quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Batuta

Seg - 30.11.2015 - 07 h 13 m

No riso,
Podemos até chorar,
Chorar de alegria,
Das belas emoções incontidas,

Que fazem do choro,
Canções inesquecíveis,
Fazendo da dor, lágrima orquestrada,
Nas partituras da vida, em cada canto.

Se encante!
Você é seu canto,
No concerto de sua melodia,
Na sinfonia de Deus.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

É fé

Dom - 04.11.2018 - 06 h 36 m

A morte poderia       ser,
Somente, o fim de tudo,
Se eu a   visse,
apenas, Como
a     despedida       de                         
uma Terra           Fria.

Ou um nada, para
sempre, de    uma         
dor estúpida,
que  fere a
alma, sem
machucar
o  corpo.

Se eu não visse o espírito, livre        
Do corpo, rompendo a  morte,  
Nicodemizado, em
vida, lazariado  por            
Cristo, no   calvário    
do     Próximo, chamados       
ressurreição e   saudade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Sementes

Qua - 09.01.2019 - 08 h  01 m

O que ainda restou de nós?
Além de nossas saudades
Bem vividas, de poucas
Mágoas já resolvidas,
Do tempo de nós muitos,
Do pouco que agora estamos,
Do muito que ainda somos!

O que restou de nós?
Sem pais, sem tios,
Com uma tia apenas;
Com alguns irmãos, irmãs,
Sobrinhos, primos, primas...
Outros amigos emudecidos
No seu mundo agora,

Sem lenço, identidades
Muitas  sempre seremos,
Em DNA de avós transformados,
Amolando Machado, podando
A Nogueira Amâncio, e sua Oliveira
Dando forma ao Barro, untando Girão
E Castro, com seus Ramos frutificados

De Felipe, Raulino, se fazendo
Guerreiro,  no meu 30 de Setembro,
Com Brito, Ferreira, Gomes, Saraiva
Levando paz à Costa, FEITO roSA
Enfeitada de Fernandes, nos 25 de
Fevereiro, que nem Ventos amenos
Assoprando o tempo:  Sempre seremos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Sem batom

Seg - 14.01.2019 - 19 h 28 m

Um beijo...
Um indômito desejo...
No devaneio me vejo. ..
Em teu súbito ensejo ...
Em volúpia a se consumir....
Preso na prece da peça
Dos  teus lábios, em silêncio,

Sem pressa, na minha
Posse Ir, só pra te sentir,
Sem mim, o ser-te,
Sem te teres, que tua
Boca me devora,
Nas poses, sem pausas
De nossos pousos, agora,

No afresco do teu rosto
Sem pinturas, raro efeito,
Nas maquiagens amenas
De tuas nuages perfeitas
Vestidas de roupagens,
Com os brilhos das nuanças
Das tuas sombras, apenas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Trema

Sex - 02.11.2018 - 07 h 32 m

Que saudade de você.
Lá, a vida era mais
Tranqüila e charmosa,
Deixando-me, mais aliviado,
Por sua pronúncia
Continuar
Tremendo.

Ali, o:
EI, OI EU,
Creem, deem, leem, veem,
E seus VOOS ilhados,
com perdoo, sem enjoos
Eram que nem ônibus, não
Tinha passageiros em pé.

Hoje: Pera pera e para
a maçã para tudo de novo,
Semente, sem mente, que
Cimenta por si, sem pôr do sol,
No pôde, sem pódio, na ante-sala
Dos desencontros juntos do seu pode.

Que  saudade de você...
Acolá, não precisava
Do contexto para  se entender.
Sua palavra bastava.
Exceto outras tantas iguais a ti:
Que se escreve, amarra
Pertencendo ao conde:

Que manga,
Cortando a manga
Dobrando a manga
Tocando fogo na manga,
Montado no seu Manga-larga,
Sem acender o lampião,
com seus galopes de:

Pelo pelo,
Pela pela
Pô-los polo  polo,
Do sal dado,
Com sol dando
Sem cabê-los
Nos seus poros.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Revista

Seg - 28.01.2019 - 13 h 24 m

Por mais que suba
Os muros,
Isolando-os de tudo
E de todos,
Seus tijolos
Não ficarão
Mudos.

Por mais que  lixe
E emasse as paredes,
E depois as pinte
Com cores mil
E outras mais,
Deixando-as sem marcas,
Suas rachaduras estarão visíveis.

Por mais que refaça
Os telhados,
Transformando-os em
Melhores coberturas,
Com heliporto,
Em encontrar de luares,
Suas goteiras estarão expostas.

Por mais que sua casa
Esteja sobre fundamentos
Sólidos, e nenhum vento
Ou tempestade a venham
Abalar, ela sempre estará
No chão, por não haver lá
O verbo amar.