terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Onde estão os seus abraços?

 Dom - 26.12 2021 - 08 h 58 m

Muito além de cada olhar


Quando a

Saudade se eterniza,

O silêncio de Deus, em 

Suave brisa, vem te

Dizer:


 Ainda estão

Contigo os seus

Abraços de ontem, que presente,

Livre, em ti se

Fazem,


Por nunca

Ausente ser, nas

Manhãs tardes noites de tua 

Existência, sem espelho de

Si.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Manhas e manhãs

Sex - 10.05.2013 - 10 h

Manhas e manhãs,
De todas os amanhãs,
Muita e única,
Em cada gesto teu,
Em nos fazer de ti.

Flor, rosa, buquê,
No éden humano,
Éden que se fez divino,
No sim mariano:
Éden divino humano.

Mãe, mulher:
Homem-menino,
Criança e criação,
Berço do mundo:
Canção de ninar.

Mulher, mãe,
Presente, presença,
Tempo, templo:
Santuário da vida
Do menino Deus.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Palavras para que te quero

Qua - 17.04.2002

O Eu de volta para casa,
Quando está chovendo,
Torna-se autêntico mineiro.

Enquanto o sou,
Aparentemente, egoístico,
Retornando para o Pai,
Que chova ou faça sol,
Se olhamos doutro ângulo,
Será sempre comunitário.

Já o ti,
Humano por excelência,
Pouco importa,
Bonança ou temporal,
Regressa sempre cheio de charme,
Sem perder a classe e a nobreza,
Que é próprio de sua simplicidade.

Porém o SOMOS é diferente,
Não há sou que o altere,
Nem tempo que o modifique,
Nem espaço que o danifique,
Nem situação que o faça EU,
Pois jamais será:
MARIA VAI COM AS OUTRAS,
É simplesmente SOMOS:
INDO E VOLTANDO.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Km de amor

Qua - 19.04.1980

Quando nossos corpos
Distam infinidade
Sinto-a dentro do meu ser,
E só então vejo
Que minha vida é você.

Mas é verdade, embora que loucura,
Tanta distância faz me renascer,
A contemplá-la no mundo de ternura,
E querê-la e não a ser.

Se no instante,
Distamos dois corpos,
Toda loucura tende a se finir,
No mais comuns dos mortais amores.

Se somos um,
Somos pela distância,
Pois que bem perto,
Em dois nos desfazemos,
Nos desejos insanos
Dos imortais amores.

domingo, 12 de dezembro de 2021

MariAna

Qua - 01.11.2017 - 07 h 41 m

O canibalismo selvagem capitalista,
Moendo o caro com suas moedas,
Sem faces, a serviço de suas coroas,
Continua boicotando o mundo,

Com dó lá e cá, cotado,
Com marcos dos seus domínios,
Separando Maria de Ana,
Com preço irreal fixado.

Inundando seu Vale de lama,
Tornando amarelo, o que ante
Era verde, deixando sua depressão
Entre montes, sem doce,
Destruindo sonhos e esperança.

No passado, sem criança,
Restando apenas lembranças,
De sua linda Mariana,
Nas suas marias e anas,
No seu peso real desvalorizado.

Na natureza morta
Do espelho narcisista,
Do seu ter que capita lista,
Captado por seu poder extremista.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Balada de Deus

Qui – 11.10.2001

Escuta o silêncio do teu coração,
Que é a sinfonia perfeita de Deus,
Com letra e melodia do irmão,
Que o vento sopra onde quer,
Se quiseres o bem vencedor.

Se quiseres o bem vencedor,
Não resistais ao mal;
Não deites as pérolas aos porcos;
Não jogues as coisas santas aos cães;
Não alimentes o teu irmão
Da migalha que cai da tua mesa.

Pois a migalha, que cai de tua mesa,
É a herança do teu nada,
Que tu preparas diante do teu Deus,
Por não aprenderes a multiplicação dos pães,
Na divisão do pão nosso de cada dia.

Pois O GRANDE MATEMÁTICO,
Às vezes que multiplicou,
Dividia em seguida,
Sem o nada jogar fora,
Ensinando-nos que o necessário só nos basta,
Depois do VOSSO REINO.