segunda-feira, 28 de abril de 2025

Com quem estavam

Seg 27.01.2020 -08 h 17 m

Onde estão
Os que assistiram
Minha morte,
Quando
Os precisei
Em
Vida?

Em que lugares
Estavam,
Quando sozinho
Me deixaram,
Quando nem
Comigo, eu 
Estava?

Precisei tanto
De vocês
Para me
Encontrar,
Mas, sozinho,
Comigo me
Deixaram.

E agora,
Na minha ausência,
Fazem-se presença,
No meu último adeus,
Apressadamente,
Chegando atrasados,
No meu funeral.

Derramando
Lágrimas,
Quando:
Só dos seus
Sorrisos
Eu
Precisava.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Retrato

 Qui - 17.04.1980


Era abril, 

Dia 17 do ano de 1906, 

Mas hora não sei bem,  

Uma criança nascia. 


Sua mãe, preste a descansar,

Com seu esposo e a criança,

Foram a sua irmã visitar,

Que encantado, pediu para com ele ficar.


Passado o tempo do resguardo,

Foram buscar o menino.

Sua irmã, mais uma vez,

Pediu para que ele ficasse.. 


O menino para começo 

Foi bom filho e companheiro de sua 

Querida tia Joaninha que vivendo 

De costura, sustentava o molequinho. 


Mas o tempo se passara, nos oito aos 10 

Anos, se bem não me falha a memória, 

O menino fez-se adulto, tornando-se 

Pai e filho de sua amiga Joaninha.


Trabalhando com ardor, 

E o tempo o fez perder sua mãezinha, 

Perda grande e valiosa 

Foi o amor de Joaninha. 


Como as coisas que se perdem, 

Surgem em formas diferentes, 

Sua mãe renascia, de forma bem mais

 Ardente, numa jovem Luzamira.


Agora, homem casado, 

Advindo de seminário,  

E alguns filhos a criar 

As coisas se apertavam. 


No refluxo da maré, as coisas iam e vinham 

E somente com alegria, 

Pude, em 1957,

Fazer parte deste lar. 


Hoje com seus 74 anos, 

Continua como sempre: 

Esposo, pai, amigo e irmão,  

Como pouco neste mundo.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Tintas sentimentalizadas

Sab - 30.04.2022 - 21 h 40 m

Cálice(s) da sensatez 


Nas PÁGINAS em BRANCO de cada

     FOLHA, há ESCRITOS de VIDA, 

         PELO AMOR e SAUDADE 

             DESCRITOSS, NASS 

          ESQUINNAS DO TEMPO 

             Perdidos, amassadas 

       Pelo MUNDO ESQUECIDAS,


GUARDADAS TÃO SOMENTE, 

    NA MEMÓRIA DO POETA, 

          ESCRITAS PELAS 

              SUAS TINTAS 

           Sentimentalizadas,

               Sem nenhuma 

         Letra precisar escrever.

domingo, 13 de abril de 2025

Louco

 Sex - 08.02.1980


Chamas-me louco

Por amar alguém,

Em desespero de paixão,

Por viver ternura 

Toda 

Minha 

Vida.


Loucura de paixão

É amor ardente,

Ditaduras de corações,

Na vida 

De 

Dois 

Entes.


Se é loucura amar-te,

Sê pelo menos meu asilo,

Fazes de teus braços minhas 

Camisas de força,

E de tua vida toda 

Minha 

Loucura.


Quando assim me fizeres,

Podes me chamar de louco,

Mas não esqueças que 

És meu uivar de lobos

Nas minhas noites

De 

Luas cheias. 

sábado, 12 de abril de 2025

Amares dos teus mares

 Seg - 19.04.2021 - 04 h 41 m

AdemirÁvel versejar 


Enquanto

Vento fores

Amares dos mares,

Em carícias de ondas,

Em tocar de tuas Pedras,

Mares tu hás de sempre ser,

Por seres o amar dos teus amores.


Quando a máxima da água real for,

Peneiras tuas costas um dia fará,

Pacífico em outros mares serão,

Desfiladeiros também se irão,

Quando os vendavais

Vierem te

Amar.

domingo, 6 de abril de 2025

Mor feio

Dom - 13.12.2015 - 09 h 17 m

Quando
Não se escolhe 
Aliança pr'amar,
Mas anel solitário 
Pra 
Se 
Enfeitar,

Nos rubis 
De suas esmeraldas,
Com Jeremias, 
Sem Julieta,
Em Morfeu, de ouro meu,
No erro seu, sem Romeu,
Sem importar quem você é.

Transforma-se 
Castelo, em palácio,
Sem príncipe 
Ou  princesa 
Encantado(a),
Com varinha de cordão, 
Sem condão,

Na cama de 
Ébano,
Com flores de mal-me-quer,
No labirintos de suas 
Cavernas obscuras,
No é do seu 
Nada mais.