Sab 26.10.2019 - 09 h 24 m
O presente
É uma serpente,
Que usa o ser e o pente,
Destilando seu veneno,
Com suas sorrateiras
Presas, sempre sorridentes,
Nas pressas de cada um,
Nas camas de gatos,
Deitados de cães,
Roídas de ratos,
Com ruídos de
Bichos,
Que nem selvagens,
Em histeria humana.
Mas, mesmo assim, vão,
Vestidos de gente,
Feito serpente,
Buscando outros
Adãos
E Evas,
Cerrando-lhes
O paraíso,
Despindo sua nudez,
Cuspindo sua Maçã
Jogando neles
A sua primeira
E última pedras.
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