terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Onde estão os seus abraços?

 Dom - 26.12 2021 - 08 h 58 m

Muito além de cada olhar


Quando a

Saudade se eterniza,

O silêncio de Deus, em 

Suave brisa, vem te

Dizer:


 Ainda estão

Contigo os seus

Abraços de ontem, que presente,

Livre, em ti se

Fazem,


Por nunca

Ausente ser, nas

Manhãs tardes noites de tua 

Existência, sem espelho de

Si.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Manhas e manhãs

Sex - 10.05.2013 - 10 h

Manhas e manhãs,
De todas os amanhãs,
Muita e única,
Em cada gesto teu,
Em nos fazer de ti.

Flor, rosa, buquê,
No éden humano,
Éden que se fez divino,
No sim mariano:
Éden divino humano.

Mãe, mulher:
Homem-menino,
Criança e criação,
Berço do mundo:
Canção de ninar.

Mulher, mãe,
Presente, presença,
Tempo, templo:
Santuário da vida
Do menino Deus.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Palavras para que te quero

Qua - 17.04.2002

O Eu de volta para casa,
Quando está chovendo,
Torna-se autêntico mineiro.

Enquanto o sou,
Aparentemente, egoístico,
Retornando para o Pai,
Que chova ou faça sol,
Se olhamos doutro ângulo,
Será sempre comunitário.

Já o ti,
Humano por excelência,
Pouco importa,
Bonança ou temporal,
Regressa sempre cheio de charme,
Sem perder a classe e a nobreza,
Que é próprio de sua simplicidade.

Porém o SOMOS é diferente,
Não há sou que o altere,
Nem tempo que o modifique,
Nem espaço que o danifique,
Nem situação que o faça EU,
Pois jamais será:
MARIA VAI COM AS OUTRAS,
É simplesmente SOMOS:
INDO E VOLTANDO.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Km de amor

Qua - 19.04.1980

Quando nossos corpos
Distam infinidade
Sinto-a dentro do meu ser,
E só então vejo
Que minha vida é você.

Mas é verdade, embora que loucura,
Tanta distância faz me renascer,
A contemplá-la no mundo de ternura,
E querê-la e não a ser.

Se no instante,
Distamos dois corpos,
Toda loucura tende a se finir,
No mais comuns dos mortais amores.

Se somos um,
Somos pela distância,
Pois que bem perto,
Em dois nos desfazemos,
Nos desejos insanos
Dos imortais amores.

domingo, 12 de dezembro de 2021

MariAna

Qua - 01.11.2017 - 07 h 41 m

O canibalismo selvagem capitalista,
Moendo o caro com suas moedas,
Sem faces, a serviço de suas coroas,
Continua boicotando o mundo,

Com dó lá e cá, cotado,
Com marcos dos seus domínios,
Separando Maria de Ana,
Com preço irreal fixado.

Inundando seu Vale de lama,
Tornando amarelo, o que ante
Era verde, deixando sua depressão
Entre montes, sem doce,
Destruindo sonhos e esperança.

No passado, sem criança,
Restando apenas lembranças,
De sua linda Mariana,
Nas suas marias e anas,
No seu peso real desvalorizado.

Na natureza morta
Do espelho narcisista,
Do seu ter que capita lista,
Captado por seu poder extremista.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Balada de Deus

Qui – 11.10.2001

Escuta o silêncio do teu coração,
Que é a sinfonia perfeita de Deus,
Com letra e melodia do irmão,
Que o vento sopra onde quer,
Se quiseres o bem vencedor.

Se quiseres o bem vencedor,
Não resistais ao mal;
Não deites as pérolas aos porcos;
Não jogues as coisas santas aos cães;
Não alimentes o teu irmão
Da migalha que cai da tua mesa.

Pois a migalha, que cai de tua mesa,
É a herança do teu nada,
Que tu preparas diante do teu Deus,
Por não aprenderes a multiplicação dos pães,
Na divisão do pão nosso de cada dia.

Pois O GRANDE MATEMÁTICO,
Às vezes que multiplicou,
Dividia em seguida,
Sem o nada jogar fora,
Ensinando-nos que o necessário só nos basta,
Depois do VOSSO REINO.          

domingo, 28 de novembro de 2021

Nossas lembranças

 Qui - 25.11.2021 - 9 h 39 m

Muito além de cada olhar


Há momentos,

Que seremos apenas 

Lembrança, no tempo chamado vida 

No álbum fotográfico das

Emoções


Contidas, em

Nossas memórias, mas

Quando esse momento presente se 

Faz, percebemos quanto doídas

Lembranças


Nos é,

Hoje, a saudade

Da sua ausência, sem fim,

Nos caminhos sem você

Agora,


Nessa partida,

Somente de ida,

Dolorida, que o seu momento 

Inerte estático também nos

Paralisa,


Se fará

Lembranças todos os

Momentos, no diário de nossas

Recordações escrita por sua

Presença.


Tudo que 

Dissermos será apenas 

Parte do Universo que Povoará 

As nossas lembranças de 

você,


Revelado por

Cada Foto sua,

Que nossas vidas a fizeram

Flash, clicado por nossas

Lentes.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Sou nos

Sex 11.12.2015 - 06 h 52 m

O eu,
Ué!
Embora
Sem senTIr,
Também,
É it,

Com ele
Indo e voltando,
Feito somos,
Em sou de nos,

Nos eles
Que tu sELAs,
Na dualidade
Do Sou nos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Contigo

Qui - 15.11.2012 - 08 h

Contigo!

Somos nós mesmos,
Completos,
Em formato de ti,
Feito criança-bebê,
No tempo esquecido
De
Todos.

Contigo!

O amor se eterniza,
No templo da vida,
Em formato de nós,
Na meninice de ti,
Na fantasia de
Nossas
Histórias.

Contigo!

