quarta-feira, 6 de março de 2019

Banquetes

Dom - 03.03.2019 - 06 h 35 m

Quando vermes
Nos fizermos,
Na dor do si,
Sem lá de mim,
Enoitecendo
O sol, sem nos redimir,
No sofá, sem lágrima.

Enquanto a dor doída,
For sumo do amor moído,
Insumo do meu
Riso, resumo
Do seu nada
Nas telas do
Meu atelier.

Conquanto a morte
For a razão dos FORTES,
A insensatez do seu
Consorte, uma questão
De sorte, um retorno
Mais cedo à terra nua,
Que não são suas.

Os vermes
Se banquetearão,
Sordidamente,
A dor alheia
Dos seus narcisismos
Adoçando os céus de suas
Bocas infernais, comum a mente.

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