terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Realeza dos tronos

Qua - 02.06.2004

Muitos
Passam assim:
Renegados na vida,
Intrínsecos de si mesmos,
Diante inexistências doutros.

Não importando nada,
Nem ninguém,
Assim passam:
Vazios - Inexistentes - Incógnitos,
Ligando coisa nenhuma ao nada.
Mesmo chegando a lugares perdidos,
Assim, vão, sem nunca se encontrarem.

Meio à multidão,
Apenas sendo mais um:
Realeza dos tronos,
Querendo todos aos seus pés:
Inteiro - Uno - Indivisível:
Estandarte do ter,
Sábio eloquente porta voz global.

Passam todos,
E outros mais:
Retratos infames da história,
Escória humana momentânea:
Absoluto - Incontestável - Atores de ser,
Retrato de suas estórias,
Assinados por ínfimos tolos imortais.

Você!

Por ser:
A tempestade que nos faz bonança...
O açoite que nos afaga...
O incômodo que nos acomoda...
O sacudir a embalar de sonhos
De se pode mais:
Ficará para sempre.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Corações

Seg - 22.10.2018 - 08 h 05 m

Ao nosso filho querido
A alegria de te sermos,
A felicidade de estarmos
Contigo,
Em formato nosso  de TU,
No presente contínuo do ontem,
Onde lá tudo começou,

No bora pai, de agora,
Pisando fundo no que acelera,
Ensinando a irmãzinha dizer
Papai: Lembranças que, até
Hoje, nos fazem te vermos criança,
Como nos disse Nai, ontem:
Ainda não somos adultos.

Máxima mais do que certa,
Por mais que queiram duvidar:
Filhos são sempre pequeninos
Nas terras
que
ninguém
Anda.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

A Colombina

 Sab - 11.02.2023 - 14 h 32 m

 Cálices da sensatez


Entre confete e serpentina, lá estava a

    Colombina, a olhares de Arlequim  

        E Pierrot, disputando seu amor 

          Foi-se o carnaval, E com ele     

        Arlequim e Pierrot. Mas eu e a    

          Colombina nos tornamos 1,

        Até hoje, nos carnavais da vida.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Dez enganos

 Ter - 24.01,2023 - 09 h 21 m


Após muitos desenganos,

Quis meu cigano coração

Congelar sua emoção 

Para não mais viver de enganos.


Fechou-se, em si, sem alguém,

Sem espaço para sicrana,

E muito menos para beltrana:

No seu mundo sem ninguém.


Racional, sem mais fulana,

Seu amor ficou sem carona,

Desocupado e sem dona.


Quando tudo era fim,

Tu me inseres no teu confim,

Te tornando meu afim.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Da porcelana ao pó

Ter - 15.10.2019 08 h 15 m

O abutre, impávido, impaciente,
Na relva rala, quase, sem vidas,
Se alimentando de nada,
Aguarda, em sua frente,
Um prato esquelético, infantil,
Do que restou de um Humano,
Comido, pela fome.

Enquanto o
Desumano,
Insano HOMEM,
Senhor do pão
E da água,
Da terra nua
E crua,

Em seus palácios
Se deliciam,
Apreciando
Os quadros
Negros da vida,
Que sua riqueza
Pintara,

Com tintas
Da mamãe
África,
Desde os tempos
Indos,
Sem lhe quebrarem
Os  grilhões.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Amos, sem senhores

Na tua                              Na tua       
Carne                         Noite, Dia    
Está                                      Fica
Amos,                               Amos.

Na tua                              Na ama
Casa,                             Com amo
Casa                               Continua
Amos.                                  Amos.

Na tua                Vestidos de nós,
Sombra,                    Despidos de
Descansa         Amores dos Ama
Amos.                                  Amos.