O choro virá sorriso,
Na partitura melódica
Da alegria,
No palco de nossas
Vidas,
Na jovem que hoje te
Somos.

Contigo!

Deus nos presenteia,
Inundando-nos de ti,
Completando-te de nós,
Ensinando-nos que
A tua idade
É a nossa
Mocidade.

Contigo!

Somos-te!
Vivendo em ti!
E sempre contigo estando,
Sem tempo, sem espaço,
No instante que nos quiseres:
Dias de nossas
vidas.

sábado, 13 de novembro de 2021

Presente dos céus

Qui - 26.03.1980

Quando, 
O amor 
É maior do que  
A distância,
Há, no menor espaço 
Possível, lugares para
Dois corpos unificados.

Quando, 
Se sente que 
Vidas não mais são 
Do que vida, 
Vê-se, nas vidas,
Vida em uma 
Só vida.

Quando, 
A paz acalenta 
A guerra,
O mundo sorri
Com simplicidade 
Entre lábios humanos, que
Fazem das vidas amores.

Quando, 
A rosa murcha, 
Com ela vai-se 
A vida que não 
Chega sê-la,
Sem perder
Sua essência.

Quando,
Em ti me olho, 
percebo, em teu olhar
O que nos meus não percebi,
E os percebo de tal forma 
Que pressinto não percebê-los,
Tão percebido pelos teus.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Ata do conde

Sex - 09.02.2018 - 07 h 23 m

Pelo andar da              No conto      
Carruagem,                   De fada,
Chegaram,            Sem condão,
Em Brasília,        Sendo conde,
Sem                         Se sentindo
Cavalo,                             Adão.

Em busca               No paraíso,
Da lâmpada              Sem anjo,
Maravilhosa,          Empestado
Sem Ali Babá,            De Caim,
Sendo                 Comendo ata,
Gênio.                         Sem fim.

sábado, 6 de novembro de 2021

Vidas inúteis

Ter - 27.05.1980

No linear da vida,
Milhares a existirem,
No mundo do seu ninguém,
A encontrar de além.

É com se o tempo parasse,
Alguém mais olhasse
Estas ínfimas almas perdidas,
SocialMente desumana.

É como se os fossem culpados
Por comê-los nada assado,
Regados a vinhos barrentos
Por capitais de corrente.

É como se fosse culposos
Pelos seus tetos infinitos,
Sobre quatro paredes
De vãs limites mundano.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Rosto

Qui - 04.08.2016 - 08 h 20 m

Vista!                                        Enfeite!
Suas                                      Suas caras
Melhores                                      Joias:
Roupas:                           Suas garganta
Sua                                  Orelhas, seus
Pele.                               Pulsos e mãos.

Ponha!                      E sinta-se vestido
Seus                           De si mesmo, no
Calçados            Espelho do seu corpo,
De                            No tempo achado
Grifes:                      Perdido de todos,
Seus                                  No universo
Pés.                             Dos seus rostos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Em ti

Seg - 22.10.2012 - 07 h 38 m

Em ti!

Aprendemos:
Que não há aborrecente,
Pois filhos que a gente ama e sente
Torna-se adolescente, que nos ama
E nos faz gente.

Em ti!

A gente pôde ver:
Que alunos nós éramos,
Quando os nossos pais
Eram regentes.

Vimos:
Que não fomos muito diferentes,
Pois também soubemos ser
Bons adolescentes.

Em ti!

Vimos quantos somos iguais:
Pois a mesma preocupação
Que tivemos com os nossas pais,
Tu tens conosco tão bem.

É por isso que dizemos agradecidos
À trindade:
Tais filhos!
Tais pais!

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Oásis

Sab - 13.08.2016 - 09 h 39 m

Que o sol                          Te fazendo
Poente                                    Pontes,
Seja sempre                        Nas ilhas
O sol                                  De todos,
Nascente,                                Sendo
 Em tua vida,                           Oásis,

Nos versos                       Quando só
Dos teus                   Deserto couber.
Dia a dia,                    Rindo da dor,
Nas rimas de                    Chorando
Tuas poesias,                      Do riso,
Nos poemas                     Em todos
Escritos                          Os tempos
Por ti.                          Verbais teus.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Goregráficos ademirama

Qua 26.06.2019 - 07 h 57 m

A você,
Meu istmo,
Pelo seu dia
Geográfico,
Em
Nossas
Terras.

Sem nos
Fazermos
Ilhas, 
Nos arquipélagos
Do
Nosso
Amor.

Nos relevos
De  nós
Dois,
Nas planícies
Verdejantes
Da
Vida, 

Nos planaltos
Dos meus
Pensamentos,
Nos oceanos
De nós QUATRO:
Toda  minha atmosfera
Oxigenado de você.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Bobo da corte

Dom - 14.01.2018 - 07 h 18 m

Enquanto tudoEles conjugam,
Com muitos e muitos deles,
SemSerem julgados,
Recebendo pelos atos
De suas ofensas:
Um indulto:
O insulto do povo.

E como sentenças
Dos seus fartos
E fardos poderes:
O julgo suave dos seus
Mandatos e Mandados:
Com seus pesos,
Sem medidas.

Fica o bobo da corte,
De corte em corte,
Pagando multa
Ou se justificando,
Por não ter votado,
Pra não perder os
Seus direitos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Liberdade

Qui - 03.10.2002

Se a vida é uma droga,
E você a usa,
Para se encontrar,
Use somente
O CRAQUE CHAMADO JESUS,
E fique Leve Solto Deslumbrante.

Sem nada de nico, nem tina,
Na prancha do mar, sem conha,
Tirando onda,
Sem heroína.

Nos seus voos, sem coca,
No transcender, sem nafta,
No se encontrar, sem lolô,
Nos meninos de rua que
Deixamos de colar,
Permitindo que a pedra
Os fizesse PÓ.

