quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Igualdade

Sab - 27.10.2018 - 06 h 23 m

Noventa, noventa e cinco
São iguais a
Sessenta e um, cinquenta e sete,
Tais quais são
Quinze, vinte e dois,
Em relação a doze, treze,
Nos contando tempo.

Matematicamente, impossível,
Humanamente, possível,
Fora de qualquer parábola,
Nos foros convergentes humanísticos,
Sem axiomas descritos,
Nos teoremas de nossos poemas
De amor imprescritível.

Um conjunto vazio
No produto cartesiano;
Que eu e tu, em conjunto,
O tornamos unitário,
No côncavo, convexo
Da vida,
Sem figuras geométricas.

No compasso musical,
Sem se geometrizar,
Sem transferir dor,
Em meio a reticências,
Sem pontos finais,
Nas retas infinitas
De Naimir.

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