terça-feira, 28 de novembro de 2017

Chape! Eternamente Verde

sab - 03.12.2016 - 16 h 05 m

A chape de Santa Catarina                Chape!
Depois de San Lorenzo,          Até teus céus
Se fez time de todos,            Por ti choraste,
No Medellin do seu jogo,           Misturando 
Sem seu verde,                         Ao teu choro
Tornando a bola                       Sangue, suor
 Estática,                        E fama de tua sina,

Na grandeza                         Na bandeira de          
Dinâmica                             Todas as cores,
Do Atlético                           Hoje, marcada
(inter)Nacional,                              De Luto         
Na sul-Americana,          Deixando Condá,
Nas arenas mortais                 Em dor, sem
Do solo colombiano,           Seus condores.

Que                        Vamos!Vamos! Chape!
LaMia               Nós te queremos de novo,
Nos fez ser,         Brilhando nos gramados
Em seu                     De todos os mundos, 
Cierro Gordo,           Seu futebol menino!
Do seu                                       Colorindo
Novembro 28,                                      De
Mudando nossa cor,                        Verde
Deixando o globo                        A nossa
Incolor.                                              Paz.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Trigésima sexta rodada

Dom -19.11.2017 - 05 h 20 m

Depois de nove invictas,
Tiveste tua arrancada,
Deixaste o décimo segundo,
Para entre os quatro ficares,
Desmanchando até a  festa
Do campeão de plantão,
De colorado alvinegro.

Com 103 de idade,
Após  seis anos de B,
No Castelão do Pio! Pio!
Chegaste a série A,
Ao vencer o Papão,
Batendo o recorde de público,
Sem precisar mais jogar.

Nos Um a Dois, com Ricardinho,
Dos Dois Dois a Dois,
Dos quarenta e nove de Pio,
Dos Dois a Zero do A.
Pronto, Juntos estavas lá,
Fazendo das últimas duas: Amistosos,
Sem necessitar mais ganhar.

Vestido de camisa
Doze,
O Acesso alcançaste,
E No vou! Vô!
De tua torcida,
Nunca mais serás
Só onze.

Com 63 pontos, 18 vitórias,
Empates 9, derrotas iguais,
44 gols, com 12 de saldo,
A gritos de acredito,
Está o Ceará, agora, de volta
Ao futebol da Elite.

Com defesas geniais,
Ganhando dentro e fora,
Nos teus confrontos diretos,
Com diretoria ouvindo Chamusca,
E esse escutando a torcida,
Só podia acontecer isto:
Vozão na primeira divisão.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Somente nossa

Qua - 15.11.2017 - 07 h 56m

A saudade que te faz presente,
Da Parnaíba que te traz ausente,
No te fazer constante de andarilha,
Vai transformando ilha, nossos momentos,
Nos levando ao esquecimento.

Esquecimento contínuo,
Que nos transcende ao passado,
Quando te éramos, toda hora,
No todo tempo de nós,
Na menina sapeca, nossa, somente.

Nossa, que hoje te torna transeunte,
Pois o tempo te quer adulta,
Em estudo a te consumir,
Sem tempo mais nem pra ti.
E nós! Te querendo só nossa.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Maçã

Sab - 29.08.2015 - 7 h

Dentro do meu eu
Estão muitos eus,
Unitários meus,
Seus que eu também os faço.

Jeito de cada sujeito,
Em espelho feito minha imagem,
Seres que tão bem os faço,
Unos nossos,
Sem coroas de espinhos.

Eva e Adão
Sem maçã:
Paraíso humano celeste,
Íntimos de Deus,
Talento não enterrado,
Ontem e eternamente.

Sem pecado e sem juízo,
Agora e para sempre,
No humano  divino transformado,
Terra Prometida,
O dracma nunca perdido.

A culpa é de quem?
Da mulher que tu me deste!
A companheira do pecado:
O suor a recompensa.

Eu culpo a serpente!
Víbora enganadora!
A maça que eu te dei.

Sem nenhuma desculpa,
Em nudez nos encontramos,
Presos em nossa arrogância,
Enfeitados de figueira,
No nada nos achamos,
Transformando o Éden
Em dor do parto, poeira e pó.

domingo, 12 de novembro de 2017

Subjeto

Sex - 18.11.2015 - 09 h 23 m

Uma coisa sou eu ficar
Acima do conflito com você.
Outra, é você me colocar
 No seu campo de concentração.

Na primeira, eu sou sujeito
Do seu ponto final,
E nunca me darei mal,
Por ser dono de minhas ações

Na segunda,um mero objeto
De suas reticências...
Por perder a consciência
De minha existência.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O quarto poder

Dom - 29.10.2017 - 09 h 31 m

Povo, sem memória,
É gente sem história,
Permitindo que os agentes
Agendem suas estórias.

Povo, sem lembrança,
É esquecimento político,
É tudo que eles mais querem,
Pros seus enriquecimentos ilícitos.

Povo, sem questionamento,
É resposta de parlamento, no:
Sim senhor de todos os seus momentos,
É multidão, sem tratamentos.

Governo, sem povo, é pavor:
São brindes de oito e quatro tempo,
Que de dois em e dois anos,
Faz sangrar a nação, o fazendo eleições.

Povo, que sabe o que quer,
É governo com historia,
Com  os três, sem estórias,
Agendados em suas memórias,
sem voto vencido ser.