terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Trema

Sex - 02.11.2018 - 07 h 32 m

Que saudade de você.
Lá, a vida era mais
Tranqüila e charmosa,
Deixando-me, mais aliviado,
Por sua pronúncia
Continuar
Tremendo.

Ali, o:
EI, OI EU,
Creem, deem, leem, veem,
E seus VOOS ilhados,
com perdoo, sem enjoos
Eram que nem ônibus, não
Tinha passageiros em pé.

Hoje: Pera pera e para
a maçã para tudo de novo,
Semente, sem mente, que
Cimenta por si, sem pôr do sol,
No pôde, sem pódio, na ante-sala
Dos desencontros juntos do seu pode.

Que  saudade de você...
Acolá, não precisava
Do contexto para  se entender.
Sua palavra bastava.
Exceto outras tantas iguais a ti:
Que se escreve, amarra
Pertencendo ao conde:

Que manga,
Cortando a manga
Dobrando a manga
Tocando fogo na manga,
Montado no seu Manga-larga,
Sem acender o lampião,
com seus galopes de:

Pelo pelo,
Pela pela
Pô-los polo  polo,
Do sal dado,
Com sol dando
Sem cabê-los
Nos seus poros.

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