domingo, 6 de janeiro de 2019

Tem pó meu

Qui - feira - 20.12.2018 - 06 h 58 m

Vestindo o nada
Despindo o tolo,
Vou eu, fazendo
De suas belezas,
Espelho sem rosto,
Nas brancuras dos
Seus ossos, coroados.

Erigindo igrejas,
Derrubando altares,
Sacrifícios humanos
Incensando crenças,
Vi a fé riscadas em
Nomes de deuses ,
Feitos por homem.

Objeto masculino
De barro perfeito, após
O sopro, se fez cimento,
Com defeito,
Culpando sua inspiração,
Pelo fracasso do seu trono,
Sem efeito.

E eu, aqui, sem idade,
Na criancice das minhas noites
Vou folheando história,
Da realeza vestida de mendigo,
No rascunho infinitos dos meus dias,
Que  me diga o mendigo, conselheiro
Do seu caos, que na areia escrevi.

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