Sab - 14.05.2016 - 13 h 41 m
Os homens poderosos
Arrombam nossas portas
Invadem nossas casas.
Hoje, Jesus Cristo
Bateu em tua porta
E te perguntou:
Raulino! Posso entrar?
Pode meu Senhor!
Colocaste as mãos no arado
E não olhaste mais pra trás,
Sem tempo sequer de despedida.
O que direi a ti, ou o que a mim me dirás,
Quando esse momento nos fizer passado!
O silêncio de quem partiu,
A saudade de quem ficou,
Pra quem só viveu o agora
Na certeza da ausência,
Em nos fazermos presença,
Em nossas eternas lembranças,
Em amor de criança.
Amanhã! Amanhã!
Hoje nos fizeste passado.
Eu não me despedi de ti,
E nem tu te despediste de mim.
Não choremos nossos ossos,
E nem tenhamos remorsos,
Pois sempre teremos o hoje
E o passado pra falarmos de nós,
Sem lembrarmos o amanhã.
Pois eu queria está aqui, pra ti dizer oi,
Sem ouvir o teu silêncio como resposta.
Resposta essa, que do meu
Monólogo escuto,
Nas lembrança das minhas saudades,
Das nossas eternas Cacimbas.
Pois a vida é feita de:
Presença, saudade ou remorso.
Só a presença nos fará saudade
Quando um dia a nossa ausência chegar.
Obrigado Eterno Raulino!
Nenhum comentário:
Postar um comentário