quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

As notas que liam

Dom - 24.12.2017 - 06 h 28 m
               
Quando                          A sociedade
A                                 te ENCOLHE,
Família                                 Tirando
Perder                     tua identidade;
Suas                                    O estado
Duas                           te RECOLHE
Notas                             te deixando
Musicais,               Sem cidadania,
E o seu                        Restando-te,
Hábito                        Tão somente
De leitura.                             A rua.

Quando                                 Essa!:
O                                    Primeiro!:
Doce                           te ACOLHE
Entre                                Depois!:
Seu                            te ENGOLE:
Lar,                       te DEIXANDO
Não                      Sem dignidade:
Se                     Pra te PROVOcar
Encontrar                Do jeito que
Mais                    Bem quiser, só
Lá:                    pra te PROVAR.

A família               Mostrando a
Se fez                 Você: Família!
Pessoas,                   Que a RUA
Na casa,                  Do seu filho
Sem lar,                 É a sua porta
Com sua                  De entrada:
Porta,             Porta FECHADA
Sem                   RUA ABERTA:
Tua             f  i  l  h  o   perdido.
Chave:               EU, RUA , lhe
Ficaste               Agradeço, por
Sem                    te ter, no meu
Sobrenome.             Endereço.      

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Hoje, Nasceu o Salvador

Qua - 19.12.2001

O mais luxuoso palácio,
Tornou-se pequeno
Para nascer O Salvador,
Por isso quis Deus
O melhor lugar:
A simplicidade da manjedoura.

O mais puro linho
Fez-se grosseiro
Para envolver O MENINO DEUS,
Portanto quis O SENHOR
O mero pano:
Tecido de mais puro amor.

Os mais complexos príncipes e mestres
Não ouviram a sinfonia angelical
"Hoje, nasceu O Salvador",
Porém ao homem pastor,
Fez O ONIPOTENTE entendê-lo:
"O MISTÉRIO DO VERBO SE
FEZ CARNE..."

A MANJEDOURA,
Que só os animais abrigam;
O PANO,
Que se passa no chão e depois se
Joga Fora;
O HOMEM PASTOR,
Que os fariseus Nicodemos pisam;
São as pedras angulares
Que os construtores rejeitaram.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pele, sem tecido

Dom - 10 .12.2017 - 07 h 06 m

Na                                   Isolando-me
Solidão                                            Do
Do dia,                                        Chão,
Tenho                                           Com
A rua                                         Minha
Me                                              Cama
Fazendo                                          De
Companhia,                          Papelão,
Na sombra                                     Eu
Do intervalo                                  Me
Da explosão                              Deito:
Do seu sol,                                   Isso
Por me                                   Quando
Quereres                                      Eles
Só.                                    Me deixam.

E                                     Mais um dia    
Perambulando,                        Se foi,
Assim, eu                            E famoso
Me vou,                              Me torno,
Junto com                        No Reality
A tarde                      Sem tele visão,
Que se foi,              Em um a menos
Sem ter                        Na estatística
Sido nada.                       Desumana:
Mais um vez,                  Sem flores,
Esquecido,                      Sem choro,
Na minha pele,                 Sem vela:
Sem                                    Um corpo
Tecido.               Jogado numa vala.

Na                                 Sou papelão
Frieza                               Para outro
Da                                    Se esticar,
Noite,                             No papelão
Entre                                 Que cabe
Marquises                      A cada um,
Ou                            Na vida morta,
Céus                           Sem plateias,
Abertos,                  Na cidade com
Coberto                  Seus pesadelos,
De                   Sem me permitirem
Medo,                         Mais sonhar,
Eu                  Na minha pele, sem
Me                 Ter sido, na rua, sem         
Enrolo:     Destino, a vagabundear.   

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Ainda é tempo

Qui - 13.12.1998

Que diremos ao Senhor,
Quando estivermos FACE A FACE,
E continuarmos apáticos,
Perante O CRISTO HUMANIZADO,
Porém fervorosos, ante
O JESUS SANTIFICADO,
SEGUNDO OS NOSSOS DESEJOS?

Talvez, religiosamente, diremos:
Senhor! Em teu nome não
Expulsamos demônios?
Em teu nome, não fizemos
Grandes maravilhas?
Em teu nome, não falamos linguagens
De homens e de anjos?

Tudo que dissemos
Não passou de vãs repetições e
Vagas Filosofias,
Pois bem dizia o profeta Isaías:
Este povo glorifica-me com seus lábios,
Mas seu coração anda longe de mim.
Raça de víbora, não se dê por Santos,
Por ter como pai Abraão.

Se quisermos SER FILHO DE DEUS,
Todos os dias de nossas vidas,
ABRAMOS OS NOSSOS CORAÇÕES
E SANTIFIQUEMOS O
CRISTO HUMANIZADO,
EM CADA IRMÃO QUE VEMOS.

PARA QUANDO O ÚLTIMO NATAL
DE NOSSA VIDA PASSAR,
O SENHOR NOS DIGA:
VINDE BENDITOS DO MEU PAI,
PARA O REINO QUE ESTÁ PREPARADO
 POR DEUS, PARA VÓS E SEUS ANJOS,

Porque tive fome, sede;
Estive nu, doente, preso e estrangeiro
E TUA MÃO AFÁVEL, ALI, SE
FEZ PRESENTE,
Fazendo-se servo do SENHOR.

Pois o MUNDO PASSA,
Com suas concupiscências
LOUCAS E NOCIVAS,
Mas OS QUE SÃO DE DEUS
PERMANECEM PARA SEMPRE,
POR ISSO, SE QUISERMOS
SER DE DEUS,
Ainda é tempo!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

E se não houver amanhã?

Sex - 13.10.2017 - 08 h 31 m

Quantos abraços
Esperando os teus!
Quantos abraços
Esperando os meus!

Todos, ontem,
Perdidos, no amanhã,
Sem nosso hoje,
Só por termos:

Deixado de nos ver de novo,
Pra nos encontrarmos depois,
Mas o futuro nos fez outrora,
E tu ficaste sem me ver, agora.

À espera constante de mim.
De braços abertos tu estavas,
Com um largo sorriso,
Com as mãos acenando
Me pronunciaste:
Ainda bem que você veio.

