Sex - 13.05.2002
Paremos um pouco! É natal!
Em sua inesquecível noite de 24.
E todos não cessam de dizer:
FELIZ NATAL! FELIZ NATAL!
É como se os demais dias
Se resumissem, apenas,
Naquela data e
No seu 31:
FELIZ ANO NOVO!
FELIZ ANO NOVO!
Que muitos mal disfarçam
Em seus LOVELHAS,
Achando que ainda
Estão nos seus
363 dias restantes.
Quanta hipocrisia!
Passamos o tempo todo
Fazendo do
Outro degrau, e continuamos,
Mecanicamente, ceando
O mesmo Natal.
Até quando! Seremos
Sepulcros caiados?
Até quando! Seremos
Judas Iscariotes?
Até quando! Limparemos,
Unicamente, nosso exterior?
Até quando! Atiraremos
A primeira pedra?
Sempre! Sempre!
Sempre! Sempre!
Não! Não digamos
Sempre!
Mas:
Até o dia que tirarmos
A trave dos
Nossos olhos, e limparmos
O argueiro do olho do nosso
Irmão, e juntos zelarmos
Os sepulcros caiados,
Com seus ossos e
Imundícies interiores.
Até o dia que deixarmos Pedro
Fluir livremente dentro de nós,
Mesmo negando Cristo
Por três vezes,
Porém, sem momento algum de
Judas Iscariotes.
Até o dia que renascermos
De novo,
Purificando nosso interior,
Na fonte de água viva.
Até o dia que desarmarmos
Nossos espíritos
E oferecermos rosas às
Madalenas de nossas vidas,
Buscando em primeiro lugar
O Reino de Deus.
Quando tudo isso acontecer
Brindaremos a vida, todos os dias,
Sem instante algum de LOBELHAS,
Dizendo, alegremente:
feliz natal! feliz ano novo!