terça-feira, 12 de novembro de 2019

Turbulentos caos

Dom - 03.11.2019 - 11 h 19 m

Abrindo a janela 
De minh`alma,
Escalando o muro  do mundo, 
Só  encontrei portas fechadas,
Mudas, cegas e surdas,
Travadas com Hipocrisias,
Pintadas de melancolias...

Delas me aproximei,
E por todas fechaduras
Suas, eu olhei,
E por mais que eu as
Visse, nada via,
Pois luz ali,
Não mais existia...

Subi em seu telhado,
E nada vi, que não fosse
Suas fechaduras vazias,
Enferrujadas pelo tempo,
Transformando seus dias, 
Em  cinzentas noites de agonias.
Com fachadas de seus SÓIS...

Sem lençóis,
Me deixando a sós,
Sem prato, sem prata
Sem lenço,
Ao menos,
Pra enxugar
Meu pranto...

Nesse presente
Conturbado, turvo,
Sem perspectiva
De amanhã,
Anoitecendo
Seu hoje em nada,
Tornando tudo em ontem…

ATÉ QUE:

Soprados por novos ventos
Despi-me dos meus medos, 
E vi: Você, Tu, Eu, DEUS;
A  luz  trevas tocando;
O ontem ficando pra trás,
No presente dos nossos hoje,
Vividos por cada um de nós.

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