Assim nos vimos mais uma vez,
Celebrando nossas vidas,
Sem esperar outro dia chegar,
Entre abraços, sem despedidas,
Assim nos vimos, mais uma vez!
Assim nos vimos!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Chape! Eternamente Verde

sab - 03.12.2016 - 16 h 05 m

A chape de Santa Catarina                Chape!
Depois de San Lorenzo,          Até teus céus
Se fez time de todos,            Por ti choraste,
No Medellin do seu jogo,           Misturando 
Sem seu verde,                         Ao teu choro
Tornando a bola                       Sangue, suor
 Estática,                        E fama de tua sina,

Na grandeza                         Na bandeira de          
Dinâmica                             Todas as cores,
Do Atlético                           Hoje, marcada
(inter)Nacional,                              De Luto         
Na sul-Americana,          Deixando Condá,
Nas arenas mortais                 Em dor, sem
Do solo colombiano,           Seus condores.

Que                        Vamos!Vamos! Chape!
LaMia               Nós te queremos de novo,
Nos fez ser,         Brilhando nos gramados
Em seu                     De todos os mundos, 
Cierro Gordo,           Seu futebol menino!
Do seu                                       Colorindo
Novembro 28,                                      De
Mudando nossa cor,                        Verde
Deixando o globo                        A nossa
Incolor.                                              Paz.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Trigésima sexta rodada

Dom -19.11.2017 - 05 h 20 m

Depois de nove invictas,
Tiveste tua arrancada,
Deixaste o décimo segundo,
Para entre os quatro ficares,
Desmanchando até a  festa
Do campeão de plantão,
De colorado alvinegro.

Com 103 de idade,
Após  seis anos de B,
No Castelão do Pio! Pio!
Chegaste a série A,
Ao vencer o Papão,
Batendo o recorde de público,
Sem precisar mais jogar.

Nos Um a Dois, com Ricardinho,
Dos Dois Dois a Dois,
Dos quarenta e nove de Pio,
Dos Dois a Zero do A.
Pronto, Juntos estavas lá,
Fazendo das últimas duas: Amistosos,
Sem necessitar mais ganhar.

Vestido de camisa
Doze,
O Acesso alcançaste,
E No vou! Vô!
De tua torcida,
Nunca mais serás
Só onze.

Com 63 pontos, 18 vitórias,
Empates 9, derrotas iguais,
44 gols, com 12 de saldo,
A gritos de acredito,
Está o Ceará, agora, de volta
Ao futebol da Elite.

Com defesas geniais,
Ganhando dentro e fora,
Nos teus confrontos diretos,
Com diretoria ouvindo Chamusca,
E esse escutando a torcida,
Só podia acontecer isto:
Vozão na primeira divisão.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Somente nossa

Qua - 15.11.2017 - 07 h 56m

A saudade que te faz presente,
Da Parnaíba que te traz ausente,
No te fazer constante de andarilha,
Vai transformando ilha, nossos momentos,
Nos levando ao esquecimento.

Esquecimento contínuo,
Que nos transcende ao passado,
Quando te éramos, toda hora,
No todo tempo de nós,
Na menina sapeca, nossa, somente.

Nossa, que hoje te torna transeunte,
Pois o tempo te quer adulta,
Em estudo a te consumir,
Sem tempo mais nem pra ti.
E nós! Te querendo só nossa.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Maçã

Sab - 29.08.2015 - 7 h

Dentro do meu eu
Estão muitos eus,
Unitários meus,
Seus que eu também os faço.

Jeito de cada sujeito,
Em espelho feito minha imagem,
Seres que tão bem os faço,
Unos nossos,
Sem coroas de espinhos.

Eva e Adão
Sem maçã:
Paraíso humano celeste,
Íntimos de Deus,
Talento não enterrado,
Ontem e eternamente.

Sem pecado e sem juízo,
Agora e para sempre,
No humano  divino transformado,
Terra Prometida,
O dracma nunca perdido.

A culpa é de quem?
Da mulher que tu me deste!
A companheira do pecado:
O suor a recompensa.

Eu culpo a serpente!
Víbora enganadora!
A maça que eu te dei.

Sem nenhuma desculpa,
Em nudez nos encontramos,
Presos em nossa arrogância,
Enfeitados de figueira,
No nada nos achamos,
Transformando o Éden
Em dor do parto, poeira e pó.

domingo, 12 de novembro de 2017

Subjeto

Sex - 18.11.2015 - 09 h 23 m

Uma coisa sou eu ficar
Acima do conflito com você.
Outra, é você me colocar
 No seu campo de concentração.

Na primeira, eu sou sujeito
Do seu ponto final,
E nunca me darei mal,
Por ser dono de minhas ações

Na segunda,um mero objeto
De suas reticências...
Por perder a consciência
De minha existência.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O quarto poder

Dom - 29.10.2017 - 09 h 31 m

Povo, sem memória,
É gente sem história,
Permitindo que os agentes
Agendem suas estórias.

Povo, sem lembrança,
É esquecimento político,
É tudo que eles mais querem,
Pros seus enriquecimentos ilícitos.

Povo, sem questionamento,
É resposta de parlamento, no:
Sim senhor de todos os seus momentos,
É multidão, sem tratamentos.

Governo, sem povo, é pavor:
São brindes de oito e quatro tempo,
Que de dois em e dois anos,
Faz sangrar a nação, o fazendo eleições.

Povo, que sabe o que quer,
É governo com historia,
Com  os três, sem estórias,
Agendados em suas memórias,
sem voto vencido ser.

sábado, 28 de outubro de 2017

Construindo o Abstrato

Qua - 25.10.2017 - 08 h 24 m

Ir além do seu concreto,
É construir abstrato,
Sem abismo e sem ilha,
No mundo do seu eu:

É entender que somos estrelas,
Não interessando a grandeza,
Que juntas as demais,
Somos constelações.

É sermos grande, que nem mar,
Por ínfimo ser,
Aceitando todas as águas,
Sem perguntar donde vem,

Construindo o abstrato,
Nos concretos existenciais,
Vendo os  territórios,
Sem perceber os seus mapas,

Indo muito além do que se ver.
Pois o que se ver,
Se está aquém do que se é,
E olhar algum o enxergará.

domingo, 22 de outubro de 2017

Tempo de voce

Dom - 22.10.2017 - 04 h 34 m

Viajando no hoje,
Fiz uma parada
No meu tempo,
E no meio a ele,
Vi você, fazendo dele,
O meu agora.

Agora de todas as estações,
Estações que não param,
Nos meus dias de você.
Você que o meu ser é,
O é do meu viver,
Do meu viver de você.

Onde vejo o meu rosto,
Refletindo você,
As imagens minhas,
No espelho,
Sem tempo,
No tempo de você.

domingo, 15 de outubro de 2017

Matemática humana

Sex - 01.09.2017 - 08 h 36 m

Como posso minimizar  
Uma mulher? Se nela,
O Máximo da vida,
Se fez pequeno.

Como não a ser?
Principalmente nas noites
Dos meus medos,                
No ninar pra eu dormir.

Por que não a fazer maior?
Se somos cumplicidades delas,
Nas chamas ardentes
De suas paixões.