Em vez de
INJETÁ-LOS DA
PALAVRA DE DEUS,
INALANDO-OS COM
SEU PRÓXIMO,
ATÉ CHEGAR A OVER
DOSE CRISTÃ,

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Choice

Sab - 06.022016 - 21 h 20 m

A vida é assim                   Assim como és
E a morte                        Na vida, serás na
Também,                           Morte também,

Quer que                                 Lembranças
Você                                      De muitos ou
Diga não                              Esquecimento
Ou amém.                                   De todos.

Te terão                            Não te demores
Em choro,                        Em tua escolha,
Se te fizeres                    O tempo da vida
Criança.                          Não te pertence.
      
Ou despedida                                  Sejas
Sem lágrimas,                         Saudades,
Em social                                Enquanto
De herança.                               Viveres.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Meu Abstrato Existencial

Sex - 06.05.2016 - 06 h 10 m

MÃE!                                              Meninos
Amor abstrato,                                  Meus!
Em estado concreto,                    Meninas
Sem pedra a nos jogar.                Minhas!

MÃE!                                              Aqui,
Amor incondicional,                    Sempre
Em nos fazer espelho,                    Estou,
Sem imagem sua.                    Esperando

MÃE!                               Que me chamem,
Amor indivisível,           Sem importunar
Em nos fazer inteiro,         Suas histórias, 
Sem possessivos meus.           Guardadas

MÃE! MÃE! MÃE!                No castelo
Aonde está? Se                       Encantado
Em seu silêncio                      De minhas
Só agora escuto!                     Memórias.

domingo, 19 de setembro de 2021

Professora Sim, Tia Não:

 Sab - 18.09.2021 - 21 h 09 m

AdemirÁvel versejar


Tendo

A Educação

Como Prática da

Liberdade, Paulo Freire, À

Sombra Desta Mangueira, viu que

Só a Prática e Educação capacitam

Bem estar a todos, com a Educação 


E Mudança, que nos levam Por uma

Pedagogia da Pergunta e não a 

Pedagogia do Oprimido que só

Nos faz Depositário do 

Conhecimento da TIA

SIM, professora,

Não.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Aquamar

Dom - 18.09.2016 - 11 h 33 m

O teu aquário,                            Nas Idas
Seja o mar!                                 E vindas
Tuas Borbulhas                    Das partidas 
O tempo de                              Inteiras de
Minhas                             Tuas  chegadas
Realizações,                               Comigo.

No universo                        Sem pressas,
Dos teus Dias,                      Sem presas,
Na calmaria                          Sem peças,
De tuas                                Sem preços,
Tempestade,                            Em prece
Sem idade,                             De tempo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Cupido

 Seg - 26.04.2010 - 08 h 22 m


Amando-te

Encontro-te em nós,

No cupido esculpido

De mim mesmo.


Gostando-te

Sorveteu-me por inteiro,

Em teus sabores de mulher.


Desejando-te

Torno-me Eros de ti,

Minha deusa Afrodite,

Com Vênus e sem Vênus de mim.


Vivendo-te,

Sou S.A de ti,

No anonimato de mim.


Amando, gostando,

Desejando, vivendo,

Tudo sou, sem ti,

Pois te sou por completo.

domingo, 12 de setembro de 2021

Cavalheiro da esperança

 Qua - 30.03.2011 - 23 h 05 m


Esperança! Tem nome:

JOSÉ que nos diga.

Simplicidade! Seu nome:

ALENCAR grande homem,

Anjo de Deus se faz presente

No GOMES sorridente:

Tesouro humano Divino,

Povoado de DA SILVA.


É assim esse josé:

Príncipe Valente da Paz.

Guerreiro do Riso, sem dor,

Hino de Amor pela VIDA,

Na partitura de TODOS NÓS,

Sem dó de si, em momento

Algum.


É assim

esse Alencar:

Que PEQUENINO,

CEDO se fez grande,

E quando grande se fez,

JAMAIS SE ESQUECEU

DOS SEUS PEQUENINOS.


É assim esse gomes:

Sempre de VOLTA para

CASA,

Sem momento de resgate,

Em Contínuo e Eterno

Começar,

ENQUANTO SEU DEUS

QUISER.


É assim esse da silva:

Falando ao Seu CAÇULA

Josué:

CUIDA BEM

DOS PEQUENINOS

POIS SÓ ELES NOS

ENSINAM

A SER HOMEM-MENINO.


É assim

Esse

josé alecar gomes da silva

presidente de 400 dias,

Com Tempo Todo

DE ZÉ.


E assim sempre será:

JOSÉ ALENCAR GOMES

DA SILVA:

O vice de NOSSA

HISTÓRIA,

O ESPELHO HUMANO

DE TODOS,

O RETRATO INTEIRO

DA DIGNIDADE,

O CAVALHEIRO DA

ESPERANÇA:

EM FORMATO DE

POVOOOOOOOOOOO!

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Espelho

 Dom - 04.03.2013 - 17 h 30 m


Espelho!


Que imagem tens de mim,

Além da imagem

que eu tenho de ti

E os outros têm de nós?


Espelho!


Se o BELO sou EU!

Por que disseste à Rainha,

Que a Branca

É a mais Bela?


Já sei:


Usaste a rainha,

Para fazer da Neve

A Bela Adormecida,

Com ou sem maçã.


Para fazer de mim,

Seu príncipe

Encantado,

Com ou seu Castelo:


Vestindo-nos de vaidade,

A nos refletir na água,

Pela primeira vez,

Com suas fantasias.

sábado, 28 de agosto de 2021

Recomeço

 Qua - 28.11.2018 - 08 h 01 m


VidaMorte é consorte

De uma viuvez, que quando

Inicia o consórcio, deixa

O mundo órfão

Que enquanto de

Lado andar, a vida

Persistirá.


