Sab - 06.07.2019 - 05 h 28 m
Nas ilhas da
solidão,
Só então nunca
estou,
Tenho-te,
companheira,
No cais do meu
abandono,
O lugar certo pra eu me atracar,
Meu ancorador em
alto mar,
De braços abertos a
me estreitar.
Nos arquipélagos da
ilusão,
Os sonhos reais me
são,
Dormindo ou
acordado,
Sem pesadelos me
seres,
Nas noites dias de
ti.
Nos sóis luares dos
lençóis
Dos teus aMares.
Nas enseadas
oceânicas
Fazendo-me istmos
A todos os
instantes,
Em tuas baías me
Encontro,
Nos encantos
Dos teus cantos.
Nas depressões da
vida,
Por tuas pontes
percorro,
Fazendo dos becos,
sem saídas,
Ruas também de nós dois,
Ultrapassando
paredes, sem portas,
Que tuas comportas
comportam.
Só assim eu vou me
indo
Sem sozinho ter
ficado,
Solto
Em ti,
Preso
Em
Mim.
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