Qua - 02.06.2004
Muitos
Passam assim:
Renegados na vida,
Intrínsecos de si mesmos,
Diante inexistências doutros.
Não importando nada,
Nem ninguém,
Assim passam:
Vazios - Inexistentes - Incógnitos,
Ligando coisa nenhuma ao nada.
Mesmo chegando a lugares perdidos,
Assim, vão, sem nunca se encontrarem.
Meio à multidão,
Apenas sendo mais um:
Realeza dos tronos,
Querendo todos aos seus pés:
Inteiro - Uno - Indivisível:
Estandarte do ter,
Sábio eloquente porta voz global.
Passam todos,
E outros mais:
Retratos infames da história,
Escória humana momentânea:
Absoluto - Incontestável - Atores de ser,
Retrato de suas estórias,
Assinados por ínfimos tolos imortais.
Você!
Por ser:
A tempestade que nos faz bonança...
O açoite que nos afaga...
O incômodo que nos acomoda...
O sacudir a embalar de sonhos
De se pode mais:
Ficará para sempre.
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