A morte, de lado,

Sem se cansar,

Espera a vida,

Para o encontro,

Sem despedida, até

Que a ressurreição,

Novamente, a traga.


Comandado pelo

Único imortal,

Que se fez mortal,

A vida venceu

A morte, mostrando

Para os seus seguidores,

Que a FÉ não tem sorte.

domingo, 22 de agosto de 2021

Mãepai

 Ter - 30.07.2019 - 07h 37 m


Buscando

Um sinônimo

Para pluralizar

Pai,

Achei a 

Palavra

Mãepai,


Onde Mãe,

No cerne

Do seu amor,

Tem o mesmo

Sentimento de pai, 

Complementando

Entre si: Pois


Mãe

É templo,

Onde o milagre

Acontece,

Pai é materialização

Do mistério

Dessa fé.


Mãe

É espelho,

Onde a 

Humanidade

Reflete,

Pai é o reflexo

Dessa imagem.


Mãe

É presente, passado,

Futuro, constante

De seus filhos,

Pai é a continuidade

Desse tempo

Que nunca termina.


Paimãe Mãepai 

São iguais

Na construção

De nossa paz

Não são dois

É um, por isso

Carinhosamente:


 Os chamamos de: Pais…Pais.

domingo, 15 de agosto de 2021

Esperança

 Seg - 13.05.2002


É essa religiosidade cabocla ingênua,

Que o sertanejo traz dentro de si,

Que o faz ser vela acesa,

No meio à tempestade;


É esse choro, sem lamento,

Que o homem do campo mistura

Junto à poeira da terra,

Mais um ano de seca,

Depois de Luzia ter ido,

Barra não ter se vindo,

E José não ter chovido.


E findo o período chuvoso,

Nenhuma gota ter caído,

É que o faz sonhar que o ano vindouro

Haverá um bom inverno.


E quando Luzia se vem,

A barra se tornar real,

José choveu de muitão,

Fartura a terra brotou


O seu feijão, sem valor,

Que o atravessador comprou,

Ou às vezes trocou,

Não tira sua têmpera de homem valente.


Pois o inverno que se firmou,

Deixou-o todo contente.

E ao fantasma da fome,

O sertanejo que, acima de tudo, é um forte,

Agora sorrir diferente,

Agradecendo ao Deus Pai, todo poderoso,

À Santa vilgem Maria,

E a São José,

Por lhe terem dado boa colheita.


Pois agora pode comprar suas chitas,

Um par de chinelo novo,

Um pneu para sua bicicleta,

Pilhas para o seu rádio.


Feliz volta para sua casa de taipa,

Com barro novo colocado,

Na esperança que sempre haverá inverno,

E com ele a certeza

Que sempre terá o que comer e que vestir,

Dando-se por isso satisfeito,

Com as divinas Graças de Deus.


É essa simplicidade rurícola,

Que faz chamar você de Ocê,

Outro dia de Assurdia,

Qualquer pessoa de senhor,

Dando bom dia por onde quer que passe,

É o que está faltando para o mundo

Civilizado de animais irracionais,

Cujo único compromisso é com os poderosos,

Esquecendo que o amanhã será outro dia,

É que faz do sertanejo o migrante da seca

Sem política governamental:

Alimentando sua triste partida.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Amando-te

 Qui - 14.02.1980


Se teus lábios                Já que teus lábios

Fossem minha              Não são minha

Boca,                               Boca,    

Eu falaria                       Dá-mos para que 

Sempre me                    Sinta, entre bocas,

Mordendo,                     Frescor de amor,

Eu calaria                      Sempre Insaciável 

Para sentir                    Em           

De perto,                       Senti-los

Estes ardentes             Segundos

Lábios sorridentes.    Meus.


Se teus ouvidos           Já que ouvidos

 Fossem meu                Teus não me

Ouvir,                             Fazem ouvir,

Gritar-te-ia,                   Ouves o meu

 Sempre no                    Silêncio,

Vácuo,                             Que é verdade

Quando em                    De 

Frêmito,                          Boca, 

Só te chamaria,             Balada

No ouvir de eco             De 

Deste meu amor.           Coração.


Se teus olhos                 Já que olhos

Fossem meu ver,         Teus não me

Minhas pálpebras       Fazem ver,          

Sempre fecharia,        Tenho os meus

No abrir de                  Só para te olhar,

Espelho                        Tenho os teus

Só                                   Sempre me 

Do                                  Olhando,

Meu                               Em os nossos

 Olhar.                           De só nos ver.


Se tuas narinas            Já que teu nariz

Fossem meu odor,      Não me faz

Cheirar-te-ia,               Cheirar-te,

Sempre dentro            Inalo a aroma

D'água,                          Do teu perfume,

Respiraria só                No teu corpo, 

O teu amor,                  Que é meu e 

No                                   Teu,

Suspirar                         No meu corpo,

De                                   Que é teu e 

Toda                               Meu, em corpos,

Minha                            De nós dois,

Vida.                               Somente.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Tempo, presente de Deus

 Seg - 12.08.2019 08 h 25 m


Há muito e muito tempo,

Quando em nem existir

Pensava eu, que me diga 57,

Em seu agosto, doze,

Quis meu Deus me presentear

De AdelinoLuzamira,

Antes mesmo de trinta e seis:


Começo de nós treze,

Nos fazendo, hoje, muitos,

Além de saudades tantas,

Do tempo vivido por nós,

Passageiros

Da mesma 

Nau.


Nascido, o Senhor

Me presenteia de ti,

E tu me presenteias

De nós,

Nos quatro de

Um, que sempre

Seremos.


Além desse um,

Fizemo-nos

Múltiplos, em

Cada ser encontrado,

Nas primaveras da vida, 

No tempo chamado 

Hoje.


Obrigado, Deus!

Por presenteado 

Me teres, com o

Teu tempo,

Tornando-me

Marcadores

Deste instante.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Volátil

 Qui - 21.11.1996


Na solidão

da manha,

Há alegria...


