quinta-feira, 28 de maio de 2020

O grande milagre

Qui -:09.04.2020 - 05 h 10 m

Choram hemisférios inclusos nos atlas,
Horrendos insuportáveis necrotérios ativos,
Ilhados  no agora,
Nas latitudes e
Altitudes inexistentes da vida.

Ásia, Américas, África, Oceania
Suas perdas
Irreparáveis
Ainda choram.

Espanha, Itália, Reino
Unido, França,
Rússia e outros mais.
O mundo, em
Uma lágrima só,
Pelos seus,
Ainda padecem:

Flagelo
Da
Dor
Imposta
Por ti,
Por ti.

Deixando
A humanidade
Sem beijos,
Abraços,
Aperto de mão
E
Despedidas.

Aguardando
O grande
Milagre
Do INVISÍVEL
Concreto
Maior do que,
Tudo, todos e tu.

Para falarmos
De nós,
Como se nada
Disso tivera
Acontecido,
Quando de novo
Soprar nossas narinas.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Nunca

Dom 05.04.2020 - 08 h 17 m

Nunca
O
Tão
Próximo
Ficou
Tão
Longe.

Nunca
Os
Braços
Ficaram
Sem
Os seus
Abraços.

Nunca
As
Mãos
Permaneceram
Tanto
Tempo
Sem se apertarem.

Nunca
A
Boca,
Em toda
História
Humana,
Deixou
De ser beijo.

Quando o
Nunca
Emudecer
De novo,
E
O talvez
Deixar de existir.

Quando o
Longe
Continuar
Bem longe, e
O perto, bem, perto,
Que não caiba
De tão próximo:

Aprenderemos
A lição de vez,
Que celular não
É PELE humana,
Mas touchscreen
Somente a distância,
Na Net da nossa saudade.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Quarentena

Ter - 31.03.2020 15 h 50 m

Enclausurados
Nas prisões,
Sem cadeados,
Soltos
Sem a canto nenhum
Se puder
Ir.

Vamos driblando
Sem saber
O quê,
Aprisionados
Nos muros
De nós
Mesmos,

Negando
Abraços,
Beijos,
Afetos,
Desejos:
Ricos de nada,
Pobre de tudo,

Esperando, 
Ansiosamente,
Pelas 
Andanças,
Pra nos
Tornarmos,
Novamente, 

Prisioneiro
Dos seus 
Abraços,
Beijos, 
Afetos e 
Desejos,
Livremente.

Pondo em
Modo avião
As Redes Sociais,
Pelos menos
Dois dias,
Uma vez,
Por semana,

Em balançar
De redes
Nas varandas
De nossas
Existências,
Sem saudades,
Sem stand-by.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O Meu SerTer

Dom 26.04.2020 - 14 h 35 m

És:

Meu Kumis
Da Mongólia;
Minha Chicha
Da civilização
Ameríndia;
Minha Cidra,
Com ou sem maçã;

 A uva
Do meu
Vinho;
O levedo
Da 
Minha
Cerveja;

O mais puro
Esmalte do
Meu
Whisky;
O etílico
Da minha
Cachaça;

O limão
Da minha
Caipirinha;
O aroma
Do
Meu
Licor;

A espuma
Do meu
Champanhe;
O menta
Que
Me
Anestesia;

Meu Conhaque,
Meu Gim,
Minha Vodca,
Meu Cinzano,
Meu Campari
Sem precisar 
Ser líquido:

Na sobremesa
Posta,
Na mesa
Exposta
Em inebriar
De amores,
Sem copos:

Na companhia
Desse 
TeuSer,
Com Ser-te 
SERMOS
No pileque da
Nossa sede.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Tenho medo!

Sex - 08.05.2020 - 09 h 31 m

Dois mil e dois
Já se foi,
Faz tanto tempo,
E TU
Ainda
Tens  
Medo?

MEDO
De defenderes
A cultura,
De defenderes
Teus pares,
Só pra
Te tornares ímpar!

Sendo
Atriz
Autora,
Como 
Fora
Em 2002.

O zero
Se deslocou,
Sem
Esperança,
E AGORA,
Perdeste TU
O medo.

Medo do
Bêbado e da
Equilibrista,
Que os artistas
E os outros
Cantaram e cantam
Sem censura. 

E tu, aqui,
Feito brisa,
Enaltecendo
O teu predileto,
Cheia de esperança
E sem MEDO,
Enumerando mortos.

E mesma, assim,
vais
Regendo a arte,
Esquecendo a vida,
Presa em tua telinha,
Anestesiando a DOR
SEM 'oh, oh, oh!'?.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Quando o impossível acontece

Dom - 12.04.2020 - 17 h 00 m

0 tentador
Perdeu o grande
Momento de conversão,
Quando do convívio
Com o Salvador, no deserto
Do seu eu, ao provocar
O Impossível com seu nada.

A dúvida de Zacarias,
E a aceitação de Maria,
Apesar de serem
Atitudes diferentes,
Não diminuiu, em nada,
A anunciação de
Gabriel:

A não ser
A mudez
do esposo
de Isabel,
Pai do
Futuro
João.

Maria,
Confiando no Impossível,
Lhe diz: Está faltando vinho.
Mesma diante da
Resposta do Redentor,
Fala aos que serviam a bebida,
Faça tudo como lhe pedir..

Zaqueu,
Devido à sua pequena estatura,
Querendo ver O Filho do homem:
Não mediu esforços,
Para sua árvore escalar,
Se informando antes,
Por onde ele passaria.

O paralítico, não
Podendo entrar na casa,
Desce pelo telhado,
Com a ajudar de
Quatro homens,
Só para sair de lá
Andando.

Saulo,
Buscando exterminar
O cristianismo,
Teve que cair do cavalo,
Literalmente, para perceber
Que Gamaleão
Estava errado.

Salomé,
Induzida pela mãe,
A presenteou,
Em uma bandeja
A cabeça de João,
Pois juramento de tetrarca
Herodes não tem retorno.

Pilatos,
Mostrando
O poder imponente,
De seu reinado,
Teve como resposta
O silêncio do Impossível,
Lavando, por isso suas mãos.

Aí vem,
O rei dos reis
Sentando em jumentinho,
Fazendo o impossível
Acontecer, sendo coroado
Com espinhos e cetro
De cravos da arrogância.

Isso
Sem falarmos
De outros impossíveis,
Que o acreditar
Fez acontecer,
Quando a história
Era apenas sonhos.

E nós aqui,
Perdidos em religiosismos,
Continuamos crucificando
O próximo, amando Jesus,
Sem tempo algum
Para o possível  
Humano se fazer.