quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Amanhã!

Sab - 14.05.2016 - 13 h 41 m

Os homens poderosos      
Arrombam nossas portas    
Invadem nossas casas.
                                       
Hoje, Jesus Cristo          
Bateu em tua porta        
E te perguntou:                          
Raulino! Posso entrar?                    
Pode meu Senhor!            
                                             
Colocaste as mãos no arado  
E não olhaste mais pra trás,            
Sem tempo sequer de despedida.    
                                                               
O que direi a ti, ou o que a mim me dirás,
Quando esse momento nos fizer passado!

O silêncio de quem partiu,
A saudade de quem ficou,
Pra quem só viveu o agora
Na certeza da ausência,
Em nos fazermos presença,
Em nossas eternas lembranças,
Em amor de criança.

Amanhã! Amanhã!
Hoje nos fizeste passado.
Eu não me despedi de ti,
E nem tu te despediste de mim.

Não choremos nossos ossos,
E nem tenhamos remorsos,
Pois sempre teremos o hoje
E o passado pra falarmos de nós,
Sem lembrarmos o amanhã.

Pois eu queria está aqui, pra ti dizer oi,
Sem ouvir o teu silêncio como resposta.
Resposta essa, que do meu
Monólogo escuto,
Nas lembrança das minhas saudades,
Das nossas eternas Cacimbas.

Pois a vida é feita de:
Presença, saudade ou remorso.                                  
Só a presença nos fará saudade
Quando um dia a nossa ausência chegar.

Obrigado            Eterno           Raulino!

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