel,

Bebendo leite mugido,

Na xícara  do seu xodó,

Na porteira do curral,

Sem arrudia.


Fazendo da seca

Canção,

Poesias dos

Nossos invernos,

Sempre seguindo em frente,

Sem nunca o retrovisor olhar. 

Visse!

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Eu nós

Sex- 01.10.2021 - 15 h 14 m

AdemirÁvel versejar


Diz

Me, por 

Que andas, tão

Farta de nada, com

Os teus ossos a contar

Na tua pele, quase sem couro,

Explorando sua dor com brilho do teu


OURO? Do teu sorriso sem seu riso, 

No exibir de minhas crianças, nos

Trânsitos de tuas estradas, as

Alimentando, mais ainda do 

Mim, ensinando migalhas 

Divisionárias aos 

Teus,


Como

Se não

Fosse o ato

De tua comédia, na

Cena esquelética do teu palco,

O memorial eterno à bondade tua,

O ritual sacrossanto contínuo de tua nobreza


A aplausos dos teus pares com sons

E cores dos teus pães desmiolados

Totalmente; dos teus circos, sem

Mais rosto pintando; dos

Teus picadeiros fartos:

Distribuindo teu

Tudo.

domingo, 28 de julho de 2024

Desérticos eus

 Dom - 24.04.2022 - 06 h 27 m

Cálice(s) da sensatez 


Oh! Pequenina ALMA, por que 

    Anda ao léu, nos desertos 

      Do seu eu? Oh! Alma 

             PEQUENA, 

        POR Que VIVE A 

             VAGUEAR, 

Nas sombras dos seus oásis?


Esperando você chegar, para 

    Abrir minha mala, e limpar 

      A minha lama, e juntos 

                   CAMA

         Fazermos, COM OS 

                   lençóis 

        Da paz de nossa calma.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Sem vocês

Dom - 20.10.2019 - 17 h 37 m

Pra eu ficar só
Com a minha
Solidão,
Quanto mais
Tarde,
Eu chegar,
Melhor,

Nesse
Meu
Um
Sem
Nenhum
De vocês
Três.

Se 
Eu
Posso
Viver
Mais
Tempo
De dois.

Pra
Que
Tanta
Pressa
Pra
Viver
Saudades!

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Chuva

 Qua - 23.03.2022 - 17 h

Muito além de cada olhar


Rua, tempo,

Chuva escorrendo nas

Calçadas das avenidas da minha 

Infância, molhando ainda minhas

Lembranças.


Rua, tempo,

Chuva a molhar

Minha adolescência, a banhar minha

Velhice, com as minhas

Meninices.

sábado, 13 de julho de 2024

É apenas

Sab - 07.05.2022 - 16 h 19 m

Cálice(s) da sensatez 


É APENAS O COMEÇO DO INFINITO, 

      O AMOR SEM GRITO, ancorado 

               NA PAZ DURADOURO 

                   Do cais de nossas 

          Saudades, No TEMPO presente,

                    SEM PASSADO, 

          Sem futuro, PRECISARMOS SER, 

               

NA IDA E VOLTA DE NÓS MESMOS,

      NO NAVEGAR DOS NOSSOS 

         MARES, NAS ONDAS DOS 

                   SEUS Amares, 

                NOS MEUS AMORES     

                   EspumAmantes 

       Flutuantes: Eternamente Sermos.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Ruminando Bondade

 Ter - 23.01.2024 - 07 h 59 M

Versejando o primeiro nome


Parece A Rua Espelhando Céu, Escondendo,

Nua, Uma Alma

Crua, Racional, Una, Arrastando

Mórbidas Órbitas, Ruminando Bondade,

Impondo Desejos Atrozes Sádicos,

Das Atitudes Suas,

Nas Atividades Sem

Fim, Impregnando Mal,

Com O Medo, 

Onde Ninguém Dela Escapa…

sábado, 6 de julho de 2024

A noite...

 Sab - 22.06.2024 - 06 h 15 M


A noite...

Cobre, 

Com o seu nobre 

Cobre… 


…Cobra 

Que nem cobra, 

Com sua peçonhenta presa 

Os fazendo presa…


…Os jogando 

Fora,

Quem um dia

Fora…


…Pessoa e ente,

Os deixando sem mente,

Quem foi outrora 

O seu nove fora…

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Visitando-me

Dom - 19.04.2020 - 13 h 47 m

Com a brisa da saudade,
Que os ventos das
Lembranças fazem
Varrer cada recanto
Da memória,
Levando-me aos remotos
Lugares, dantes bem guardados.

