Dom - 23.09.2018 - 05 h 21 m
Eu quero Palmares
que façam
Ouvir os zumbidos do
seu povo,
Com conselheiros,
sem carnudos
De papel, que digam
aos outros,
Que ipiranga não tem
margem,
Apesar de ser imagem
do número
Perfeito, ele é
todos dias
Eu quero
Confederação do Equador
Que faça do POVO
nação de voto
E não devotos
sem noções, onde
Eu possa ir e vir,
com minhas
Sabinadas e
balaiadas, nos farrapos
Da vida, dizendo aos
donos do nada
Que já não somos
seus ter.
Eu quero Conjurações
mineira, baiana,
E outros estados
mais, com seus
Emboabas, mascates,
alfaiates,
Beckman, Felipe, com
classe, sem
Classes sociais,
sendo povonação,
Com território
de todos, Sem grilhões
E sem tornozelos
eletrônicos.
Eu quero o povo, sem
pólvora
Sem pavor e sem
temer,
Votando sem favor,
Voltando e indo pra
onde quiser,
Deixando de ser vida
de gado,
Orgulhando-se da
triste partida,
Sem precisar mais de
ir.
Sem derrama, sem
quinto,
Sem comissão, sem
propina
Com obras sem obras
que
Fazem sangrar o
povo,
Onde roubar não é
mais verbo,
Mais verba certa de
suas impunidades,
De suas imunidades,
sem decoro.
O quê fazer se:
Os
votos de alguns eleitores
Com ou sem leitores
Elegem, livremente,
sem cerimonial,
Ainda, os que roubam
e fazem,
Reconduzindo,
até hoje, também,
Os que roubam e não
fazem?