Na solidão

da tarde,

Tem trabalho...


Não solidão

da noite,

Eterna solidão...


Por não mais

existir

O amanhã,


Tornando-nos

Repetitivos

Do ontem,


Em um

hoje

Inexistente.


Enquanto a

Travessia

Não se completar.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Do...

 Ter - 04.07.2017 - 06 h 38


Do asco, feio,

Rastejante, inerte,

Vem o admirável,

Belo, voar, móvel.


Do dormir vem

Os pesadelos e sonhos,

Involuntários e inconscientes,

A borbulharem nossas mentes.


Do acordar vem o descanso,

Da fadiga do dia,

Dos sonhos realizados,

Do peso deles medidos,


No meu amor, que não cabe

Na tigela, no cá fé,

Com lei que em ti

Existe, em mim.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Templo humano

 Dom - 02.03.2009 - 09 h 34 m a 09 h 50 m


Obra prima divina,

Anjo, moça, menina,

A nos enfeitiçar de mulher,

A nos fazer do que quer,

No calor do seu amor.


Luz que nos ilumina,

Templo sagrado de Deus,

Tempo de homem-meninos,

Menina que bem cuidamos,

Moça que desejamos,

Mulher que sempre amamos.


Manhã de todos os brinquedos,

Tarde de príncipe encantado,

Noite de mulher, mãe e senhora,

Dona de todos nós:

Extensão finita do tempo:

Templo humano divino:

MULHER-MOÇA-MENINA.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Além do horizonte

 Dom - 20.10.2013 - 10 h


O que há além do horizonte?

Gente?

Contente ou descontente?

Diz contente?

Ou dez contentes?

Com mente?

Ou que mente?

Comente!

Somente.


O que há além do horizonte?

Ente?

Que sente ou consente?

Sem acento?

Ou com assento?

Feito gente com mente?

Ou que mente como gente?

Cimento!

Semente.


Entre dentro

Do seu ente,

E descubra

O que há:

ALEM DO HORIZONTE.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Exílio poético

 Seg 15.02.2021 - 17 h 04 mSeg - 15 h 04 m


Por Onde Estiver, Só Irei Amar-te:

Passarei O Eu, Surfarei Infinito Agora.

Pegarei Ondas Eternas, Sondarei

Insondáveis Amanhãs. Por Ordem: 


Escrita, Secreta, Indiscreta, Anônima,

Permearei Os Espaços: Solares,

 Intergalácticos, Aéreos, Persuadirei 

Orbitas, Eclipses, Seus Inúmeros Astros.


Pularei Obstáculos E Suas 

Intransponíveis Alturas. Paredes 

Obstruirei, Estradas Seguirei, Indo, 

Além. Percorrerei Oceanos Existenciais,


Sombras Inexistentes, Aquém.

Preso, Ora Exilado Solto, inalando-te: 

Amor, Pedindo, Oh! Escritor

Sagrado, Incontido: Amar-te.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Somos números

 Qua - 29.05.2019 - 08 h 33 m


Antes de nascermos,

Somos Nomes,

para os teus e para os céus,

E o cartório

Te aguardando,

Pra te dar o

Primeiro número.


Mal sabes andar,

Te receitam

CPF, que

Já com RG,

Na mão,

Agora sim, estás

Cidadão.


És CTPS,

Com PIS/PASEP,

Matrícula funcional,

Com CNH, etecetera e tal,

Apto para te tornares

Certidão de casamento,

No calendário da vida.


Afora inscrições, senhas, contas

E o quanto pesar o bolso , ao longo

Dos teus dias, te fazendo NIT,

Até que o atestado de óbito

Nos tire de órbita:

Ainda bem que

Tu tens nome.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Amém

 Dom - 05.05.2019 - 19 h 22 m


Amem:

Antes, agora,

Amanhã:

Assim ascenderão

Altitudes atemporais,

Alongando assertivas

Atitudes acertadas.


Apaixonem-se:

Apressadamente,

Antecipadamente,

Atrevidamente

Ativamente,

Avidamente

Abreviando apenas.


Abracem-se,

Abrasem-se,

Aquecendo alguém

Almejando alma,

Alvejando água,

Aspirando ar: Anulando

Assim: Arca, argila: Amorosamente.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Fagulhas da saudade

 Seg - 28.06.2021 - 07 h 26 m

AdemirÁvel versejar


No 

Crepitar das

Minhas fogueiras eu

Te vejo, iluminando todos

Os meus dias, mãe querida, 

Nas festas de junho deste coração

Com enfeite da bandeira de tua paz.


Nos recantos das minhas saudades,

O teu amor nunca se apagará,

Por chama acesa sempre ser

Marcado por brasas balões

Emocionais dos teus

Junho 28,

MÃE!


Que

Em mim,

Presença se fará,

Na fogueira existencial de

Nossas vidas, que papai com

Um carinho ajeitava, para a noite 

À véspera de São Pedro, acendê-la,


Ao lado, ou em frente de nossa 

Casa, até hoje, bem vivas,  em

Minha memória, onde nem o

Temporal cinza a tornará, 

Por serem fagulhas 

das minhas

Saudades.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Theatro humano

 Qui - 25.03.2021 - 06 h 37 m

AdemirÁvel versejar


Vi

O mar,

Sem ondas espumar,

Esperando o rio chegar,

Aguardando chuva, que se foi,

Sem saber se depois ela voltará,

Sem o vento pra suas nuvens juntar.


Sem se precipitar, a terra seca ficará,

Os rios deixarão de ser caudalosos,

Sem mar mais se tornarem,

Oceanos logo lagos serão

Lembranças sem lagoas:

Pintando natureza

Morta.


Se

Só atores

E personagens formos

Desse teatro humano apenas,

Se achando dono desse ateliê,

Usando as tinturas dos seus ter,

Pintando O SETE: Arte do seu nada.