Adentro-me,
Momento
A
Momento
Meus,
No diálogo silencioso
De mim mesmo,

Só pra eu me
Encontrar
Agora,
Com 
Esses
Inesquecíveis
Instantes.

Abro
a cortina
Do tempo,
E passo a viver,
Cada passado,
Agora vivido
Por mim,

Presenteados
De
Vocês,
No preto e branco
De
Nossas histórias coloridas,
Passo a passo.

Tão vivos,
Que o futuro
Para
Pra se 
Encontrar
Com o
Presente.

E sem
Pressa
Alguma,
Estacionados
Ficamos,
Sem mais querermos
Sair do passado.

sábado, 22 de junho de 2024

Vilarejos das saudades

 Sex - 11.02.2022 - 16 h 42

Muito além de cada olhar


Pelas andanças

Perdidas, no interior

De mim, nos vilarejos de

Ti, nos recantos das 

Saudades, 


Nas ruas

Quaisquer do tempo 

Meu, nas esquinas das lembranças, 

Nas sacadas das minhas 

Memórias,


Eu te

Vejo, me contando

Histórias, de mim, com orgulho, 

Falando, até hoje, me

Amando.

sábado, 15 de junho de 2024

História do nosso bairro

Bom dia meu senhor,

Bom dia minha senhora,

Com muito respeito e amor,

Agora chegou a hora

Do nosso bairro se apresentar

Ao povo deste lugar.

               

Dele fazemos parte,

Sua bandeira, nosso estandarte,

Crianças, jovens e adultos,

Vivam todos sem insultos.

Escutem nossa história,

Cheia de boas memórias.

             

Nosso bairro começou

Com uns poucos moradores,

Vivendo de agricultura,

Simples belas criaturas,

Sempre sem medos e sem dores,

Com nome Várzea iniciou.

           

O rio Banabuiú

Foi de grande serventia,

Garantindo à nossa gente

Plantação e água fria,

Mas quando vem a enchente,

Lá se vem nossa agonia.

         

Com ela perdemos móveis,

Trocamos até de lugar,

Para salvar nossas coisinhas,

Com a ajuda dos vizinhos,

Mas todo dia vamos lá,

Só pra ver água baixar.

              

Mas no meio à aflição,

Veio-nos Padre Assis Monteiro,

Que com seu amor certeiro,

E sua graça e bênção,

Logo nos fez irmãos,

Amando-nos primeiro.

               

Foi esse amor Angelical,

Desse homem genial,

Cheio de histórias e astúcia,

Numa homenagem mais do que justa,

Hoje te somos por inteiro,

Bairro Padre Assis Monteiro.

             

Antônio Fernandes! Pouco se lembra.

Antônio do Padre, Porém,

Apelido que convém,

Ao danado do menino,

Que Padre Assis fez seu mimo,

Morada Nova celebra.

          

Mãe Rosário, mãe de tantos,

Sinônimo de nascimento,

Na vida se fez parteira,

Entregando-se por inteira,

Sem obstáculos, sem prantos,

Em se fazer de rebento.

        

Lembrança do Matadouro,

Com suas cores de ouro,

Um quintal contaminado,

E seu curral de lado,

Com os animais pra abate,

À espera de xeque-mate.

      

Emprego de muita gente

Na festa do bicho morto,

Marretada bem certeira,

Uma sangria perfeita,

Sem idade para tratante,

Nossa carne estava feita.

   

Os belos banhos de rio,

Ponto turístico ainda presente,

Também serve de alimento,

De pão, suor e lamento,

Do Bairro e de muita gente,

Retratos de bons momentos

   

O florestal de Tia Helena,

Lindo e arborizado,

Com suas mudas serenas

Sempre lindas e matizadas

Era um lugar de beleza

Dos amantes da Natureza.

   

O parque da vaquejada, onze de junho deixava

O bairro todo orgulhoso,

Com seus vaqueiros garbosos,

Para derrubar seu touro, 

Com seus gibões de couro,

Em sua alegria plena, suas sagas contavam.

  

Com suas tarrafas, LINO

Pescava peixe e cultura,

O carnaval em fartura,

Sem este ilustre inquilino,

As nossas festas de rua

Ficavam desertas e nuas.

