Qua - 23.03.1988
Não serei o trem da poesia
E nem o poeta do trem,
Mas serei o trem da alegria
Que ao poeta convém.
Não farei rimas quebradas,
E nem quebrarei as rimas,
Mas farei versos rimados,
Para viver com meu bem.
Não serei ilha
E nem menos ainda arquipélago,
Mas serei ponte ou istmo,
Que liga coisa nenhuma ao tudo.
Não serei parede,
Nem muito menos o teto,
Mas a porta que se abre
No entra e sai do bem da humanidade.
Não serei José e Maria
E nem tão pouco Maria e José,
Mas simplesmente serei
Os outros que todos somos.
Não serei católico, apostólico,
Romano... nem seitas de protestos
Luterano, mas a voz de Jesus Cristo
Pregando amor, sem distinção de
Povo, credor e cor.
Não serei o ódio dos homens,
Nem a paixão de dois jovens,
Mas o amor vivificado
No homem bem aventurado.
Não serei eu,
Nem ti ou você,
Mas Cristo nos faça uno,
Como nos é a Trindade.
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