domingo, 12 de dezembro de 2021

MariAna

Qua - 01.11.2017 - 07 h 41 m

O canibalismo selvagem capitalista,
Moendo o caro com suas moedas,
Sem faces, a serviço de suas coroas,
Continua boicotando o mundo,

Com dó lá e cá, cotado,
Com marcos dos seus domínios,
Separando Maria de Ana,
Com preço irreal fixado.

Inundando seu Vale de lama,
Tornando amarelo, o que ante
Era verde, deixando sua depressão
Entre montes, sem doce,
Destruindo sonhos e esperança.

No passado, sem criança,
Restando apenas lembranças,
De sua linda Mariana,
Nas suas marias e anas,
No seu peso real desvalorizado.

Na natureza morta
Do espelho narcisista,
Do seu ter que capita lista,
Captado por seu poder extremista.

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