       

Pois seu boi menino,

Faceiro e fanfarrão,

Era presença esperada,

A percorrer toda cidade,

Encantando todas idades,

Do nosso famoso DOM LINO,

       

Saudoso Bloco do Lino,

Com seu boi cheio de mimo,

De papangus acompanhados,

Com Zé Bonifácio, de preto Trajado, 

Sem falar de seus forrós,

Sem chuva e com torós.

      

A banca da Perolina,

Com suas mãos de menina,

Não tinha pra ninguém:

Bolo de milho, pé-de-moleque, grudinho

Bolo de batata, broa, Bulinho,  

Só ela fazia tão bem.

     

A Capela, quem diria,

Sonho de todos um dia,

Hoje, com o grupo da paz, virou real.

Porém, a nossa praça,

Aguardando nome está,

Tão linda e cheia de graça.

     

Monsenhor Pedro, vai se lá,

Mas Dom Lino é bem melhor,

Gente da gente, bem gente,

Vivo em nossa mente,

Ainda muito presente,

Por que não eternizá-lo.

    

Agora é hora de estudar e ler,

Está a Rodi a nos dizer,

Pois foi lá, onde tudo foi acontecer,

Uma sala na Luiz Terto,

Nossa escola foi seu teto,

Com vinte alunos, e três turnos, certo!

  

A sala pequena ficara,

Três turnos só não bastaram,

O desejo de ensinar despertava,

Em cem alunos de Rodi se transformaram,

Dona Mima em seu sonho acreditava,

A pequena Rodi, pública estava.

 

Graças a ti, Rodi! Teu sonho se faz real

Tua persistência Tenaz,

De que só o vencedor é capaz,

Faz Franciné Girão

Doar ao teu bairro natal,

A escola Perboyre Girão.


Personagem da História,

Tomé, Zelinda, Félix Mariano, Julinho,

E outros mais, descobriram no saber

O portal do seu caminho,

Mostrando que ler e escrever,

Faz o homem ser notório.


Assim escrevemos nossa história,

Sem colocar ponta final,

Pois quem sabe faz agora,

Com humanismo cristão,

Sem deixar para amanhã,

O templo de sua hora.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Retina enluarada

 Ter - 06.06.2023 - 15 h 57 m


Apenas um olhar,

Um doce piscar: 

O amor estava cá

De ti a me marcar


Selado pelo luar,

Entre estrelas piscantes,

Tocados pelas espumas flutuantes,

Com teu olhar estava eu lá.


Entre tuas íris a me ver,

Nas pupilas a me olhar,

No abrir fechar dos teus olhos,

Estou sempre a me espelhar.


Com eles, eu sempre me vejo,

Onde quer que eu esteja,

Com esta retina enluarada,

Que só, em ti, há, minha namorada.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

A corte, sem corte

Dom - 24.05.2020 - 11 h 59 m

Em algum
Lugar
Do passado,
Quinhentos
E vinte
Anos
Depois,

Perante seu
Senhor
E
Amo,
Quis um
Gentil cavalheiro
O seu plano Expor:

Prendemos
Os
Vagabundos,
Que nos
Atrapalham
Governar
No novo mundo.

Incluam nessa lista:
Os governadores
E prefeitos
Para que paguem,
Também, pelos
Seus atos, 
Disparou o segundo.

Um terceiro acrescentou:
Passamos a boiada,
Enquanto a imprensa
Foca o Covid, fazendo
Decretos infralegais
Dando de baciada a
Simplificação de regulatórios
Que nós precisamos.

Disse outro
Entusiasta,
Vem gente
Doutros ares,
Doutros mares,
Para Cancún do
Nosso amado,

São apenas 
Bilionários,
Milionários, 
Executivos
Mundiais 
Que querem
Fazer convenções.

É só maior de 
Idade,
Ele entra, 
Deixa a grana,
Lá, 
Que ele ganhou,
Anteontem, 

Bebendo,
Feliz 
Da Vida,
Pô, sem
Atrapalhar ninguém,
Se for da conta deles,
Que temos nós com isso.

Arrematando esse 
Colóquio,
Disse o segundo
De novo:
Se não tiver como
Lavar dinheiro
Sujo lá.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

brasiLÀGRIMAS

 Qui - 16.05.2024 - 16 h 07m

Cálice(s) da sensatez


O RISO ficou sem S, nas BRASILÁGRIMAS    

     Solidárias. RUAS, agora, SÃO ÁGUA.    

        NUVENS, carregadas, incessantes

              Fazem os rios seus níveis   

      Subirem. TETOS, pisos se tornaram.

