quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Aportuguesando a vida

Dom - 22.08.2010

Nunca te tornes objetos
Diretos e /ou indiretos
Dos outros pronomes
Pessoais que não seja eu,
Sem jamais te esqueceres
De ser sujeito apenas
De me-mim-comigo.

Seja, continuamente,
Sujeito simples dos
Teus erros, e tua
Vida logo estará certa.
Contudo, se possível,
Seja sujeito  composto
De tuas vitórias,
Permitindo que os 
Outros te sejam parte
Integrante do teu EU.

Não faças das pessoas
Artigos e/ou pronome
Indefinidos, mas MIM-ME
Íntimos dos TEUS EUS.
Seja pronome
Demonstrativo, sem
Possessividade,
Naquilo que pode
Ser explícito,
E oculto nos casos
Que tem que ser.

Quando fores
Condicional
E/ou alternativo,
Seja conclusivo,
Sem nada de:
Adversidade,
Explicação
E/ou concessão.

Não preenchas
Tua vida
Com os porquês.
Pois eles podem
Até te justificar,
Mas não resolverão
Os teus problemas,
São somente filosóficos
E intrigantes.

Se quiseres acontecer:
Vive o que, como, onde,
Aonde, quando, quanto
E para que, sem
Superlativo  e DIMINUTIVO,
De formas analíticas
E sintéticas, quando
Precisares, sem nada
De partículas expletivas.

Não importando
Os períodos simples
E/ou compostos, que
Tenham escritos
Para fazer tua história,
Aceita o ponto final
De outrem, tão
Somente, quando achares
Que tuas orações  coordenadas,
Principal e/ou subordinadas
Não necessitam mais
De reticências e nem
Muito menos de ETC.

Deste momento em diante,
Estarás Aportuguesando
A vida.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Vestida de luz

Qui - 24.11.2016 - 05 h 30 m

Você!                              
                                       
Dinâmica,                                    Seus três,
Graciosa,                                     Sem seus
Iluminada,                                      Mimos.

Estática se faz,                                Outros
Na foto do seu                            Mais sem
Sétimo dia,                              Despedidas
 
Nos últimos                               Da menina
Dois meses                                     Sorriso,
Com suas                                     Hoje feita
Alegrias,                               Anjo de Deus.

Deixando:                         Tornando agora!

Dália, sem rosa;                    Lúcia de Ana,
Regina, sem céu;                   Uma saudade
Cristina, sem Bel;              Presente infinita
Ilma, sem caçula;                             De Ana,
Helena, sem Maria;             Lúcia de Deus.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Naimesmos

Qui -31.10.2019 - 08 h 37 m

Hoje, a nossa menininha, 
Em tua magia de gente grande
Nos  colores,
Enches-nos
De branco
Com a tua
Paz,

Nas nossas
Noites sem
Luares,
Nos nossos
Dias
Sem 
Sóis,

Tu sempre
Hás de estar
Iluminando
Nosso ser,
Por toda
Extensão
Do nosso viver: 

Sapeca, 
Pequena,
Presenteando-nos
Dos teus somos,
Nos teus muitos
Nossos quinze
De novembro,

Aguardando
Tua
Chegada,
Pra sermos
Nós de  novo,
Todas às vezes,
Em ti, continuamente.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Espumas inebriantes

Sex - 10.05.2019 - 08 h 30 m

No vindo,
Estou indo,
No amando,
Ando,
No onde e aonde
Tua onda
Me levares,

No surfar
Do teu
Amor,
Nas
douçuras
Dos teus
Sais,

Nas
Loucuras
A sós
Dos teus
Sóis:
Meus
lençóis,

Nas
Pranchas
Dos teus Eu,
Que também
São Meus:
Que tão bem
São teus.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Turbulentos caos

Dom - 03.11.2019 - 11 h 19 m

Abrindo a janela 
De minh`alma,
Escalando o muro  do mundo, 
Só  encontrei portas fechadas,
Mudas, cegas e surdas,
Travadas com Hipocrisias,
Pintadas de melancolias...

Delas me aproximei,
E por todas fechaduras
Suas, eu olhei,
E por mais que eu as
Visse, nada via,
Pois luz ali,
Não mais existia...

Subi em seu telhado,
E nada vi, que não fosse
Suas fechaduras vazias,
Enferrujadas pelo tempo,
Transformando seus dias, 
Em  cinzentas noites de agonias.
Com fachadas de seus SÓIS...

Sem lençóis,
Me deixando a sós,
Sem prato, sem prata
Sem lenço,
Ao menos,
Pra enxugar
Meu pranto...

Nesse presente
Conturbado, turvo,
Sem perspectiva
De amanhã,
Anoitecendo
Seu hoje em nada,
Tornando tudo em ontem…

ATÉ QUE:

Soprados por novos ventos
Despi-me dos meus medos, 
E vi: Você, Tu, Eu, DEUS;
A  luz  trevas tocando;
O ontem ficando pra trás,
No presente dos nossos hoje,
Vividos por cada um de nós.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Branco de mim

Qui - 17.05.2007

Ficas desligado:                      Paz que:
Respirando-me,                 Teu pulmão
Enchendo-me,                        Implora,
Enchendo-me                    Teu cérebro
De ti.                                         Chora,

Com cheiro                          Teu bolso
De cinzeiro,                             E bolsa
Hoje te consumo,                    Não me
A respirar de                      Esquecem,
Ti mesmo,                      Que tua boca
Respirando-me                       Prefere:
Melhor                                 Ter-te me
Momento                           Sorridente,
Teu,                                  Entre lábios
enchendo-te                                Teus:
De                                     Escravo do
Paz.                                    Meu sarro.