Seu nada, que ficará sem o nado,

No dia que a natureza quiser,

Quando em fúrias de Titãs

Ela assim se transformar,

Papéis molhados serei,

Sendo barro,

Novamente.

terça-feira, 15 de junho de 2021

EuMimComigo

 Seg - 24.03.2021 - 21 h 02

AdemirÁvel versejar


Saindo 

Comigo, encontrei 

Meu Eu, procurando 

Por Mim. Ficando com

Temor, o meu Eu disfarcei,

Deixando o Comigo, sem o meu

Mim, que de medo também se saiu.


E voltando só a Andar, quanto mais

De Mim me Afastava, mais perto 

Comigo Eu estava. E nessa 

Neura filosófica o Comigo 

Perguntou por Mim,

Ao meu 

Eu.


Que 

Calado estava, 

Em Silêncio ficou,

Seguido sendo por Mim, 

Deixando Comigo fora de si.

Foi, quando então, o meu ser

Dos 3 off-line permaneceu, on line.


Um a um o seu caminhar seguiram.

Acharam-se eles, em algum lugar 

Do tempo, sem se alugarem,

Sem se cobrarem mais

Se encontraram no

EuMimComigo de

Todos.

domingo, 13 de junho de 2021

Nós

Qua - 24.03.2021 - 20 h 00 m

AdemirÁvel versejar


Eu

Te procurei,

Aonde eu andei,

Nos caminhos que cruzei,

Mas ainda não te encontrei,

Será que estás de mim escondida?

Diga-me, aonde vais, ou onde estás.


Se estás, onde eu não posso ficar,

Vem e faz-me esconderijos teus,

Para que, novamente, me ache.

Encontrando-nos em nós.

Vem! Vem! Vem!

Encontro meu.

Vem.


Agora,

Sem aonde

E nenhum onde,

Sem precisa de ir

E nem muito menos vir,

Vivendo o somos indo e voltando,

Voltando a ser o quê sempre fomos.


Por só estradas de nós ora sermos,

No compasso um de nosso passo, 

Sem ondas de outros ninguém,

Sem precisar te procurar,

Sem meu eu

De Ti

Sair.

sábado, 12 de junho de 2021

Cinzeiro

 Qua - 24.03.2021 - 09 h 55

AdemirÁvel versejar


A

Fumaça, que

Vocês tragam, é

A mesma que muita 

Vida apaga, no seu tempo 

De senhora, em inexistir de horas,

Em fazer cada um cinza sua agora,


Tirando um sarro com o seu sarro

 Escarro, e você, charmoso e tal,

Se sentido o máximo, inalando 

As suas doenças inevitáveis, 

Fazendo parte do 

Seu humano

Cinzeiro.


Sem

Se importar

Com seus Pulmões

Contaminados entre os dedos,

Braseiro labial, Chama ardente e

Neurônios queimados, 1, 2, 3. 4…

Enquanto eu o fazendo cinza vou, na


Real idade abstrata, que o fósforo e

O isqueiro, livre preso leve pesado 

Acendendo cigarro, com os seus

Pitocos se divertem, fumados

Por outros, incendiando

Florestas: Cortinas

Somos.

domingo, 6 de junho de 2021

AdemirÁvel versejar

 Qua - 24.03.2021 - 09 h 30m


No 

Mínimo, duas 

Estrofes, Sem máximo 

A determinar, mantendo as

Estrofes pares: Com 28 palavras 

Para cada uma dela; cada estrofe 

Sete versos, em cada verso a igual 


Quantia de Palavras, por nr da linha:

Estrofes: 01 e seus ímpares que 

Vão: Quantia de vocábulos de 

Um/sete: Ordem crescente;

Estrofes: 02 e 

Seus pares 

Seguintes:  


Quantia 

De termos 

De sétimo a 

Um: Do maior ao 

Menor em formato de um

V deitado, em forma de seta,

Com total de no mínimo 56 locuções,


Indo até aonde a tua imaginação e 

A poesia te seduzirem, agora te

Tornando dono deste teu onde,

Vivendo comigo estilo poético

Com AdemirÁvel versejar

Poetizando vida,

Simplesmente.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Luz do mundo

Sex - 23.11.2018 - 08 h 01 m

Esse sonho profundo
Divisor de ausência:
Faz chorar quem fica,
Deixando o ente
Mais presente,
Nas lágrimas de
Cada saudade,

Muitas a chamar
De desencontro,
Outros, de
Desencanto,
Alguns,
Acerto  de
Contas.

Eu, entretanto, vejo
O grande encontro  do
Criador, com a criatura,
Sem choro, sem pranto,
Do descanso imenso,
Do corpo, ou sua
Participação direta,
Na primeira ressurreição,

Quando de sua busca
Incessante do próximo,
Seu único acesso,
De fato, sem precisar
De sorte, se quiser
Banir a morte, chegando-se
A JESUS CRISTO.

sábado, 22 de maio de 2021

Alfabeto

Qui - 11.05.2006

Amor Belíssimo,
Com Divisão Espontânea,
Feito Generosamente,
Harmoniosamente...

Iluminando Já:

Luz Minha, Nossa,
Onde Passais,
Querida Rainha,
Sendo Terna, Única,
Vivendo X Zeus.

E tudo mais que de melhor
O alfabeto venha vos definir.

Zelais X Vidas,
Ultrapassando Todas
São Razões
Que Possui Nosso
Mundo...

Lembrando Juramento
Incontestável:
Honrar, Guardar Filhos Eternos,
Diariamente, Conservando
Bebê Adulto,

Com todas graças e bênçãos,
Que o Alfa e ômega vos conceder.

sábado, 15 de maio de 2021

Castelos encantados

 Dom - 18.04.2021 - 18 h 33 m


D isse a bruxinha atrapalhada

I niciando Harry Potter

À magia da vida:


N o além de cada 

A rco-íris,

C ores te farão caminhos

I ndicando

O Pinóquio sem mentiras,

N as verdades de cada criança, que

A turma da Mônica nos ensinará,

L avando-se, não é Cascão?


