Ter - 07.05.2019 - 02 h 30 m
Rabiscando uma palavra
Para expressar esta andarilha
Atemporal, que nós filhos,
Às vezes,
A empoeiramos
Em nossos
Esquecimentos, a quem
Só deveríamos emoldurar
Em nossos corações,
Enquadrando-a com
Nossas emoções,
Encontrei você,
Companheira certa
De todos os meus dias
Peregrinando por aí afora:
Sendo mãe,
Sendo mão
Dupla,
Sem nunca
Estar
Na contramão
Da vida:
Na marginal,
Em qualquer
Lugar,
Imagina ela
Nos encontrar,
Imagem santa
A nos procurar:
Nos Oásis,
Ou nos desertos
Floridos das vidas,
Entre caos e
Tempestades, muitas,
De certos, os fará
amenos,
Só pra, suavemente,
Soprar seus cetros,
Sem se preocupar
Se seremos ou não
Sua bengala um dia,
Com igual
Valia,
Nos
Procurará,
Mesma velhinha
Quando for um dia,
Se abandonando,
Para nos encontrar,
Ainda que
abandonada:
Com seus mimos e com
suas
Canções de ninar nos
embalará,
Nos aquecendo
Com a chama indelével
Do charme do
seu amor,
Sem lembranças dos frios gelos
Dos nossos desertos,
Que implantamos nos
Oásis
Da contramãe de sua vida:
TodaVia,
Nada a impedirá
De sempre nos procurar:
Estando presa ou solta,
Nos asilos de nossos dias:
Só pra nos amar, nos amar,
Nos amar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário