sábado, 22 de outubro de 2016

Filho!

Sex - 30.09.2016 - 12 h 06 m

Filho! parece que não cresce,
A gente até esquece
Esse tempo que não passa,
Da criança-menino-rapaz-homem.

Homem do rapaz-menino,
Da criança sempre viva dentro de nós,
Na dinamicidade temporal,
Que parece estática ser.

Pois o menino-rapaz-homem,
Nossa criança sempre será,
Nesse tempo que não passa
E nunca há de passar,
Do filho que não cresce,
No nosso homem,
Que de menino não passa:

No tempo de você,
Fazendo nossa unidade,
Valendo nossa idade a sua mocidade,
No planeta dos pais,
No universo dos filhos,
Nas horas sem intervalos,
Dos seus segundos guardados,
Sem segredos,
Nas histórias dos nossos enredos.

sábado, 15 de outubro de 2016

{ A[ prende ]}, ( brasil )! {[( De vez )]}

Sex - 14. 10.2016 - 07 h 00 m

Como o tempo do saber
É do cada hora reduzido,
O quadro negro da vida se fará pó,
Sem o branco do  seu giz,
Na nação sem noção de educação,
No país que nada somos.

Como tempo do saber
É do cada hora reduzido,
Na eloquência dos poderes
Sem Erasmo,
Na "divina comédia"
Com pouco céu e muito inferno,
No país do purgatório,
No berço esplêndido de poucos.

Ainda assim, vejo você: SÓIS DO SABER!
Ensinando não sermos buraco  negro,
Mas estrela com identidade,
No penhor da desigualdade,
Tornando-se apenas elo do saber,
Fazendo desse país PÁTRIA DE TODOS,
Debaixo do mesmo céu,
Mostrando que só a EDUCAÇÃO,
{ do saber, pode minimizar [ e (
Que entravam uma nação:
Aprende, brasil! De vez.

Dedico a todos VOCÊS
Que fazem da educação a arte do saber
E não o meio de vida profissional,
Sem nunca perder o encanto
Da vida na sala de aula,
Nas lousas das extraclasse.
Principalmente você!
MINHA PROFESSORINHA PREDILETA,
Que sempre me faz poeta,
No quadro negro dos meus versos,
Com o giz de suas poesias.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Desçubida

Ter - 05.10.2016 - 12 H 25 M

Não sei se                  Dos Grands
Subimos                          Canyons          
Para descer,                 Of our life,        
Ou se descemos     No Yosemite    
Para subir.                           Valley

Sei que                De sua brancura,
Pra cada descida           Em verde
Há sempre                  De pinheiro,
Uma subida,                            Com
Nos esperando,                     VOCÊ,
Nas                                            Junto 
Desçubidas                        Conosco.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Nossos 12 de outubro

Qua - 12.10.2016 - 02 H 01M

Quem quiser chame os seus de crionças,
os nossos serão sempre nossas crianças,
Sem nunca serem jovens aborrecentes,
Nos convívios de suas adolescências,
Sem serem, até hoje, adultos incorrigíveis,
Heranças dos seus avós corrigíveis.

Nas inocências de suas meninices,
Ríamos do certo, mas nunca do errado.
Dividíamos diante das necessidades,
Multiplicando gestos de humildades,
Somando todos com igualdades,
Sem diminur e nem reduzir ninguém,
E nem torná-los restos de suas sobras,
No fora novo das desigualdades.

Sem crianças mimadas
Os aborrecentes se fizeram inexistentes.
Por serem filhos amados,
Logo adolescentes se firmaram,
Na convivência de todos os dias,
Sem momento nenhum de conivência.

Pois o tempo, o grande mestre,
É o único professor nas três fases da vida.
E todas elas em uma só se resumem,
Na escolha do caráter da escola humana,
Onde o permissivo desmedido,
E a omissão excessiva só estragam,
Levando o mundo a punir nossos adultos,
Por não os termos corrigidos,
Quando crianças,
No presente, sem presente,
Da presença ausente,
Dos nossos dia-a-dia que sempre se adia.

Obrigado DEUS!
Pelo pais e filhos que temos.
Eles nos presentearam
De filhos e pais que hoje somos.

domingo, 9 de outubro de 2016

Vaqueiro nordestino

sab - 08.10.2016 - 19 H 30 M

O vaqueiro nordestino,
Cabra da peste feito menino,
No seu alazão suado,
Tange seu gado surrado,                                                              
Fazendo dos campos fechados,
Suas pistas, sem derribas,
Nas buscas dos bois  fujões,
Com gibão, aboio e raça,
Onde o gado é sua sorte,
E nunca o seu esporte.

Correndo um quarto de milha,
No seu PANGARÉ, sem demora,
Comendo um quarto do milho,
Na MOCHILA, sem haras,
No carinho do seu dono,
Parceiro de suas horas,
Na simbiose cavalo-boi-homem.

Onde seu único bem
É seu animal que não há preço,
Na prece dos seus aboios,
Nas pressas de suas lidas,
Na sombra do seu descanso,
Chamando cada um seu nome,
Sem nunca valeu o boi,
No canto do seu chocalho,
Sem troféu e prêmio pra exibir,
Mas saga de bravura pra contar,
Sem homem e cavalo com boi a derrubar.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Um dia, depois

Seg - 03.10.2016 - 00 h 15 m

Hoje, o que diremos? O 13 ganhou?
O quinze perdeu?                                
O amarelo acabou? O vermelho surgiu?
Só sei que a rural é a mesma
Transportando caborés e corujas,
Há muito tempo esquecido,
Nos seus zé e cazuza,
Na cidade perdida de todos

Tudo isso
Só saberemos,
Um dia depois
Dos seus quatro anos.

Só então veremos se valeu  a pena
Não mais pagar tributo a essa dinastia,
Sempre banhada por dois afluentes,
Que um dia o nobre rio sena
Quis te fazer um só banabuiú.

Por isso teu povo Foi a ti                           
E voltou bem.                           
Se votou bem,
Só saberá  se:

Morada Nova se tornar números infinitos,
Sem gritos de treze e de quinze,
Com famílias múltiplas,
Deixando de ser três,
No inteiro do seu povo, de novo.