sexta-feira, 28 de junho de 2024

Visitando-me

Dom - 19.04.2020 - 13 h 47 m

Com a brisa da saudade,
Que os ventos das
Lembranças fazem
Varrer cada recanto
Da memória,
Levando-me aos remotos
Lugares, dantes bem guardados.

Adentro-me,
Momento
A
Momento
Meus,
No diálogo silencioso
De mim mesmo,

Só pra eu me
Encontrar
Agora,
Com 
Esses
Inesquecíveis
Instantes.

Abro
a cortina
Do tempo,
E passo a viver,
Cada passado,
Agora vivido
Por mim,

Presenteados
De
Vocês,
No preto e branco
De
Nossas histórias coloridas,
Passo a passo.

Tão vivos,
Que o futuro
Para
Pra se 
Encontrar
Com o
Presente.

E sem
Pressa
Alguma,
Estacionados
Ficamos,
Sem mais querermos
Sair do passado.

sábado, 22 de junho de 2024

Vilarejos das saudades

 Sex - 11.02.2022 - 16 h 42

Muito além de cada olhar


Pelas andanças

Perdidas, no interior

De mim, nos vilarejos de

Ti, nos recantos das 

Saudades, 


Nas ruas

Quaisquer do tempo 

Meu, nas esquinas das lembranças, 

Nas sacadas das minhas 

Memórias,


Eu te

Vejo, me contando

Histórias, de mim, com orgulho, 

Falando, até hoje, me

Amando.

sábado, 15 de junho de 2024

História do nosso bairro

Bom dia meu senhor,

Bom dia minha senhora,

Com muito respeito e amor,

Agora chegou a hora

Do nosso bairro se apresentar

Ao povo deste lugar.

               

Dele fazemos parte,

Sua bandeira, nosso estandarte,

Crianças, jovens e adultos,

Vivam todos sem insultos.

Escutem nossa história,

Cheia de boas memórias.

             

Nosso bairro começou

Com uns poucos moradores,

Vivendo de agricultura,

Simples belas criaturas,

Sempre sem medos e sem dores,

Com nome Várzea iniciou.

           

O rio Banabuiú

Foi de grande serventia,

Garantindo à nossa gente

Plantação e água fria,

Mas quando vem a enchente,

Lá se vem nossa agonia.

         

Com ela perdemos móveis,

Trocamos até de lugar,

Para salvar nossas coisinhas,

Com a ajuda dos vizinhos,

Mas todo dia vamos lá,

Só pra ver água baixar.

              

Mas no meio à aflição,

Veio-nos Padre Assis Monteiro,

Que com seu amor certeiro,

E sua graça e bênção,

Logo nos fez irmãos,

Amando-nos primeiro.

               

Foi esse amor Angelical,

Desse homem genial,

Cheio de histórias e astúcia,

Numa homenagem mais do que justa,

Hoje te somos por inteiro,

Bairro Padre Assis Monteiro.

             

Antônio Fernandes! Pouco se lembra.

Antônio do Padre, Porém,

Apelido que convém,

Ao danado do menino,

Que Padre Assis fez seu mimo,

Morada Nova celebra.

          

Mãe Rosário, mãe de tantos,

Sinônimo de nascimento,

Na vida se fez parteira,

Entregando-se por inteira,

Sem obstáculos, sem prantos,

Em se fazer de rebento.

        

Lembrança do Matadouro,

Com suas cores de ouro,

Um quintal contaminado,

E seu curral de lado,

Com os animais pra abate,

À espera de xeque-mate.

      

Emprego de muita gente

Na festa do bicho morto,

Marretada bem certeira,

Uma sangria perfeita,

Sem idade para tratante,

Nossa carne estava feita.

   

Os belos banhos de rio,

Ponto turístico ainda presente,

Também serve de alimento,

De pão, suor e lamento,

Do Bairro e de muita gente,

Retratos de bons momentos

   

O florestal de Tia Helena,

Lindo e arborizado,

Com suas mudas serenas

Sempre lindas e matizadas

Era um lugar de beleza

Dos amantes da Natureza.

   

O parque da vaquejada, onze de junho deixava

O bairro todo orgulhoso,

Com seus vaqueiros garbosos,

Para derrubar seu touro, 

Com seus gibões de couro,

Em sua alegria plena, suas sagas contavam.

  

Com suas tarrafas, LINO

Pescava peixe e cultura,

O carnaval em fartura,

Sem este ilustre inquilino,

As nossas festas de rua

Ficavam desertas e nuas.

