sábado, 15 de abril de 2023

Molhando a chuva

Dom - 23.02 2020 - 15 h  05 m

Domar o Rio 
É ver suas correntezas 
Se tornarem Lagos 
Tranquilos, perdidos 
Dentro 
Dos 
Mares,

Nos açoites bravios
De suas ondas, 
Chicoteados pelos 
Vendavais marítimos, 
Espumando loucuras, 
Na serenidade do seu
Surfar

Loucuras de suas 
Insensatezes impensadas 
De todas às vezes, 
Que suas atitudes desvairadas 
E inconsequentes produzem, 
Nos asilos dos seus 
Medos,

Querendo lhe fazer 
Surtar 
E você, tranquilamente, 
Flutua, 
Com a onda do 
Seu 
Olhar.

Ondas que sobre 
Olhares de muitos 
Querem o fazer tiradas, 
E você, sem ferida tatuada, 
Vai fazendo tirada 
De sua pele 
Bronzeada.

Rindo à toa 
Das ondas que 
Os outros querem 
Que você surfe, 
Mas você, por si mesmo, 
Decide surfar sua 
Própria vida.

Quer na cama,
Na sala de jantar
Ou no sofá, 
Na varanda do seu 
Quintal, 
Abrindo a porta do
Seu muro,

Olhando,
Na janela 
Transversal 
Do universo 
De 
Sua 
Prancha, 

levando o tempo 
Que o tempo, 
Sem tempo 
lhe  der ou não, 
Nas cristas 
Da vibe das 
Suas emoções.

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