Dom - 23.02 2020 - 15 h 05 m
Domar o Rio
É ver suas correntezas
Se tornarem Lagos
Tranquilos, perdidos
Dentro
Dos
Mares,
Nos açoites bravios
De suas ondas,
Chicoteados pelos
Vendavais marítimos,
Espumando loucuras,
Na serenidade do seu
Surfar
Loucuras de suas
Insensatezes impensadas
De todas às vezes,
Que suas atitudes desvairadas
E inconsequentes produzem,
Nos asilos dos seus
Medos,
Querendo lhe fazer
Surtar
E você, tranquilamente,
Flutua,
Com a onda do
Seu
Olhar.
Ondas que sobre
Olhares de muitos
Querem o fazer tiradas,
E você, sem ferida tatuada,
Vai fazendo tirada
De sua pele
Bronzeada.
Rindo à toa
Das ondas que
Os outros querem
Que você surfe,
Mas você, por si mesmo,
Decide surfar sua
Própria vida.
Quer na cama,
Na sala de jantar
Ou no sofá,
Na varanda do seu
Quintal,
Abrindo a porta do
Seu muro,
Olhando,
Na janela
Transversal
Do universo
De
Sua
Prancha,
levando o tempo
Que o tempo,
Sem tempo
lhe der ou não,
Nas cristas
Da vibe das
Suas emoções.
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