E como a teremos?
Se ela é própria de si mesma,
Sem possessivo de ninguém
Em nossas filhas, e, filhos.

Logo: O mundo  é  Feminino,
E até o universo se rende ao seu encanto.
Mesmo diante da força Bruta,                  

Pois na generosidade chamada VOCÊ
Lhe pertencemos: No contido de si,
Nas somas, sem subtração,
Das multiplicações, sem divisão.

E nas soluções dos nossos dias,
Sem equações Problemáticas,
Vamos nos fazendo:

Matemáticos de sua Matemática,
No axioma do seu português,
Transcendental: Sem sermos diferentes:
Nos encontramos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Das treze às doze: Com você

Qua - 11.10.2017 - 12 h 24 m

Às treze, com você,
Às doze estamos,
No 22 nos encontrando,
No 15 nos achando,
Nos seis de nossas manhãs,
Nos 25 do agora é,

No desejo indelével
Do nosso amor, abstrato,
Quando, concreto, somos,
Das Treze às doze,
Outra vez,
Sempre.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Berço: Braços e abraços

Seg - 15.05.2017 - 22 h 07 m

Enquanto                                 Enquanto
Houver                                         Houver
Braços maternos                             Mãos
Para te mimarem                Estendidas,
E abraços paternos                De braços
Pra te aconchegarem,                Abertos
Teu berço,                                       Pra te
Sem idade,                           Abraçarem,
Nunca ficará               Em nosso berço,
Vazio.                     Tu, lá, hás de estar.

Enquanto                              Enquanto
houver                                       Houver
Uma canção                   Mãe amorosa
De ninar,                   E pai carinhoso,
Nossa voz,                   Os filhos serão
Unida,                                   Escola no
Te cantará,                   Berço: Braços
Entre braços                E abraços dos
E abraços,                     Seus braços a
Em teu berço.         Nos envolverem.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pano de Chão

Sab - 24.06.2017 - 12 h 43 m

Para                               Aos dentro
Uns,                                     Da lei:
Maria                        CUMPRA-SE
Da
Penha!                            Aos acima    
                                          DA LEI:
Para                                 atenção e
Outros,                      compreensão:
Maria!                             No estado
Dá                              Democrático
Peia.                             Dos diretos,
                                 Sempre cheios
Mesmo                          De direitos.
Dizendo:                              
"Você                 Chegam de tantos
Não                          Artifícios e de
Serve                   Tantas manobras,
Nem pra          No país de FADAS,
Pano              Com pesados fardos,
De chão".              Sem cinderelas.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Tavernas

Dom - 25..06.2017 - 10 h 22 m

Nas danças                                  Do
Dos ventos,                        Homem,
Uivam os                                     Se
Lobos,                            Embriaga,

Em meios                                  Em
Aos trovões                             Suas
E clarear                            Tavernas
De relâmpagos,                   Turvas,

Em                              Nas sombrias
Suas                                      Noites
Cavernas                           Dos seus
Obscuras.                                Dias.

Enquanto                       Nos porres
O                               Anestesiantes
Lobo,                                  De suas
O                                  Lembranças
Lobo                            Inexistentes.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Guru

Sab - 18.09.2017 - 06 h 28 m

Disse um dia o Guru:
Velho, sim. velhaco, não!
Aos farias, que se fizeram,
Com seus elefantes brancos,
Marajás na caça a dor,
Fazendo o tempo lhes perguntar:

Onde estão seus caça a dores?

No mar a já das contas,
No sol tão, com o povo preso,
No moro já, bem, e isso importo,
Esquecendo o conselho do Guru,
Na modesta à parte,
Com seu aparte do nada,
De suas modestas favas...

Como se fosse pouco,
Agora querem tirar o P,
No sinismo dantes visto.

Podem suprimir as letras,
E tudo mais que bem quiserem,
E te fazerem nomes outros,
Mas partido, inteiro, de novo,
Como aquele, só nas arenas
Do teu povo.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A ReUnida do côncavo

Qua - 02.08.2017 - 22 h 43 m

Pelo pro ingresso dos que querem um brasil,
Na trilha dos dez envolvidos, no trem do cabe
Mais um, deixando o povaréu mudo,
No côncavo, dos ReUnidos, com a luz do fim
Do seu túnel apagada.

Em nome do sofrismo exacerbado,
De filósofos Pinoquistas Monetaristas
Do Diz Cara! Aumento! Das Correm Opcões,
Com emendas e nomeações discretas e
Secretas, pra guardarem seus segredos, só
Para mantê-los em sua Govenambiguidade,
Lhes dando Vale Pra Tudo.

Deixando a nação, sem noção;

Fazendo do seu território
Um Ter Ri de Otário:

Seu povo, em Pó Vá Ser,
Sem Cracia,
No esta de fora constante;

Com estado, no estado que bem quiser:

Das brasílias que não saem do canto,
Feito Maduro, sem ser amarelo,
no Ve No Azul Ela
Dos seus Abrem Leques de PLANTÃO,
Do maquiavelíssimo aviltante amarelado
02 DE AGOSTO DE 2017, sem três cores.
Se achando melhor que os outros!

Caracas! brasília!
Como vocês são iguais.
Na manutenção da saturação
Dos seus poderes.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sim! Tá Feito!

Qui - 08.12.2016 - 07 h 06 m

Sustentabilidade                               A um,  
Que fez um réu,                              Temer;
Viu a corte da ré,                          A outro:
No jogo de 6 a 3,                               Maia    
Na dura lex  sed                                       E
Lex de Poucos,                                Moro.

Sem abuso                                Ao terceiro,
De autoridade,                    Dos seus pares,
Que a                                            Aplausos
Rede                                    Democráticos!
Nos                                          Ao desacato
Mostrou,                                Monocrático,
Sem forum               Desse dono do poder,
Privilegiado,           A embalar de povo....

Na                Na véspera do dia da justiça,
independência      No brasil, sem demora,
harmônica                      No banguParaná,
dos               Esperando mais excelências,
poderes.     Sem tornozeleiras eletrônicas.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A gosto

Dom - 06.08.2017 - 17 h 32 m

O que é o mês             Presente do
Pra que nele haja         Pai Eterno
Gosto ou                     Que cedo se
Desgosto?                Fez presença.