              Nesta Força descomunal, 

  Na Foto exposta da fragilidade humana…

terça-feira, 28 de maio de 2024

Muito além de cada olhar

 Sab - 09.10.2021 - 09 h 57 m

Muito além de cada olhar


O meu 

Coração sente o 

Cheiro de tua pele, quando

O vento toca teu 

Corpo,


Mesmo, tu, 

ainda, longe dos 

Olhos doutros, estando: Eu, aqui, 

Já te vejo, há

Tempo.


O silêncio 

Dos Teus passos 

Me fazem perceber o quanto 

Pertinho de mim tu 

Permaneces, 


Por mais 

Que ao ouvido 

Dos demais gritem, só monólogo,

Sem diálogo, tu terás...

Somente...


Uma foto 

Fiel serás me 

Tu delineada, por cada clicar

De minhas mãos guardada 

No


Ateliê artístico 

De minha existência, 

Em te tornares a memória 

do meu ser, pois,

Também


Eu leio 

E eu descrevo 

NAS PONTAS DE CADA DEDO

MEU, onde minha alma

Sentimentalizada,


Em um

Só livro a

 Escreve, TE VENDO  tão somente,

MUITO ALÉM DE CADA 

OLHAR.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Sempre presente

 Qua - 23.09.2020 - 12 h 38 m


A distância eterna

Te faz infinita,

Em mim,

Te tornando companhia

Abstrata-concreto

Dos meus dias,

Ouvindo teu silêncio.


Diálogo presente

A povoar a minha

Mente,

Quando nós dois,

Ainda, 

Éramos

Materializados.


Mas, quis um dia

A vida te espiritualizar,

Te querendo tornar

Tempo invisível,

No templo

Chamado 

Saudade.


Saudade, que eu

Transformo em só idade,

Idade sem passado

Que tua presença

Me faz te ser,

Me faz viver-te

E me acompanha,


Com mesmo afeto

Carinho e proteção,

Como em tuas entranhas

Eu ainda estivesse,

Na individualidade

Única de

Ti.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Despes, ou tu nos veste

 Ter - 06.04.2021 - 12 h 34 m

AdemirÁvel versejar


De

Nudez vestes

Os teus galhos,

Pintando de amarelo e

Cores vivas e doutras mais,

Tuas folhas que soprada pelo vento,

Vens enfeitar a passarela de cada eu


Eu de teu colorido, em ateliê único,

Entre calor e frio intenso amenos,

Em folhas novas te vestindo,

A banquete de Eros

Com flores-frutos, 

De Afrodite,

Vênus.


Galhos,

Sem folhas,

Adubando tuas raízes,

Em flores frutos agora

Em sementes no chão, caídos,

À espera de novas árvores serem,

Com teu clima suave a nos envolver.


Em nos revestir de um novo ser,

Em cada ano por ti renovado,

Nos três meses de contigo,

Em meio verão inverno,

Tua fauna alimentando,

Teus amadAmantes

Amando.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Te sou

 Sáb - 30.04.2022 - 08 h 51 m

Verso inicial palavra(s) final(is)


Eu te sou, sem ser eu,

Eu sem meumim, 

Meumim que só precisa do ti

Do ti que me faz viver.


Viver no mundo da lua,

Da lua da tua rua,

Rua da tua estrada,

Estrada dos meus caminhos.


Caminhos que teus pés me elevam,

Elevam para as estradas da tua rua,

Rua que me conduz a teu ser,

Ser que, só, em ti, me sou...


...Me sou, 

Me sou por ser-te,

Ser-te é tudo que o meu ser é,

É sem mim precisar ser.

domingo, 12 de maio de 2024

Dias brilhantes

Qui - 18.10.2018 - 06 h 42 m

Quantos Eduardo  tu amaciaste?
Com teus AIs doentios,
Entre 70 a 74,
Vagalume, que brilha ante
ninguém, deixando
Sua família,
Sem Luís,

Calibrando
O tempo, intensidade
E instrumentos utilizáveis
Da negação humana,
Com tuas torturas,
Algoz carrasco, que  em 1971,
Tua frieza o empunhaste.

Quantas histórias
Ainda esquecidas,
Silenciadas nos porões
De tuas estórias impúnheis
Aquecidas por tuas
Estrelas
Dêcádentes..

Transformando
Sonhos de
merlino
Em pesadelo,
Que menge
Persiste
Em nos acordar,

Demostrando
Que isso é crime
Humano imprescritível,
Que vai além do ser, em questão,
Destruindo alma, com calma,
Exibindo-a em suas malas,
Manchando Nações,

Contrapondo:
Que há dias alguém nos diz:
Isso é o movimento
E não uma ré sem volta,
Querendo outros te fazerem herói,
No seus memoriais existenciais.