       

Pois seu boi menino,

Faceiro e fanfarrão,

Era presença esperada,

A percorrer toda cidade,

Encantando todas idades,

Do nosso famoso DOM LINO,

       

Saudoso Bloco do Lino,

Com seu boi cheio de mimo,

De papangus acompanhados,

Com Zé Bonifácio, de preto Trajado, 

Sem falar de seus forrós,

Sem chuva e com torós.

      

A banca da Perolina,

Com suas mãos de menina,

Não tinha pra ninguém:

Bolo de milho, pé-de-moleque, grudinho

Bolo de batata, broa, Bulinho,  

Só ela fazia tão bem.

     

A Capela, quem diria,

Sonho de todos um dia,

Hoje, com o grupo da paz, virou real.

Porém, a nossa praça,

Aguardando nome está,

Tão linda e cheia de graça.

     

Monsenhor Pedro, vai se lá,

Mas Dom Lino é bem melhor,

Gente da gente, bem gente,

Vivo em nossa mente,

Ainda muito presente,

Por que não eternizá-lo.

    

Agora é hora de estudar e ler,

Está a Rodi a nos dizer,

Pois foi lá, onde tudo foi acontecer,

Uma sala na Luiz Terto,

Nossa escola foi seu teto,

Com vinte alunos, e três turnos, certo!

  

A sala pequena ficara,

Três turnos só não bastaram,

O desejo de ensinar despertava,

Em cem alunos de Rodi se transformaram,

Dona Mima em seu sonho acreditava,

A pequena Rodi, pública estava.

 

Graças a ti, Rodi! Teu sonho se faz real

Tua persistência Tenaz,

De que só o vencedor é capaz,

Faz Franciné Girão

Doar ao teu bairro natal,

A escola Perboyre Girão.


Personagem da História,

Tomé, Zelinda, Félix Mariano, Julinho,

E outros mais, descobriram no saber

O portal do seu caminho,

Mostrando que ler e escrever,

Faz o homem ser notório.


Assim escrevemos nossa história,

Sem colocar ponta final,

Pois quem sabe faz agora,

Com humanismo cristão,

Sem deixar para amanhã,

O templo de sua hora.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Retina enluarada

 Ter - 06.06.2023 - 15 h 57 m


Apenas um olhar,

Um doce piscar: 

O amor estava cá

De ti a me marcar


Selado pelo luar,

Entre estrelas piscantes,

Tocados pelas espumas flutuantes,

Com teu olhar estava eu lá.


Entre tuas íris a me ver,

Nas pupilas a me olhar,

No abrir fechar dos teus olhos,

Estou sempre a me espelhar.


Com eles, eu sempre me vejo,

Onde quer que eu esteja,

Com esta retina enluarada,

Que só, em ti, há, minha namorada.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

A corte, sem corte

Dom - 24.05.2020 - 11 h 59 m

Em algum
Lugar
Do passado,
Quinhentos
E vinte
Anos
Depois,

Perante seu
Senhor
E
Amo,
Quis um
Gentil cavalheiro
O seu plano Expor:

Prendemos
Os
Vagabundos,
Que nos
Atrapalham
Governar
No novo mundo.

Incluam nessa lista:
Os governadores
E prefeitos
Para que paguem,
Também, pelos
Seus atos, 
Disparou o segundo.

Um terceiro acrescentou:
Passamos a boiada,
Enquanto a imprensa
Foca o Covid, fazendo
Decretos infralegais
Dando de baciada a
Simplificação de regulatórios
Que nós precisamos.

Disse outro
Entusiasta,
Vem gente
Doutros ares,
Doutros mares,
Para Cancún do
Nosso amado,

São apenas 
Bilionários,
Milionários, 
Executivos
Mundiais 
Que querem
Fazer convenções.

É só maior de 
Idade,
Ele entra, 
Deixa a grana,
Lá, 
Que ele ganhou,
Anteontem, 

Bebendo,
Feliz 
Da Vida,
Pô, sem
Atrapalhar ninguém,
Se for da conta deles,
Que temos nós com isso.

Arrematando esse 
Colóquio,
Disse o segundo
De novo:
Se não tiver como
Lavar dinheiro
Sujo lá.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

brasiLÀGRIMAS

 Qui - 16.05.2024 - 16 h 07m

Cálice(s) da sensatez


O RISO ficou sem S, nas BRASILÁGRIMAS    

     Solidárias. RUAS, agora, SÃO ÁGUA.    

        NUVENS, carregadas, incessantes

              Fazem os rios seus níveis   

      Subirem. TETOS, pisos se tornaram.

              Nesta Força descomunal, 

  Na Foto exposta da fragilidade humana…