sábado, 12 de fevereiro de 2022

Povo

Dom - 23.09.2018 - 05 h 21 m

Eu quero Palmares que façam
Ouvir os zumbidos do seu povo,
Com conselheiros, sem carnudos
De papel, que digam aos outros,
Que ipiranga não tem margem,
Apesar de ser imagem do número
Perfeito, ele é todos dias

Eu quero Confederação do Equador
Que faça do POVO nação de voto
E não devotos  sem noções, onde
Eu possa ir e vir, com minhas
Sabinadas e balaiadas, nos farrapos
Da vida, dizendo aos donos do nada
Que já não somos seus ter.

Eu quero Conjurações mineira, baiana,
E outros estados mais, com seus
Emboabas, mascates, alfaiates,
Beckman, Felipe, com classe, sem
Classes sociais, sendo povonação,
Com território  de todos, Sem grilhões
E sem tornozelos eletrônicos.

Eu quero o povo, sem pólvora
Sem pavor e sem temer,
Votando sem favor,
Voltando e indo pra onde quiser,
Deixando de ser vida de gado,
Orgulhando-se da triste partida,
Sem precisar mais de ir.

Sem derrama, sem quinto,
Sem comissão, sem propina
Com obras sem obras que
Fazem sangrar o povo,
Onde roubar não é mais verbo,
Mais verba certa de suas impunidades,
De suas imunidades, sem decoro.

O quê fazer se:
Os votos de  alguns eleitores
Com ou sem leitores
Elegem, livremente, sem cerimonial,
Ainda, os que roubam e fazem,
Reconduzindo,  até hoje, também,
Os que roubam e não fazem?

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