D eixando de lado, também,

O clube do Bolinha e da Luluzinha.


L ivro onde cada

I maginação

V oará,

R asbiscando

O universo dos castelos encantados,


I ndo além do ser adulto,

N os vestindo de criança sempre,

F azendo-nos imaginação 

A gora infantil,

N o sermos

T erra do Nunca,

I nserido-nos, livres, nos

L ivros de nossas estórias sem fins.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Noir mistério

Sab - 13.07.2002 - 11 h 13 m

A negritude que em ti se mostra
Revela-me a quietude do branco,
Que só em ti existe, cheios de 
Segredos Teus, que nem ao teu 
Eu fazes confessar, fascinando-me
Adentrá-los como outrora, só para 
Fazer mistérios meus novamente.

Na clara noite escura, do sol que 
Nunca se põe, em pleno meio dia 
Solar, no tocar lunar diuturno,
Dos raios dos nossos sóis,
No consumir de um ontem,
No esperar de amanhã,
Sem pouco de tempo de hoje,

Assim vamos nós três: 
Eu, Tu e TUEU,
Até quando, eternamente,
Formos somente nós dois:
Amado-amante, ausente de outrem,
No tempo presente de nós mesmos,
Em se fazer eterno de Love Story.           

quarta-feira, 12 de maio de 2021

FoLhEIA-me

Qua - 30.10.2019 - 06 h 37 m

Não preciso falar,
Para puderes me ouvir.
Eu que um dia fui
Silêncio
E brancas páginas, 
Sem mente.

Estou agora
Materializado, esperando
Tu chegares
Pra juntos 
Vivermos
Aventuras,

Que hoje
Também são tuas,
Nesse mundo
Imaginário
Das 
letras,

Agora
Transformadas em palavras,
Nesse universo
Cultural,
Que o alfabeto
Nos faz escrever e ler.

Ao me veres
Assim pronto, não me detenhas,
Um só instante,
Aceita-me como presente,
Aumenta- me um ponto,
No conto de outros mais.

Sem me fazeres 
Enfeite empoeirado de tuas estantes,
Jamais, lendo-me,
E deixando
Que outros me leiam.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Peregrina

Ter - 07.05.2019 - 02 h 30 m

Rabiscando uma palavra
Para  expressar esta andarilha
Atemporal, que nós filhos,
Às vezes,
A empoeiramos
Em nossos
Esquecimentos, a quem

Só deveríamos emoldurar
Em nossos corações,
Enquadrando-a com
Nossas emoções,
Encontrei  você,
Companheira certa
De todos os meus dias

Peregrinando por aí afora:

Sendo mãe,
Sendo mão
Dupla,
Sem nunca
Estar
Na contramão
Da vida:

Na marginal,
Em qualquer
Lugar,
Imagina ela
Nos encontrar,
Imagem santa
A nos procurar:

Nos Oásis,
Ou nos desertos
Floridos das vidas,
Entre caos e Tempestades, muitas,
De certos, os fará amenos,
Só pra, suavemente,
Soprar seus cetros,

Sem se preocupar
Se seremos ou não
Sua bengala um dia,
Com igual
Valia,
Nos
Procurará,

Mesma velhinha
Quando for um dia,
Se abandonando,
Para nos encontrar,
Ainda que abandonada:
Com seus mimos e com suas
Canções de ninar nos embalará,

Nos aquecendo
Com a  chama indelével
Do charme do seu  amor, 
Sem lembranças dos frios gelos
Dos nossos desertos,
Que implantamos nos Oásis
Da  contramãe de sua vida:

TodaVia,
Nada a impedirá
De sempre nos procurar:
Estando presa ou solta,
Nos asilos de nossos dias:
Só pra nos amar, nos amar,
Nos amar.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Tempo de nós

 Qui - 18.03.2021 - 13 h 19 m


Não contarei

As pessoas que me fizeram

Chorar,

Mas

Os momentos

Que elas me fizeram

Sorrir.


Não cronometrarei

O tempo que me deixaram

Só,

Mas

A qualidade do

Tempo que juntos

Ficamos.


Não lembrarei

A quantidade de NÃO

Que disseram ao meu sim,

Mas 

O seus cada NÃO

Que me fizeram ser sim,

Mais ainda.


Pois foram:


Com os seus sorrisos

Que eu enxuguei

Minhas lágrimas;


Com sua companhia

Que vivi tempo

De nós:


Aprendendo com

Seus NÃO, 

O quanto os sim

São importantes.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Sol indígena

 Seg - 12 .04.2021 - 10 h 29


S ol,

O nde os

L íderes com seus


Í ndios viviam,

N o seu mundo novo,

D onos de si,

Í ntimos e

G uardiões da terra, flora,fauna,

I ndependentes eram,

N as suas cabanas,

A ntes do velho mundo.


S ol,

O nde os caciques

L á na moram mais,


I nocência perdidas,

N as invasões portunholinglês

D onos de si, deixaram de ser,

Í ndios sem caça, pesca e sem

G arças e graças permaneceram,

I ntrusos e estrangeiros,

N o Brasil e nas Américas se fizeram,

A gora sem seu totem.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Imaginem!

 Dom - 21.03.2021 - 10 h 37 m


Imaginem:


A música ávida

De poesias,

Na busca frenética

Para Compor

Os acordes de

Suas 

Melodias.


Imaginem:


A melodia

Sonora

Pronta para

Ser tocada,

Aguardando,

Ansiosamente,

As letras para

Serem ouvidas.


Imaginem:


As letras, agora,

Sonorizadas,

Inspiração divina,

Escrita humana,

Nos compassos

Da vida, sendo

Canção.