Se todos eles                   De uma
Nada mais são                    Coisa
Do que lapso                           Eu
De tempo,                              Sei:

Que o homem,             Foi em ti
Em sua                             Que eu
Dicotomia,                        Nasci,
Logo aprendeu          Pra nunca
A contar.             Ser esquecido:

Depois dos seis                      No
Primeiros dias,        Estudante,
Vendo sol, lua                      Que
E outros luzeiros,            Já fui,

Sem saber que                No pai
Mês estava,                          Que
Sem minuto                   Sempre
E sem hora:                       Serei:

No só                         Nos filhos
Contar                     Que somos,
De luar,           Na mãe e mulher
Depois:                 Que amamos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Eu e o tempo

Ter - 08.08.2017 - 07 h 13 m

Se eu fosse, só, tempo,
Eu seria o dia feito criança,
Da tarde da adolescência,
No descanso da noite, sem mocidade,

A esperar contantes de manhãs,
A contar de um dia  a mais,
Em um dia a menos,
No cantar de parabéns.

Seria X anos,Y meses, Z dias,
Diminutas horas,
Dos minutos N,
Dos segundos que se foram.

Seria passado, sem ser passado a limpo,
Zerando tudo, de novo,
Se eu tempo fosse,
Ou se o tempo me fosse, somente.

Mas como somos: Eu e o tempo,
Eu sou o presente, sem saudade,
Da musa que me faz poeta,
Nas mocidades dos meus filhos,
Das crianças, sem idades,
Nas pessoas que me conhecem.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Imagem

Sex - 20.08.2010 - 8 h

Mulher aguerrida, assim tu foste,
Resposta de ti mesma,
Independente cedo tu te tornaste
A te fazeres de três.

Lutar! Lutar!
Esse tema íntimo te acompanhou,
 Lutar! Lutar!
Assim foste mais longe.

Nata tu te transformaste,
Onde só havia leite derramado,
Guerreira ovante da paz,
Una sem olhar pra trás,
Espelho próprio de ti,
Inteiríssima, em todos os momentos,
Respirando, inspirando, aspirando
Teu mundo real.

Mostrando-nos que a vida é linda:
Aonde havia apenas espinhos,
Colheste tão unicamente rosas,
Heroína e vencedora sem igual,
Ao longo de tua caminhada,
Durante toda tua história,
Ser-me-ás sempre
A minha querida e amada Bela.

sábado, 19 de agosto de 2017

Encontro

Sab - 19.08.2017 - 08 h 03 m

Indo atrás do meu passado,
Guiei-me no meu presente,
E vi você em minhas memórias,
Enchendo nossa casa,
Com sua presença.

Tornemo-nos, em você,
Chegada, sem despedidas,
Nas paradas, sem pontos,
De nossas vidas.

Hoje, o menino-homem-pai,
Que me faz pai,homem, menino,
É presente, sem passado,
É lembrança e saudade,
Sem precisar estar ausente,
Sempre guardado, preso, livre,
Dentro e fora de mim,
Quantas vezes necessário se fizer,
No se achar e descobrir
De cada encontro.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Presente

Sab - 12.08.2017 - 02 h 06 m

Sem perceber,
Eu chego aqui,
Seguindo em frente,
Sem olhar pra trás,
Enquanto me permitires,
Na vida que segue,
Traçada por ti,
Aonde e quando quiseres.

Assim vivo no meu Senhor,
Sendo presença,
No tempo chamado hoje,
Olhando os lírios do campo,
Sem veste de Salomão.

Seguindo teus caminhos, meu Senhor,
Sem tempo pra despedidas,
Nos encontros e reencontros da vida,
Sem partidas, sempre inteiro,
Vivendo nós quatro e os demais,
Sem ontem e sem amanhã,
No cada dia que tu me dás.

Obrigado, Senhor!
Por estás presente,
No meu presente,
Me fazendo presente.

domingo, 13 de agosto de 2017

O que direi do meu pai?

Sab - 12.08.2017 - 08 h 43 m

O que direi do meu pai?

Que naquela mesa está
Faltando ele?

Não!

Pois presente tu me estás,
Na bancada da minha saudade,
Nas lembranças da minha infância,
Na janela da minha juventude,
Na minha idade, sem porta,
Na sacada da minha vida,
Te dizendo, simplesmente, que me és:

Paimego!
Paimigo!
Paimado!
Pairmão!
Como os meus filhos
Dizem comigo.

Deus te abençoe,
PAI QUERIDO.

sábado, 12 de agosto de 2017

PAIMIGO

Ter - 31.07.2007

Tudo começou em 12/08/1957,
Quando o Mestre dos mestres
Permitiu que Luzamira e Adelino
Concebessem o nosso ADEMIR.

Ser insubstituível em nossas vidas,
Homem que nos ensina:
A pensar, antes de agirmos;
A ficar sempre acima do conflito:
Que Deus é tudo;
E que o amor supera todas as barreiras.

PAIMEGO, ÉS nosso PAIMADO
Em se fazer de PAIMIGO,
Nas horas de nós quatro,
Sendo de Gore muito mais que um amigo...

Falar de ti não é fácil,
Sabes que é bem mais que palavras,
É que é difícil escrever para alguém como tu.
Saibas que nem em todos os papéis do mundo
Poderíamos descrever o que sentimos por ti.

Autores: Os meus três, que sempre nos fazem
Quatro, sem nunca deixarmos de ser NAG.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Isana loucura

Qui - 27.10.2016 - 05 h 35 m

Parece briga de amarelos,
Nos adultos de quatro cores,
Na queda de braço dos poderes,
Na república do MADURO,
Chamando a toga de juizeco,
Com ministro sendo
Chefete de polícia,
Dando bom dia a cavalo,
Depois  da varredura da Métis,
No lambuzo do poder,
Sem chegar lugar algum.

Deixando o estado verde,
Com elogia da loucura,
Nesse país de Erasmo,
Sem Roterdã,

Na hegemonia, sem harmonia,
Nos independestes dependentes
De um só presidente,
Deixando o povo sem
Thomas Morus,

No castelo do mal que veio,
Com os quatro sempre sorridentes,
Sem se importarem se estamos
Ou não contentes.

Afinal o que és o povo?
Senão o bobo eterno de tua corte,
Sempre vestindo e divertindo
Essa gente, com teu voto,
Sem (vês-te).

O que é o voto?
Senão uma arcada de dente,
Na meta(morfose) Eleitoral de gente,
No país verde, que nunca fica maduro,
Na fazenda dos três, se fazendo um,
No estado sem povo, novamente!

sábado, 22 de julho de 2017

Espadas que reinam

Dom - 11.11.2016 - 07 h 44 m

Nas balanças de                       Onde estão
Muitos pesos                             As muitas
Das vendas                        De dois gumes
Que verem,                    Que ainda restam
Cega a espada,                     No equilíbrio
Deixando o povo                    Da balança,
sem sega,                       Com seus lustres,
A brindarem              Na justiça de todos,
De 55.                                  Sem direitos?

