sábado, 28 de agosto de 2021

Recomeço

 Qua - 28.11.2018 - 08 h 01 m


VidaMorte é consorte

De uma viuvez, que quando

Inicia o consórcio, deixa

O mundo órfão

Que enquanto de

Lado andar, a vida

Persistirá.


A morte, de lado,

Sem se cansar,

Espera a vida,

Para o encontro,

Sem despedida, até

Que a ressurreição,

Novamente, a traga.


Comandado pelo

Único imortal,

Que se fez mortal,

A vida venceu

A morte, mostrando

Para os seus seguidores,

Que a FÉ não tem sorte.

domingo, 22 de agosto de 2021

Mãepai

 Ter - 30.07.2019 - 07h 37 m


Buscando

Um sinônimo

Para pluralizar

Pai,

Achei a 

Palavra

Mãepai,


Onde Mãe,

No cerne

Do seu amor,

Tem o mesmo

Sentimento de pai, 

Complementando

Entre si: Pois


Mãe

É templo,

Onde o milagre

Acontece,

Pai é materialização

Do mistério

Dessa fé.


Mãe

É espelho,

Onde a 

Humanidade

Reflete,

Pai é o reflexo

Dessa imagem.


Mãe

É presente, passado,

Futuro, constante

De seus filhos,

Pai é a continuidade

Desse tempo

Que nunca termina.


Paimãe Mãepai 

São iguais

Na construção

De nossa paz

Não são dois

É um, por isso

Carinhosamente:


 Os chamamos de: Pais…Pais.

domingo, 15 de agosto de 2021

Esperança

 Seg - 13.05.2002


É essa religiosidade cabocla ingênua,

Que o sertanejo traz dentro de si,

Que o faz ser vela acesa,

No meio à tempestade;


É esse choro, sem lamento,

Que o homem do campo mistura

Junto à poeira da terra,

Mais um ano de seca,

Depois de Luzia ter ido,

Barra não ter se vindo,

E José não ter chovido.


E findo o período chuvoso,

Nenhuma gota ter caído,

É que o faz sonhar que o ano vindouro

Haverá um bom inverno.


E quando Luzia se vem,

A barra se tornar real,

José choveu de muitão,

Fartura a terra brotou


O seu feijão, sem valor,

Que o atravessador comprou,

Ou às vezes trocou,

Não tira sua têmpera de homem valente.


Pois o inverno que se firmou,

Deixou-o todo contente.

E ao fantasma da fome,

O sertanejo que, acima de tudo, é um forte,

Agora sorrir diferente,

Agradecendo ao Deus Pai, todo poderoso,

À Santa vilgem Maria,

E a São José,

Por lhe terem dado boa colheita.


Pois agora pode comprar suas chitas,

Um par de chinelo novo,

Um pneu para sua bicicleta,

Pilhas para o seu rádio.


Feliz volta para sua casa de taipa,

Com barro novo colocado,

Na esperança que sempre haverá inverno,

E com ele a certeza

Que sempre terá o que comer e que vestir,

Dando-se por isso satisfeito,

Com as divinas Graças de Deus.


É essa simplicidade rurícola,

Que faz chamar você de Ocê,

Outro dia de Assurdia,

Qualquer pessoa de senhor,

Dando bom dia por onde quer que passe,

É o que está faltando para o mundo

Civilizado de animais irracionais,

Cujo único compromisso é com os poderosos,

Esquecendo que o amanhã será outro dia,

É que faz do sertanejo o migrante da seca

Sem política governamental:

Alimentando sua triste partida.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Amando-te

 Qui - 14.02.1980


Se teus lábios                Já que teus lábios

Fossem minha              Não são minha

Boca,                               Boca,    

Eu falaria                       Dá-mos para que 

Sempre me                    Sinta, entre bocas,

Mordendo,                     Frescor de amor,

Eu calaria                      Sempre Insaciável 

Para sentir                    Em           

De perto,                       Senti-los

Estes ardentes             Segundos

Lábios sorridentes.    Meus.


Se teus ouvidos           Já que ouvidos

 Fossem meu                Teus não me

Ouvir,                             Fazem ouvir,

Gritar-te-ia,                   Ouves o meu

 Sempre no                    Silêncio,

Vácuo,                             Que é verdade

Quando em                    De 

Frêmito,                          Boca, 

Só te chamaria,             Balada

No ouvir de eco             De 

Deste meu amor.           Coração.


Se teus olhos                 Já que olhos

Fossem meu ver,         Teus não me

Minhas pálpebras       Fazem ver,          

Sempre fecharia,        Tenho os meus

No abrir de                  Só para te olhar,

Espelho                        Tenho os teus

Só                                   Sempre me 

Do                                  Olhando,

Meu                               Em os nossos

 Olhar.                           De só nos ver.


Se tuas narinas            Já que teu nariz

Fossem meu odor,      Não me faz

Cheirar-te-ia,               Cheirar-te,

Sempre dentro            Inalo a aroma

D'água,                          Do teu perfume,

Respiraria só                No teu corpo, 

O teu amor,                  Que é meu e 

No                                   Teu,

Suspirar                         No meu corpo,

De                                   Que é teu e 

Toda                               Meu, em corpos,

Minha                            De nós dois,

Vida.                               Somente.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Tempo, presente de Deus

 Seg - 12.08.2019 08 h 25 m


Há muito e muito tempo,

Quando em nem existir

Pensava eu, que me diga 57,

Em seu agosto, doze,

Quis meu Deus me presentear

De AdelinoLuzamira,

Antes mesmo de trinta e seis:


Começo de nós treze,

Nos fazendo, hoje, muitos,

Além de saudades tantas,

Do tempo vivido por nós,

Passageiros

Da mesma 

Nau.


Nascido, o Senhor

Me presenteia de ti,

E tu me presenteias

De nós,

Nos quatro de

Um, que sempre

Seremos.


Além desse um,

Fizemo-nos

Múltiplos, em

Cada ser encontrado,

Nas primaveras da vida, 

No tempo chamado 

Hoje.


Obrigado, Deus!

Por presenteado 

Me teres, com o

Teu tempo,

Tornando-me

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Deste instante.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Volátil

 Qui - 21.11.1996


Na solidão

da manha,

Há alegria...


Na solidão

da tarde,

Tem trabalho...


Não solidão

da noite,

Eterna solidão...


Por não mais

existir

O amanhã,


Tornando-nos

Repetitivos

Do ontem,


Em um

hoje

Inexistente.


Enquanto a

Travessia

Não se completar.