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Pintando com o sete

 Qua - 26.12.2020 - 09 h 53 m


Como

Pintar

O sete?

Se logo após

Colorir o seis,

eu, Já, matizo o

Oito;


Como

Ouvir

O oi?

Se eu não

Quero

Dizer

Olá;


Como

Abraçar

Outrem?

Se eu estou

Sempre

De braços

Cruzados;


Como

Estender

As mãos?

Se eu levo

O tempo

A socar até

As suaves brisas;


Como

Ser

Estrada?

Se eu continuo

Caminhos

Doutros

Apagando:


Quando, um dia

Eu tornar

Esses COMO 

Comestível

Até o O um

Espaço do COM

Se afastar:


Falando olás

Até para os

Ois  emudecidos;

De braços abertos,

Movendo braços inertes;

Acariciando temporais

E vendavais com as mãos;


Fazendo

Caminhos 

De Outros

Suas Estradas,

Também,

Sendo rotas

De muitos, agora:


Daí, Então,

O mundo Pintado

Estará

Com o

Sete,

Colorido

De voceus.

domingo, 28 de abril de 2024

Versejando lágrimas

 Sex - 05.04.2924 - 14 h 40 M


Eu faço versos,

Como quem chora

Os amores perdidos

De todas as horas…


O sorriso sem rosto,

De uma mãe, sem ser mais amena,

Sozinha agora, sem gosto,

Apenas…


As mãos vazias

Sem afago,

Do sabor amargo

De todos os dias…


Nos versos do meu eu: Sem magia, 

Sem nenhuma alegria,

Nos meus momentos,

Sem mais nenhum e nem um sentimento.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Ainda...

Qua - 20.04.2022 - 11 h 22 m

Cálice(s) da sensatez 


Ainda me lembro: Do teu Silêncio

      Conversando comigo. De 

       Tuas mãos me fazendo 

             Carinho. De teus 

     Braços fortaleza me sendo. 

              De Teus passos

        Meu caminhar infinito.


Silêncio. Mãos. Braços. Passos:

         Pelo tempo eternizado,

             Na minha memória 

                  Presente, nas

         Minhas lembranças vivas

                 Guardadas, no

          Templo chamado MÃE.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Páginas de tuas histórias

 Seg - 21.12.2020 - 20 h 57 m


De ti, Tempo!

Somos, 

Lapso de tuas

Páginas,

Que nunca apagarás,

Por sermos parte

De tuas histórias,


Sempre 

propagadas

Pelos teus ventos,

Vistas por tuas

Montanhas,

Escritas de

Teus vulcões,


Levadas pelas Ondas

Dos teus mares,

A olhares dos teus sóis,

Inebriadas pelas espumas

Dos teus sais, 

Enfeitiçadas

Pelos teus luares,


Espalhando

Tuas conversas

Pelos desertos

De tuas esquinas,

Dias noites afora,

Junto com tuas areias

Desertoras.

sábado, 13 de abril de 2024

... Cantarei de...

 Sex - 19.05.2023 - 25 h 59 m


…Cantarei de amor aos quatro ventos,

Com todo os meus contentamentos,

Só pra soprar suas virtudes,

Em toda sua plenitude


Não importa, se o tempo

De um beijo roubado,

Ou de um beijo que ainda

Está para ser concretizado.


…Cantarei os amares dos amores,

Nos mares dos amantes,

Sem diamante,

Por serem, também, lagos de amados.


...Cantarei, nem que seja uma nota,

Ou quem sabe um acorde,

Desde que eu esteja no Sol Fá,

No Dó Si Lá com você, meu acorde…

sexta-feira, 12 de abril de 2024

A dança da vida

 Sex - 01.01.2021 - 17 h 49 m


A chuva

Apagando seus rastros,

O fogo

Eliminando seus odores,

O rio

Afugentado sua prole,

Sem trole,


Os inimigos,

Implacáveis,

Querendo

Suas cabeças,

Para mais um

Dos seus

Safáris,


As noites

Frias, sem fim, os

Querendo congelar,

E os dias

Os queimando,

Com seus sóis,

Sem sombras,


E eles,

Apenas, desejando

Escapar, em compasso 

si menor, 

Dos que compõem, com

Passos, em DOR Maior,

a dança da vida.