segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Passageiro do tempo

 Dom - 25.10.2020 - 10 h 13 m


O tempo é uma página,

Sempre em branco, 

Que eu escreverei, 

Com tintas sentimentalizadas,

Enquanto 

Deus 

me for 

Sopro.


E nesse sopro,

Orquestrado,

Sem intervalo,

Vou perdendo,

O quê não ganhei,

Vou ganhando

O quê eu já perdi,


Sem querer ser

Adulto,

Quando adolescente

Fui,

Sem Lamentar os

Quinze anos,

Agora envelhecidos.


Desse dilema,

Que fiquem longe

Os meus poemas,

Tornando-se tempo, 

Na memória humana,

Quando um dia eu deixar 

De Existir.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Está com voce

Qui - 19.10.2017 - 08 h 39 m

Está com você,
Me sinto bem,
Com suas mãozinhas,
Sem contagem de tempo:
O presente no 
Meu 
Presente.

Sem você,
Em um quarto me 
Resumo,
Porque não dizer:
Fico sem casa,
Aguardando sua 
Volta.

Pois aqui,
Nesta cidade,
Tenho apenas
A mim,
Como companhia,
No vácuo da minha
Solidão.

Ainda bem que
Você está aqui,
Pertinho de mim,
Estando sempre
Comigo,
Preenchendo
Minha existência.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Rosa angelical

 Seg - 24.08.2020 - 08 h 13 m


No

Face, da vida,

A

Face, invisível,

Do

Rosto, visível,

Sentimentalizado,


Vivido

Pelo tempo,

Chamado

Tu:

Láureo, mar:

À cunha dos

Meus versos.


Versos

Transcritos

Do teu amor

Eterno,

Para o teu

Eterno

Amor.


Lá,

O mar

Sempre será

Só teu,

Assim como:

Meu céu, meu mel

E meu eu:


Eu, jardim 

De tuas 

Rosas 

Angelicais

Angélicas

Rosas do

Meu jardim.


Jardim,

Do meu

Jasmim,

Que já me fez, cedo,

Ficar sem mim,

Por meu eu

Apenas Ser-te.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Ser-te

 Qui - 25.04.2002


Meu sorriso está

Entre os meus lábios,

Que tua boca

A minha faz beijar.


Meu ser está

Dentro de ti,

Pois tu existes,

Por isso penso.


Meu coração,

Transportado de ti.

Em mim vive,

Oxigenado do teu amor.


Meu sentimento está

No pulsar de tua emoção,

Que teu corpo,

Em mim se faz extensão.


Pois, ser-te

Não é a questão,

Mas a solução

Do meu existir.


Por isso,

Neste momento,

Passo-me para ti,

Cuida bem de nós,

Não te deixes ir de mim.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Aprisco

Qua - 21.02.2018 - 07 h 16 m

Enquanto                                 Lembrando,
O lobo                              Constantemente,
Mau                                 Que ovelha não é
Estiver mal,         Bichinho de estimação,
As ovelhas                        Mas animal que
Estarão                                   Estima ação,
Bem,                           Sempre pronta para
Sem                                        O matadouro,
Precisarem                           Sem ao menos
Ser boas.                      Saberem seu nome.

Sobrando tempo,                                    No
Para muitos                                    Aprisco,
Mercenários,                                          Sem
Vestindo-se                                      Apreço,
De vaidade,                                     Com seu
Entrarem sem                                     Preço,
Abrir as portas,                                      Sem
E as tosquiarem,                                 Nunca
Quando o bem                              Buscarem
Quiserem.                                 A centésima.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

Sex - 13.05.2002

Paremos um pouco! É natal!
Em sua inesquecível noite de 24.
E todos não cessam de dizer:

FELIZ NATAL! FELIZ NATAL!

É como se os demais dias 
Se resumissem, apenas,
Naquela data e 
No seu 31:

FELIZ ANO NOVO! 
FELIZ ANO NOVO!

Que muitos mal disfarçam 
Em seus LOVELHAS,
Achando que ainda 
Estão nos seus
363 dias restantes.

Quanta hipocrisia!
Passamos o tempo todo 
Fazendo do
Outro degrau, e continuamos,
Mecanicamente, ceando 
O mesmo Natal.

Até quando! Seremos 
Sepulcros caiados?
Até quando! Seremos 
Judas Iscariotes?
Até quando! Limparemos, 
Unicamente, nosso exterior?
Até quando! Atiraremos 
A primeira pedra?

Sempre! Sempre! 
Sempre! Sempre!
Não! Não digamos 
Sempre!

Mas:
Até o dia que tirarmos 
A trave dos
Nossos olhos, e limparmos 
O argueiro do olho do nosso 
Irmão, e juntos zelarmos
Os sepulcros caiados, 
Com seus ossos e
Imundícies interiores.

Até o dia que deixarmos Pedro
Fluir livremente dentro de nós,
Mesmo negando Cristo 
Por três vezes,
Porém, sem momento algum de
Judas Iscariotes.

Até o dia que renascermos 
De novo,
Purificando nosso interior,
Na fonte de água viva.

Até o dia que desarmarmos 
Nossos espíritos
E oferecermos rosas às 
Madalenas de nossas vidas, 
Buscando em primeiro lugar
O Reino de Deus.

Quando tudo isso acontecer
Brindaremos a vida, todos os dias,
Sem instante algum de LOBELHAS,
Dizendo, alegremente:

feliz natal! feliz ano novo!