Imaginem:


A canção que o mundo canta, e

Que na vida em cada canto encanta, 

Com suas melodias orquestradas de

POESIAS, 

Como seria sem o expressar

 Sentimentalizado do poeta.

Como seria? Imaginem...

terça-feira, 13 de abril de 2021

Mar achado

Sab - 02.12.2017 - 05 h 30m

No mar achado,
Escuto o chamado,
Sinto a chama da amada,
Entre chá de amados,
Debaixo da frondosa Nogueira,
Manchado de nós dois,
Defendendo com machado
A marcha do nosso amor,
Cobrindo-nos com tuas mechas,
Nos mexas de tua sombra.

Ai de mim, se não foras tu,
Ai de ti, se não for eu,
No mar achado perdido,
Encontrado debaixo da Nogueira,
Em chamas de amores,
No mar ia de José,
No To go gó,
Da Fé que Li, em Pé,
No raio lindo.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Vozes do Brasil

Qua - 05.09.2001

Sussurras o Brasil
Vozes da África,
Em pleno berço esplêndido
Dos teus floridos jardins,
A miséria do adormecido gigante,
Vivida por teus filhos
Esquecidos.

Proclamas o Brasil,
Florão da América,
Vozes americanas e eurasianas,
Dos teus filhos mais gentis,
Que diante a clava forte fogem à luta,
Deixando-te terra amada, idolatrada,
Desgarrada.

Murmuras o Brasil
Dos filhos destes,
O silêncio da pobreza absoluta:
Dos sem terra, sem nome e sem berço,
Que o impávido colosso,
No teu desigual penhor,
Produzes.

Ouves o Brasil,
Ao som do mar e
A luz do céu profundo,
O grito calado do teu Ipiranga,
Que Portugal a ti concedera,
A grito de  brasigues:
Viva o povo português

Escutas o Brasil
As lamúrias do teu povo:
Brasil! Brasil! Fecha as portas dos
Teus males.
Para que os filhos teus
Não vejam mais país algum como este.
Osório! Osório! Onde está o seu BRASIL!

terça-feira, 6 de abril de 2021

Bichumano

Sex - 18.12.2015 - 06 h 33 m

Metamorfose humana:

Horas bichos, ora homem,
Homem bichos! Agora,
Bichumano! Depois,
Nas haras dos seus haréns.

Feito:

Camaleão!
Borboleta! Hoje,
Lagarto! Ontem,
Nos sóis de suas noites,
Nas imagens dos seus espelhos.

Com variantes de Bicho homem
A um animal qualquer,
Dependendo de sua mala
E da alma que o acalma,
No dia-a-dia, que nunca se acaba.

Bicho humana,
Bicho dez humano,
Humano bicho desumano,
Nas nudezes de suas palmas,
Sem importar as camas.

domingo, 28 de março de 2021

Pensamentos

Seg - 26.11.2018 - 08 h 07 m

São olhos que veem
O que a boca fala,
sem se pronunciar,
O que os ouvidos deixaram
De ouvir ou não,
O que a mente conversou,
No seu diálogo interno.

Aversos, às vezes,
O que se expressa a língua,
Refazendo verbetes
Pra não ser descortês,
Mantendo a calma,
Dominando as intempéries,
Pra ficar acima do conflito.

Deixando de dizer
O que dar na telha,
Evitando jogar vozes
Ao vento, confabulando
Com o silêncio,
Meditando antes,
Para não chorar depois.

Faça disso uma opção,
Aprenda que vencer
É convencer, sem precisar
Ganhar; é perder sem nunca
Ter perdido, ressignificando
O fato, enfeitando o prato,
Sem ressentimentos,

Voando que nem condor,
Alcançando a plenitude
Da alma, com suave idade,
Livres, sem amarras,
No levitar sutil,
Das percepções
Cognitivas.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Mui Amada Eva

Ter - 06.05.2003

Magníficos Autênticos Especiais: 
Bebês;
Maravilhosas Atrevidas Elétricas:
Meninas;
Manhosas Atiçadas Excêntricas: 
Moças;
Misteriosas Amantes Extasiadas:
Mulheres;
Mão Amiga Esplêndida: 
S E N H O R A.

Senhora de mim, Senhora de nós,
Mãe Assim És:
Disfarçada na mulher,
Amadamante-amiga-companheira
De nós dois somente, é o que és,
Sem perder a moça, que um dia
Nos fez uno, levada da breca,
Sapeca, sempre cheia de meninice,
Cheios de sonhos a esperar de bebê,
És tudo que te somos.

A mui Amada Eva,
Eternamente, Co-Autora
Objetiva e/ou subjetiva 
De nossas vidas,
Que em tua Singularidade Pluralista
Fazes-te simples composta,
No contínuo procura-se:
Filho...
O nosso divinal 
AMOR.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Sab - 16.21.2019 - 05 h 22 m

Depois da trindade santa,
Minha família, 
Parcos amigos, 
Alguns conhecidos,
Muitos estranhos,
E outros seres mais:

O meu refúgio
São as poesias,
Exceto os três
Primeiros que já
Havia 
Dentro 
De mim.

São elas que me 
Encantam todos os dias,
Nas extensões das letras
Sentimentalizadas,
Com ou sem lamentos
Escritas naquele 
Momento,

Pontuadas,
Às vezes
Vírguladas,
Entre: Saudades,
Sorrisos e dores,
Nas reticências
Das vidas...

Elas, nunca,
Me deixarão 
Sozinho.
Pois é lá
Que eu me encontro
Em cada um de  vocês:
Em mim.

Lá! Eu sou versos
Sou estrofes.
Lá! nunca estarei só:
Tenho vocês três
Me fazendo companhia:
Minha inspiração em
Forma de poesias,

No 
Ser
Poeta
Todos
Os
Meus
Dias.