Falar-lhe
Sem não
Mais me
Ouvir:
nesse
meu
mundo
nulo,
agora
adormecido
SEU.
Mas, mesmo, assim,
Enquanto,
Vê-lo, rio,
Até das coisas, sem graças,
Que você as fizeram
Engraçadas:
Na imagem do meu espelho.
Qua - 27.08.1975
Ó Divina obra de Deus
Por que choras?
Não vês que as lágrimas
Desses olhos teus
Trazem ao mundo tristeza toda hora.
Ó Segunda maravilha do mundo
Como tu és maviosa e singela,
E como brilha o mundo
Ao ver teus lábios sorrindo.
Ó criança como tu és bela.
Ó Pequeno ser que nos torna iguais a ti.
Ó maravilhosa criaturinha que nos dá
Tanta alegria, por nos ser berço todos
Os dias, tornando-nos, Deus,
Mãe, criança, todas às vezes.
Seg - 14.08.1980
Tu que te fazes juízes,
No mundo louco desvairado,
Supondo o certo e o errado
No fardo de outras cruzes.
Tu que não vais além do mundo exterior
Mas faz-te dono da verdade,
Condenando quem e os quê
Sem reconhecer os seus porquês.
Tu que falas sem queres ouvir,
Que tudo vês, sem nada enxergar
Faz do teu próximo um caminho
E vá com ele a peregrinar.
Se quiseres os outros conhecer,
Sai da tua esfera
E venha ao mundo dos outros mergulhar
E ouve-os antes de condená-los.