Espada! Espada!                      No silêncio
Por que repousas                        Do povo!
Serena!                                          O único
Na bainha dos  teus                    Que pode
Ilustres,                                       Dar jeito,
Fazendo tua balança                              Se
Signo,                                           Fazendo
Na tua cegueira de            EXCELÊNCIA
Luxo,                                            de todos
Nos reinãos                               DE NOVO
Da tríplice                              sem reis nam
Coroa?                                    De ninguém.

sábado, 15 de julho de 2017

66

Sab - 15.-7.2017 - 04 h 55 m

A CCJ, que não gosta de TEMER,
No 44 - 25, trocou PMDB,
Por PSDB, N0 41 - 24,
Depois dos dezessete,
Com uma abstenção.

Colocando seus doze piores,
No tabuleiro do xadrez,
Pra não verem seu rei listrado,
Comungando com seus pares,
Esperando dois de agosto,
Sem setembro independente,

Onde os 342 terão que
Mostrar suas caras,
Ou se esconderem , de vez,
Nos 172 justiceiros, a vendas,
Dos 513, sem TEMER,

Na brasília do bem querer,
Do bem querer do poder,
Do poder de qualquer jeito,
Onde o povo, mercadoria,
Se torna objeto infame,
Desse sujeito abjeto.

E assim vai a turba,
Sendo filho de algo,
Sem ser fidalgo,
Nas CÂMARAS, se tornando cama,
Nas CASAS que vaiam a plebe,
Nos poderes que lhe são impostos.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Brasílias intocáveis

Seg - 03.07.2017 - 08 h 56 m

A Babilônia,
O pavor historiado,
De tanto asceder,
Chegou ao chão.

Os MEDOS, que
Impuseram os medos,
No mundo, também,
Tiveram seus medos.

Os assírios,
Povo cruel e sanguinário,
Destemido por natureza,
Também sentiram temor.

Alexandre, O Grande,
Não tardou,
E cedo se fez
Pequeno.

O Império Romano
Teve, por longo período,
O mundo como seus confins,
Até que o tempo o confinou.

Só as brasílias
Continuam sem fins,
Em suas histórias esquecidas,
Dos seus politiqueiros intocáveis.

Até muitos
Dos astronautas
Já foram à lua
E voltaram.

Só brasília
Continua aérea,
Com seus politicopatas,
Discursando policidade cósmica.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

BRA-neles-SIL

Qua - 28.06.2017 - 08 h 01 m

No país do vi ela,
Você vem com vê-la-ei!
Com discursos eruditos,
Contestando seus Eu ditos,
Que só você não ouviu!

No país de tantos quintos,
Já existem muito inteiros,
Defendendo suas mesóclises,
Com todas as ênclises
E próclises.

Nas estórias fantasiosas,
Que nem em novelas se veem,
Mas o povo que é sábio,
Já conhece essas histórias,

Antes que as mentiras
bem ditas,
Se tornem  verdades
mal ditas.

BRA-neles-SIL, povo!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cem anos

Qui - 30.06.2016 - 09 h 22 m

Eu não sei                              Em sua leveza,
O que é                                       Sustentável,
"Cem anos                                   Me fazendo
De solidão"!                                             Ser.

Eu sei                                            Eu não sei
O que é                                              O que é
Estar com                                        "O nome
Minha mãe,                                    Da rosa"!
Sem nunca
Ter ficado                                      Eu sei que
Sozinho.                                  Em cada rosa:

Eu não sei                                           Vejo a
O que é                                       Luz à mira,
"A insustentável                     Minhas ternas
Leveza do ser"!                     Rosas eternas!

Eu sei                                Sussurrando meu
O que é                                 Nome sempre!
Minha                               Sem solidão, nos
Mãe                                   Cem anos meus!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mal que veio

Qua - 15.12.2016 - 08 h 30 m

O príncipe mexeu               Nos brasis de
com o mal que veio,           pedrocolombo,
Trazendo inferno               Descobrindo
Dante visto,                          Índios,
                                                        
Elogiando as                      No encontro de
Loucuras                          CristovãoCabral,
Do seu                                    No garotinho
Pinoquismo,                            De cada um,
Nos moinhos                 Feitos índios cajus,
De La Mancha,          Quebrando castanhas
Dos Tontos                           Com jucás, no
Sem zorros,              Cálice da politicopata.

Nos  batem                           Nos banquetes
E roubem                                        De suas
Dos                                         Excelências,
Quarenta                            Na onda brecha
Que ali                                        Do poder,
Babam,                    Comendo caranguejo,           
Deixando                               Com decoro,
Platão               Com BOTAFOGO e CIA,
Sem                    Na JUSTIÇA do angorá,
sofismo,                      Dos contos de réis,
Na república                Sem conto de reis,
Dos reis                   Nos contos dos réus,
Nãos.               Dos seus reais intocáveis.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Alcateia humana

Qua - 14.06.2017 - 08 h 53 m

Gemem mares!                     Fazendo
Bramam ondas!                  Do tempo
Com suas espumas              O tem pó
De lobos raivosos,           Dos outros,
Em sua alcateia                           Nos
Desumana,                               Asilos
Na caça a dor,                        De suas
Sem limites.                        Loucuras,

Tornando                    Nos assombros
Escalpo,                                  Do seu
Seus troféus,                            Poder,
Nos orgulhosos                  Enquanto,
Meus, somente meu,                Ossos,
Sem sementes,                       Um dia,
Nas suas mentes,                     Não se
Que nunca mentem.              Fizerem.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tu? Sem ética!

Sex - 09.06.2017 - 07 h 39 m

Ser águia,                                    Dos
Somente,                             Tratados
Quando se quer,             Sem éticas,

É ser                                           Nos
Avestruz                       Tratamentos
24 horas,                      Existenciais,

É se                              Nos 4 a três
Vestir                     Sem estranheza,
De fantasias,           Do agora pode,

É se                                       Foi-se
Enfeitar                              O 6 a 3,
De hipocrisia,             Veio o 4 a 3.

É teoria           E o príncipe mexeu,
Sem                       No seu PR JBS,    
Elegância,             Nem se moveu.    

É teoria             Falácias! Falácias!
Sempre               Até quando serás:
Eloquente,              Tu! sem ética?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Poesias perdidas

Qua - 31.05.2017 - 08 h 08 m

O verso que se foi,
A rima que não existiu,
O soneto que se perdeu,
No poema que não achei,

São poesias perdidas,
Encontradas dentro de mim,
Escritas só de ti,
Nas páginas indeléveis do tempo,

Nas retas curvilíneas
De todas as linhas e pontos,
Nos infinitos teus,
Circunscritos em mim,

Fazendo-nos
Tangente:
Nos tocando,
Sem nos cortar,

Sendo secante,
Sem nos dividir,
Por sermos, também,
O ponto fora das curvas:

No espaço,
Do compasso,
Dos braços e abraços,
Dos nossos passos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Ré pública

Sab - 03.06.2017 - 06 h 33 m

Até quando, república!
Serás ré pública,
Com teus FIDALGOS  às soltas?

