domingo, 28 de março de 2021
Pensamentos
São olhos que veem
O que a boca fala,
sem se pronunciar,
O que os ouvidos deixaram
De ouvir ou não,
O que a mente conversou,
No seu diálogo interno.
Aversos, às vezes,
O que se expressa a língua,
Refazendo verbetes
Pra não ser descortês,
Mantendo a calma,
Dominando as intempéries,
Pra ficar acima do conflito.
Deixando de dizer
O que dar na telha,
Evitando jogar vozes
Ao vento, confabulando
Com o silêncio,
Meditando antes,
Para não chorar depois.
Faça disso uma opção,
Aprenda que vencer
É convencer, sem precisar
Ganhar; é perder sem nunca
Ter perdido, ressignificando
O fato, enfeitando o prato,
Sem ressentimentos,
Voando que nem condor,
Alcançando a plenitude
Da alma, com suave idade,
Livres, sem amarras,
No levitar sutil,
Das percepções
Cognitivas.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Mui Amada Eva
Magníficos Autênticos Especiais:
Maravilhosas Atrevidas Elétricas:
Manhosas Atiçadas Excêntricas:
Misteriosas Amantes Extasiadas:
Mão Amiga Esplêndida:
Senhora de mim, Senhora de nós,
Mãe Assim És:
Disfarçada na mulher,
Amadamante-amiga-companheira
De nós dois somente, é o que és,
Sem perder a moça, que um dia
Nos fez uno, levada da breca,
Sapeca, sempre cheia de meninice,
Cheios de sonhos a esperar de bebê,
És tudo que te somos.
A mui Amada Eva,
Eternamente, Co-Autora
Objetiva e/ou subjetiva
Que em tua Singularidade Pluralista
Fazes-te simples composta,
No contínuo procura-se:
O nosso divinal
segunda-feira, 15 de março de 2021
Lá
sábado, 13 de março de 2021
Saiba, meu amor!
Dom - 16.08.1981
Ah! Como eu queria que você
Soubesse
Que a minha vida, sem você,
Não vale nada não.
É como o céu, sem sol,
É como as noites, sem estrelas,
É como o mar, sem sal, é uma vida,
Só, sobrevida, e nada mais.
Longe de você,
Sinto-me ninguém,
Tudo me é tão triste,
Pois sei que nada existe.
Saiba meu amor, esta é a verdade,
A maior maldade,
Toda minha dor,
Se um dia você for.
sexta-feira, 12 de março de 2021
Odor mortífero
Dom - 17.01.2021 - 16 h 93 m
A quem interessa
O perfume da morte,
A agonia da vida,
O choro já sem
Lágrimas, dos
Muitos sem
Sorrisos?
A quem importa
Caixões amontoados,
Saudades, sem despedidas,
Vacinas politizadas,
Nos seus mais de duzentos e
Nove mil mortos, até
Agora?
A quem convém
Esse desmando total,
Esse descaso, sem igual,
Com tiradas
Filosóficas,
Com suas letras
Apagadas?
A quem convém?
A quem importa?
A quem interessa?
Se sabem,
Façam-se respostas,
Não transformem seu
Povo, em casa de aposta.
sábado, 6 de março de 2021
Fé menina escrita
Sex - 05.03.2021 - 09 h 15 m
Fé menina Escrita
E descrita
Com letras indeléveis,
Da tua realidade,
És tu:
Escritora
MÃE:
Escrevendo
A vida
Com reticências,
Fazendo dos obstáculos
Pontes, sem binóculos,
Sem pontos,
Com óculos:
Sendo
Agasalhos
De pele;
Calçados,
Estando descalça;
Pão, passando
Fome;
Complemento
E
Suplemento
Existencial;
Essência do
Composto
Humano.
Fé menina
Contada, narrada..
Com a tinta da caneta
Do teu realismo
És tu:
Escritora
MULHER:
Escrevendo
Nossas histórias,
Em tuas sagas,
Nas pontuações
Que BEM quiseres,
No livro aberto
Do teu QUERER:
Tornando-nos
Personagens
Perdidas,
Nos achados
Do tempo livre,
Dos teus
Amares,
Ensinando-nos
O muito de Mãe,
Que todas mulheres
Tão bem sabem ser,
Em seus sorrisos de
MeninaMoça, em nos
Fazer criança, outra vez.