Qui - feira - 20.12.2018 - 06 h 58 m
Vestindo o nada
Despindo o tolo,
Vou eu, fazendo
De suas belezas,
Espelho sem rosto,
Nas brancuras dos
Seus ossos,
coroados.
Erigindo igrejas,
Derrubando altares,
Sacrifícios humanos
Incensando crenças,
Vi a fé riscadas em
Nomes de deuses ,
Feitos por homem.
Objeto masculino
De barro perfeito, após
O sopro, se fez
cimento,
Com defeito,
Culpando sua inspiração,
Pelo fracasso do seu trono,
Sem efeito.
E eu, aqui, sem
idade,
Na criancice das
minhas noites
Vou folheando
história,
Da realeza vestida
de mendigo,
No rascunho
infinitos dos meus dias,
Que me diga o mendigo, conselheiro
Do seu caos, que na
areia escrevi.
Terceira estrofe é fantástica!
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