Até quando tuas prisões
Servirão somente, para
Os clássicos três pes?

Até quando tua ARISTOCRACIA,
Vestidas de reais e belezas doutros,
Continuará sendo NOBREZA?

Até quando teus NOTÁVEIS,
Serão cala bolsos,
Sem calabouços?

Até quando teus ILIBADOS
Oferecerão libações,
Que não são suas?

Até quando os teus PODERES
Condenarão a nação,
Sem CONDENAÇÃO?

Até quando BRASIL,
Tua república
Serás RÉ PÚBLICA?

Até quando?
brasil!
ATÉ QUANDO?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Jaburu e o Bello Solitário

Sab - 20.05.2017 - 07 h 46 m

Jaz Brasil Sucumbido,
Já Bastante Surrupiado,
No Julgamento Barato Surreal,
Na Jogatina Bilionária Sorrateira,
Do Jeitinho Burlador Sofisticado,
Nos Justos Bocados Seus,
Dos Jactanciosos Banquetes Secretos,

Nos Jardins Babilônicos Suspensos,
Das Brasílias, Sem Juscelino,
Numa Jogada Bizarra Selecionada,
Do Jaburu e seu Bondoso Sanguessuga,
Envolvendo convexo-côncavo e
Esplanadas diuturnos de carnes fracas,
Depois do seu encontro noturno.

Com suas malas rastreadas,
Gravados, filmadas,
Sempre negados.,
Nos brasis dos
Três jeitos,
Com seu povo objeto,
Renegado.

Onde está POVO!
O teu brado
Retumbante!
Que o ipiranga
Não ouviu?
Onde está POVO?

Nos papelões
Dos banquetes
Discretos da república,
Com pratão,
Sem Platão,
Sempre pagando
O pato.

domingo, 28 de maio de 2017

Parte!

Dom - 28.05.2017 -  12 h  10 m

Parte! Quem sempre
Esteve com a gente.
Parte! Que nunca nos deixará só,
Em saudade nos fazendo,
Tornando-nos agora,
Ainda mais presente.

Parte! Sem se despedir,
E sem despedida ficará,
Pois nunca parte quem 
Em vida sabe ser presença,
Transpondo a mortalidade,
Agora mais vivo.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sem conspiração, outra vez!

Dom - 22.01.2017 - 10 h 18 m

Estranho!                       Estranho!
Diferentes                   Até o áudio
Sérgio                   Vazado, em vez
Neste país               De prendê-los,
Que moro,                Fê-los acima     
Com machado               Da lei, no
De jucá,                      Vergonhoso
Nas neves,                   Seis a três.        
Sem                                   E agora 
Brancas.                Choram Teoria,
De suas             Sem conspiração,
Alagoas,                       Outra vez!

No                                 Estranho!     
Calamar                        De Cabral
De muitos,                         Pra cá,
Com                             Só mudou
Calabouço                    O mar, na
De poucos,              Onda brecha
Com                         Do seu mal,
Tornozelos                 Nas graças
De brindes.             Do seu olhar.  

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ontem, mamãe!

Dom - 11.05.1980  - 19 h 17

Sabes,            E ver, minha mãe! Que
Mamãe!        Outros ainda te têm, faz
Diante da          Do meu triste, alegre,  
Tua cripta,                   Alegre que me
Eu me entristeço,               Entristece,  
Choro e penso,          Ao ouvir de voz
Naquele passado,      Sempre dizendo
Que não                     Doces palavras
Esqueço.                            Maternas.

Quando,        O cemitério está cheio,  
Criança,               E as catacumbas se
Teus braços                        Tornaram
Eram meu berço,            Verdadeiros
Nós dois crescendo,           Castiçais,
Fomos amigos              Aos sons dos
E conselheiros,         Passos dos que
Segredo só               Entram e saem,
De nós dois,                    Dos órfãos
Censuro dos teus                    Filhos
Sussurros.                         Sem mãe.

Ao saber que nos          Como queria
Separa esse       Ouvir o teu silêncio,
Túmulo,                     Nem que fosse
Eu, aqui, fico                Por milésimo
Sem graça,                     De segundo,
Estremecido no          Assim nós dois
Meu mundo nulo,                Teríamos
Que teu                            Um instante
Universo                            A mais em
Me cala.                        Nossas vidas.

É insuportável            O infinito azul
Abraçar-te                             Do céu,
No vazio,                        E as rosas a
É doloroso                        Enfeitarem
Ter-te                               Tua campa,
Além do                             Juntam-se
Infinito,                                Comigo,
Onde minha                  Numa canção
Voz em grito,                        De amor
Chamando                            Dizendo:
Mamãe!                Obrigado, Mamãe!
Mamãe!                        Pelos abraços
Não passa de                   Constantes
Um silêncio.             Dos teus braços.

sábado, 13 de maio de 2017

Pluralidade singular

Sex - 12.05.2017 - 12 h 39 m

Mãe!                               No pôster
Mesma                                Do seu
Singular,                            Álbum,
És                                  No ensaio
Plural,                                 De tua
No                                         Vida.
Coletivo                            
Mães!                                    Vida
Em                                De muitas
Retrato                                Vidas,
De                               Nas vindas
Mulher.              de todas as vidas
                           
Fotografada                    Nas idas
De Cores                           De tua
Humanas,                            Vida,
Clicada                              Só pra
Por                               Nos dizer:
Deus,                        Vida minha!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

As mães

Ter - 26.02.1980

Mãe! retorno à tua casa,
E te encontro no teu mesmo canto,
Onde outrora  te disse adeus,
E abençoando-me, sorriste-me, chorando.

Fui-me em ritmo de adeus,
Em busca de minha deusa,
Não te esquecendo mãe! Não te esqueci,
Mas sou do mundo, desde que nasci.

Nove meses, hei de sempre te agradecer,
E como posso eu me esquecer
De uma senhora que só me deu amor,
Se fazendo sempre rosa e flor.

Fui para o mundo, sentir-te mais minha,
Em minha mulher, minha rainha,
Fiz-me pai,
Oh! Mãe! Perdoa!

Mãe! Como sempre te somos vida,
Embora só criança és-nos única querida,
Quisera nossos filhos não crescessem
Ou nunca nos deixassem.

Mas é vida minha mãe!
É vida que quer assim:
Sermos de um tudo para as mães,
E a uma jovem dizer sim.

