domingo, 28 de janeiro de 2024

Nós, o que somos?

Sab - 12.04.1980

Este passar do tempo,
Brinquedo de segundo,
Sem saber ao certo,
Quando se acabar.

Esta data imprescindível,
Começo e tantos fins,
De muito sem ser meio.

Estes poucos de nascer
Nas muitas já perdidas,
Morrendo no viver.

Esta certeza do momento,
Começo do amanhã,
Fim de todo hoje.

Este descanso de uma guerra,
Frutos dos inconstantes
Transgressores de exigências.

Este ódio em busca de paz,
Anseio de liberdade que nos faz capaz
De suportar o mundo em ecese de dor.

Estes egoístas, sem precedências,
Sonhos capitalistas, Jesus Cristo
Que se foi.

Mistura de tudo e nada,
Nada que os fazemos,
Tudo que sempre fomos,
É tudo que hoje somos.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Sem mim

Seg - 01.03.1999

Na solidão desta Fortaleza vazia,
Nada me alegra,
Senão, sexta,
Em se fazer de triste segundas.

Por quê voas sexta?
Quando estou a segundos de vocês,
Em toda quietude de paz,
De eterno momento de mim.

Como são incontáveis as tuas segundas e cia,
Sem instante de mim a consolar de 97.5
Em me fazer de um eu inexistente,
No tempo infinito constante.

Solidão, saudade, segunda sou eu,
Sem tempo para mim, assim me consumes,
Segunda, sozinho, saudades de mim,
Assim me resumes, até tua quinta.

Fim de semana, que bom você veio!
Feliz posso ouvir: - Pailinho, vem cá!
- Papai arme Capri -  Saudade amor!
Livre me faço, para fica comigo, só para amá-los,
Donos de mim, prisioneiros meus:
Assim sou eu, com vocês.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Jogando conversar fora

 02.08.2021 - 20 h 36 m

AdemirÁvel versejar


Noite!

Noite! Noite!

Disse a madrugada:

Por que tanta demora? 

Por que não Vai embora?

Não ver que está na hora

Dos seus amantes de você se irem?


Não posso ir agora, eles estão aqui,

Na Minha calada, colado na minha 

Boca, ouvindo minha balada, sem

Se preocupar com hora,

Pois todos aqui 

São sem 

Hora.


Cansada

De esperar

Madrugada no seu 

Frio se enrolou, dormiu.

Só vendo dia raiar, depois

Que do seu frio se desenrolou,

Sem vê a noite, por ela passando.


A manhã sem perder tempo com a

Tarde curtiram tudo que lhe era

Devido, até as nuvens que

Nos céu se juntavam

Anoitecendo o dia

Sem murmuro

Algum.

sábado, 13 de janeiro de 2024

Te sendo

 Qui - 16.11.2023 - 14 h 45 k

Cálice(s) da sensatez 


EU SOU: AS RETICÊNCIAS do teu infinito,

    As PALAVRAS dos teus pensamentos, 

       Os presentes da tua PRESENÇA, 

              As ondas dos Teus mares,

        OS SUSSURROS do teu silêncio, 

              Os céus das tuas estrelas: 

   SOU O QUÊ EU SOU: PORQUE TE SOU

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Vidraça estilhaçada

 Ter - 27.04.2021 - 15 h 50 m

AdemirÁvel versejar 


Porta

Aberta fechada,

Janela vidraça estilhaçada,

Aranha construindo suas Teias,

Casa ornamentada com seu nada,

Paredes pintadas com o pavor seu,

Chão com piso inacabado, feio e frio.


Teto sem:Telha-lua-estrela-sol algum

Copo cheio, corpo vazio sem alma,

Asfalto cama, pesadelos de muito,

Calçada cabeça sem travesseiro,

Rua casa habitada

Com seus

Medos.

sábado, 6 de janeiro de 2024

Abraço solitário


Qua - 25.03.2022 - 17 h 06 m
Cálice(s) da sensatez 

Silenciosa e fria ė a última noite da
     Agonia, sozinho, ante a terra 
           De ninguém, no adeus 
               Sem despedida só 
             Abraço Solitário: Fria
               Noite, noite fria, na
           Despedida sem adeus.

Do seu tempo de ninguém,
      De você, sem você 
           Mesmo, nos 
            InstANTES 
        Perdido do seu
            Nada, pelo 
       Tudo hoje desfeito.