sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Qualquer dia

Sex - 21.02.2020 - 06 h 20 m

Um dia, 
Quando nem 
Ainda, existíamos, 
A nave vida 
Nos chama 
Para nos tornarmos 
Seus  tripulantes, 

No momento de muitos,
No estágio do tempo 
Chamado criança, 
Fazendo-nos existência 
Ao longo de 
Suas 
Estações, 

Sem saber ao certo 
Quando partiremos 
De retorno à inexistência, 
No
Encontro e 
Desencontro 
De saudade, 

Que cada passageiro 
Viverá um dia,
Na presença ausente 
Dos nossos entes amados 
Sem entendermos o fim 
Dessa viagem da locomotiva
chamada agora.

O bom de tudo 
Isso 
É que estamos 
Sempre 
Comprando ticket 
Para conhecermos 
Novos lugares, 

Como se 
Um dia não 
Estacionássemos,
De vez,
No universo do 
Nosso 
Deus,

Onde
O
Tempo
Não
Mais
Nos
Importa.

Pois,
Qualquer dia
É tudo que temos,
Enquanto o Senhor
Da vida
Não nos
Eternizar.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Fonte nele

Qua - 19.02.2020 - 07 h 40 m

Choro, 
momentaneamente,
Hoje supriu nosso sorriso,
mas
Indiscretamente, 
percebemos
Que está a sorrir,

Um riso, 
sem ser 
diferente.
Isso nos anima,
Nesse tempo 
sem 
você.

Hoje,
só hoje 
irá sem estar 
conosco.
Ontem! Ontem!
agora nos é 
saudade

Pois
Uma
Fonte
Nele
Chamada
Sorriso,

Que
Não
Permitirá
Que
Choremos
Você,
Amanhã
E continuamente.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Mãos

Ter – 30.10.2001 

Com o indicador:
Somos ilha autoritária,
A negação do tudo e nada,
Ilha de si mesmo.
Apontando erros alheios,
Sem atirar a primeira pedra.

Com o polegar:
Somos a encarnação:
Do bem e do Mal,
Da vida e da Morte,
Nas arenas romanas do ter,
Sem haver 3ª via.

Com o médio:
Tornamo-nos cúmplice do guerramor:
Somos grosseiros, mal-educados;
Íntimos, quando queremos,
E ansioso e feliz
No prenúncio do novo ser.

Com o anelar:
Fazemos o sonho de menino acontecer,
Letrando-nos na vidamor,
Na busca incessante do querer ser
E do bem querer,
Jogando o médio, quando o mal se quer.

Com o mínimo:
Somos os últimos,
Que serão os primeiros,
Os pequeninos do reino dos céus,
O maior ante todos os homens,
Se aprendermos a lição do amor.

Com os dedos fechados
E mãos vazias e cheias de iras,
Somos o açoite da agonia,
As noites frias de todos os dias,
A negação ardente de nossas carícias,
E a tristeza eterna de nossas alegrias.

Com um dedo, somos quase nada,
Com dois fazemos paz e amor,
Com quatro, trazemos-te para cá,
E te mandamos um beijo,
Com cinco nos cumprimentamos
E também nos separamos.

Com as duas mãos:
Ao senhor agradecemos,
Bênçãos alcançamos........
Porém, com quatro em diante,
O senhor estará no meio de nós,
Se de mãos dadas permanecermos.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

EuTi

Qui - 10.10.2019 - 08 h 02 m

Entre mim
E ti,
Há muito eu,
Repleto
De ti,
Completo
De nós.

No nosso de nós,
Somente,
Sem mais
Ninguém
Diferente,
Que não seja
Nós com a gente.

Em um de
Eutu,
Nas histórias
De timim,
Nessa vida
Sem ser dois,
No tempo de EUTI.

Onde meus eus
São eternamente tu
Em teus Ti,
Sempre
De mim,
No nós, de nós
Continuamente.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Flores

Qua - 25.12.2019 - 11 h 21 m

Tempo!
Tempo!
Tempo!

Tempo
Por
Mim.

Tempo
Por
Ti.

Tempo!
Só pra toda
Inexistência.

Tempo!
Sopra toda
Existência.

Tem pó,
Tem pó,
Tem pó,

Quando
Branco
Só fores.

Ainda, assim
A natureza
Te enviará
Flores,

suavizando
nossas
dores.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Silêncio das mãos

Ter - 20.11.2018 - 07 h 38 m

Acariciando a alma,
Afagando o corpo,
Na sutileza táctil
De sua leveza,
No vestígio
Das
Vertigens,

Despindo a
Roupagem,
Vestida
De
Nudez,
Vestindo
De pele

A insensatez,
Infinita,
Sem timidez,
Na intimidade
Desse
transloucado
Amor,

Tornando-se
Cúmplices,
Confidentes,
Conselheiras,
Dos aplausos
Dos seus
Silêncios,

Sem contar
Para outra
Suas Atitudes
E Gestos
Sentimentalizados,
Em segredos
Eternizados.