É vida mamãe!
Ela que também nos diga:
Tê-los com tanto zelos,
Para um dia de despedida.

Agora sei o que meus pais sentiram,
Quando os filhos têm que dizer adeus,
Hoje entendo te encontrar onde te deixamos,
Pois foi lá, que nós também ficamos.

sábado, 6 de maio de 2017

No ar

Sex - 21.04.2017 - 09 h 02 m

Como brisa,         Como pensamento,
Eu te toco,                     Eu te adentro,
Em suave                  Nas entrelinhas
Deslizar.                     Do teu meditar.

Como silêncio,        Vestido-me de ti
Eu te escuto,              Onde estiveres,  
No diálogo do          Pra te encontrar
Teu olhar                                 No ar.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Guerreiro! Guerreiro!

Ter - 30.07.2002

Que bom sabermos              Resta-nos
Que somos partículas               A dor e
Tuas,                                     A tristeza,
Antes e agora,                   Depois de ti.
mais do que nunca,                       Mas,
Dentro de nós, somente.                  Tu

Livre estás guerreiro           Mostraste-
Guerreiro,                                     Nos:
Sem sofrimento,                               O              
E para sempre                             Deus
Transeunte em nosso                    Que
Pensamento,                                    Te
Fazendo morada em nós,              Faz
A todo instante.                          Forte,

Ensinando-nos a sorrir,            Acima
Sem reclamo e sem dor,                De
Quando mal cabia o choro,       Tudo,
Como lamento.                    Lidando,
Reanimado pelo                     No mar
Teu Deus,                         Turbulento
Encantando-nos                    Da vida,
Com tua fibra                Como se nas
De                               Águas serenas
Guerreiro                        E tranquilas
Valente.                        Tu estivesses.

Guerreiro!                     Induzido por
Guerreiro!                           Teu Deus
Urgem                             Que te cura,
As Cacimbas,                          Não te
Em vão,                            Permitindo
Em teu                                   O canto
Orfanato                                      Das
Infinito,                         Lamentações
Restando                       Em momento
A dor                                       Algum,
E o canto aflito,                       Sequer.

Refletido somente                  Ontem!
Pelo O Eterno,                         Nosso        
Em riso e esperança,                 Deus
Intrínseco lema                              Se
Próprio de ti,                              Auto
Reservando às                  Presenteou,
Cacimbas                          Enchendo-
O consolo:                                   Nos
És tu guerreiro                              De
O nosso Guerreiro              Saudades
Da paz.                                      Tuas

terça-feira, 25 de abril de 2017

Identidade humana

Seg - 17.12.2004 - 14 h 16 m

Tua serenidade                     Pintando
Era a paz                     Tua identidade
Que                                       Humana
Necessitávamos.             De cada cor.

Tua Bondade                       Ao longo
Um exercício                        De toda
Para as nossas                             Tua
Atitudes.                          Existência.

Tua humildade           Tornando-nos
Morada certa                           Hoje,
Da                                     Saudades
Simplicidade.             Infinitas tuas.

Fazendo                     Vivendo com
Da vida                        Nosso Deus,
Uma lição              A alegria do teu
De amor.                       14.12.2004.

sábado, 22 de abril de 2017

Porto seguro

Sex - 19.05.2007

Porto Seguro               Benção de Deus
A abrigar                        Lhe concedida
De todos.                                 Em vida,
Pequena casa,                   Representada
Grande Coração,                        Por sua
Espaço não faltava                   Bondade
A quem a procurasse.                Infinita,

Sua ternura,               Estendida a todos,
Chave de sua porta,              Sem idade,
Aberta sempre estava,                 Desde
No entra e sai                 Sua mocidade,
De quem lá chegasse.      Revelado por
Na suavidade de sua         Sua candura,
Mão amiga.          Fotografada por nós.

sábado, 15 de abril de 2017

Retrato falado

Sex - 14.06.1993

Quem esquecerá?

Desse pai-marido coruja,
Neto-genro de vó,
Que com seus carões
Brigava com seus
Filhos, só, para
Carinhosamente,
Imediato dizer sim.

Quem não lembrará?

De suas prosas mnuciosas,
Cheias de lá vai, lá vem,
Repletas de movimentos,
Contadas com sentimentos,
Prendendo-nos a respiração,
Pra não perdemos uma vírgula
De suas emoções.

Quem não recordará?

Do homem rapaz faceiro,
Em suas eternas
Mãos nos bolsos,
Aos sons constantes
De arrastos de chinelos
E doces assobios melódicos,
Do Guerreiro guerreiro da paz.

É impossível nossas
Lembranças existirem
Sem esses e outros
Momentoos que te
Fizeram único,
Em nossas vidas.
Obrigado Deus,
Por sermos você.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

01 de março de 1995

Qua - 01.031995

Às dez horas                     Sem você:
De primeiro                        Sua casa
De março                               Perdeu
De 1995,                                O lado
Mais um pouco                  Feminino
De nós se ia,                        Da vida.
Fazendo-nos                    Seus cinco
Todos seus cinco,         Ficaram sem
Tornando-nos ilhas,           A bendita
Ao perdermos o                        Entre
Essencial do nosso                     Seus
Istmo,                                   Homens,

Permanecendo                 E nós, sem
Mudo o 281.1808                Seu jeito
Que sempre                     Misterioso-
Primeiro              Vaidodoso-simples
Ligávamos,                       Vestido de
Onde faceira           Humanismo, que
E cheia de              Nos será, sempre,
Encanto,               Lições aprendidas,
Nos atendia,                No espelho de
Prontamente.                Nossas vidas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

14 de junho de 1994

Sab - 06.04.2017- 20 h 23m

Naquela silenciosa           Enchendo-nos
Noite,                                       Todos de
O telefone tocou,                     Saudades
Eram as mnhas                               Suas,
Duas irmãs,                                       No
Depois de muitas conversas,         Auge
Dizendo-me que você             Dos seus
Não mais existia.                     40 anos.

O frio  tomou conta         Na esperança
Do meu corpo,                           De nos
E todo meu ser,               Encontrarmos
Como febril estivesse,               Em 28
Só sabia tremer,                    De junho,
Tremer,            Quando nos vimos, em
Incontrolavelmente.           17 de abril.

Na manhã seguinte,                  Porém,
Inerte você chegava,              Permitiu
Tão diferente estava,            Deus que
Que minha mãe,           Você voltasse,
Aliviada,                       14 dias antes,
Disse-me:                  Só para enfeitar
Não é ela não!                    O seu céu
É sim,                               Com a rosa
Minha mãe!               Chamada você.

Mas uma vez,                Deixando o
Em  tristeza,       Nosso jardim com
Nos fizemos:            As lembranças
A nossa pequena                  Do seu
De cabelo de índia,       Vinte e sete
Cedo, demais,                De janeiro,
Deixara                       Para sempre,
O seu três              No memorial da
Pequeninos,        Nossa  Existência.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

30 de março

Sab - 31.12.88 - 19 h 37

Mano!
Vinte anos nos separam,
Entretanto, poucos dias,
Que não foram dois meses,
Uniram-nos, por toda uma eternidade.

Quando aqui vieste, pela primeira vez,
Trouxeste-me um presente,
Quando vieste em oitenta e sete,
Nada me trazendo, deixaste-me
Tua presença.

Relembro-me, como se agora.
Era quase 13 horas, entramos
No Ouro Verde, para mais uma
Despedida, quando nos disseste:
Este pequeno é demais!

Demais, és tu mano, que mesmo
Diante da morte, sorrias para vida,
No sempre nos dizer que está
Tudo bem, confortando-nos, com
Tamanha convicção, que nos
Fizera sonhar, em oitenta e nove,
Passarmos juntos, teus 52 anos,
Que somente três meses nos
Separavam.

Foi-se o oitenta e oito, contudo.
Não passaste das 22 h e 30 m do
Seu trinta de dezemebro de 1988,
Fazendo-nos mergulhar em tristezas
Profundas.

Porém o teu amor, tua simplicidade
Tua bondade e tudo mais que faz
O Primeiro Galho de nossa
Árvore Genealógica,
Fará de um mero oitenta e oito
Ternas e dóceis recordações vivas
De oitenta e seis e oitenta e sete,
Quando juntos vivemos toda uma
Geração.

Por isso Mano!
Trinta de dezembro
Inexiste.
Tu vives  e eternamente
Viverás nas lembranças
De minhas saudades.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Continuar de sonho

Seg - 20.03.2017 - 08 h 37 m

18 de março de 2017,
No continuar de sonho,
Você se fez branco,
Enchendo-nos de alegrias,
Com a paz de sua serenidade,
No seu primeiro semestre,
Com juramento solene
Na festividade do jaleco.

Todos que ali estavam,
Ao ver tanto branco assim,
Se tornaram branco também,
Na pureza de alma
Dos seus meninos e meninas,
Tão jovens, ainda,
Já deixando o aconchego
Carinhoso dos seus,
Trocando capitalismo,
Por sonhos e idealismos.

Buscando os sóis,
Mesmas que as nuvens insistam
Em pintar os céus de preto,
Sendo Ícaros, sem serem
Ceras queimadas,
Tudo pela saúde
Dos seus consultados.

Pois paciente é arcaico,
E já pode ser mudado,
Paciente dá idéia de demora,
Doença não tem hora,
Consulta, sim!
Pode até ter hora marcada.

Acorde saúde pública,
Antes que o estado
E seu povo adoeçam
Por completos.

Equipe seus hospitais.
Não queiram seus médicos
Realizando milagres,
Mas, sim, curando almas,
Devolvendo bem estar
Aos consultados e seus familiares.

Viva você que teima
Em tornar o Sus
No padrão de saúde pública,
Com idealismo, sem capitalismo.

Salve a UFPI -
PARNAÍBA,
Por sua medicina
HUMANISTA.

Deus proteja Voces:
Você Operando,
Consultando, Examinando,
Salvando VIDAS SEMPRE.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Mulher

Qui - 07.03.2002

Magistral! Psicóloga! Sem divã,
Una! Fracionária! Ímpar!
Linda! feia, unicamente mulher,
Harmoniosa! Doce candura humana,
Esbeta! Gorda, eternamente mulher,
Retrato perfeito da criação.

Grande! Pequena, simplesmente mulher,
Eloquente! Tímida, sempre mulher,
Divina! Maternal! Companheira!
AmigAmadAmante!
Sem forma geométrica,
SEMPITERNARMULHERRRRRR,
Que em seu repouso divino,
Deus nos presentou,
Fazendo-nos aluno do verbo amar,
Depois do sono profundo.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mulheres

Ter - 08.03.2016 - 06 h 32 m

Substantivos comuns      
Em se fazerem de próprios,
Nos possessivos dos seus queres,
Nos tratamentos que bem quiserem,
Em suas escolhas de bem me quer,
Ou mal me quer,
No rosto ingênuo de menina,
Da malícia de mulher,
Em segredo angelical.

Substantivos concretos,
A nos tornarem abstratos,
Nos amores de suas paixões ardentes,
Em acenderem de gelos,
E apagarem de fogos.
Em nos transformarem  de amados
E/ou amantes,
Nas cumplicidades dos seus desejos,
Em seu tempo de se(m)nhora,
Nos domínios de nossas horas.

São as mesmas mulheres que:

Quando criança, embalamos;
Quando menina, brincamos;
Quando moça, encantamos;
Quando mãe, amamos;

E quando mulher:
Nos perdemos,
Em encontrar
De amores,
No bem me quer
Do seu bem querer.

sábado, 11 de março de 2017

Sem ti!

Qui - 23.06.2016 - 08 h 53 m

Sem ti!                        Minha canção Ficou
Tudo o que                            Sem melodia,
Escuto                               Deixando minha 
É o teu                                     Vida sem V,
Silêncio,                         Depois de tua ida.

Falando                                         Saudade
De ti,                                              É muito
Depois                                         Pra viver
Do último                                        Sem ti
Abraço e  beijo                                 Senti.
Que eu te dei,                       Só há tristeza
Naquele dia.                     A me consumir.

Meu celular                                 Essa dor
Emudeceu;                       Que não passa!
Meu concreto                    Que não passa
Tornou-se                                          Sem
 Abstrato;                                            Ti!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Fé menina!

Seg - 27 .02.2017 - 11 h 09 m

Na fé menino,                Na fé menina,        
Lembro                       Levando minha
Você,                                  Fé menino,
Me                                      Na mulher
Chamando                               Autora,
Filho,                                     Em seus
Me mimando,                           Papéis
Como único,                       Múltiplos,
Me amando,                                 Sem    
Sem igual,                                Nunca        
A cada um.                                    Ser    
Sem Diferença.                          Atriz.                    
                                                               
Na moça                          Quais delas
Feminina,                              Está em
Que nos faz                               Você?
Meninos,                                   Todas
Nas meninices                            Elas
De nossas                                   Meu
Paixões.                                   Amor:

Na fêmea,                 Menina - Moça
Que se faz                  Mulher - Mãe,
Mulher,                           Escrevendo
Inscrevendo               Suas histórias,
Seu amado,                   Nas páginas
No seu livro                   Das minhas
Diamante.                        Memórias.